Cuore Di Bella
28 Capítulo 21
Meu corpo cansado parecia bem melhor agora que sonhei com meu pequeno homem mamando pela primeira vez. Doeu bastante, mas foi anulado pela deliciosa sensação de segurá-lo e alimentá-lo. Isso foi no meio da madrugada quando a enfermeira o trouxe e me aconselhou a dormir porque ele logo acordaria e na terceira hora da manhã estaria liberada para visitas.
Edward estava ao meu lado o tempo todo, praticamente tão em cima do bebê quanto poderia estar. Seu sorriso era grande e brilhante. Perdi as contas de quantas vezes ele me beijou e disse que me amava, mas em certo momento teve que sair para cuidar dos seus machucados, tomar um banho e trazer o restante da minha bolsa para me vestir.
Abri os olhos para contemplar a cena que fez meus ovários explodirem feliz. Edward estava segurando nosso pacotinho, falando baixinho.
– Você sabe como conheci sua mãe? – sussurrou esfregando o nariz nele – Vou te contar... Era aniversário da Vovó Esme, sim, aquela que chorou no vidro e ficou dizendo que você era a minha cara. – sorriu levemente ajeitando-o no colo — Meus amigos estavam falando dela, mas só quando ela chegou, vestindo algo preto, justo e curto eu a vi pela primeira vez. Ela estava linda e eu a puxei para dançar. Filho, papai já sabia que ela seria a mulher da minha vida.
Eu funguei alto e ele virou-se para me olhar.
– Mamãe acordou. – sussurrou – Eu disse a você que é linda e será a mulher da sua vida pra sempre?
– Não diga essas coisas, bobo. Meus hormônios ainda estão confusos. – resmunguei secando minhas lágrimas. – Ele acordou tem tempo? – perguntei observando-o vir até a mim
– Apenas dez minutinhos. – sorriu colocando-o no meu colo.
Thomas não estava mais tão inchado e tirando sua touca podia ver o cabelo desalinhado como o pai. E como era cabeludo! Seu nariz era pequeno, as bochechas rosadinhas e ele mantinha a mãozinha fechada no dedo mindinho do pai, esfregando o rosto no meu seio, sentindo o cheiro do leite. E meus seios pareciam que iam explodir. Eu acho que comecei a chorar de novo.
Meu bebê era tão perfeito. E estava nos meus braços.
– Vamos alimentá-lo e você gostaria de um tempo antes do horário de visita?
– Soa perfeito. – sussurrei feliz com seu beijo nos meus cabelos.
Thomas não tinha chorado ainda, a não ser no momento que nasceu. Ele me parecia calmo, apenas faminto. Sua gengiva realmente cortou-me e ele continuou a mamar com sangue. Eu chorei de dor e emoção ao mesmo tempo... Era um extremo preso a uma linha fina.
Edward ajudou-me com a limpeza com uma enfermeira. Fiz uma trança no cabelo e tirei aquela expressão recém parida. Meu pequeno garotinho estava acordado, aninhado na cama e Edward e eu sentamos juntos. Foi a primeira vez que troquei sua fralda... Ele era todo perfeitinho. Perninhas, pés tão mordíveis, bracinhos sacolejando descoordenadamente, os lábios fazendo barulhinhos estalados, olhinhos abertos, mãozinha na boca... Eu ia explodir de felicidade.
– Os cabelos são iguais ao seu... Temo ter sido só a barriga... Até agora não tem nada meu. – sorri passando o dedo pela sua barriguinha nua e ele sacudiu as pernas – Ele é grandinho, não é?
– Ele é perfeito. – Edward riu pegando seus pés – Vamos vesti-lo, porque tem avós desequilibrados lá fora.
– Eles não o viram ainda?
– Só pelo vidro do berçário. – sorriu torto – Minha mãe está louca dizendo que ele sou eu.
– Eu disse a você. – sussurrei fechando sua roupinha, colocando os sapatinhos novamente – Ele é tão lindo quanto você é.
– Então, eu espero que quando tivermos uma menina, ela será como você.
– Amor, o esforço físico que fiz ontem não será repetido pelos próximos dois anos, isso soa bem a você?
– Eu posso esperar. – provocou balançando as sobrancelhas machucadas.
– Agora, antes de todos entrarem, conte-me sobre ontem, por favor. – pedi mordendo os lábios enquanto aninhava Thomas no meu colo. Era tão certo e natural fazer isso.
– Amor, já passou.
– Edward... – alertei severamente.
– Oh merda, você me deu o olhar! – Edward gemeu encolhendo os ombros – Já tem o olhar de mãe – murmurou baixinho – Alguns anos atrás Mark teve uma paciente, nós fizemos um transplante de coração juntos, mas seu corpo o rejeitou, resultando no seu falecimento. Ela era uma família grande, meio estranha, muitos pacientes nos ameaçam, isso é normal. Ontem, essa mesma família voltou querendo vingança. Foi um caos... Eles dominaram os pontos importantes do hospital, tentaram roubar todo dinheiro e o pai queria a morte de Mark, ele nos culpa pela péssima escolha do coração. Nós brigamos, eu reagi quando ele atirou na direção de Mark, mas Bree entrou na frente. Tive que operá-la escondido... Foi confuso e ao mesmo tempo rápido. – gaguejou a ultima parte. Eu acho que estava olhando-o como se tivesse duas cabeças pela velocidade que contou tudo.
– Bom... – murmurei desconcertada, jogando os pensamentos de que fiquei muito perto de perdê-lo. Nosso filho tinha nascido e ele estava aqui, não era hora de surtar – Foi assustador ficar sem você. Bree está bem? Mark?
– Bree está estável e Mark com alguns machucados como os meus. Estamos bem. – sorriu tranquilamente – A única coisa que pensei era o quanto queria voltar pra você... Só não tinha como...
– Nós iremos visitá-los assim que sairmos daqui. Vai ficar tudo bem. – sorri beijando-o levemente e Thomas soltou um gorgolejo baixo, se movendo rápido – Eu te amo, minha vida. – sussurrei para meu bebê e virei para o pai – Eu te amo, meu amor.
Edward abraçou a nós dois enchendo de beijo e eu sorri pelo modo maravilhado que Thomas ficou encarando-o. Nós ficamos em silencio durante o tempo que nosso menino ficou olhando, olhando e olhando até fechar os olhos, soltar um suspiro, um pequeno bocejo e resmungar baixinho.
Tinha como ficar mais fofo? E o cheirinho doce de bebê bem pertinho do meu nariz? Eu estava apaixonada!
– Bom dia! – a enfermeira Suzy entrou sorrindo – Hora do café da manhã da mamãe. Trouxe a vitamina de banana que pediu.
– Obrigada, Suzy. – sorri entregando a Edward nosso bebê e aceitei a bandeja de comida porque estava com sede e muita fome – Já comeu?
– De manhã antes de você acordar... Eu estava faminto. – respondeu sem realmente me olhar. Seu olhar estava em Thomas.
Meu Deus, eu sou mãe!
– Tire umas fotos e envie para Jane e meus irmãos? – perguntei baixinho.
– Já fiz isso... Quer dizer Alice fez, ela imaginou que você fosse gostar. – deu os ombros sorrindo.
– Devo me preocupar com sua irmã querendo me agradar? – sorri cutucando-o com meu garfinho de plástico.
– Não, sua boba. Ela te ama. – disse se encolhendo dos meus espetos e ao mesmo tempo me beijando devagar.
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– Bella, você tem as fotos de Edward pequeno? É tão idêntico! – Esme sussurrou embalando Thomas. Eu estava sentada no colo de Edward na poltrona do canto com nossa família inteira dentro do quarto fazendo bagunça.
– Eu também acho, para começar com seu cabelo bagunçado. – concordei sorrindo para Edward. – O pediatra disse que o olho dele pode escurecer, estou torcendo que não.
– Ele é grande. Bella era muito menor com dois meses. – Charlie disse. Ele e Carlisle estavam pendurados no ombro da minha sogra.
– Talvez ele fique alto como Emmett e Edward. – Rosalie comentou observando o bebê. – Não entendo quem Alice puxou.
– Engraçada. – Alice murmurou dando língua – Ainda bem que saí perfeita assim. Não gostaria de ser grande como o marido de vocês...
– Bom, eu amo meu marido ser grande. – provoquei rindo, alguns gargalharam alto e Charlie e Jacob gemeram alto.
– Bella! – gritaram ao mesmo tempo. – Não quero saber disso. – Jacob sacudiu a cabeça desapontado e Charlie tinha um olhar mal.
– O quê? O grande charme do meu marido me encantou na 2º noite que nos conhecemos e foi a mesma noite que Thomas foi produzido. – retruquei e o corpo de Edward estava tremendo na risada – Acredite, é preciso sexo para fazer bebês, não foi pelo olhar.
– Bella... – Charlie sussurrou irritado.
– Quê? Eu parei, estou quieta agora.
– Ela acabou de dar a luz e está piadista assim... Deve estar contando os dias para acabar o resguardo. – Rosalie disse rindo.
– Verdade. Deixarei vovó e vovôs se divertindo com o netinho. – Edward riu piscando para Charlie.
– Ok, chega... Dê-me meu sobrinho um pouco. Crianças são inocentes... Tenho pena de você com uma mãe pervertida como essa. – Jacob sussurrou para meu filho.
– Estou tão orgulhosa do meu trabalho. – suspirei vendo meu irmão ninar meu bebê – Fiz um filho tão lindo.
– Ei, eu também fiz isso. – Edward me apertou
– Claro, mas eu carreguei e alimentei. – rebati rindo.
– E eu te carreguei, aturei e alimentei. – fez cosquinha.
– Bom, você tem um ponto. Só um. Todo o resto é meu.
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– Olha que legal! Eu posso ver meus pés! – gritei de alegria e Edward da cama riu com Thomas deitado a sua frente. Nós já estávamos em casa a algumas horas – E merda, preciso fazer minha unha.
Eu estava pelada, de frente ao espelho, analisando o estrago. Eu estava visivelmente mais gorda, meus seios eram duas pedras redondas e duras. Muito leite que meu filho mamava muito. Um bezerro lindo.
– Será que posso começar a malhar quando? – perguntei alto olhando-me de lado – Nossa, que bunda grande. Será que vai ficar desse tamanho? Amor, minha barriga tá mole?
Foi então que eu estava nua e Edward nem estava prestando atenção em mim.
– Amor?
– Oi?
– Estou tão feia assim que você nem me olha! – choraminguei
– Baby, eu não vejo nada diferente em você. Continua linda, maravilhosa como sempre. – sorriu quente pra mim. – Por que você quer malhar?
– Porque estou 10 quilos mais gorda, precisa de mais?
– Você deu a luz em menos de 48 horas, dá para diminuir a neurose? – resmungou ajeitando Thomas na cama – E amamentando você vai emagrecer muito. Alice ficou mais magra que o peso dela...
– Ela comentou... – murmurei olhando meu corpo e dei os ombros vestindo minha camisola – Será que ele quer mamar? Meus seios estão doendo, parecem que vão explodir.
– Já tem duas horas... Daqui a pouco ele chora. Seu sono parece ser bom...
– Dorme muito, né? Talvez devêssemos aproveitar e dormir também... – sussurrei me aproximando da cama – Coloque-o no berço, se ele chorar vamos ouvir.
Thomas dormindo ficou, dormindo permaneceu por mais duas horas. Aproveitei para dormir colada ao meu marido, choramingando pelo tempo de resguardo que teríamos que enfrentar. E o bichinho mamou com tanta vontade que o leite chegou a escorrer. Até o momento Tom não tinha golfado, mas eu queria muito que isso acontecesse com o pai. Iria rir tanto...
Nós ficamos o dia inteiro sozinho com ele. Thomas parecia um bebê calmo, ele só dormia! Era meio enervante, mas minha sogra fez questão de dizer para aproveitar. Quando deu sete da noite, Edward e eu jantamos uns sanduíches de frango com suco e fomos dormir.
– Edward, estou com calor. — murmurei sonolenta em algum momento da noite e ele foi aumentar o ar. – Obrigada, amor.
Edward puxou o edredom de mim e dormi feliz com o fresquinho do quarto, acordei um pouco depois para olhar Thomas e percebi estar coberta com o edredom e Edward todo encolhido do meu lado. Com pena, o cobri direitinho e fui até meu filho. Ele estava acordado, quieto, com a mão na boca. Como ele não fez sinal de nada fiquei observando por dez minutos, então, ele chorou enrugando o nariz, franzindo os lábios e mostrando a gengiva pelada. Peguei-o no colo com Edward ajeitando o travesseiro pra mim, mesmo sonolento, observando seu filho mamar com vontade.
– Que fominha... – resmunguei sentindo dor. – Você pode pegar água pra mim? Dá uma sede quando ele mama. Parece instantâneo.
Edward sorriu saindo do quarto só de cueca e eu acho que meus hormônios estavam sendo traidores. Eu li em algum lugar que mulher não sente desejo sexual com um bebê pequeno, então, como mesmo de resguardo e não querendo nenhum exercício na minha vagina por um tempo estava tão louca por ele?
Resolvi concentrar no meu bebê e esquecer o quão bonito o pai era. Eu podia achar isso mais fácil se meu filho não fosse tão a cara do pai. Por Deus, eu só fui a barriga. O cabelinho ruivo, os olhinhos verde, as expressões. Eu sei, muito cedo para afirmar, mas nossa, eu só via um mini Edward no me colo.
– Cara, eu fiz um bebê muito lindo. – Edward sorriu beijando-me na bochecha
– Convencido. – murmurei – Papai é um bobo. Vamos dar uma floresta para ele se perder com seu ego.
– Oh amor, vai viver sem mim?
– Nunca. Seria impossível. – sorri esfregando meu nariz no seu – Te amo.
– Você pensando que viveria sem mim... – bufou mordendo minha bochecha e Thomas fez um resmungo soltando meu peito
– Nós estamos atrapalhando a alimentação dele. Quieto.
– Você puxou sua mãe nisso, não é? Todo controlador. – Edward beijou o pezinho dele. – Papai vai te deixar quieto, eu prometo.
Thomas voltou a pegar o bico e eu ajeitei antes que ele me mordesse toda e não mamasse. Uma hora e meia depois ele pareceu satisfeito e soltou o meu outro seio, depois de praticamente esvaziar os dois. Fiquei olhando-o com medo de colocar a absurda quantidade de leite pra fora, mas isso não aconteceu e ele dormiu...
Para acordar 45 minutos depois chorando com a fralda suja. Depois disso ele dormiu até de manhã e eu não consegui dormir profundamente. Edward chegou roncar, coitado, muito cansado. Mesmo com esse detalhe engraçado, ele estava alerta a qualquer movimento meu. Toda hora sua mão me tocava ou me puxava para perto, mas ficar perto do seu corpo estava me dando ideias insanas.
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O primeiro banho, a primeira gofada, o primeiro grito, a primeira noite em claro, a segunda noite em claro, a primeira cólica, a primeira consulta médica... E Thomas do bebê calminho, virou o bebê chorão mais birrento a lá Isabella Swan.
Suas primeiras três semanas em casa foram marcada com intensidade, sono, brigas entre Edward e eu e muita fofura da parte Thomas.
– Bella? – Edward chamou-me baixinho assim que trancou a porta.
Nós não estávamos nos entendendo com horários, cuidado com o Thomas, minhas neuroses hormonais e meus choros compulsivos do nada. Edward não era santo e não tinha paciência eterna. Eu estava soando confusa e chorosa a maior parte do tempo.
– Oi amor. – disse baixinho envergonhada pelos gritos que o expulsei de casa mais cedo. – Gabe está dormindo.
– Imaginei... – sorriu torto – Vamos conversar?
Assenti engolindo o choro seguindo-o em direção ao quarto. Edward tirou a camisa, o sapato e as meias jogando-o no canto antes de afundar na cama.
– Bella, eu sinto muito. De verdade. Eu não quero parecer relapso, mas não consigo entender o que você quer. Eu sei que não é você diretamente...
– Edward, eu sei. Desculpa. – murmurei sentando no seu colo – Estou sendo uma cadela, mas tudo meio que juntou sabe? O fato de não estar dormindo, passar noites sem você, me sentir feia no espelho... Eu sei que estou emagrecendo e tudo mais, só que usar cinta, você não me tocar e ter um bebê mal me dá tempo de depilar as pernas!
– Eu também não tenho colaborado. Agora vamos fazer a seguinte maneira, quando estiver em casa, exceto as mamadas, eu vou ficar com ele para você se cuidar. Eu errei em deixar tudo pra você, desculpa.
– Me desculpa por ter gritado. – sussurrei beijando-o
– Agora, quanto a não tocar você... Não sabe o quanto está sendo difícil pra mim. Eu sinto sua falta fisicamente todo dia, mas nós não podemos... Você está de resguardo, amamentando...
– Nós podemos brincar...
– Eu sei que podemos, mas não quis ficar parecendo um tarado quando você parecia desconfortável com isso...
– Outra vez ficamos brigados por falta de comunicação. – bufei incrédula
– Pelo menos resolvemos no mesmo dia dessa vez... – sorriu orgulhoso de si mesmo e eu resolvi que era hora de acabar com a conversa e beijá-lo muito.
Nós ficamos nos agarrando na cama, namorando feito adolescentes loucos, até o nosso bebê começar a choramingar. Não devia nem ser fome, apenas cansou de dormir. Volte e meia ele fazia isso.
– Vou tomar um banho e fico com ele para você se cuidar.
– Obrigada, eu te amo.
– Eu também te amo, amor.
Mais um ponto resolvido. Nós estávamos bem.
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Gorgolejos me acordaram e eu fingi dormir um pouco para babar um pouquinho o que estava acontecendo ao meu lado. Edward tinha Thomas deitado ao seu lado, sacolejando as perninhas, gorgolejando animado e meu lindo marido estava sorrindo bobamente.
– Que delícia acordar assim... – sussurrei sorrindo e bocejando – Ele acordou tem tempo?
– Uns quarentas minutos fazendo gracinha. Já troquei a fralda e daqui a pouco vai ser com você, amor.
Virei na cama e enterrei meu nariz no seu pescoço, cheirando toda sua fragrância gostosa de bebê. Sua mãozinha encontrou o caminho do meu cabelo, mas ele estava alegrinho com meu nariz brincando na sua barriguinha.
– Sabe que papai vai fazer hoje? Montar nossa árvore de natal e nós vamos conhecer nossa casa. Sabia que Tio Emmett acelerou a montagem da estrutura? Faltam só alguns meses para nos mudar, bebê.
– Vamos fugir da mamãe e da Tia Alice, filho. – Edward beijou a teste dele e me beijou – E sabe que dia é hoje também? Dia que você vai dormir e papai vai deflorar a mamãe!
– Edward! – gritei – Ele só tem 5 semanas de nascido, amor. Ele não pode ouvir essas coisas!
– Ele não entende! – murmurou rindo.
– Entende quando brigo com você, olhe só.
– Bom... – limpou a garganta me dando um sorriso safado – Filho, você ama o papai? Durma por três horas seguidas e papai promete te dar um carro aos 16 anos.
– Que vergonha, Edward. Ele vai dormir, ele dormiu bastante essa noite.
– Também, as ultimas quatro semanas ele resolveu não dormir. Pelo menos isso...
– Para de implicar com meu filho. – dei língua e puxei Thomas para meu colo – Minha vida maravilhosa! Você pode ir se arrumando e preparar a mesa do café enquanto cuido dele?
Alimentei meu filhote, troquei sua roupinha colocando um boné bonitinho, tênis allstar, uma mini bermuda cargo e camiseta polo vermelha. Separei a roupa de Edward igual porque ele ainda estava perambulando pela casa de cueca. Deixei Thomas no bebê conforto na cozinha com o pai e fui tomar banho.
Ouvi quando os dois voltaram par o quarto porque se ficássemos conversando com ele, assim não teria choro e nós poderíamos nos vestir sem dor de cabeça. Como tempo estava curto, escolhi uma calça de pano, camiseta justa e fácil de amamentar e fui preparar a bolsa dele. Era um ritual enorme.
– Nós estamos iguais. – Edward riu se olhando no espelho com Thomas igual – Vamos procurar um boné para o papai também.
Eu ri do quão bobo Edward era com o filho. Thomas estava prestando atenção nas diferentes cores de boné como se fosse a coisa mais importante do mundo. Como um bebê tão pequeno podia me fazer tão cheia de amor, carinho e felicidade? Era tudo. O céu, a terra e o mar.
No caminho para nossa futura casa, fiquei surpresa com o rumo das obras. A última vez que apareci no terreno só tinha vergalhões e trailers espalhados. Agora era uma casa, não, uma mansão enorme, totalmente reformulada. Minha cabeça começou a fervilhar de idéias.
Prendi meu filhote no canguru e segui Edward até Emmett que dava gritos no meio da confusão. Thomas estava alerta, com os olhos verdes arregalados.
– Acostume-se com seu Tio Emmett. Ele é um escândalo. – sussurrei beijando sua testa.
– Todos quietos, meu garoto chegou! – Emmett sorriu vindo a minha direção – Oi garotão, que boné bonito. Posso pegar?
– Claro que sim, só vá lavar as mãos! – dei dois tapinhas nas suas mãos que queriam tocar meu filho – Não é porque ele está liberado para sair que vou deixá-lo com qualquer um.
– Ih, cara. – Emmett resmungou – Mãe chata. Já volto.
– Eu não sou chata... É meu bebê. – retruquei ofendida. – Eu não sou chata.
– Não é não. Só se tornou mãe. – Edward beijou-me docemente – Vem, me diga o que você imagina aqui na cozinha.
Pronto, agora que Emmett me ia chamar de insuportável. Passei as horas seguintes detalhando o que queria inicialmente na casa com o decorador Lilo, Emmett e Edward me seguindo. Thomas chegou a dormir entediado... Fazer o quê? Eu era mãe e “esposa”.
Eu posso!
– Ih, ele regurgitou... – Emmett murmurou enojado com sua camisa toda suja.
Eu ri porque ele quis pegar meu filho e sacodir. Bem feito.
– Amor, é a sua vez de limpar. – Edward sorriu torto.
Ah, as dores e as delícias de se ter uma família...
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N/A: Nyah e sua formatação -.- Bom meninas, desculpe a demora. Meu Thomas (Tom para umas, Gabe para outras) é um amor de fofura, viro glitter com ele ;) Curtiram? Vocês quase nem tem comentado, sinto falta de um monte de vocês. Soltei picspoiler e só a Bruna Letícia viu muahahaha e também contei uns baphos pra Dani. Conversem com elas xD
N/B: Ai que delícia essa família, esses três são adoráveis, e o que eu mais gosto de ver é que eles tem problemas reais, não é nada fantasioso e sabem resolver tudo do modo deles. Tom é apaixonante e muito mordível, quero apertar ele todinho. Comentem sobre esse lindo bebê, beijos xx LeiliPattz
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