Cuore Di Bella
16 Capítulo 9
Você está altamente convidado a ler as notas dessa autora no fim do capítulo
Enjoy
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Acordei sozinho na cama, porém, sentindo cheiro de bacons fritos. Levantei meio zonzo, tropeçando pelo corredor até encontrá-la beliscando os bacons diretamente da chapa. Ela quicou algumas vezes por estar quente, mas não parou de comer.
- Você vai queimar sua língua. – manifestei minha presença pela primeira vez e ela pulou com um pedaço na boca. Brincou com ele na língua por estar tão quente. – Baby, deixe esfriar pelo menos.
- Eu sei. Eles estão tão cheirosos. – sorriu beliscando mais um – Bom dia.
- Bom dia minha linda. – sorri beijando seus lábios e eles estavam salgados. Eu ri – Você acordou tem tempo? – apontei para a mesa já posta.
- Sim. Já ia te chamar...
- Sentindo alguma coisa? Enjoada? Com dor? Sono?
- Nadinha. Estou bem melhor.
- Ótimo. – concordei e ela desligou a chapa. – Isso está cheiroso, mas só vejo besteira na mesa.
- Que besteira? – deu os ombros fazendo-se de desentendida.
- Ovos, bacon, salsicha, batata palha, chocolate com morango, panquecas, calda de amarena, suco de laranja e banana caramelada...
- Isso é um café da manhã regado de coisas gostosas.
- Bella, você não aguenta comer metade dessas coisas.
- Meu prato pode ter um pouquinho de tudo, não? – sorriu colocando algumas coisas no prato – Veremos se não vou comer.
Depois que ela começou a comer, fiquei pensando se ela poderia entrar em uma competição com Emmett. E para morder minha língua, ela não comeu tudo, e sim uma grande quantidade de tudo. Nós limpamos a mesa juntos, depois escovamos os dentes e voltamos para cama. Liguei o ar condicionado e deixei a tevê ligada em um filme baixinho. Nenhum dos dois estava assistindo.
Eu estava deitando entre as pernas de Bella, sentindo-a acariciar meus cabelos de forma lenta. Até que um estalo percorreu minha mente. Bella não tinha ficado menstruada. Eu saberia disso. Nós não teríamos transado todos esses dias durante esse um mês e algumas semanas juntos.
Bella estava comendo mais. Sim, ela não comia tanto e teve enjôos. Será que eu estava exagerando? Bom, nós nunca transamos de camisinha... Ou era apenas minha mente pregando peças? Como saber?
- O que você está pensando? – perguntou-me baixinho.
- Que talvez você possa estar grávida. – respondi simplesmente. Esperei um resmungo dela, acusação ou repreensão, mas tudo que tive foi silencio. Durante cinco minutos – Bella?
- Hum?
- Nada a dizer?
- Eu não sei, Edward. Eu não fico menstruada tem mais de 1 ano.
- Você quer fazer o teste? – perguntei baixinho. – Só por tirar as duvidas...
- Ok. – disse lentamente. – Vamos à farmácia.
- Não quer fazer o de sangue?
- Quer esperar 1 hora ou 5 minutos? – perguntou-me
- De qualquer modo, depois de fazer o de farmácia, faremos o de sangue, ok?
Ela deu os ombros e correu para vestir seu short jeans e com a minha camiseta, descemos para a farmácia na minha rua.
- Qual é bom? – perguntei
- Como irei saber, inferno? – rebateu nervosa olhando para as caixinhas. Ela pegou as quatro marcas diferentes – Foda-se.
A menina do caixa sorriu docemente para nossas compras e Bella faltava arrancar os lábios com os dentes. Eu estava nervoso, não, talvez curioso. Eu não me importaria com o resultado positivo. Na verdade, eu acho que ficaria feliz pra caralho. Ela estava se sacudindo nervosa e estalando a língua.
Bella correu para o banheiro, fechou a porta e trancou.
- Isso é injusto. Eu fiz o filho também.
- Você não vai me ver fazendo xixi em quatro palitinhos diferentes. – gritou de volta
- Eu quero ver o resultado também.
- Você vai ver, só espera um minutinho e vai pra sala.
- Eu não estou te vendo.
- MAS EU ESTOU TE OUVINDO. – gritou irritada e eu sai do quarto rindo.
Fiquei dois minutos na sala olhando impacientemente para o relógio enquanto ela não saia do banheiro nem um por um decreto. Por que demorar tanto tempo?
- Pronto, agora esperar mais cinco minutos. – apareceu na sala. – Edward...
- Não. Só vamos conversar de acordo com o resultado. Sem expectativas ou medos, ok?
- Tudo bem. – suspirou entrelaçando nossas mãos. Ficamos mais algum tempo em silencio e olhamos um para o outro rindo. Sua perna sacodia freneticamente. – Desisto. Vamos passar o tempo nos divertindo.
Eu não entendi o que ela quis dizer até pular em cima de mim e realmente me atacar. Nós ficamos trocando caricias quentes no sofá até ouvirmos o celular dela despertar.
- Ai, estou nervosa. – sentou de repente, meio bagunçada, meio ofegante, puxando a blusa pra baixo, tapando seus seios. – Edward, eu não sei se posso...
- Quieta. Vamos lá, mulher.
Arrastei Bella até o banheiro. Nós dois respiramos fundo antes de entrar e encarar quatro palitinhos alinhados na bancada do banheiro. Ela não se moveu, então, sendo o homem da relação e aquele que veste as calças, paga as contas e pai dessa possível criança... Tomei coragem e fui.
Duas fitinhas rosas era o quê?
- Duas fitinhas rosas. Nos quatro. – disse a ela, que soltou um soluço estrangulado. – Bella? Baby, isso é...
- Positivo.
Eu sorri, apesar de estar com o pensamento parado. Positivo significada que mesmo de pouco tempo, ela estava grávida. E de um filho meu. Realmente não sabia o que pensar diante daquele momento, mas ainda assim, estava sorrindo, porque eu seria pai. Quem não quer ser pai? Quem não quer dar continuidade ao seu nome? Era óbvio que eu queria, principalmente pela mãe do meu filho ser a mulher mais incrível que tinha conhecido.
Bella estava parada no mesmo lugar, pálida feito papel, respirando pesado e com o olhar perdido. Completamente desfocado. Encurtei o espaço entre nós dois, tocando seu corpo gelado e duro. Ironicamente, parecia morta.
- Querida...
- Edward, eu sempre tomei remédios... – sussurrou – Eu não quis te enganar. Não foi proposital. Deus, isso tudo é tão louco...
- Claro que você não quis me enganar, Bella. Do que você está falando? – sacodi seu corpo levemente. – Volta pra terra.
- Nós precisamos conversar... – sussurrou chorosa.
- Claro, vem... Você precisa sentar...
Ao invés de sentar, ela deitou e me puxou para perto, também cobrindo seu corpo com o lençol.
- Edward, eu já engravidei antes. – sussurrou chorando. Eu fiquei chocado – Perdi o bebê...
- Você tem algum problema? O que aconteceu?
- Não tenho nenhum problema... James matou meu bebê. Na verdade, foi a mãe dele, a pedido seu. – soluçou – Por favor, não fique com nojo de mim.
- Bella, querida, não... Não diga isso.
- Eu conheci James em uma noite que briguei feio com Jane. Ela tem tendência a ser irritante quando quer te convencer de algo. Naquela noite, ela queria me levar para fazer compras em Milão no meio da semana de provas do segundo semestre. – sorriu levemente, com o olhar distante – Eu estava de TPM e acabamos discutindo, o que é bem normal entre nós duas. Eu sai do meu apartamento, deixando-a sozinha. Encontrei um bar e sentei para beber um vinho, comer alguma coisa e depois voltar para conversamos...
-... Então, ele apareceu. Diante de um bar cheio de homens velhos e gordinhos, logo se destacou. Não fique chateado, James era um homem bonito. Não lindo, mas de destaque, entende? Então, ele sentou comigo, puxou assunto, nós bebemos e quando me dei conta estava muito tarde e Jane entrou no bar, molhada pela chuva, me procurando completamente nervosa. Logo de cara não gostou dele. James ofereceu para nos acompanhar, mas Jane foi estupidamente grossa com ele. Naquele dia, fiquei triste e chateada com ela. O único homem que tinha se interessado em mim e não nela e ela me faz aquilo...
-... Nós ficamos brigadas por algumas horas. Eu não conseguia ficar muito tempo chateada. E também não vi James por uns bons meses até que o carro dele quebrou em frente a minha casa. Foi uma ironia do destino – bem, eu pensei na época – puramente planejada por ele e meses se encontrando, nós começamos a namorar. Eu perdi minha virgindade com ele. Foi meu primeiro amor. Eu o amava de verdade. Quando terminei a faculdade, Charlie me deu aval de abrir meu restaurante. Foi um momento mágico. Nós procuramos lugares, Jane e eu decoramos e vivemos o meu sonho de abrir um restaurante na Itália.
-... Jane continuava odiando James. Eles brigavam muito e eu vivia entre a cruz e a espada, literalmente. As coisas pioraram quando James e eu resolvemos morar juntos. Eu ignorei tudo. Jane dizendo que era errado. A mãe dele me odiando e dizendo que eu não era raça pura. Eu quis viver aquele sonho perfeito. De casar com um italiano, ter um restaurante, uma casa no alto da colina, com vista para os campos de Toscana... Era tudo perfeito. Como ele morava comigo, eu deixei que cuidasse de toda parte administrativa do restaurante, o que dava acesso as minhas contas.
-... Nesse meio tempo, eu descobri que estava grávida. Foi como a realização de um sonho. Vida perfeita. Só que James disse que não queria ser pai. Ele rejeitou a criança, mas não desisti. Todos os dias contava algo sobre a gravidez e mostrava uma roupinha que comprei. Eu e Jane estávamos exultantes. A essa altura, ela já namorava Félix e tinha voltado para Volterra, mas continuamos absurdamente unidas. Nós fizemos planos e eu omiti o fato de James rejeitar a criança e nem sequer me tocar. Ele parecia com nojo de mim.
-... Então, a mãe dele veio passar uns dias conosco. Eu a odiava e ficava arrepiada com a presença pesada dela, mas a crença de que ninguém se dá bem com sogra, me fazia aceita-la e sorrir com frequência. Charlie não sabia ainda sobre o bebê. Ele iria para Itália e descobriria o que James estava fazendo comigo. Meu pai definitivamente o mataria. Ele já não gostava dele por ter me impedido de ir ao casamento de Jake e nascimento de Seth. Charlie nunca aceitou meu relacionamento.
-... Certo dia, James disse que ia viajar a negócios. Ele ainda fazia trabalhos de contabilidades para outras empresas, bom, assim eu achava. Fiquei sozinha com a mãe dele. Ela fez um lanche, com bolos, doces, biscoitos caseiros que eu odiava, porque a comida dela sempre foi horripilante. E, para melhorar, o chá da tarde que estava regado a uma erva medicinal que resultava o aborto espontâneo. Não preciso dizer que perdi o bebê.
-... Claro que eu não soube que perdi por conta disso. Eu a ouvi dizer que eu não tinha sangue para ter um bebê de James. E ele nem sequer retornou da sua viagem para me ver no hospital ou ficar comigo. A bruxa má foi embora e Jane veio para ficar comigo. Eu tive que contar tudo a ela. E foi como deixar o diabo solto na terra. Dessa vez, ela realmente quis matá-lo. Mas eu não sabia ainda do feito da sua mãe. Muito menos que ele não retornou porque não pode e sim porque não quis.
-... Foi acusado no meu exame de sangue, uma quantidade enorme dessa substancia. Eu estava muito mal. Arrasada por ter perdido meu bebê. Foi como morrer lentamente e ele não ligar. Jane foi embora, mas na promessa de voltar a qualquer momento. Eu quis continuar com James, naquele momento que tudo parecia perdido, ele ainda era meu namorado. Foi então que Juliano, meu co-chef reclamou de um atraso no pagamento de um fornecedor. Achando que James tinha esquecido, acessei a contabilidade do restaurante. Os números não batiam, enviei tudo para Aro por e-mail.
-... No mesmo dia a noite, Aro me enviou por e-mail uma quantidade enorme de erros e um buraco na contabilidade do restaurante. Uma quantidade enorme de dinheiro foi retirada da minha conta e eu não entendia Charlie dizendo que estava gastando demais. Ele nunca se meteu no meu dinheiro. Foi então que tudo só podia ter uma resposta. James estava me roubando. Jane entrou em parafuso. Então, Marcus veio me ver. Ele nunca saia de Volterra. Nunca, para nada. Algo estava errado.
-... Ele tinha fotos, relatos, pastas, provas da vida de James. Ele era casado com outra mulher e tinha dois filhos, sendo sustentados pela garotinha rica e mimada que tinha a vida que queria na Itália porque papai bancava. – sussurrou entrando em um choro profundo. Eu estava em choque. Paralisado demais para me mover. Tudo que fiz foi apertá-la mais ainda em meus braços. – Eu ainda me sentia um lixo por ter perdido bebê. E com isso, estava morta. Eu senti nojo de mim mesma por ter sido tão cega com coisas tão obvias. Marcus desconfiou dos comentários de James e mandou investigar. Eu fiquei no modo automático. Foram os piores dias no restaurante porque não conseguia cozinhar.
-... Eu queimei todas as roupas de James. Joguei tudo fora. Os Volturi providenciaram minha proteção. Eu fiquei com medo, me sentindo triste e sozinha. Jane tentou de tudo, mas eu não queria mais viver. De tão arrasada. Ligava para Charlie de madrugada e tinha pesadelos horríveis. Eu fechei o restaurante logo depois que encontrei Ângela. Ela era tão tímida no colegial e virou uma das atrizes mais bem pagas do mundo. Foi como uma esperança de dar a volta por cima. Até então, James tinha desaparecido. E eu estava grata de nunca mais vê-lo. Apesar de ter um ódio borbulhando em mim que me fez cometer loucuras. Arrisquei muito minha vida por isso.
-... Charlie estranhou tudo e ficou magoado por ter escondido tudo nos últimos anos. Ele sempre foi meu melhor amigo e o trai. Em uma noite, sozinha em casa, com provavelmente alguns capangas ao redor... James conseguiu entrar e me imobilizar. Ele tentou me matar amordaçada. Me espancando... – sussurrou enterrando o rosto no meu pescoço. – Edward, você está me apertando. – sorriu levemente e eu afrouxei meu aperto. Diabos, eu estava nervoso. – Um dos capangas entrou para beber água e encontrou toda a situação. Foi horrível. Ele quase o matou. Um vizinho ouviu o quebra-quebra e chamou a polícia. James finalmente foi preso e eu fui direto para o hospital. Fiquei por vários dias sem falar. Eu tinha que ter ouvido Jane. Eu me arrependi amargamente disso.
-... Fiquei com vergonha da minha melhor amiga, que mesmo eu sendo teimosa e estúpida, me levou para sua casa. Fiquei em Volterra. Todos eles cuidaram de mim, me deram colo, apoio e então, Aro ligou para Charlie. Ele chegou no dia seguinte e eu achei que voltar foi a melhor ideia. Eu ia ficar com meu pai, talvez com Ângela, conhecer meu sobrinho e cunhada. Eu quis voltar e me esconder em Charlie, porque todos meus sonhos tinham sido destruídos e não sabia mais quem era e o que queria.
-... Então, conheci você. Naquela primeira noite que dançamos juntos, você me desejou ser feliz. Foi tão sincero que eu me encantei. Eu me encantei com tudo em você. E pensei: Ele é diferente. Você me olhava com tanto desejo e adoração, que eu quis provar daquilo. Com James nunca foi verdadeiro. Ele não me via. Era meu dinheiro. Quando você me protegeu na boate, eu quis mais. De tudo tão confuso na minha volta, eu quis você. A nossa primeira noite foi incrível. Eu nunca tinha sido tão adorada daquele modo.
-... E depois, nós não nos soltamos. Você é atencioso. Eu posso apenas estar rindo que me você apenas para pra me ouvir. Você me beija quando acorda e ama meu cheiro. São coisas pequenas que me faz sentir nas nuvens e agora, mesmo com as fotos de ontem e não sabendo nada sobre mim, você quis ficar comigo. E eu amei a confiança. Amei por ter estado comigo. James está preso e eu voltei para recomeçar. E agora estou grávida. Isso seria um novo começo? Eu estou com medo...
Eu não sabia exatamente o que dizer depois dessa enxurrada de informações. Eu estava em um estado de inércia, misturado com ódio desse ser desprezível que machucou uma mulher tão doce, delicada e carinhosa. E ela fazia de tudo por ele. Tudo e mais um pouco. Bella parecia um anjo. Quem teria coragem de fazer algo tão maléfico?
Bella respeitou o silencio enquanto as engrenagens do meu cérebro funcionavam lentamente. Eu estava tentando assimilar todo seu passado e seu medo, arrumando algum modo de provar que ela estava segura comigo e que esse bebê, que por mais louco e ainda surreal, seria nossa maneira de começar. Meio torto e com pés esquerdos, mas era um modo de começar.
E agora, eu entendia mais do que nunca seus motivos de manter tudo pra si mesma. Não era algo que poderia sair contanto para qualquer um. Era sério e intimo demais. Como se fosse uma violação física e me perguntei como ainda estava a mente dela. Eu não era um profissional e não sabia como essa gravidez poderia afetar sua vida.
Ela poderia confundir um bebê com o outro?
Talvez eu estivesse indo longe demais. Ela me queria ao seu lado e era isso que faria.
- Obrigado por me contar. – sussurrei beijando sua testa. – Vai ser tudo diferente. Talvez não dos seus sonhos...
- Edward. Aquele sonho não existe mais. Morreu. – cortou-me ficando deitada, apoiada pelo cotovelo – Você quer ter esse bebê?
- Claro que sim. Com toda certeza sim.
- Obrigada. – sussurrou emocionada, me beijando docemente. – Eu acho que fiquei com sede depois de tanto falar.
- Vamos fazer exame e procurar algum médico? – perguntei meio hesitante – Nós precisamos saber se tudo está bem e se vamos precisar fazer algo em relação ao acontecimento anterior.
- Você tem razão... – mordeu os lábios – Vou trocar de roupa... – saiu em direção a sua bolsa, na poltrona do meu quarto. Aproveitei para levantar e trocar de roupa – Edward?
- Sim?
- Podemos manter isso entre nós dois?
- Como assim? Por que?
- Eu quero fazer exames e curtir essa gravidez entre nós dois até quando for inevitável. Eu não sei como Alice pode reagir a isso e até mesmo nossa família.
- Eu não me importo com o piti de Alice. Ela que aceite você e meu filho. – respondi rapidamente e mordi a língua – Tudo bem. O tempo que você quiser.
Ela parecia não querer perder aquele pedacinho de felicidade. Eu ia respeitar isso.
~x~
- Você sabe que dependendo de quanto tempo estivermos, não vai demorar muito para as pessoas descobrirem. – provoquei no carro, indo em direção a uma clínica ginecológica que conhecia. Ela sorriu lindamente em resposta.
- Estivermos. – sorriu – Você disse estivermos quando tecnicamente, quem está grávida sou eu.
- Desculpe te desapontar. Estamos grávidos. – corrigi beijando sua mão. – Já estamos chegando. Essa clínica é a mesma das meninas. Se não gostar, procuramos outra, ok?
- Será que elas vão...
- Não. Sigilo profissional.
- Ok. Será que vamos ser atendidos? Já passou da hora do almoço...
- Tentaremos, ao menos. – dei os ombros procurando uma vaga no estacionamento. – Não fique nervosa, ok?
- Tentarei ao menos. – remendou-me dando uma risadinha.
Nós conseguimos um horário para fazer exame e dependendo do resultado, uma consulta de inicialização. Bella resmungou feito uma criança pelo tamanho da agulha e olhou para o lado quando a enfermeira retirou uma pequena empola de sangue. Nada muito assustador. Pelo menos pra mim. Retornamos a sala de espera e lemos algumas revistas, intercalando com conversas bobas e percebi o olhar dela analisando outras grávidas ali.
Apertei seu joelho levemente e ela virou sorrindo. Assim como eu, estava imaginando sua barriga daquele tamanho. Ainda era estranho e engraçado imaginar que tinha uma pequena vida no ventre dela. Sabe se lá de quanto tempo. Uma vida nossa.
- Será que vai demorar muito? – sussurrou
- Tem uma hora agora... Mais alguns minutos e eles nos chamam. – respondi abraçando-a pelo ombro.
E com mais meia hora de espera, fomos chamados a sala da Dr. Kate Smith. Ela era bem conhecida no meio e extremamente elogiada entre médicos amigos. Loira, alta e parecendo modelo de biquíni, Bella me olhou feio depois que fez uma pequena analise. Eu dei meu melhor sorriso inocente.
- Bom, olá Bella. Sou Kate e é um prazer te conhecer, mamãe. – Dr. Kate sorriu mostrando o resultado do exame. – Vocês suspeitaram com tempo?
- Na verdade, quem suspeitou foi ele. Eu não teria percebido até a barriga ficar grande. – Bella respondeu sorrindo – Quanto tempo, você tem ideia?
- Pelo exame, creio que você esteja mais ou menos com seis ou sete semanas. – respondeu olhando para o papel.
Bella e eu ficamos em silencio, fazendo as contas e chegamos a uma única conclusão: Nossa primeira noite juntos. Rimos um para o outro. Que ironia do destino. Imagine se naquela noite não passasse de sexo casual? Imagine ela batendo na minha porta dizendo estar grávida? Ela me diria, não é? A questão maior seria: Eu acreditaria?
- Esses folhetins são seus para a inicialização e dúvidas. – Kate pegou uma pilha de papel e entregou a Bella – Leia todos e se tiver alguma duvida, me ligue ou marque uma consulta, ok?
- Tudo bem, mas essa não é a minha primeira gravidez. – Bella murmurou meio atordoada fitando os papeis – Cerca de quase dois anos atrás eu engravidei e completei três meses de gestação até ter um aborto forçado.
- Forçado?
- Bom... Eu ingeri uma substancia que provoca o aborto em grande quantidade. Não foi proposital da minha parte, se é que você me entende.
- Claro. Bom, dito isto, vamos fazer agora uma ultrassom e fazer alguns exames mais profundos para descobrir qualquer problema. Na época, você teve alguma sequela?
- Não. Ficou tudo ok. – respondeu baixinho.
- Certinho. Vou preparar a sala e já volto, ok? Enquanto isso, vão lendo os folhetos. – disse simpaticamente levantando-se.
Bella tinha um olhar preocupado lendo com atenção alguns folhetos. Eu ainda estava nas nuvens com a confirmação de que seria pai. Pooooooooooorra. Eu ia ter um filho. Em oito meses! Isso era praticamente o melhor evento do ano.
- Vai ficar tudo bem. – apertei o joelho de Bella. – Nós teremos um bebê lindo e saudável.
- Eu mal vejo a hora de ficar desse tamanho. – Bella apontou – Ai meu Deus, eu vou ficar gorda! – exclamou assustada – Com estrias e celulites.
- Amor. Fala sério. – bufei puxando sua cadeira para mais perto – Você, sem sombras de dúvidas, vai ser a grávida mais sexy. E será inteiramente minha. – sussurrei no seu ouvindo, chupando levemente o lóbulo da sua orelha.
- Sabe qual a parte boa disso? Grávidas no primeiro trimestre tem um tesão fora do comum. Dr. Cullen tenho um sentimento de que nós não sairemos da cama enquanto não estiver satisfeita.
Eu ri. Essa, sem sombras de duvidas seria a melhor parte de tudo.
- Não se preocupe, querida. Assim que sairmos daqui, eu vou te levar pra casa e te foder sem pena. Eu quero seu grito ecoando pelo meu apartamento e não vou sossegar até conseguir isso.
Minha resposta foi um gemido baixo, uma mordida de lábios, uma cruzada de perna forte e um olhar assassino de puro desejo. Eu podia sentir sua pele queimando na minha. Eu tinha um plantão em poucas horas. Mas ia cumprir minha promessa: Sair para trabalhar e deixar uma mulher cansada na minha cama.
E essa, era Bella, minha mulher.
Só minha.
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N/A: Suas curiosas! Que isso gente?!
Posso declarar meu amor?
E também me explicar um pouquinho?
Existe ainda MUITOS detalhes sobre a vida de Bella que não dá para ser contado assim de uma vez só. Não parece, mas ainda há, rs. A história bruta está aí, feito uma porrada na cara. O amor que Bella sentiu por James foi totalmente doentio e cego. Ela o via como o céu, a terra e o amor e só pra constar, isso nunca é saudável. Mesmo em fanfic.
Por que a gravidez? [RASKIA NÃO TÔ ACABANDO A FIC E ELA TÁ GRÁVIDA]. Construir um relacionamento adulto é muito complicado. Agora eles tem o desafio de superar as diferenças, construir algo sólido e saudável porque vem um bebê por aí...
Será que eles vão ficar juntos só pelo bebê?
Será que o passado desastroso vai continuar batendo a sua porta?
Até quando Edward e Bella vão conseguir lidar com família, gravidez e algumas pendengas não resolvidas de ambos?
O que lhes asseguro que isso é uma história onde um relacionamento adulto, envolve brigas, problemas, família e nada de eu te amo de um dia para o outro. Paixão vem e acontece. O amor nasce depois.
E agora? Onde está o coração de Bella?
Querem saber a continuidade desse capítulo hoje mesmo? 30 reviews!
N/B: Todos chocados com a história da Bella, super preocupada com o James voltando. Mas o bom é que ai vem um baby!! AAAAAAH!!!! Adoro gente, to feliz!! Beijos xx LeiliPattz
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