Cuore Di Bella
31 Capítulo 24
James tinha morrido.
E isso era tão estranhamente... Bom. Uma tomada de alívio dominou meu corpo que eu comecei a chorar. Edward estava me olhando como se eu fosse um E.T. Thomas estava quieto observando a interação estranha entre os pais.
- Você está triste? – Edward perguntou meio desesperado.
- Não. – respondi secando as lágrimas e então, me dei conta que estava chorando de felicidade porque alguém tinha morrido e isso era errado. – Sim. Ai meu Deus, não sei!
- Você está soando confusa. – murmurou se aproximando, secando minhas lágrimas.
- Eu estou aliviada. James foi um inferno na minha vida e morreu. Mas é errado da minha parte ficar feliz com a morte de alguém... – sussurrei envergonhada, escondendo meu rosto no seu peito – O que diz no papel?
- O governo americano avisando a morte e solicitando um desligamento de ações bancárias. – respondeu – Jacob pode cuidar disso, mas vocês tinham algo em comum?
- Tudo que lucrei com o restaurante ficou congelado pelo governo americano. Principalmente a confusão que foi a prisão de James e tudo que fiz para conseguir isso. – respondi respirando fundo.
- Ok, quando Thomas dormir depois do jantar conversaremos detalhadamente sobre isso. – determinou e me beijou rapidamente para ir a geladeira e tirar ingredientes para uma salada crua.
- Oi gordinho, tira isso da boca. – disse suavemente a Thomas que estava com a girafinha dura demais na boca e dei um mordedor – Dentinho coçando, príncipe?
Thomas respondeu alguma coisa na sua língua e sacudiu as perninhas gordinhas apenas com os pés cobertos por meias azuis de bichinhos. Apertei sua fralda apenas para saber se já tinha feito xixi nesse meio tempo e voltei minha atenção para a massa do macarrão pronta para ser cozida.
Edward começou a cantar Across The Universe dos Beatles e isso foi o suficiente para manter a atenção do Thomas nos seus movimentos e malabarismos com os tomates. Eu ri quando ele terminou seu show e soprou-me um beijo. Não cabia em mim o quanto amava Edward. Seu sorriso aquecia meu corpo, minha vida, minha alma.
James estava morto. Era um extremo grande e minha mente voltou ao momento que o conheci em um bar em uma noite peculiar e chuvosa. Da maneira no qual ele foi surgindo na minha vida, sempre em momentos surpresos e premeditados.
A maneira tola como me apaixonei sozinha. Eu quis me apaixonar, porque James nunca fez nada admirador para que eu me apaixonasse. Talvez eu estivesse cansada de estar sozinha. Sempre vendo Jane com infinitos companheiros ou eu raramente passando para segunda base. Eu estava carente por alguém fixo. Mesmos meus planos tendo sido drasticamente mudados pela chegada de a furação Volturi na minha vida, meu sonho idiota de adolescente era casar com um italiano. Ser mãe de um. E me tornar uma. Eu era obcecada pela Itália. Coisa tola de menina boba e mimada.
James nunca foi um companheiro. Ele não me ouvia. Ele não fazia carinho. Ele não era meu parceiro... Ele era bom na fala, mas agora com Edward e até mesmo observando o comportamento do meu sogro, meus cunhados... O que eu tinha era migalha. E talvez pelo fato de não saber o que era de fato um relacionamento saudável que me deixei viver aquilo.
E então, pirei. Ele me traía, a mãe dele matou um filho, que hoje até agradeço por não ter tido. Afinal de contas não era pelo bebê em si, mas seria uma maneira de me deixar presa a família deles para sempre. Eu jamais poderia negar a genética que aquele bebê carregaria. E de um forma extremamente ruim, a mãe dele me fez um bem imensurável, porque preço nenhum compra a gratidão a vida que tenho ao lado de Edward com nosso Thomas Gabriel.
E a minha imaturidade me fez escolher caminhos errados. Em primeiro foi me envolver com Jane e me deixar levar por festas, baladas, bebidas, sexo casual, loucura... Curtindo a vida adoidado ao lado de uma pessoa que eu como mãe não gostaria que meu filho andasse. Não por Jane, porque ela era boa de uma forma. Mas que mãe quer saber? Mãe só pensa que aquela pessoa vive contra as leis e sua cria pode sair machucada. Não importa a bondade mesclada com maldade. Porque bem ou mal é hipócrita. Como pode fazer o bem porque me agrada e fazer o mal ao outro como consequência?
Jane me ajudou na vingança. Eu estava cega e um amigo abre os olhos. Não a amo menos por isso, porque ela me segurou durante o choro e me levantou muitas vezes que cai. Só que eu fui contra a minha natureza. Me deixei levar pela natureza dela. E isso é errado. Eu usei a polícia e brinquei de me equilibrar entre a máfia e o FBI para prender James. Eu fui contra a tudo que Charlie sempre lutou. E tudo que me criou. Eu só o queria longe de mim. Eu queria me libertar dele e só agora, com sua morte, percebi que estava carregando isso comigo.
E então, não estava na mesma página que Edward. Eu ainda escondia um ‘eu louco’ e ‘perigoso’. Nesse tempo todo impedi que Edward assumisse o lado pai dessa família porque estava presa ao meu passado. Mesmo meu coração sendo inteiramente dele e estando no lugar certo, não tinha dito isso a ele. E isso precisava ser feito.
- Bella, o macarrão. – Edward alertou suavemente e a água estava fervendo sem que eu tivesse colocado a massa nele. – O que você está pensando?
- Nós não íamos conversar depois do jantar? – retruquei incerta
- Nós temos tempo... E silêncio. – inclinou a cabeça e Thomas estava dormindo com a chupeta de carrinho na boca. – Apagou sozinho. Também não vi dormir.
- Estive pensando no quanto amo você e o quanto você mudou minha vida. – suspirei refletindo sobre como começar – E, com a morte de James eu vejo que até hoje não estava livre dele. E colocando nós dois, de forma silenciosa, fora de contexto. Um relacionamento não possui segredos e eu nos coloquei nisso. Me sinto tão errada.
- Você já me contou muitas coisas, Bella. No seu tempo... Eu sei sobre Victória. Eu sei sobre o filho que perdeu...
- Não seja paciente comigo, Edward! – gritei irritada batendo na mesa e me arrependi com o movimento de Thomas, mas ele não acordou.
- Você queria que eu fizesse o quê, Bella? Te pressionasse? Isso obviamente não iria dar certo. – sussurrou frenético e eu me virei para mexer o macarrão antes que virasse uma papa gosmenta e também esconder minhas lágrimas – Você queria que eu fosse compreensivo com você, mas e então, eu fui. Agora eu estou errado? Você acha que eu nunca quis saber? Você acha mesmo que eu adorei ouvir Alice ou qualquer outra pessoa dizendo que você tinha segredos demais? Eu escolhi confiar em você, porque eu amo você e não me arrependo. E eu nunca duvidei do que você sente por mim.
- Eu nunca o amei. – sussurrei não escondendo o choro – Eu amava a ideia de vida que poderia ter com ele. Eu tinha inveja da liberdade de Jane, mas ao mesmo tempo não queria isso. Foi uma surpresa ela sentir o desejo de casar, porque ela sempre teve mais de um parceiro ao mesmo tempo. Eu queria casar. Ter filhos... E então, ele apareceu. Acho que não fiquei ferida por amor, acho que fiquei amargurada por ele ter destruído meu sonho. Eu era tão egoísta...
- Você consegue analisar suas mudanças? – perguntou-me encostando ao meu lado.
- Vejamos algo simples... – murmurei continuando de olho na massa – Eu faço bolo, eu guardo um pedaço para você. Se eu compro algo pra mim, eu compro para você. Eu penso em programas que podemos fazer juntos... Tudo que minha mente trabalha é em torno da casa, você e Thomas. Nossa família.
- E o que mais? – pressionou
- Eu amo conversar com você. Tudo. Até sobre algo mais obscuro íntimo ou uma notícia fútil do jornal. Eu amo tudo em você. Até mesmo aquilo que me irrita e faz a gente brigar. Se você me trair, vai trair nosso amor. Nossa vida. Quando James me traiu, foi meu ego que ficou ferido. – respondi fitando-o – É muito diferente. Eu amo você de uma forma tão grande que estou dando graças a Deus por tudo que vivi, mesmo que ruim, ou não teria conhecido você.
- E o que você está sentindo em relação a morte dele é o que está te deixando assim? – perguntou-me e desliguei o fogo para poder abraçá-lo.
- Na verdade, eu me sinto mal por estar feliz. Me sinto mal por tudo que aconteceu e terminar dessa maneira.
- Dessa vez quem vai ser egoísta sou eu, Bella. – murmurou beijando minha testa – Antes ele do que você, porque se homem sai da cadeia e vem atrás de você eu iria matá-lo. Não existe Edward sem Bella. Eu te amo, minha vida. Vamos deixar o passado no passado e focar no nosso futuro, ok?
- Ok. Eu te amo, Edward. Obrigada por tudo.
.~.
As próximas semanas passaram como uma lufada de vento. Thomas estava esperto e começando a engatinhar. Ele só sentia seguro fazendo isso no tapete da sala e com alguém por perto. Edward e eu deixávamos brinquedo longe para poder estimulá-lo a desenvolver as perninhas e braços. Não era um engatinhar, talvez um arrastar de barriga. Parecia uma pequena cobra, mas tudo bem.
Não pensei mais sobre a morte de James. Conversei um pouco sobre isso com Victória no telefone e ela pensou em procurar um psicólogo para as crianças, que por mais que elas chamassem Eric de pai, elas sabiam que existia outro homem que foi ruim a mamãe e que era o antigo papai deles.
James tinha provocado um rombo irreparável na vida de muita gente. Em função desse acontecimento, liguei para Jane novamente e não fui atendida. Não comentei isso com Edward, mas tolice da minha parte achar que ele não estava percebendo nada. Resolvi tirar da minha mente essa palhaçada toda e arrumei meu gordinho para passear um pouco na praia com Alice, Rosalie e as crianças e depois sequestrar o papai no trabalho para um almoço rápido.
Não era a primeira vez dele na praia, mas sempre era engraçado sua cara de descoberta quando seus pés tocavam a areia. A criança não entendia nada, coitada. E então, começava a chorar assustado.
Fui de carro. Eu só fazia viagens curtas de carro. Qualquer coisa mais importante deixava para Edward me levar. Era por puro medo de ficar anos sem dirigir e por minha cria no banco de trás. Ele não chorava no carro, ficava olhando a paisagem passar com a chupeta na boca e para manter nós dois longe do nervosismo, ficava falando ou cantando alguma música.
Deixei o carro estacionado na área privada e fui andando até o ponto de encontro com o carrinho. De boné, camiseta e bermudas, meu filho chegou estiloso arrancando suspiros da mulherada.
“Olha que lindo”. “Coisa fofa!”. “Deve ser a cara do pai!”. “Esse menino quando crescer...”.
Eu ri porque esses mesmos pensamentos insanos ocupavam minha mente de vez em quando. Thomas daria um trabalho quando se tornasse adolescente. O menino era charmoso aos seis meses de idade, imagine aos 17 anos?
Natalie veio correndo ao meu encontro, querendo agarrar a vida fora do primo por conta de sua paixão por ele. Thomas soltou um grito animado e começou a se sacudir querendo chegar até a prima.
- Calma gordinho. – Natalie riu beijando sua perna – Senti sua falta, Tia Bella! – gritou vindo me abraçar, eu ri e beijei sua testa, mas isso a fez ficar longe do campo de visão dele e ele soltou um grito aborrecido. Nós duas viramos para contemplar seu rostinho rechonchudo aborrecido.
- Que foi, filho? – provoquei rindo e me agachei para tirá-lo do carrinho, mas ele estava disposto a se jogar em Natalie – Ok, mamãe vai sentar você para brincar com sua prima, fica calmo. – sussurrei beijando-o – Nat, traz o carrinho para tia?
Rosalie e Alice estavam rindo dos gritos que ele dava ao ver seu cobertorzinho de bichinhos no chão com os brinquedos favoritos espalhados. Natalie já sabia que brinquedos moles ela não podia tocar na parte que ele levava a boca. Brinquedos mais durinhos não podiam e ela devia ficar de olho para me ajudar.
- Então, Bella... – Alice puxou assunto – O que faremos no dia 20 de julho?
- Alice, eu não tenho condições de organizar nenhuma festa com essa bolinha de energia dependendo de mim. – respondi fitando meu gordinho jogar um brinquedo babado na prima – Thomas... – alertei suavemente. Ele sabia perfeitamente quando estava fazendo algo errado.
- Eu sei... – suspirou – E eu também não. – suspirou e isso atraiu não só minha atenção como a de Rosalie.
- Por que? Você adora festas! Não acredito que é porque não vai ter ninguém para te contrariar que você não quer! – Rosalie ralhou empurrando-a levemente.
- Alice... Pode contando! – ameacei vendo seu olhar ter um brilho de choro e um bico aparecer – Alice, o que houve?
- Estou com uns problemas técnicos... – murmurou tentando esconder as lágrimas – Estou grávida.
Nós duas gritamos e pulamos em cima dela ao mesmo tempo, mas tudo que Alice fez foi chorar.
- Alice... Você não está feliz? – perguntei suavemente, secando suas lágrimas com meus polegares. Rosalie estava acariciando seus cabelos.
- Deveria estar... Mas Jasper e eu decidimos não ter mais filhos depois da Caroline. Jonathan é um furacão por 20 crianças e agora, apareço grávida com um bebê de dois anos em casa e uma criança de oito anos pimenta! Como vou dar conta de tudo? Como vou contar a Jasper?
- Mas vocês não planejaram, acontece, Alice... Não é o fim do mundo. Quando o bebê nascer, Caroline já estará com três anos e pode frequentar a pré-escola. Jonathan está no fim dessa fase hiperativa por conta da mudança de série com rapazes mais velhos. – Rosalie sussurrou tentando confortá-la
- Eu estou com medo de estragar mais uma criança!
- Ei, nós sabemos que você vai fazer isso de qualquer maneira – provoquei e ela riu, me dando língua – Mais um bebê, Alice. É aterrorizante passar por tudo de novo, mas olha a benção que você recebeu? Ser mãe é tão bom e você sabe disso!
- Talvez eu esteja dramatizando, não é? – choramingou
- Por favor, se você não dramatizasse, não seria você. – bufei voltando a sentar no meu lugar e Thomas começou a puxar meu cabelo – Que foi, filho? Isso dói, sabia? – sussurrei esfregando meu nariz na sua bochecha e ele gargalhou apertando meu rosto. Ele era tão gostoso!
- Eu não contei a Jasper ainda... Sei dessa informação tem umas semanas... – murmurou pensativa com a mão na barriga – E estou com quase três meses. Eu andei tão desligada, chorosa e irritada que não dei falta do meu ciclo!
- Imagino! Você deve conversar com Jasper, contar que ele será papai e Esme vai enlouquecer com mais um neto! – Rosalie gritou animada – Aproveite a chance que a vida te dá.
- Mamãe, você vai contar a elas? – Natalie sussurrou conspiratória e Rosalie riu alto – Falei alto demais?
- Falou princesa, mamãe vai contar! – Rosalie riu beijando-a na face – Emmett e eu decidimos adotar um bebê. Natalie está ansiosa para a chegada do irmão ou irmã.
- É verdade! Ele não vai sair da barriga da mamãe como eu, mas será meu irmão igual! – gritou animada, realmente excitada e ansiosa.
- Rosalie! Isso é ótimo! – abracei-a apertado com Thomas no meio resmungando. Ele acabou empurrando a tia – Garotinho simpático. – ironizei rindo.
- Igual a mãe. – Alice murmurou baixinho e eu joguei um brinquedo nela. – Parabéns pela iniciativa minha melhor amiga de sempre! Estou muito orgulhosa desse novo passo. – Alice começou querendo implicar comigo e acabou chorando.
- Oh, mais uma cadela de pés inchados! – gritamos em uníssono e Thomas gritou também, completamente animado com algo que nem sabia. – Tenho que ir... Edward deve ficar livre para almoçar agora. Vou sequestrá-lo um pouco com o pequeno. – disse olhando no relógio – Vamos ver o papai, gordinho?
Thomas, como toda vez que ouvia a palavra papai, se sacudiu todo começando a fazer barulhos engraçados com a boca. As meninas me ajudaram a recolher as coisas e me acompanharam até o carro. Thomas ficou chutando o ar o caminho inteiro. Ele andava cada dia mais elétrico, cheio de saúde.
Chegamos ao hospital quase meia hora depois. Ele parecia saber, porque ficou mais agitado ainda querendo sair da cadeirinha a todo custo. Eu ri e beijei seu rosto repetidas vezes, carregando sua bolsa.
- Boa tarde, Dr. Edward Cullen, por favor. – pedi a recepcionista
- Hora marcada? – perguntou-me sem me olhar – Nome e sobrenome, por favor.
- Isabella e Thomas Gabriel Cullen. – respondi um pouco irritada. O sobrenome atraiu sua atenção e ela me fitou, prendendo o olhar no bebê-a-cara-do-pai que eu carregava.
- Ele está na cardiologia. Só subir ate o terceiro andar, corredor 4. – disse sorrindo simpaticamente e devolvi um meio mais ou menos antes de seguir suas instruções.
Assim que cheguei ao terceiro andar, fui surpreendida por encontrar tudo no mais perfeito silencio e por isso Thomas resolveu gritar animado, quicando no meu colo. Uma enfermeira fez sinal de silencio e fiquei envergonhada.
- Thomas, quieto. Não pode fazer barulho aqui, príncipe. – sussurrei no seu ouvido e ele me olhou por um tempo, achou graça e gritou de novo – Desculpe, Edward se encontra por aqui?
- Você é a esposa dele, certo? – a enfermeira sorriu docemente – Ele está no 401 conversando com a família de um paciente. Quando sair de lá, vai ter que passar aqui.
- Certo, obrigada. – sorri tentando tirar a mão de Thomas que estava embolada no meu cabelo – Dificuldade de ficar quieto.
Não foi preciso virar para descobrir porque ele gritou e quis escalar meu colo. Edward tinha aparecido no seu campo de visão e o sorriso surpreso dele era lindo. Thomas estava querendo voar para o pai a todo custo. Se sacudia e ria alto, chamando com os dedinhos desajeitados.
- Meu campeão! – Edward sorriu pegando-o no colo, enchendo de beijos na barriga e Thomas se contorcia alegre – Que surpresa agradável! Oi, amor! – beijou-me docemente e Thomas enfiou a mão separando nossos lábios – Oh moleque chato, deixa beijar sua mãe. – ralhou de brincadeira e me beijou de novo.
- Viemos sequestrar o papai para um almoço rápido. – sorri abraçando-o.
- Que delícia! Mamãe está na rua com você desde cedo? Ela dirigiu direitinho ou atropelou alguém no caminho? — Edward conversou com Thomas me provocando.
- Engraçadinho. Levei algumas buzinadas por ficar no limite da velocidade ou por parar em todos os sinais... Usei as ruas de dentro depois que voltei da praia. São menos movimentadas.
- Você vai pegar prática em breve... Existe um restaurante agradável na rua debaixo. — Edward disse e Thomas resolveu coçar a gengiva mordendo o queixo do pai. Ele do nada surpreendia fazendo essas coisas.
- Tudo bem. Podemos ir agora? — perguntei puxando Thomas e secando o queixo de Edward com a fralda. Dei ao pequeno-gengiva-nervosa um mordedor para se ocupar e liberar rios de baba.
- Só deixe avisar na enfermagem que vou sair. Ele pode estar com fome também.
Eu ri e não respondi nada. Ele podia até estar com fome, mas não queria comer. Se Thomas quisesse ser alimentado, ele iria deixar esse desejo bem claro aos tímpanos do mundo. Como se o pai dele não soubesse disso.
- Será que a mamãe vai ter que trocar sua fralda? — perguntei baixinho sentindo o familiar cheiro. Revirei os olhos para a risada de Thomas por ter arrastado o brinquedo babado no meu rosto — Não é engraçado. Papai vai beijar a mamãe e sentir cheiro de baba do gorducho?
Thomas achava divertido conversar, por isso ria e gritava, apertando as mãozinhas gordinhas no meu rosto para chamar atenção. Quando Edward retornou, já me empurrou para um banheiro com um fraldário e me ajudou a limpar a pequena bagunça. Estava cada dia mais impossível trocar a fralda. Era perna e braço para tudo e qualquer lado. Minha criança polvo.
- Agora ele está com fome. — Edward riu com o bico sendo formados, os olhos ficando lacrimejados, a bochecha vermelha e a testa cheia de pequenas rugas de expressão. — Ele é seu filho nesses momentos.
- Claro, claro. — debochei terminando de arrumar as coisas para irmos almoçar — Vamos logo antes que ele acorde todos os pacientes do hospital.
Thomas foi no colo do pai, querendo morder o queixo, a gola ou sua mãozinha. Ele devia estar agoniado com o dente, mas só poderia oferecer algum biscoito de dentição no restaurante. E o fato dele ser lindo e meu marido principalmente, todas as mulheres no caminho estavam rasgando suas calcinhas pelo meu marido. Isso irritou a Bella com a Fera junto. Fiquei vigiando o olhar de Edward, mas me dei conta que estava sendo tola porque ele tinha atenção presa ao que estava contando a ele e aos movimentos alegres de Thomas.
Nós sentamos em uma mesa afastada no canto externo. Thomas já fazia bagunça na hora da comida. Pedimos filé com batatas assadas e salada crua e ele já comia pequenos pedaços amassados e comer com ele no colo era uma aventura enorme. Sua mão parava em todo lugar. Ao mesmo em que comia, cuspia ou babava. Eu quase não conseguia comer, porque ou dava atenção ou mastigava.
Edward revezou comigo, mas era o nosso momento família. Almoçar com meu marido e filho era muito gostoso. Principalmente que seu plantão estava um pouco tenso por conta de um paciente e o que pudesse fazer para deixá-lo bem, iria fazer. Como planejava colocar o bebê para dormir cedo e fazer uma boa massagem no papai, mesmo que 3 horas depois ele acordasse, não importa.
- Alice me enviou uma mensagem — disse olhando para a tela acesa — Ela está nos convocando para um jantar. Hoje a noite.
Adeus massagem. Agora vou ter deixar só o sexo agendado. Não vai dar tempo para os dois.
- Tudo bem. Você vai direto? — perguntei limpando a boca da criança bagunceira que gritava aos quatros ventos sua língua de bebê e sacudia as pernocas gordinhas, cheias de dobras. — Que festa, gordinho!
- Não... Vou a casa me arrumar. Tá pensando o quê? Deu duas voltinhas de carro e quer bancar o Dom Toretto?
- Ha... Engraçado.
- É brincadeira, amor... Te amo — beijou-me e novamente Thomas gritou puxando o pai — Filho, como papai vai te dar um carro aos 16 anos se você continua fazendo a mesma coisa? Você está quebrando o acordo! — Edward disse a Thomas que abocanhou o nariz dele em resposta — Tá, papai entendeu, mamãe é sua de dia e de noite do papai.
- Como se ele obedecesse a essa ordem. — bufei rindo da interação dos dois — Gordinho, vem aqui na mamãe... Vamos mamar um pouquinho.
- Ê inveja. — Edward murmurou levando um tapa no ombro — O que eu fiz agora?
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Alice anunciou sua gravidez pegando Jasper de surpresa. Foi cômica a reação assustada e depois emocionada. Jonathan beijou a barriga da mãe porque tinha rabiscado o banheiro inteiro com Natalie e vários giz de cera colorido. Alice estava emocional demais para brigar com ele. Jasper ficou feliz com a notícia... E ela chorou achando que ele não tinha ficado feliz.
Se eu fui confusa grávida, Alice ia ser um furacão.
Thomas também roubou a cena da noite. Ele estava muito espertinho beliscando do prato de quem o pegasse no colo. Também fez birra quando disse que não podia puxar o guardanapo da mesa. Ele cansou de ser legal e sociável e escolheu o caminho do rabugento antipático, mamou e apagou no meu colo. Foi engraçado para todos eles, mas eu estava acostumada com essas alterações... Tão Alice.
Em casa, colocamos no berço e deixamos a porta aberta e carregamos o monitor do bebê para o quarto. Edward estava cansado demais para lembrar seu nome, mas insistiu em fazer pipoca e assistir um filme no qual ele dormiu antes mesmo de comer a primeira pipoca. Como Thomas ia acordar em pouco tempo para mamar, não quis dormir ou ia ficar muito puta com o sono interrompido.
Meu celular vibrou na cabeceira com um número local, desconhecido. Não quis atender por um instinto. Algo em mim disse para não atender aquele telefonema e deixei passar... Só que ele ficou insistindo durante 20 minutos. Continuei ignorando e me debati sobre acordar Edward ou não. Quando o telefone da casa começou a tocar intercalando com o celular, eu literalmente acordei-o.
- Amor... Estou assustada.
- Hã? — abriu os olhos sonolentos
- Tem meia hora que esse número está ligando para o meu celular e para o residencial. — murmurei mostrando o celular e ele sentou na cama. — Não quis atender, porque sei lá, algo em mim disse que não.
- Se tocar de novo, eu atendo. Deixa ligar o aplicativo para gravar a ligação. — murmurou meio bocejando e então, ouvimos um choramingo baixo — Vá buscá-lo. Quando ele dormir eu coloco no berço de novo.
- Tudo bem... — sussurrei pulando da cama para buscar meu gordinho que rolava no berço choramingando de fome — Oi gordinho da mamãe. — disse baixinho atraindo sua atenção. — Mamãe chegou, príncipe. Vamos ficar com papai também?
Thomas soltou uns sons preguiçosos e fez um bico tão fofo que eu quis morder. Ele rapidamente se aninhou no meu colo, com os olhos fechadinhos e a boca aberta caçando meu seio. Chegou a me morder por cima da blusa porque era muito apressado e já sentia cheiro de leite.
- Devagar! – puxei meu peito para longe – Vamos sentar e mamãe precisa tirar o soutien. – sussurrei acariciando suas bochechas rosadinhas – Filho, mamãe te ama tanto.
- O que você quer? – ouvi Edward dizer rispidamente e congelei no lugar agarrando Thomas muito apertado – Jane, o que você quer?
- Deixe-me falar com ela... – sussurrei sentando-me ao seu lado.
- No viva-voz. – Edward determinou apertando o botão e me entregando o celular.
- Oi Jane.
- Oi Bella... Eu sinto muito por tudo. – sussurrou chorosa – Coisas vão acontecer. Eu sinto muito, Bella. Eu te amo. Te amo mesmo... Sua amizade sempre estará comigo. Seja feliz ao lado do seu marido. Tchau. – disparou a falar em um choro doloroso, cheio de soluços.
- Jane? Jane? – chamei confusa, não contendo as lágrimas. A ligação estava encerrada. – Que diabos foi isso?
- Bella... Você acha que a morte de James tem a ver com... Eles? – Edward perguntou desligando meu aparelho.
- Eu tenho certeza, Edward. Certeza absoluta. – murmurei me ajeitando para alimentar Thomas antes que ele arrancasse minha roupa ou começasse a chorar de verdade – Pronto, fica calmo... Devagar também, gordinho. – disse ajeitando-o para não engasgar.
- Não gosto desse tipo de situação. Eu não quero mais contato estranho no meio da noite com números desconhecidos. Não quero você envolvida nisso. – disse firme voltando a recostar na cabeceira da cama.
- Edward... Ela é minha amiga. – disse suavemente – Não posso sair...
- Você tem duas opções, Bella. – Edward cortou-me bruscamente – Ou você fica do meu lado, se preservando para que eu possa proteger você e o nosso filho sobre o inferno que essa garota ligou desculpando-se ou se expõe, coloca nossa família em risco. E eu digo que dentro dessa casa não vou permitir a segunda opção.
Mordi minha língua e pensei um pouco sobre a situação e odiei admitir que Edward estava completamente certo e que eu jamais iria contra ele. Era nossa família e mesmo amando Jane, não podia compactuar com tudo. Ou era tudo que mais amava na vida ou ela. E claro que sempre iria escolher Edward e Thomas.
- Tudo bem... – suspirei – Amanhã de manhã vou contar a Charlie o que aconteceu e pedir pra que tome providencias. – murmurei me inclinando para beijá-lo – Amo você.
- Vida... – sorriu torto me beijando mais um vez e se inclinando para beijar Thomas que mamava mais adormecido que acordado, segurando meu seio, sugando cada vez mais fraco – Amo tanto vocês. Eu faria qualquer coisa para proteger minha família.
Família. Nada pode ir contra isso. Edward era minha família e eu nunca abriria mão dele e do gordinho. Por ninguém.
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N/A: Estou apaixonada pelo Thomas... Quer um também o/ Estamos chegando aos capítulos finais... E uma parte um pouquinho tensa, preciso da ajuda de vocês. Talvez consiga postar o 25 bem rápido. Estou chateada com uns comentários maldosos relacionados a MLWSWY. Por enquanto, vou deixar como estar e me centrar aqui, ok?
Abs
N/B: Super amor esse capítulo todo porque Thomas sempre rouba a cena me deixando toda boba por ele. Tão gordinho e lindo, fazendo coisas fofas. Mas hein que final foi esse, fiquei na tensão eterna. Tomara que nada aconteça a essa família linda que tanto amamos >< Comentem amores xx LeiliPattz
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