Cuore Di Bella

24 Capítulo 17


Acordei com Edward beijando diversas partes do meu rosto. Não aguentei fingir que estava dormindo por muito tempo, logo comecei a rir e ele aproveitou para fazer cosquinhas.

– Bom dia... – sussurrei rindo e ele sorriu torto, com aquele jeitinho sonolento, tocando meus lábios delicadamente.

Nosso beijo de carinhoso brincalhão foi ficando intenso. As carícias dele foram mudando de delicadas para famintas e por isso, me afastei. Eu estava excitada. Edward me beijando era como acender uma lâmpada de tesão desenfreado, mas, eu estava com fome. Fome mesmo. E com muita vontade de fazer xixi.

– Que foi? – perguntou preocupado. Eu nunca recusava sexo e não era como estivesse recus

– Sim. – dei os ombros e parei para pensar que nós estávamos a duas noites sem fazer sexo. E nossa isso era estranho. – Vamos tomar café? Estamos com o dia cheio.

– Estamos?

– Sua geladeira está vazia. Se vamos receber nossa família hoje, teremos que preparar alguma coisa...

– Nós nem sequer combinamos algo... – Edward murmurou, arrastando o nariz pelo meu pescoço, mordendo um pouco minha pele e beijando logo em seguida. Ele tornava as coisas difíceis. – É só...

– Edward!

– Quê?

– Eu sei que foi ideia minha guardar isso e graças a Deus você compreendeu meus motivos, mas... Não dá mais para esconder. E em pouco tempo não terá escapatória.

– Tudo bem... – respirou fundo sem ainda me soltar – Mas temos que ir a rua? Podemos pedir pizza e...

O homem continuava me beijando, passando a mão pela parte interna da minha coxa, sugando meus lábios, se esfregando em mim.

– Eu vou sozinha. Não tem problema. Fique em casa descansando. – acariciei seus cabelos sempre sedosos e beijei seus lábios rapidamente, quando enrosquei meus dedos nos seus fios e puxei seu rosto do meu pescoço. – Vou preparar o café.

– Tem certeza que você está bem, amor? – perguntou preocupado e eu assenti, entrando no banheiro e fechando a porta.

Eu estava bem? Boa pergunta...

Observei a forma redondinha da minha barriga no espelho e percebi que nada poderia superar aquela sensação. Eu estava feliz e vivendo um momento triste. Foi a primeira vez que me senti madura o suficiente para separa as sensações.

Fiz minha higiene matinal e sai do banheiro para Edward continuar deitado na cama de qualquer jeito. Continuei dividida entre pular nele e fazer sexo ou comer. Bufei frustrada e sai do quarto.

Reparei que tinha muitos recados na secretaria eletrônica e tirei da geladeira o que tinha para comer. Não estava com inspiração nenhuma para preparar algo gostoso. Torradas, geléias e suco.

Estava muito triste com a morte de Renée e debati se seria um bom momento, eu tinha medo do que a família dele iria dizer em relação a minha gravidez. Charlie ia ficar feliz. E ia brigar comigo por esconder. Não quis esconder dele. Na verdade, de ninguém. Apenas queria ter isso pra mim porque sou egoísta.

Edward chegou à cozinha e servi suco para nós dois, sentando do seu lado. Ele sorriu docemente e me inclinei para dar um beijo nos seus lábios. Seja lá o que eu estava sentindo, não era com ele. Nós estávamos bem.

– Iremos primeiro onde?

– Mudou de idéia? – provoquei beliscando sua perna. Levantei da minha cadeira e pulei para o colo dele, abraçando-o pelo ombro – Penso em comprar apenas petiscos, algumas bebidas e podemos para almoçar fora. Apenas isso.

– Tudo bem... Vou ligar para minha mãe e pedir que venham todos. A notícia vai se espalhar de qualquer modo.

– Hoje não acordei com dor nas costas e tenho um desejo... – murmurei manhosa me apertando a ele. – Quero comer peixe no almoço.

– Nós nem terminamos o café e você está pensando no almoço?

– E por que não? – resmunguei passando a mão na minha barriga – Ele que quer comer. Você não quer que nosso bebê nasça com cara de peixe, quer Edward?

– Não. Fico feliz se parecer com a mãe. – sorriu acariciando minha bochecha – Você está bem mesmo? Nós tivemos alguns dias bastante turbulentos, eu preciso saber se sente algo... Você sabe que deve me contar tudo...

– Eu sei. Só estou pensando sobre hoje à noite... Qual vai ser a reação de todos...

– O que importa é que todos irão ficar felizes. Você só deve pensar nisso. – beijou-me docemente e estranhamente, meu desejo mudou de foco. – Tome seu café e vamos nos arrumar enquanto é cedo.

O telefone da sala começou a tocar, o que me fez pular do colo de Edward e voltar a comer. Pelo tom de voz calmo, só podia ser sua mãe, ele pediu desculpas repetidas vezes e depois começou a falar de mim. Não ouvi exatamente o quê, mas tudo que me preocupava era hoje à noite. Não serei capaz de gostar e ficar quieta se alguém rejeitar meu filho.

O importante era que Edward queria tanto quanto eu. O resto era substituível.

Observei Edward gargalhar gostosamente no telefone e eu sorri. Meu bebê teria essa mesma mania simplesmente porque era adorável.

Terminei minhas torradas e limpei a cozinha brevemente. Edward terminou com sua mãe e veio atrás de mim no quarto, colocando nossas malas em cima da cama. Essa parte era chata. Guardar o que não foi usado e colocar todo resto para lavar.

E eu tinha que procurar algo para vestir, porque fora essas roupas não tinha mais nada no apartamento.

– Edward, nós devíamos aproveitar e tirar cópias das suas chaves...

– Claro querida. – beijou minha bochecha – Vou buscar o cesto de roupa para colocar as sujas.

– Você sabe colocar para lavar? – perguntei mordendo os lábios. Eu era péssima com serviços domésticos. – Porque eu não sei nem ligar.

– Eu sei que não. – riu e joguei uma bolsa vazia nele – Devagar, eu também não sei muito, mas posso tentar.

– Você tem alguma ajudante com a limpeza do apartamento?

– Sim, a Maria provavelmente deve ter vindo essa semana... Por quê?

– Nada. Só queria saber. – dei os ombros jogando metade das coisas que estavam na mala para lavar. Sou prática. Ouvi algumas coisas caírem ao longe, e ele voltou estabelecendo o cesto do meu lado, abrindo sua própria mala para me ajudar.

– Bella, dizem que as mães sempre sabem qual o sexo do bebê... O que você acha é? – Edward perguntou de repente.

– Boa pergunta. Não sei.

Mentira. Eu achava que era menino, mas nada iria impedir Edward de comprar uma bola de basquete, uma camiseta de time ou até mesmo um tênis da nike. Sorri porque ficou obvio que estava mentindo, mas ele só saberia com a confirmação do exame que nem tinha feito ainda.

Nós terminamos com a mala e fomos tomar banho juntos quando ele contou sobre a ligação da sua mãe. Ela ficou preocupada demais e chamou atenção dele. Realmente, nós erramos, mas não conseguia me sentir culpada pelas minhas ações. Não faria nada diferente.

Percebi que durante o banho era o momento que mais eram íntimos depois do sexo. Normalmente lavávamos um ao outro, descobrindo certos tipos de carícias inofensivas que gostávamos, e também conversávamos muito sobre coisas em comum. Lembranças da infância, adolescência ou apenas comentários aleatórios.

Eu gostava muito disso. Era verdadeira a sensação de ter um companheiro.

.~.

– O que você acha legal para comer? Podemos ter uma parte com frios, torradas, pastas de diferentes sabores... Sei fazer um caldo de abóbora com carne seca e podemos ter pizzas médias de provolone com rúcula, tomate seco e quatro queijos...

– Você está nervosa. – Edward me abraçou rindo, beijando os meus lábios repetidas vezes – Apenas relaxe, meu amor. Eles vão gostar de tudo. Emmett principalmente.

Terminamos as compras com duas horas de atraso e procuramos um restaurante na praia. Eu ainda iria queria comer peixe. Minha blusa era justinha o suficiente para exibir minha quase barriga e minha lindíssima aliança dourada.

Era ridículo me sentir poderosa, cheia de charme e no centro das atenções do mundo só andando de mão dada com ele. Mas eu me sentia. Meu doce homem.

– Estava pensando em trocar o carro. – Edward disse de repente no carro – Além de comprar um carro novo para você. Um carro de mãe.

– Minivan como de Alice e Rosalie?

– Não precisa, mas pode ser aqueles modelos novos, parecidos e menores. Algo seguro. – desviou atenção do transito para me olhar rapidamente. Sorri para mostrar que gostei da ideia.

– E você quer trocar o carro por qual?

– Modelo novo do Volvo. Eles mandaram um e-mail oferecendo... E é tão bonito.

Juro que eu vi os olhos dele brilharem.

– Se você acha um bom negócio, tudo bem. Deve ser bonito. Qual a cor?

– Preto. Chega de prata nessa vida. Meu outro carro também é prata, então, mudar um pouquinho.

– Que carro? Aquele bonitão na garagem do seu pai?

– Exatamente. – sorriu torto e minha mente foi criando fantasias ali dentro. – Bella... – gemeu

– Que foi? Você vai me levar para dar uma voltinha? – ronronei subindo minha mão do seu joelho até a virilha, Edward me lançou um olhar inflamado e eu ri – Os bancos são de couro branco?

– Marfim. Por quê?

– Estava apenas pensando na lingerie que combinaria melhor.

Uma coisa que gostava muito em Edward é que ele correspondia a altura minhas fantasias e mergulhava de cabeça nas minhas provocações. Isso era um beijo na minha autoestima. Esse homem me desejava sempre.

Edward encontrou uma vaga perto do restaurante e nós saímos juntos em direção ao deck, onde eu já salivava pensando no molho de camarão que queria comer. E iscas de lula também.

– Edward Cullen? Não posso acreditar! – uma cadela loira ficou com os olhos brilhando ao ver meu homem e logo deu um jeito de tocá-lo. Qual a maldita dificuldade de manter as mãos pra si mesmas? Vacas.

– Lauren... – Edward cumprimentou baixo e eu emburrei. Aí tinha. – Como vai?

– Bem e nossa, quanto tempo! Você sumiu.

– É, faz tempo. – sorriu torto – Lauren, esta é minha mulher, Bella. – apresentou-me e só consegui esboçar um sorriso seco. – Querida, Lauren e eu trabalhamos juntos um tempo atrás.

– Olá. E vejo que a família está aumentando. Você sempre quis isso. Parabéns. – jogou os cabelos e tocou o ombro dele.

Respira. Você é superior. Ele é seu. Respira.

– Obrigado. Nós vamos almoçar agora. Nos vemos por aí...

Se depender de mim, nunca mais vaca.

O garçom nos levou a uma boa mesa na varanda, de frente a praia e com o tempo fresco e o sol ameno, foi uma ótima escolha. Apesar de o meu humor ter despencado consideravelmente. A vozinha do ciúme sussurrava coisas horríveis no meu ouvido e por isso, me mantive calada e com um bico enorme nos lábios.

– Minha linda...

– Não sei se eu quero saber. – cortei emburrada.

– Nós trabalhamos juntos e tivemos um breve caso. Não digo relacionamento, foi apenas sexo sem compromisso...

– Edward! Eu não quero saber.

– Mas está com esse bico nos lábios, com raiva e com ciúmes. Antes que sua mente comece a fantasiar, estou acabando com isso.

– É inevitável. Sinto muito. Mas ela é linda e sim, fico com ciúmes. Não adianta.

Edward sacudiu a cabeça frustrado e inesperadamente me puxou para um beijo daqueles profundos que meus hormônios decidiram jogá-lo contra mesa.

– Ciumenta sem motivos.

– Eu sei que não, mas parece que o mundo para e eu quero matar qualquer mulher que toca em você. É inevitável, quando vou ver, já estou emburrada, pensando ou até mesmo querendo matar um.

– Bobinha. Apesar de você ficar linda com raiva, apenas saiba que sou seu.

Depois que meu camarão chegou, esqueci a minha irritação e leve crise de ciúmes. Edward riu e comentou que a nossa gravidez seria interessante com minhas alterações de humor. No final daquele mesmo almoço, eu era outra mulher, saciada no meu desejo e beijando meu namorado que tinha realizado como todos os outros.

– Obrigada.

– Por nada, minha linda. – Edward devolveu o beijo – Vamos? Algum lugar?

– Apenas casa. Tenho algumas coisas a fazer.

Edward tentou me ajudar, mas não deu muito certo. Dispensei seus afazeres na cozinha e pedi que criasse uma playlist de músicas suaves para noite. Também fez o imenso favor de ajeitar o quarto porque nós nunca arrumávamos à cama, pelo menos eu não. Tirou pó de alguns móveis e deixou Maroon 5 tocando as alturas para me inspirar na cozinha.

Eu fiquei me debatendo internamente como iríamos explicar a nossa família que escondemos essa gravidez sem maldade. E me perguntei até onde isso iria afetá-lo. Simplesmente pedi pensando nos meus motivos e não nos dele. E parte de mim disse que isso era errado. Se éramos um casal, devíamos colocar as coisas em pautas, mas o inferno real era que minha personalidade, quando estava encurralada agia em defesa própria.

– Edward?

– Oi? – desviou atenção do seu iPod pra mim – Que foi?

– Como você pensa em contar a nossa família?

– Estamos grávidos! Vamos brindar! – brincou sacudindo os braços.

– E se eles perguntarem como descobrimos?

– Vou dizer que eu reparei seus enjôos, sua não menstruação... Foi só uma hipótese e foi confirmada. – deu os ombros.

– E se eles perguntarem quando isso aconteceu?

– Bom, diremos a verdade ou não?

– Não sei. – suspirei e prendi meu lábio entre os dentes – Eles vão entender meus motivos sem precisar saber de detalhes?

– Essa pergunta eu não sei a resposta... – suspirou dando a volta no balcão para me abraçar.

– Não quero compartilhar aqueles detalhes com eles, Edward. Eu morro de vergonha por minha família saber disso. Não vou suportar se alguém comentar sobre isso ou levar esse assunto por trás de mim...

– Nós só saberemos como agir no momento, realmente não sei como eles podem reagir à notícia, o que eu quero que você tenha em mente que eu estou com você, entendeu? – segurou-me pelos ombros e apertou levemente, beijando meus lábios – Eu te adoro, minha linda.

– Eu sei. Eu também. – suspirei e sorri para o cheiro do seu perfume. Era tão natural. Tracei com as pontas dos meus dedos o seu queixo e a covinha que se criava quando sorria torto. Não resisti e beijei seus lábios suavemente e ele riu me apertando nos seus braços – Falta só fazer a massa da pizza, vou deixar pronta e coloco para assar quando eles chegarem.

– Posso te ajudar? Sempre quis fazer isso.

– Pode sim bobinho. – apertei seu nariz levemente e o beijei. Como era impossível ficar perto dele sem beijá-lo. Tão lindo.

Edward me ajudou com a massa, mas se sujou muito mais. Foi engraçado. Tinha farinha até no seu cabelo e sua roupa tinha marcas de mãos de farinha com ovo. Eu não conseguia controlar meu riso. Ele estava desolado.

– Não é justo. Você nem sequer se sujou...

– São anos de prática, amor. – dei os ombros e ele bufou – Mas você fez tudo certo. Agora só colocar os recheios e vamos montar a mesa para só preencher mais tarde.

– Sim, mamãe.

Rapidamente, arrumamos a mesa com recipientes prontos para nossas besteiras e fomos tomar outro banho. Edward estava de farinha do pé até o cabelo. Fora que minhas costas doíam um pouquinho por ter ficado tanto tempo em pé na cozinha.

Também quase dormi com o modo lento e carinhoso que ele lavou meu corpo, beijando diversas partes do meu corpo. Aquilo era para ser terno, mas eu estava excitada demais para ficar quieta. Deitei minha cabeça no seu peito e fiz seus braços me abraçar.

– Hum... Isso é bom... Eu sinto tanto sua falta... – sussurrei me apertando aos seus braços – Parece uma eternidade o momento que você me amou. Que senti você por completo.

Eu estava carente.

Carente de uma atenção especial. Aquela atenção nada minúscula que existia entre suas as pernas que me fazia muito feliz. Que me fazia mulher. Edward riu, desligando o chuveiro e quando ia resmungar que estava muito bom ali, porque queria sexo ali mesmo, seus lábios bateram contra os meus de forma brusca e ao mesmo tempo apaixonada.

Minhas unhas delinearam seus músculos. Eu amava sentir seu corpo quente contra o meu. Peitoral definido, esmagando meus seios, seus longos dedos infiltrados nos meus cabelos, conduzindo os movimentos ao seu modo, enquanto seu braço enlaçava minha cintura e me levantava ao ponto de ficar rente com a sua cintura. Meus pés tocaram o piso frio novamente quando nos separamos sem ar.

Ouvi o box ser aberto e me afastei dele fazendo um bico proposital.

– Aqui não, de jeito nenhum.

– Mas eu quero aqui...

– Não quer não. – riu erguendo meu corpo do box até o tapete do banheiro. Não entendi bem o que ele estava querendo fazer, mas eu sabia que estava bem excitado Eu estava vendo, e como via. Por que diabos ele estava adiando isso? – Estamos molhados e tudo nesse banheiro é propício a escorregar. Eu vou satisfazer seu desejo e matar sua saudade, mas não aqui.

Entendi. Ele não queria correr o risco que eu caísse... Podia ficar mais fofo? Mais romântico e preocupado? Me apaixonava por cada mínimo detalhe da sua personalidade. Fiquei surpresa por ele conseguir pensar em outras coisas. Por mais fofo que seja, tudo que queria era desabar ofegante e pedindo por mais.

Dispensei as toalhas me aproximei dele novamente, ficando na ponta dos pés para alcançar seus lábios perfeitos. Meu corpo parecia pegar fogo diante do toque tão delicado de Edward. Eu gostava quando as coisas eram fortes entre nós, mas também adorava o seu carinho. Ele me empurrou em direção ao quarto, e logo senti meus joelhos chegarem no limite da cama. Caí de costas rindo e o puxei junto comigo.

– Não. – segurei seu corpo em cima do meu – Nada de preliminares. Eu só preciso de você...

– Eu amo seu corpo...

– Eu sei. Depois. Agora, eu quero você. Faz tanto tempo...

– Só dois dias... – sorriu levando chupando o bico do meu seio delicadamente. Realmente, com eles a brincadeira tinha que ser diminuída hoje.

– Dois dias depois de nove fazendo sexo o dia inteiro, em todos os lugares daquela casa. Contando a parte externa. Dois longos dias. Fiquei mal acostumada...

– Hum... – sorriu e eu abri minhas pernas para ele parar com a palhaçada e se encaixar ali.

– Edward, por favor.

– O quê, minha linda? – perguntou distraído, brincando com minhas dobras com seus dedos e os lábios e língua se divertiam nos meus seios – Você está tão quente... Tão molhada pra mim.

– Que tal parar com a brincadeira e me foder logo? Rápido e forte! – gemi exasperada, puxando seu rosto na minha direção pelos cabelos – Edward, me fode!

Deitada pelos cotovelos, subi meu corpo para o meio da cama e ele veio junto, rindo do meu estado nervoso. Até na hora do sexo ele estava conseguindo me irritar. Seu sorriso arrogante morreu quando cravei meus dedos no seu coro cabeludo e o puxei pra mim, beijando bem forte.

– Vem, meu amor. — sussurrei no seu ouvido, arranhando sua nuca. Eu sabia que chamá-lo de amor era a chave para seu limite. — Mostra o quanto eu amo ser sua.

– Você não sabe brincar. – resmungou tirando o meu apoio com o cotovelo, bati de costas na cama com ele segurando meu quadril e finalmente senti meu corpo moldando ao redor dele. Minhas paredes pareciam sensíveis, porque a sensação de sua penetração quase me fez gozar. — Já querida?

– Estupido... Eu não quero agora... – choraminguei querendo provocar aquela sensação por mais tempo, mas Edward tinha outros planos e começou a estimular meu clitóris, a posição era estranha, mas ele estava lá. — Edward...

– Toque-se, minha linda.

– Não. — sorri puxando a mão dele e fechando minhas pernas ao redor da sua cintura. — Não quero gozar agora. — sussurrei quase gozando. Que inferno! – Edward...

Como isso foi aconteceu? Não tem nem dois minutos. Que ódio!

– Baby, eu ainda não terminei com você... Apenas relaxe.

– Eu não acredito... Nisso. – resmunguei para o prazer de Edward, que estava rindo de mim. – Agora eu quero mais...

– Tudo que você quiser... – rosnou no meu ouvido – Fique de quatro, agora.

Ai. Meu. Deus. Do. Céu.

Bebê, tape os ouvidos e não ouça os palavrões que papai e mamãe vão proferir.

Ansiosa, sorri torto, puxando para mais um beijo agitado e fugi dos seus braços, ficando na nossa posição do futuro e que hoje, era a minha preferida. Edward gemeu atrás de mim e arrisquei lançar um olhar sobre o ombro, para encontrá-lo acariciando seu membro, com o olhar fixo no meu corpo. Mordi os lábios sentindo meu estomago se contrair de excitação.

Dessa vez teria que durar mais um pouquinho, por favor.

Senti suas mãos acariciarem as bochechas da minha bunda, eu sabia que vinha em seguida, um belíssimo tapa forte. Não sabia que gostava disso até Edward fazer em mim. Gemi sentindo meus lábios doerem de tanto que mordia.

Sentir, sentir e sentir. Como isso era bom!

– Sempre tão linda. Minha linda... — sussurrou rouco, deitando seu peito sobre minhas costas e chupou o lóbulo da minha orelha — Gostosa.

Ai. Deus.

Edward provocou minha entrada com seu pênis o quanto pode, mas ele não ia aguentar muito tempo, por isso não forcei a situação. O bastardo sempre tinha mais disposição que eu. Sempre. Ele xingou algo incoerente quando ia me penetrando lentamente. Apoiei na cabeceira sentindo a força dos meus braços falharem.

Conforme suas estocadas iam ficando mais fortes e mais profundas, não me preocupei em frear meus lábios e gemer do jeito que quisesse. Deixei o som sair livre das minhas cordas vocais. Nós estávamos quase lá. Podia sentir pela maneira mais ágil que ele tocava meu clitóris com uma mão e a outra, passeava pelo meu corpo. Eu sabia que ele estava se freando para não apertar meus seios. Por mais que eu gostasse muito, ia doer demais. A brincadeira ia acabar.

Mas, sou uma filha bastarda e eu mesma massageei mais seios de forma lenta e carinhosa. Ele resmungou algo, deitou sobre minhas costas e entrelaçou os dedos sobre os meus que estavam na cabeceira da cama. Por Deus, ele ia mais fundo assim. Mais do que imaginei.

– Goza junto comigo, meu amor.

As palavras saíram dos seus lábios e minha libertação chegou. Junto com a dele. Eu gritei pela força que o orgasmo se construiu e explodiu. Nós desabamos na cama rindo, suados, ofegantes, porém, satisfeitos.

Nada precisou ser dito. Me arrastei manhosa pra cima dele, sentando na sua semi ereção ainda sensível e só para provocar, rebolei um pouco. Ele riu e gemeu ao mesmo tempo, tentando controlar os pulmões que pedindo um pouco de ar pelo esforço.

– Bella... Você deve estar dolorida...

– Shh... Eu quero mais uma vez. Devagar não vai doer... — sussurrei rebolando. Ele precisava ficar duro em dez segundos.

Eu realmente estava dolorida. Mas isso podia ficar para depois quando eu queria muito mais dele.

– Você vai ser a minha morte... – sentou na cama, comigo no seu colo e me beijou daquele jeito encantador. Suas mãos—grandes e milagrosas mãos—passeavam pelo meu corpo em um carinho gostoso – Diga-me se doer, ok?

– Sim. Eu prometo. — respondi baixinho, conduzindo seu pênis para minha entrada e suspiramos feliz com esse ato. – Você é tão bom. Tão meu. Eu amo tanto isso.

Eu amo tanto você.

O pensamento veio tão lento quanto os movimentos ritmados que ele fazia comigo, sustentando meu corpo. Meus olhos se encheram de lágrimas com a percepção de aquele bater de coração forte, comprimido por um sentimento avassalador vinha de algo tão mais puro e surreal que uma simples paixão.

– Por que você está chorando?

Eu não consegui dizer. Não podia ser... Não desse modo. Ele precisa me amar também para ser real. Eu estava apenas sensível e confundindo as estações. Confundindo o imenso prazer e carinho que ele me proporcionava com amor. Eu queria parar de chorar. Queria cuspir meus pensamentos. Queria gritar e respirar.

– Não para, continua. – pedi quando ele fez menção em parar. Sua testa tinha vincos de preocupação e rapidamente passei meus polegares sobre eles para desfazer – Não está doendo. Eu juro.

Edward sorriu leve.

Eu sorri de volta e o beijei da forma mais apaixonada que consegui ordenar meu cerebro. Seus braços se fecharam ao meus redor, com punhos na parte inferior da minha costa, induzindo movimentos e eu estava bem perto de gritar. Gritar o que estava sentindo.

Isso não podia acontecer. Não tão cedo.

– Eu te adoro. – sussurrei com a voz rouca, embargada e me debulhando em lágrimas.

Que ótimo. Sexo e choro.

– Eu também te adoro, minha linda. Muito. – Edward me apertou e deixou que chorasse no seu colo, ainda conectados. – Você é a melhor coisa da minha vida. O melhor presente. Minha. Toda minha e só minha.

Senti a aliança pesar uns dez quilos no meu dedo e eu sorri.

– Sim. Eu sou irrevogavelmente sua. Inteiramente sua. Completamente sua. Só sua.

.~.

Edward me deixou dormir mais um pouquinho, mas então, a campainha tocou e reconheci ser a voz dos seus pais. Fiquei nervosa e pulei da cama, indo me ajeitar rapidamente no banheiro, puxando um vestido verde musgo longo, justo apenas nos seios e chinelos mesmo. Deixei o cabelo solto e o rosto sem maquiagem.

Na sala, tinha mesa preparada e Edward já servia vinho aos seus pais.

– Oh, olá querida! – Esme sorriu calorosamente e veio me abraçar apertado – Sinto muito por tudo. – sussurrou e eu assenti feliz pelo carinho – Apesar de vocês estarem proibidos de fazer isso comigo novamente.

– Desculpe Esme. Fiquei tão perdida. Agimos por impulso, foi errado.

– Está tudo bem agora, princesa. – Carlisle abraçou-me pelos ombros – Não digo isso por mim, mas seu pai estava desolado, Bella. Coopere com o coração do homem.

– Sim. Foi totalmente inesperado. Não imaginei que Charlie fosse chegar ao ponto que chegou.

– Estamos bem, vamos mudar de assunto! – Edward entregou uma taça à mãe – Do jeito que você gosta.

– Fiquem à vontade a mesa, ok? O garçom morreu pisado. – sorri torto.

Eu e meu humor negro começando a noite bem. Resolvi deixar a porta do apartamento aberta, porque a campainha tocando só ia atenuar meu nervosismo e no fim das contas, teríamos uma Bella bicuda, hormonal, pronta para fazer escândalo.

Rapidamente a sala do apartamento dele estava lotada. E isso era só a nossa família.

– Bella, isso é uma aliança? – Alice puxou minha mão assustada, mas sorriu – É bonita.

– Vocês casaram escondido? – Leah perguntou – E ual, de bom gosto.

– Edward escolheu sozinho? Esse menino foi bem criado. – Esme suspirou e eu ri.

– Sim, uma aliança. Não, não casamos. E sim, muito bem criado. – sorri para as três curiosas. – Apenas estamos compromissados. Não só namorando, não casados e também não noivos. Algo muito além disso.

– Certo. Isso é interessante. – Jéssica passou por mim e pegou minha mão – Bonita.

– Bella, existe algo que você queira nos contar? – Alice perguntou com uma expressão concentrada.

Merda onde posso me esconder?

– Edward? – chamei pedindo socorro.

– Família, atenção! – Edward assumiu o comando – Eu e minha linda mulher temos algo a dizer.

– Mulher?

– Apenas cale-se, Emmett. – resmunguei nervosa e ele riu, dando os ombros. – De qualquer modo, nós assumimos um compromisso além de um simples namoro, mas também não estamos com o pé no altar.

– O que vocês têm a dizer? – Esme perguntou curiosa.

– Nós estamos grávidos! – Edward disse na maior felicidade do mundo. Exceto eu, ninguém esboçou uma reação. De agrado ou desagrado.

– Grávidos? Bella está grávida? – Emmett esfregou as mãos confusas.

– Bom, nessa relação só ela pode ficar grávida. – Edward ironizou rindo.

– De quanto tempo? – Charlie se pronunciou pela primeira vez e eu me encolhi. Logo essa pergunta? Cadê os parabéns? Votos de felicidade?

– Quatorze semanas... – murmurei fitando o chão, qualquer lugar, menos ele.

– Quando descobriram? – dessa vez foi Alice. Claro que ela tinha que perguntar! – Eu ia sugerir isso no jantar, mas pareceu surreal demais. E se vocês soubessem, iriam contar... – murmurou e eu senti um tapa sendo dado em Edward.

– Bom sim, nós sabíamos no jantar. – comecei insegura e ele sorriu me encorajando – E quis segredo. Não foi por maldade...

– Não é segredo para ninguém a maneira que começamos esse relacionamento. Quisemos um tempo para assimilar o que pretendíamos um com o outro e acima de tudo, com um bebê a caminho. – Edward meu salvador completou muito mais firme que eu.

– Compreendo. – Esme manifestou-se – E meu Deus, serei avó novamente! – bateu palminhas e Charlie levantou-se do seu lugar, com olhos marejados – Sem chorar, Charles! – Esme ralhou e nós rimos – Tão dramático.

– Bom, assim nós sabemos quem a puxou. – Jacob comentou e disfarçou com tosses. Nós não tínhamos feito às pazes, mas estava muito feliz dele estar ali comigo.

– Você queria tanto isso... – sussurrou me abraçando – Você está feliz, filha? É isso que você quer?

– Muito. Eu amo tanto esse bebê. Nós amamos papai. – respondi baixinho e ele me apertou um pouco mais, sorrindo. Ele estava feliz. – Eu te amo tanto.

– Eu também. Muito minha vida.

– Pessoal! Acordem! Eu vou ser pai, dá pra alguém abrir o champanhe? – Edward exclamou animado. Ele estava pela primeira vez podendo expressar sua real felicidade e compartilhar com os amigos. Senti-me mal por tê-lo privado disso, mas no fim, foi preciso.

– Cadê as taças? – Jasper veio com a garrafa e busquei olhar por Alice. Ela estava chorando.

– Alice... – comecei insegura e Rosalie acabou se aproximando dela comigo. – Não fique chateada com seu irmão, me odeie, mas não...

– Apenas cale-se, mulher. – sorriu me puxando para um abraço inesperado – Tudo bem, nós não somos as melhores em expressar sentimentos. Mas eu sei o quanto meu irmão quis isso. O quanto ele ficou obcecado com minha gravidez de Caroline. E por mais que o relacionamento de vocês seja estranho, sei lá, começou torto, olhe pra ele. – disse apontando em direção ao homem que eu estava absolutamente apaixonada tomando banho de champanhe com o irmão e o cunhado. Com meu pai fugindo da espuma, e Esme tirando fotos atrás de fotos.

Carlisle tentava fazer com que Caroline não lambesse a espuma e Jonathan não ajudava rindo com Natalie. Jéssica estava sentada, alisando sua própria barriga, rindo de Mike tentando abrir uma segunda garrafa com Jacob e Leah, tentava sem sucesso, fazer Seth se acalmar com o susto do estouro.

– Eu sempre quis ser mãe. E Edward ser pai. Nós estamos felizes. Muito obrigada por compreenderem.

– Eu não compreendo querida, e uma ideia dessa só podia ser sua. Meu irmão nunca escondeu algo importante de nós antes. Só não vou me ater a esse comentário porque ele está muito feliz.

Sim, a cadela Alice estava de volta.

– Eu posso te amar assim! – apertei seu corpo pequeno nos meus braços e ela riu correspondendo o abraço.

– Parabéns, Bella. De verdade.

– Mãe? É verdade? Tia Bella vai ter um bebê? – Natalie veio com uma expressão emburrada e chorosa.

– Vem comigo, Nat. Tia Bella precisa conversar com você, mas será um papo de meninas, ok?

– Ok. Mamãe espere aqui, por favor. – Natalie virou no seu melhor modo adulto e aceitou minha mão esticada. Rosalie mordeu os lábios para não rir e assentiu forçando seriedade.

Puxei Natalie comigo até a cozinha. Tirei da geladeira um pote de morangos, suspiros e chocolate já derretido. Busquei três recipientes e pedi sua ajuda para montá-los como no jantar. Ela já sabia o que fazer e aceitou feliz com a tarefa gostosa.

– Nat. – ergui seu corpo comprido e magro e coloquei na mesa sentadinha enquanto o suspiro derretia no microondas – Eu e seu tio estamos esperando um bebê.

– Você vai ficar enorme como tia Alice? E chorar também? Ela chorou tanto.

– Espero não engordar como sua tia e o choro, podemos combinar em fazer isso só com seu tio, o que acha?

– Tudo bem. Mas... É menina ou menino?

– Não sei. Sendo menina ou menino, quero que saiba que você sempre será a nossa princesa. Como Carol também é.

– Jonathan pode ser o servo?

– Não. Ele é um príncipe. Como esse bebê também será. Eu conto com sua ajuda, ok?

Levantei e tirei os potes para jogar morangos. O cheiro estava delicioso. Apesar de que naquele momento eu queria apenas um bom pote de sorvete de limão. Ou aquele de abacaxi com pedacinhos da fruta.

– Minha ajuda?

– Sim, como vou cuidar de um bebê pequeno sem ajuda? Eu vou precisar sempre de você.

– Sério? Você quer que eu cuide dele também?

– Sim. Exatamente isso! – sorri para os pulinhos excitados que ela dava e de repente, me abraçou e encheu minha barriga de beijo. – Que fofa!

– Bebê, eu serei a prima mais legal do mundo com você. Seremos como irmãos. Eu prometo!

– Obrigada, Nat. – sussurrei emocionada, alisando seus lindos cabelos dourados.

– Posso contar isso a mamãe? – perguntou animada e eu assenti rapidamente – E posso dar isso a Jonathan?

– Deve. Ele gosta muito disso. – sorri e ela pegou os dois potes, andando devagar para não derrubar, enquanto lambia a cobertura de um morango. – Não se suje! Sua mãe pode brigar comigo! – gritei e ela assentiu rápido, sorrindo para Edward que estava cheirando a champanhe na porta da cozinha. – Oi...

– Isso foi interessante. – sorriu torto dando passos lentos até a mim, mas o empurrei prendendo a respiração – Que foi?

– Esse cheiro... – murmurei enjoada e virei em direção ao lavabo. Eu ia vomitar só com o cheiro de bebida misturado com o perfume dele.

– Melhor? – Esme passou a mão molhada na minha nuca enquanto lavava minha boca – Vá escovar os dentes, mas com pouco creme dental, senão enjoa de novo.

– Obrigada, Esme. Mande seu filho tirar aquela roupa fedida e tomar um banho, por favor?

– Claro, meu anjo. Como é bom mandar no seu filho aos 30 anos de idade. – sorriu torto saindo do lavado e eu sacodi a cabeça incrédula com que ouvi – Edward, banho agora!

– Mas mãe...

– Edward... Agora!

Eu ri e esperei ele entrar no chuveiro para me livrar do cheiro e escovar os dentes. Foi quase um pecado vê-lo nu e quando reparou que eu estava secando, ele piscou e sorriu torto. Edward era um homem lindo. Não era apenas bonito. Era lindo de você perder o folego. E sua personalidade contribuía ativamente para isso. O sorriso sexy torto safado, o olhar penetrante, os olhos verdes esmeraldas brilhantes, lábios vermelhos macios, queixo firme que ficava maravilhoso com a barba pra fazer.

E tinha ombros largos. Sim, homem de ombros largos e postura desde que Eva aprendeu os pecados da luxuria com Adão isso ficou definido como padrão. O torso bem trabalhado, trapézio, bíceps, barriga que não era definida com gominhos, mas era firme, apesar na cintura ter aquela gordurinha que eu mordia toda vez que tinha oportunidade. Caminho da perdição e a perdição. Pernas grossas, torneadas e pés grandes e bonitos. Tudo nele era convidativo. Tudo.

– Amor, sério?

– Que foi?

– Você vai ficar aí me secando quando temos convidados lá fora?

– Eles sabem que estou grávida. Grávidas tem desejos sexuais. – dei os ombros e ele riu, se enrolando na toalha.

– Melhor o cheiro? – perguntou-me

– Hum... aproxime-se... Preciso sentir de pertinho. – puxei-o pela toalha e beijei seu pomo de adão. – Sim, muito melhor.

– Bella... – gemeu me puxando pra perto, mas fugi. Se ele me agarrasse, nada me tiraria de cima dele e eu precisava dar um tempo para minha amiga. Ela estava pronta para brincar, mas tinha que tomar cuidado.

– Ok. Estou na sala. – cantei soprando um beijo, deixando-o sozinho. – Papai é um assanhado, né filho? Incontrolável.

– Bella, vem cá! – Rosalie gritou no canto que só tinha mulheres. Fiquei meio temerosa quando Jéssica me lançou um olhar de desculpas – Estávamos confabulando aqui e como você vai decorar um quarto de bebê aqui?

– Ah... Bom, como a casa está em obras, Edward e eu decidimos procurar um apartamento maior, temporário mesmo... Foi a única solução que encontramos.

– Vocês podem vir morar conosco... – Esme ofereceu e eu ri, mordendo a língua para não gargalhar.

– Obrigada. Queremos um cantinho nosso. Edward e eu temos muito que aprender juntos e não quero nenhum de vocês presenciando nossas brigas homéricas. Porque tenho certeza que teremos.

– Sem sombras de dúvidas. Será normal. – Jéssica sorriu – Mas, vai dar tudo certo.

– E como você pensa em decorar o quarto do bebê? – Alice voltou ao tópico original.

– Quando souber o sexo vou definir melhor. – dei os ombros – Já volto, deixei algo na cozinha.

Tudo para fugir das maníacas decoradoras de bebês não nascidos. Tudo bem que eu era o sujo falando do mal lavado, mas isso era um mero detalhe. Peguei meu potinho de doce e fui abraçada por Edward assim que sai da cozinha. Foi um assalto. Cheguei a pular assustada e me sujar com chocolate.

– Você está bem?

– Foi melhor que o esperado. Estão todos bem e felizes.

– E você e seu irmão?

– Agora não é o nosso momento. – murmurei fitando Jake brincar com Seth no colo – Uma coisa de cada vez, ok?

– Ok, minha linda. – Edward sorriu e afagou minha barriga carinhosamente – Do jeito que você quiser.

– Agora que todos sabem, preciso fazer uma ligação. – sorri ficando na ponta dos pés e beijando-o delicadamente – Vamos contar para tia Jane, não é bebê?

– Boa sorte.

E ele nem a conhecia!

No silencio do quarto, ouvia as gargalhadas do lado de fora com Edward contando meus desejos até hoje. Desde a salsicha ao camarão essa tarde. Busquei o celular, tomei umas respirações profundas e alisei minha barriga.

– Ela é agitada. Mas vai te amar tanto quanto a mamãe. – sussurrei rindo e apertei a tecla um. Dois toques. – Ragazza.

– Mia.

– Estou grávida, baby. – disse simplesmente. Não haveria maneira diferente. O resultado seria o mesmo.

– Estou chegando. Te amo.

Furacão Jane estava chegando.

Deus salve a América.

.

.

.

.

N/A: Terceira fase... O bebê já nasceu pra mim, rá. Espero que tenham gostado.

Escolhi a morte de Renée porque no ano passado, no meu aniversário, minha mãe de alma, criação e amor faleceu. Ela também escondeu de nós. Usei a mesma situação para pedir a vocês que cuidem e amem as mulheres de sua vida. Um dia elas podem partir sem te dar tempo de dizer adeus. Bella teve essa chance. Eu não. Cuidem das mães de vocês, é horrível viver sem elas.

Jane está chegando (finalmente o/). Manuscritos já foi repostada... Tá no meu perfil. Comentem, por favor!

Beijos.

N/B: Só eu surtei com o momento ‘revelação’ da Bella? Cofcof* Não sei se vai demorar muito para sair um ‘Eu te amo’ em audível *-* Ai que bom que todo mundo gostou da notícia e não surtaram, e bem, a Bella precisa conversar com o Jacob, eles são irmãos, precisam se entender. Jane está chegando, segurem-se, vai ser BAPHONICO. Comentem babys, Beijos xx LeiliPattz