Cuore Di Bella

25 Capítulo 18


Notas importantes no fim.

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Entrar no quarto mês de gravidez seria mágico, se Edward e eu não tivéssemos brigando feito condenados e ainda por cima Jane chegou, se instalou em um hotel e ainda se metia nos meus resmungos puramente hormonal sobre o pai do meu filho cabeça dura.

Nas últimas quatro semanas, estive pra cima e pra baixo com Alice procurando um bom buffet para o aniversário deles. Aparentemente, a festa dos gêmeos dos Cullen sempre foi um evento imenso e mesmo completando trinta e um anos de idade, eles continuavam criando uma festa temática. E esse ano seria Monte Carlo e Edward seria o James Bond e Alice a Bond Girl.

Minha forma redonda seria engraçada com um vestido de noite, mas Edward insistiu no modelo do vestido justo e preto. Fora que nesse meio tempo, Jane estava ao meu encalço, acompanhando os preparativos do aniversário e da mudança. Edward encontrou um lindo apartamento no centro, perto do hospital e de algumas lojas como mercado, padaria e livrarias. Coisas que poderia ir sem carro e sem necessariamente depender dele. Nesse quesito, gostei.

Fora que o apartamento tinha três quartos suítes, duas salas – sendo uma só para descanso, porque era bem menor. Varanda, cozinha um pouco maior que a antiga, área, escritório e um pequeno espaço, que ele mandou preparar a adega.

Com isso, eu me sentia louca. Feliz por minha melhor amiga finalmente estar aqui, apesar de termos brigados feio no dia que chegou por conta do tempo que demorei a assumir meu bebê a todos. Nós nos abraçamos e choramos no segundo seguinte, o que deixou Edward assustado e Félix riu por estar mais que acostumado.

Com toda essa confusão, ainda tinha nossa família sufocando minha gravidez, eu me sentia distante dele. Seus turnos estavam confusos depois das férias e a maioria das coisas decidia sozinha por não querer atrapalhar seu trabalho. No momento que ele finalmente conseguia chegar em casa, sempre tinha um por perto, mesmo que fosse ajudando a desmontar o apartamento para colocar no outro, que eu cismei mudar a cor das paredes.

Baixou um santo da decoração em mim. E ainda tinha Esme e Alice se metendo. Ótimo.

Hoje, com um calor infernal nessa cidade, estávamos oficialmente ‘mudados’. Eu tinha Felix e Jane no quarto me ajudando a montar o pé da cama porque ‘você está grávida e não pode dar conta de montadores sozinha’. Tinha Rosalie e Esme na cozinha, colocando os itens nos lugares que pedi, panelas são aparentemente pesadas pra mim. Jake e Emmett consertavam a tubulação de gás com o técnico e o aquecedor. Que diabos, eu não quero aquecedor, quero o ar condicionado. Só que o técnico só poderia vir no horário da tarde.

Jasper estava pregando meus quadros e fixando tomadas. Alice era a única a me deixar ajudar, em consideração que era a mesma tarefa das crianças: Arrumar as dobras das cortinas. Eu tinha plena certeza que Edward estava por trás disso e ainda tinha a chatice normal de todos eles. Nós começamos cedo, às seis horas da manhã. E Esme nos manteve frescos com limonadas e chá gelados.

– Estou com fome. – suspirei recostando no sofá – Que calor insuportável!

– Tia Bella, você está vermelha. – Natalia riu e passou os dedinhos na minha bochecha.

– Você também. – pisquei e ela passou a mão na sua. A loirinha estava com os cabelos embolados no alto e as bochechas coradas de calor. Jonathan estava em camisa e descalço. — O ar?

– Mais meia hora! – Jake gritou de volta e eu choraminguei.

– Aqui, beba e coma isto, e Rosalie está encomendando nosso almoço.

– Falta quanto tempo para Edward chegar? – resmunguei aceitando o sanduíche de frango e chá gelado que Esme trouxe. O sanduíche veio da casa dela para o café da manhã.

– Cheguei! – Edward pisou na sala já arrancando a camisa e jogando no sofá atrás de mim e ajoelhou-se para me beijar. E eu meio que me derreti com isso. Sentia tanta falta de tudo ser só nós dois. – Você está vermelhinha. Tira essa blusa. – falou docemente e eu realmente tinha um top grandinho por debaixo da blusa. Tirei e prendi os cabelos no alto novamente e ele sorriu, afagando minha barriga.

– Você está bem? – perguntei baixinho beijando-o de novo.

– Estou e você? Com fome? Ninguém te deu comida até agora?

Levantei meu prato e mordi a língua ou iríamos brigar mais uma vez. Dei um gole no meu chá deliciosamente gelado e Edward bufou.

– Isso não é um almoço saudável. Quanto tempo depois do café?

– Nós já pedimos almoço, Edward. – resmunguei sem paciência e fazendo meu famoso bico. Ele riu e beijou-me mais uma vez – Você pode fazer algo por mim?

– O quê, minha linda?

– O homem do ar-condicionado está demorando, resolva isto ou irei lá gritar com ele e acredite, ninguém quer mais meus gritos hoje. Está muito quente.

Escondi a parte que tudo que eu mais queria era ficar pelada e eu sabia que Edward iria expulsar todo mundo para que isso acontecesse. Apesar de ser fofo, essa mania irritante de me fazer dependente dele me enervava. Eu amava saber que ele estaria por mim a todo o momento, mas o medo que meu sentimento por ele de paixão se tornasse dependência era grande. Eu não sabia até que ponto ser dependente em um relacionamento é saudável.

Edward saiu para resolver o ar-condicionado quando nós, mulheres, começamos a limpeza no segundo seguinte que os montadores foram embora. As caixas empilhadas desaparecem rapidamente e logo podia sentir cheiro de produto de limpeza. Tivemos uma pausa para o almoço deliciosamente encomendado. No fim da tarde, tudo estava pronto, limpo e decorado.

Foi então que o ar começou a funcionar e eu quase sentei no chão querendo chorar.

– Ragazza... – Jane sentou-se ao meu lado – Ele faz tudo por você.

Quase cantei um coro de aleluia. Era importante pra mim que Jane gostasse de Edward. Nós passamos por muitas coisas juntas para ignorar opiniões e sentimento uma da outra. Só que desde pisou em solo americano, Jane tinha sido uma durona. Não o tratou mal ou o diminuiu, mas eu sabia o quão amorosa e espoleta ela pode ser quando conhece alguém. O lado reservado e observador era dedicado aos seus alvos e nós teríamos um problema sério se Jane resolvesse que Edward não era bom pra mim.

Mesmo tendo errado uma vez, ainda era capaz de definir o certo e o errado. Bem, eu pensava isso.

Como previ, ela e Alice não se bicaram. As duas tinham opiniões diferentes e faziam questão de deixar claro que não concordavam uma com a outra. Isso ia da escolha de um restaurante a maldita cor do quarto do MEU bebê. Mandei pintar de branco. Quem ia decidir isso seria eu e também conclui que não queria discutir com nenhuma das duas. Seria inútil.

– Eu sei. Obrigada por estar aqui. – sorri abrindo os braços e nós ficamos agarradas. – Eu juro que sinto sua falta todos os dias.

– Não poderei estar aqui sempre. Mas estarei aqui sempre que precisar. Eu te amo tanto, Bella. Você é a irmã que não tive biologicamente. – sussurrou no meu ouvido e então, nós começamos a chorar. – Não quero dizer adeus.

– Isso não é dizer adeus...

– Um mês perto de você abriu um buraco no meu peito. Você está grávida, apaixonada, tem uma nova família incrível, está saudável, bonita, bem cuidada... E eu vou sentir falta de te ver todos os dias assim. – secou as lágrimas, mas o corpo ainda estava meio trêmula – Não estou triste, eu juro. É tão bom, Bella. É tão incrível te ver sorrir novamente. Com as bochechas coradas. O olhar saudável e os lábios com cor.

Eu sabia que aquele tempo negro tinha doído em todos ao meu redor. Mas ouvir isso em um momento sensível abriu a brecha para que minha mente mergulhasse em lembranças. E em todas elas, mesmo as ruins, Jane estava lá. Nunca seria capaz de agradecer corretamente.

– Nós estamos voltando hoje. Papai precisa de Félix e eu sei que Edward vai cuidar de você. Estou confiando nele. – sorriu fitando meu namorado que estava se despedindo do irmão e a cunhada. Eu mal vi todos irem embora e nem sequer tive chance de combinar com Jake uma conversa... Já estava protelando e Edward ficava me irritando cobrando uma resposta. – Fique bem, saudável, cuide do bebê e seja feliz. Vocês brigam tanto assim?

– Não necessariamente. Posso dizer que esse ultimo mês foi assim. Muita gente se metendo. Quando estamos só nós dois, ficamos em paz. Mas ele, mesmo com raiva, nunca deixou de me beijar e dizer que me adora. Talvez isso funcione.

– É tudo novo. Vocês vão se encontrar.

– Nós não iremos nos perder, Jane. Eu acho que o amo demais para tirá-lo da minha vista.

– Ama?

– Inferno. Tenho pensado tanto nisso. Não sei se é amor. Pode ser paixão, isso é forte, avassalador.

– Vai chegar o tempo certo – pegou em minha mão e entrelaçou nossos dedos – O tempo que o amor vai preencher lacunas que a paixão deixa passar. Isso vem depois. Apenas deixe vir. Sem pressa, ansiedade ou medo. Deixe-o entrar. Não fuja, não se esconda. Ele quer você.

Como era bom tê-la confortadora ao meu lado. Respirei fundo e sorri. Nossa realidade era outra. Melhores amigas em países separados. Eu era uma mulher adulta e ia deixar o peso emocional da vinda de Jane e nossas memórias me abater quando ela fosse. Jane seria capaz de nunca mais aparecer se isso me fizesse mal.

Ti amo.

Ti amo, ragazza mia.

Félix, reservado, me abraçou e disse que estava de olho. Era seu modo carinhoso de dizer que estava segura e que me amava. Segurei o choro na garganta e acenei para o táxi partindo. No elevador, retornei ao apartamento cansada física e emocionalmente. Além de um bom banho e a cama, eu queria Edward presente nos dois. Pousei minhas duas mãos na barriga e sussurrei repetidas vezes ao meu bebê que o amava. Ele era tudo pra mim.

– Amor? – Edward chamou-me assim que ouviu o clique da porta. Ele apareceu em seguida e trancou a porta – Desculpa.

– Oi?

– Por mais cedo. Eu não quis ser ignorante ou vazio. Só não sabia o que fazer e não queria que chorasse... Não entendo nada de decoração, de posição de móveis e...

– Quieto, homem. – sussurrei jogando meus braços ao redor do seu pescoço – Desculpe ter gritado com você. Eu sei que não é insensível. Agora, por favor, me beija como você não tem feito nos últimos dias?

– Como assim?

– Edward, tem 1 semana que nós não fazemos sexo direito. – resmunguei batendo o pé e ele riu, segurando minha bunda com as duas mãos, me erguendo no seu colo – Bem melhor assim.

– Quer estrear a cama ou o sofá novo? – sorriu torto. Ah, como senti falta.

– O sofá novo, depois a cozinha, o corredor e por ultimo a cama. Isso só hoje.

Edward e eu batizamos os cômodos do nosso novo lar dentro do possível. Minha saudade foi consumida com muito suor e gemidos e eu não poderia estar mais contente. Mesmo relutando muito, agora, nós morávamos juntos. Tudo tão rápido que eu ainda tinha medo, mas o homem que estava dormindo pesado ao meu lado, com as pernas emboladas com as minhas era o dono do meu coração. E dessa parte, não tinha medo.

Por volta das três horas da manhã, senti Edward me beijar e levantar porque seu bipe tocou alto e estridente no quarto. Ele murmurou algo, mas não compreendi direito. Puxei seu travesseiro e continuei dormindo sentindo seu cheiro.

Acordei por volta das nove horas da manhã para me dar conta que a geladeira estava vazia e eu tinha que fazer compras do mês e encontrar um lugar para comer. Rapidamente vesti um short jeans e uma camiseta branca justa, que marcava bem minha barriga. Os seguranças do prédio sorriram e disseram oi ao bebê e me deixaram ir. Fiquei meio abobalhada. Agora todo mundo sabia e via minha gravidez. Não tinha como ficar melhor.

No mercado, ocupei dois carrinhos e consegui ajuda de um bom rapaz para empurrar. E para minha sorte, eles faziam entrega. E como era perto não demorou muito e os seguranças me ajudaram levando tudo para o apartamento. Fiquei com preguiça de sair novamente e guardei as compras enquanto comia torradas e geléia.

Deitei no sofá e troquei mensagens com Edward apenas para provocar seu juízo enquanto trabalhava. Reclamei dos meus seios e ele disse que veria isso quando chegasse e então, eu tirei uma foto deles e enviei. Edward mandou uma carinha agoniada de volta e uma foto de um certo volume nas suas calças de plantão.

O telefone da sala tocou e pela bina, o telefone era do escritório de Jacob.

– Oi Jake.

– Oi Bells, escuta, quer sair para almoçar comigo?

– Claro! Você pode vir me buscar? Estou sem carro ainda.

– Estou chegando, esteja pronta!

Meia hora depois, estava sentada em um restaurante familiar com meu irmão e rindo da conversa leve que levamos. Pedi frango xadrez e rolinhos primavera com um absurdo copo de coca-cola bem gelada.

– Bells, eu tenho que te pedir desculpas. Foi errado jogar aquilo contra você quando eu estava errado. Uma coisa não tinha nada a ver com a outra.

– Jake, eu entendo. Eu sei que papai não me criou para tudo que aconteceu lá, mas eu juro, não estava nos meus planos. Nunca quis desapontar nenhum de vocês...

– Eu sei que não, meu amor. – Jake segurou nossas mãos juntas – Eu sei que não. Confesso que foi frustrante pra mim, porque enquanto você sofria, eu achava que estava bem. Meu dever sempre foi te proteger e quando mais precisou, não estava lá.

– Não. Está tudo bem. Não se culpe... Inevitavelmente, procurei isso. Estava com vergonha demais para simplesmente voltar, Jake. Só não se culpe por isso. Está tudo bem, principalmente agora.

– Minha irmãzinha vai ter um bebê. – sorriu torto e beijou minha mão – Eu te amo muito.

– Eu também te amo, Jake. Muito. – sorri extremamente feliz por estar bem com meu irmão – E agora que conhece Jane, o que achou?

– Em parte fico feliz porque eles são muito protetores. Mas, ao mesmo tempo, como um advogado eu sei que tipo de problemas você pode se meter sendo amiga deles. Principalmente o que fizeram para que James fosse preso. – suspirou e deu um gole do seu refrigerante – Apesar de ter quase certeza que plano original seria matá-lo.

Dei uma risadinha e me concentrei no rolinho primavera sem realmente responde-lo. Jacob ficou em silencio por alguns momentos e depois respirou fundo.

– E quanto a Victória?

– Nós trocamos e-mails, sempre. Ela está bem, Jake. Forks tem sido uma cidade acolhedora.

– Imagino que sim. – sorriu lembrando sua cidade natal – Ela vai realmente casar?

– Sim, com o chefe da polícia. Chega ser irônico, mas nós duas superamos aquele homem. Francesco está bonito e saudável. Não existe mais o que temer.

– Promete que nunca mais vai esconder de mim esse tipo de situação?

– Eu prometo Jake.

Depois de almoçarmos juntos, fomos tomar um sorvete com besteiras e ele me levou de volta pra casa no meio da tarde. Liguei para Ângela e Ben, que estavam de volta a cidade. Não combinamos nada em vista do aniversário de Edward e Alice, por isso deixamos para depois, mas fiquei feliz dela estar de volta e ter comprado mimos para meu bebê. Liguei para Jéssica só para saber da sua enorme barriga de nove meses e o bebê.

Procurei um filme e puxei um pote de iogurte com frutas e um pacote de biscoito de leite, estranhamente estava com fome. Esme ligou apenas para saber se eu estava bem e depois Alice ligou perguntando quando seria minha consulta sobre saber o sexo do bebê. Mais ansiosos que eu, nenhum deles estavam. Deixei o filme rolar e acabei adormecendo, para acordar nove horas da noite, ainda com sono e com fome.

Comi um miojo por pura preguiça de cozinhar e tomei banho meio dormindo, para me jogar na cama com uma camiseta de Edward e seu travesseiro.

– Amor, cheguei. – sussurrou no meu ouvido. Sim, finalmente. Meu coração batia completamente alegre.

– Hum, tudo bem? – abri os olhos para encontrá-lo puxando o edredom e o travesseiro, diminuindo o ar condicionado. Edward se inclinou e me beijou nos lábios carinhosamente.

– Está frio demais aqui dentro. – sorriu e eu deitei nele – Apenas durma, meu amor.

– Por que grávidas tem tanto sono? – murmurei, mas não ouvi a resposta porque dormi de novo.

Edward não acordou quando o chamei, conclui que estava cansado demais, por isso mantive o apartamento completamente escuro e silencioso. Fiquei na cozinha preparando um almoço, visto que a manhã inteira ele não se moveu para acordar. Fiz bolo de batata com recheio de frango com salada branca e suco de laranja. Era simples, mas o suficiente para deixar tudo cheiroso que, assim, ele acordou e veio fazendo barulhos contentes com a boca.

– O que temos de tão cheiroso? – perguntou rouco e a próxima coisa que senti foi ele me erguendo do chão e me enchendo de beijos. Dei um gritinho adolescente assustado e ri me agarrando a ele.

– Edward! – sacudi minhas pernas e ele me colocou de pé – Bolo de batata, com recheio de frango e tem queijo provolone só ralado em cima. Você dormiu bem, amor?

– Sim. Muito. Você tentou me acordar... Lembro de algo, mas não sei direito.

– Percebi que estava cansado e agora sente fome. – dei os ombros e voltei a colocar a mesa – Pega o suco.

– E como foi à conversa com Jake?

– Tranquila. Acho que o tempo foi bom para nós dois. Somos irmãos e ficou tudo certo. – respondi sorrindo – Edward, eu tenho algo para te contar.

– O quê, minha linda?

– A mulher de James, ex-mulher na verdade, mora aqui nos Estados Unidos. Nós somos amigas. – disse lentamente e ele assentiu na mesma velocidade.

– Por que não almoçamos e depois deitamos na cama e você me explica direito?

– Soa perfeito pra mim.

Edward comeu quase todo bolo de batata. Fiquei surpresa porque fiz uma quantidade considerável e estava gostoso, mas meu namorado tinha um apetite estranho. Hora ele não comia nada, hora comia tudo. Cheguei a desconfiar se ele comeu no seu plantão, e quando perguntei, a resposta foi um sorriso sem graça.

Limpamos a mesa e lavamos a louça ainda conversando sobre o plantão dele e de como Mark e Bree estavam estranhos. Eu disse a Edward que eles transaram e ele alegou ser impossível.

– Na praia, quando ela apresentou Fred e vocês foram jogar vôlei, ela só olhava para Mark.

– Não... Baby, ela acha repugnante o jeito de Mark transar com qualquer uma...

– Repugnante porque ela quer ser única na vida dele. – rebati guardando os copos – Bree é linda, confessa. Mark só não comeu porque respeita ou talvez ela não deu brecha, mas ela gosta dele.

– Hum... – murmurou meio perdido e assim ficou até terminarmos.

Deitamos na cama e liguei a tevê, tirando minha blusa, ficando de calcinha e arranquei o top também. Nós ficamos em silencio, prestando atenção na tevê e Edward mantinha as duas mãos em mim. Uma embrenhada no meu cabelo e outra, na minha barriga.

– Pouco tempo depois que me recuperei, resolvi que tinha que me vingar de James. Eu fui atrás de Victória, sua mulher. Minha intenção era destruí-la, porque eu acreditava que ele a amava... Mas a realidade era muito pior. Victória tinha mandado James embora porque ele batia nela e não se importava com os filhos. As crianças sofriam com ele. – suspirei e Edward me puxou para deitar entre suas pernas, com minhas costas no seu peito, assim, suas duas mãos estavam na minha barriga. – Quando a conheci, ela estava mal de saúde, trabalhando muito para manter as crianças. Ela é linda, mas no momento, estava castigada. Inicialmente, foi arisca. Eu era a amante do seu marido. A amante moderna, como me chamou. Então propus que ela me ajudasse a prendê-lo.

– E como foi isso?

– Ela teria que me avisar quando ele aparecesse, mas então, ele descobriu que estávamos por perto e o pior quase aconteceu. Os policiais que estavam nos ajudando conseguiram intervir, mas James fugiu. Achei que ela não poderia ficar em evidencia e chamei Jacob, ele encontrou uma boa casa e um emprego para Victoria aqui na América. Ela já conseguiu dupla cidadania com as conexões de Charlie... Foi horrível que eu quis fazer. Nós somos amigas hoje. Francesco e Vittorio são meninos lindos. – suspirei e fiquei brincando com a aliança dele.

– Como ele foi preso?

– Quando nós tentamos uma ultima vez. Fui ao consulado americano testemunhar a morte de Caius, um caso ainda em aberto que aconteceu quando conheci Jane. Mas Victória morava no vinhedo que ele foi visto uma ultima vez. E então, a polícia me chamou. Eles queriam cercar os Volturi, mas houve uma troca. James sendo procurado por vários crimes, eles aceitaram. E foi a noite que passei sozinha em casa... O resto, você sabe.

– Obrigado. – Edward disse depois de um tempo e me virei confusa – Por compartilhar comigo. Eu amo quando você confia em mim para isso.

– De nada. – sorri beijando sua bochecha e ele riu, foi então que senti algo se rastejando dentro de mim – Edward... – sussurrei segurando a mão dele com força – Fala de novo.

– Falar o quê? – perguntou confuso e aconteceu novamente e pela pressão, ele sentiu o movimento – Oh! Oi bebê, você reconhece a voz do papai?

E assim, aconteceu de novo. Um soluço alto escapou dos meus lábios quando lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto. Meu bebê estava se movendo dentro de mim, reconhecendo a voz do pai. Edward tinha um sorriso enorme no rosto. Secando minhas lágrimas bobas, veio me beijar apaixonadamente e rindo ao mesmo tempo.

– Andei pensando em uns nomes... – disse a Edward, deitando do seu lado e brinquei com alguns fios rebeldes.

– É?

– Se for menina, será o nome das nossas mães e pais. – sorri para seu cenho franzido, tentando combinar – Penso em Renesmee Carlie Swan Cullen.

A careta de Edward foi impagável, mas ele sorriu mesmo assim.

– Lindo, amor.

– Edward, você é mais transparente que porta de blindex. Você odiou. – resmunguei emburrada.

– Não odiei. Só é diferente... Tipo, ela vai sofrer bullying na escola.

– Por quê?

– Porque esse nome não é comum. Crianças têm tendências a zoar o que não é comum. – argumentou acariciando meu rosto.

– Claro que não é comum. É o nome das nossas mães! – gritei irritada por ele insinuar que minha filha iria ser zoada na escola pelo meu nome interessante. – É criativo!

– Calma amor... – Edward gargalhava me puxando pra perto – Ok, primeiro nome criativo, mas eu tenho direito de voto?

– Tem. – respirei fundo fazendo bico – Mas você não gostou nenhum um pouquinho?

– Gostei pela homenagem e criatividade, mas eu dei a opinião sincera que teremos uma garotinha chorona ou enfezadinha. Seremos chamados na direção. – sorriu beijando minha testa – Mas eu gosto de Claire.

– Claire todo mundo tem. – resmunguei – Renesmee...

– Ninguém vai ter amor, só a gente. E como seria menino?

– Thomas Gabriel.

– Nenhuma junção como Carlie? – provocou e eu o empurrei com raiva dando tapas no seu peito – Calma, calma, eu gostei. É sério, esse eu gostei.

– Então, Renesmee se for menina e Thomas Gabriel se for menino. – murmurei bocejando voltando a deitar no seu peito e Edward puxou a coberta sobre nós.

– Vamos torcer para ser um menino. – brincou e eu quis responder, mas tudo que saiu foi um bocejo.

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N/A: Em primeiro lugar tenho novidades. No meu perfil do ff.net tem oneshot nova, só ler e deixar review – http://www.fanfiction.net/s/7761584/1/Violet_Hour

Emm segundo lugar, lindas... Manuscritos. As perguntas mais frequentes são: Bella e Edward são um casal? Ainda não, gente, mas será muito em breve. Bella teve algo com Jasper? Sim, amizade, amor, carinho e um sentimento confuso. Parem para analisar, apesar de amigos de infância, Jasper é um homem bonito (quem ousar dizer que meu Jackson é feio, teremos um problema!) e Bella também é. Eles viveram/vivem como um jovem casal descobrindo como ser pais... Uma hora ia rolar um sentimento confuso, não acham?

Lizzy é filha do Edward com Tanya sim, não teria como Bella ser mãe daquela menina aos 15 anos de idade, sendo que eles “nunca” se viram. A relação de deles será construída no carinho, companheirismo e compreensão. Só que nem tudo é fácil, Marie Black existe e ela faz parte de Bella... Como Edward pode lidar com isso?

O que me dói um pouquinho é que quase ninguém está acompanhando, isso meio que me brochou, mas espero que gostem... E comentem. Só posso saber com retorno.

Agora, sobre #CdB:

Originalmente pensei em uma chegada escândalo para Jane, mas então, o capítulo ficou enorme e esses são meus capítulos de passagem. O bebê nasce no fim do 20, sendo completado no 21. Existem muitos pontos para gravidez a serem detalhadas e então, chegaremos a terceira e última parte com um total de 10 capítulos. Muita água vai rolar...

E tenho certeza que vão me questionar: Mais sobre o passado?

Sim, ninguém cospe sua vida de uma vez... Aos pouquinhos tudo aparece. Inclusive James.

*correeeeee pra moita*

Reviews? Mereço! Quero 35 e eu volto...


N/B: Sabia que o povo ia meio que sufocar os dois. Fico feliz pela Jane ter gostado do Edward e da conversa da Bella com o Jacob. Pobre criança vai sofrer bullying mesmo se for Renesmee rsrs. Comentem!! Bjs xx LeiliPattz