Cuore Di Bella
20 Capítulo 13
Nós fizemos sexo lento e gostoso no tapete do quarto, sem sequer se importar que poucos metros tinha uma cama king size disponível. Ele não tirou os olhos dos meus. Foi um momento que entrou para minha lista de dez mais românticas. Só tinha 1 item. E foi essa noite. Edward me segurava de forma carinhosa. Existia algo no seu toque que era fofo. Mãos correndo dos ombros até os braços, um sorriso bonito, mão passado no vão dos meus seios, alisando minha barriga, aperto singelo no quadril, movimento ritmado, beijo lento e explorador... Longo.
Deitamos na cama, sorrindo de forma diferente. Eu estava em êxtase e ele parecia feliz. Adormeci embalada com seu cheiro de sexo, sem importar que ambos estavam igualmente melados e eu devia parecer um panda com a maquiagem borrada. Ainda assim, eu era a “sua linda”.
A gravidez me expulsou da cama bem cedo. Eu estava enjoada e com muita vontade de fazer xixi. Como o enjôo não ia passar, resolvi que tomar um banho quente iria me fazer relaxar. Ficar naquela ânsia não era muito minha praia. Edward continuou meio dormindo na cama, até que desistiu e foi tomar banho.
- Eu fiz muito barulho? – perguntei culpada. Não queria atrapalhar seu sono.
- Não, minha linda. – sorriu beijando minha bochecha. – É apenas chato ficar lá sem você.
Novamente: “Minha linda. É apenas chato ficar lá sem você”. Eu queria questionar! Vinha na pontinha da língua. E então, eu pensava que durante a noite que ele normalmente passava no hospital era o momento que eu não dormia, sentindo a cama grande e fria demais.
- Saiba que é pra lá que estou voltando. – sorri saindo do banheiro, dando privacidade ao seu banho e me jogando na cama.
Edward veio quando estava quase pegando no sono. Na verdade, eu me sentia hibernando, apesar de ter os olhos fechados, minha mente vagava por um infinito de coisas confusas. Primeiro, era a paz de tudo. Sim, eu definitivamente estava bem comigo mesma. Isso era tão raro e especial que me deixou feliz.
Fazia muito tempo que eu não conseguia me entender. Ficar bem comigo e agradar alguém. No fim das contas, eu terminava confusa, James feliz e todo resto ressentido comigo. Sempre fui uma menina boa de fazer escolhas, mas eu acho que nunca vou descobrir o que ele fez para me cegar tanto.
Isso nunca ia acontecer comigo novamente.
Meus pensamentos foram cortados com um afago gentil nos cabelos. Eu tinha as pernas jogadas em cima dele, sua respiração batendo na minha testa e a mão nas costas, fazendo um carinho gostoso. Eu sorri ficando meio mole. Ele me deixava assim. Em um estado de bobeira enorme.
Foi então que aconteceu.
- Eu tenho um desejo. – disse simplesmente.
- Desejo?
- É de grávida, burro. – ralhei rindo e ele deitou pelo cotovelo. – É legal isso.
- Como é?
- Eu senti o cheiro da comida, mas eu sei que não tem ninguém fazendo isso. E o gosto. É como sonhar acordada. Eu sinto o gosto. É sentir vontade de ter aquele gosto na boca.
- E o que você quer?
- Salsichas fritas. Com maionese. – sorri virando-me pra ele e a sua careta não foi o que esperava – O quê?
- Isso vai ser interessante. – disse lentamente – Tem certeza quanto a maionese?
- Por que?
- Eu apenas acho que isso vai te enjoar. – encolheu os ombros e eu dei língua. – De qualquer modo, já volto. Vá se trocando, nós precisamos encontrar com Mark e Bree.
Não preciso dizer que me emburrei quando fiquei enjoada com a maionese. Eu realmente comi muita salsicha. Exageradamente. Agora estava enjoada e extremamente irritada, o que pode ter causado uma má impressão aos amigos de Edward. Eu tentei ser simpática, mas o perfume forte de Mark me deu nos nervos até quando tive que sair correndo e vomitar. Ótimo. Fiquei melhor ainda.
Bree era uma mulher bonita. Eu fiquei momentaneamente preocupada. Edward teria me dito se tivesse tido algo entre eles... Só que isso não anulou meu ciúme. Bree apresentou Fred. Seu namorado simpático que cursava medicina. O que era bom. Ela era enfermeira.
Mark me pareceu ser um tremendo filho da puta comedor. Ele chegou apontar uma bunda bonita na praia, porém, eu olhei para Edward desafiando-o a olhar. Se ele olhasse, eu acho que ia surtar. Até que o dia foi bem divertido.
Na hora do almoço, ele me deixou no restaurante onde sua mãe estava me esperando e seguiu para seu encontro com Alice. Esme esteve particularmente animada e não questionou minha escolha para o almoço: Um enorme filé em bife com batatas fritas e um copo de refrigerante.
Esme era uma pessoa refrescante. Engraçada e maternal. Ela me contou histórias de Edward pequeno e me deu duas fotos dele bebezinho. Eu controlei a maldita vontade de chorar e imaginar que o nosso bebê seria exatamente daquele jeito.
Esme fez o imenso favor de me deixar na minha casa. Seth estava dormindo no colo do meu pai e esse assistia futebol na tevê.
- Essa criança vai ficar viciada em futebol. – provoquei beijando sua testa.
- Dificilmente. Eu fiz o mesmo com você e olhe, nem sequer entende uma regra.
- Você não é engraçado, velho. – sorri sentando no braço da sua poltrona.
- Cadê Edward?
- Deve estar com a irmã dele, por quê?
- Hum, nada. Vocês vivem grudados, eu só estava querendo saber. – deu os ombros voltando a fitar a tevê.
Charlie sempre seria desse jeito. Uma cerveja, pizza e jogo. Pode ser até reprisado, ele não se importa. Ele era ótimo com números, por isso que nossos negócios sempre foram promissores. Charlie é o tipo de pai carinhoso e bobão. Ele tinha fotos de quando andei de bicicleta pela 1º vez e minha a primeira cartinha para os pais com um beijo babado de batom na folha.
Minhas fotos e de Jake por toda nossa vida ficavam espalhadas pela casa. Ele pode nunca ter se casado novamente, até mesmo namorando muitas, mas nós sempre fomos seu mundo. Eu tive tudo que sempre quis. Charlie nos fazia merecer com boas notas, bom comportamento e aprender as usar as coisas com moderação, mas nunca nada foi negado.
E como eu retribui? Sendo uma filha ingrata. Eu escondi verdades sobre James. Eu escondi verdades sobre a minha vida naquele momento por vergonha. Tinha tanto medo dele me rejeitar... Não foi para aquele objetivo que eu fui para Itália. Não podia ter feito isso com meu pai.
- Meu bebê, por que você está chorando? – Charlie ajoelhou-se na minha frente. Eu vi Leah sair da sala com Seth no colo.
- Ah, papai. Me perdoa... – joguei meus braços ao redor do seu pescoço – Eu nunca quis te envergonhar. Eu não sabia que aquilo tudo iria acontecer. Não estava brincando, papai.
- Meu amor, eu já disse que não existe o que perdoar. Você foi vítima dele como muitas que já defendi. Eu nunca sentiria vergonha de você. Tê-la de volta é meu maior presente. As coisas deram errado? Sim. Faz parte da vida. Eu sempre vou te amar, Isabella. Você e Jacob são a minha vida.
Não sei por quanto tempo fiquei chorando com Charlie, mas eu acho que dormi. E depois de muito tempo, foi no colo do meu pai. Como uma garotinha.
.~.
- Hum, delicioso... – gemi com o sabor doce do chocolate com maracujá. Meu paladar estava mil vezes mais sensível. As coisas poderiam ser boas demais ou ruim demais.
- Bella, você precisa tomar cuidado. Sabendo tantas receitas e tendo ingredientes a disposição, você vai engordar. – Jéssica comentou com a boca levemente suja de chocolate.
- Eu sei. – murmurei – Mas isso é bom...
- Sim, muito. – suspirou alisando sua barriga de quase 6 meses – Você gostou, bebê? Não vai fazer a mamãe enjoar depois, não né? – falou com sua própria barriga e eu olhei para a minha ainda inexistente e sorri. Um dia chegarei lá. – Você deveria fazer isso no jantar de sexta-feira, já que se recusa a não fazer algo.
O dia com Jéssica tinha sido divertido. Nós cozinhamos e falamos sobre o tempo que estudamos juntas, até mesmo ligamos para Ângela, que fazia uma nova personagem Alemã e no momento estava em grandes gravações. Mike e Edward estavam de plantão. Mike tinha começado 12 horas antes de Edward.
- Quando ele está fora, você fica sozinha?
Eu sabia que ela não estava fazendo mais atendimentos. Só de alguns casos críticos.
- São apenas algumas horas. – deu os ombros. – E você, faz o quê?
- Fico na minha casa, oras. – dei os ombros.
- E o que você sente com tudo isso? – perguntou deitando no sofá, apoiando o prato na barriga. – De voltar, relacionamento rápido com Edward, saudades da Itália, bebê...
- Uma confusão do inferno. Eu sei que estou apaixonada por ele. Pelo bebê. Eu sei que isso tudo é começar de novo, mas é meio louco. Deveria apenas estar no estagio de conhecimento e agora temos um bebê a caminho. E dizem que o primeiro ano de relacionamento é mais difícil, some isso comigo sendo uma cadela grávida?
- Verdade. Pelo menos você está disposta, não está?
- Jess, ele é um homem incrível. – sussurrei emocionada – Eu não tenho sequer três meses de gestação e ele beija minha barriga inexistente e fala sobre o bebê. Fora que... Sexo com esse homem é a coisa mais incrível do mundo. – gargalhei alto e ela me acompanhou – Ele me adora... Não é amor, eu sei que não. Mas estamos apaixonados.
- Nem tudo serão flores, você sabe. Você tem a personalidade de uma cadela e Edward nem sempre vai ter paciência de anjo com você.
- Eu sei. Mas ele me adora, Jess. Eu realmente espero que vamos sobreviver e sermos um casal felizes. – debochei
- Não adianta começar um relacionamento torcendo para que dê errado.
- Eu não quero que dê errado. Só tudo meio louco. Edward é o pai do meu filho e se acha no direito de simplesmente sugerir que eu me mude para seu apartamento.
- Você dorme lá mais do que na sua casa, Bells.
- Sim, mas dividir tudo ainda não é tempo. Ele vai me chutar de lá. – sorri levemente com a ideia – Não é que não queira avançar com Edward, mas hoje, não me sinto segura morando com ele.
- Eu não disse que você não tinha razão, querida. Mas ele não é James. Edward não é seu sonho de menina.
- James e eu poderíamos ter tido tudo. – suspirei deitando no sofá – E então, eu poderia listar uma porção de ‘e se’... Eu sei que Edward não é meu sonho de menina.
- Você está frustrada, Bells. É normal. – Jess sorriu docemente pra mim, deitando no sofá também. Nossas cabeças ficaram misturadas e os meus cabelos castanhos se misturaram com os loiros.
Jéssica, como Dra. Newton sabia sobre meu passado. Eu não resisti e contei essa manhã. Agora, ela era apenas Jéssica, minha amiga. Eu acho que me sentia bem com esse arranjo.
- Só que você planejou e sonhou tudo, não foi?
- Sim. Planejei casar e ter filhos com James.
- E agora, você está apaixonada por Edward e vai ter um filho com ele, qual lição aprendeu disso?
- Que a vida é uma puta que precisa de sexo? – perguntei retoricamente fazendo-a rir. – Que planejar e sonhar não é a chave para dar certo. As coisas acontecem quando precisam acontecer, com as pessoas que tiver que acontecer.
- Exatamente, Bells. Eu sempre amei Mike, mas isso não quer dizer que eu iria casar com ele. Apenas aconteceu, anos depois... Depois que ele dormiu com metade da faculdade. – deu um risinho baixo. – Já Ângie, era a virgem recatada da escola. E agora? A atriz mais bem paga do mundo. Nós não podemos nos apegar em planejamentos... Temos que viver.
- Você namorou outra pessoa antes de Mike?
- Sim. Namorei Julian por dois anos antes de Mike e eu nos esbarrarmos na inauguração da boate de Jacob. Foi aquela troca de olhar saudosa e também, atualizamos nossos telefones. Depois Julian terminou comigo. Semanas depois Mike me chamou para sair.
- Não planejar, é esse o segredo? – resmunguei – Que coisa de merda.
- Bella, eu quero que você dê uma chance ao que está acontecendo sem pré-conceitos, ok? Apenas deixe Edward entrar na sua vida, não só na sua vagina.
- Vou me lembrar disso, mas quando ele realmente entra na minha vagina eu me esqueço de pensar. – sussurrei conspiratória e ela gargalhou alto.
- Existe algo além do sexo que você goste em Edward?
- Claro que sim, bobinha. Eu gosto do carinho dele, da sua inteligência e bondade. – bati na sua testa de brincadeira. – Edward é diferente...
- Então, nós nos entendemos, certo? – Jess disse depois de um tempo. – O que você precisa fazer?
- Aceitar a vida. – sussurrei
- Bella, você sabe que pode ligar pra mim a qualquer hora do dia, não sabe?
- Obrigada por tudo.
Depois que passei o dia inteiro na casa de Jess, fui direto para casa e dormi até quase dez horas da noite. Desci morrendo de fome e encontrei Jacob na cozinha, comendo biscoitos amanteigados com leite. Parecia delicioso, mas não era aquilo que queria comer. Embora, a cena lembrou muito nossa infância e adolescência.
- Quer?
- Não. Quero sorvete com salada de frutas, ainda tem? – comecei a vasculhar a geladeira, tirando um monte de coisa gostosa, que Edward consideraria como besteira. – Cadê Leah?
- Dormindo. Seth não dormiu bem a noite passada.
- E você não está fazendo o mesmo, por quê?
- Porque não estou com sono? – perguntou retoricamente e eu fechei a geladeira, carregando as coisas que eu queria comer.
- Eu devo concluir que ela ficou sozinha com a criança enquanto você dormia? – bati na sua nuca com raiva.
- Não é bem assim. Eu tinha um caso importante hoje. – resmungou esfregando a nuca.
- Bom, talvez Charlie devesse ter deixado você passando mal toda vez que ele teve um caso importante. – debochei irritada. Como ele ousa? O filho é dele também.
- Ela que ofereceu, Bells. Para de brigar comigo.
- Como você pode dormir e deixar sua mulher cuidando do seu filho sozinha? Papai não te criou assim, Jacob.
- Papai também não te criou para ser uma qualquer na Itália, andar com filhinha de mafioso e ter um merda de namorado que ainda te roubou. – disse irritado e minha boca se abriu em choque. Eu podia sentir as lágrimas pinicando no meu rosto.
- Jake...
- Merda, Bella, vem cá... – Jacob levantou na minha direção, mas eu sai de lá antes disso.
Peguei minha bolsa que sempre ficava no hall e passei a mão no bolso do short para verificar o celular ali. Eu estava com a blusa amarrotada, sem soutien e um short jeans curto que coloquei depois do banho. Chamei o táxi e pedi que me levasse até o apartamento de Edward. Aonde mais iria agora? Estava tão tarde.
- Srta... Edward não está em casa. – o porteiro simpático me avisou docemente. – Você precisa de água, alguma coisa?
- Eu não tenho a chave do apartamento. – murmurei meio debilmente. Eu estava chorando, é claro.
- Olha, senta aqui. – abriu o portão e me puxou para o sofá. – Eu vou trazer um copo de água com açúcar. Respira fundo, ok?
Assenti secando minhas lágrimas. Por que Jacob tinha jogar isso na minha cara?
Merecido, claro. Mas doeu tanto. Isso nunca ia ser superado? Então, perdi todos meus direitos de opinião porque me deixei enganar? Que ódio da minha ingenuidade. Que ódio do meu amor. Que raiva por tudo estar tão confuso. Eu estava tão magoada com as palavras do meu irmão. Tão triste que parar de chorar seria impossível.
Logo ele, meu irmãozinho... Isso mostra que ninguém me perdoou. Que ninguém iria esquecer.
Não sei por quanto tempo o porteiro demorou, mas ele surgiu com um copo de água e um sorriso amável. Meu celular tocou me assustando. Era Edward.
- Bella? O que houve? O que você tem?
- Não é nada demais. – respondi baixinho.
- Por que você está chorando, minha linda? – a voz dele de desesperada, foi para doce, carinhosa.
- Eu me desentendi com Jake e fiquei triste. Posso dormir aqui?
- Claro que sim, meu amor. Ele vai abrir a porta pra você e me espere chegar, ok? Só não fique chorando, esqueça isso por enquanto.
- Tudo bem, obrigada.
- Eu te adoro, meu anjo.
- Eu também. – respondi com a voz falhando.
Gentilmente, o porteiro que eu não sabia o nome, subiu comigo até o apartamento e abriu pra mim, deixando sua chave comigo. Tirei minha roupa, fucei algo para comer e parei de chorar por Jacob quando encontrei Casamento do Meu Melhor Amigo e tinha um pote de sorvete Bem&Jerry de chocolate com pedaços de bombons.
Terminei o pote e chorei por ter comido tudo.
Terminou o filme e eu chorei por ser tudo lindo.
Eu seria uma grávida do caralho.
Começou outro filme com o mesmo ator de antes, Muito Bem Acompanhada e a trilha sonora era toda do Michael Bublé. Eu cantei as músicas e assisti mais três filmes até pegar no sono, com outro pote de sorvete no colo. Deviam ser quase quatro horas da manhã.
- Minha linda... – abri os olhos para encontrar Edward agachado ao lado do sofá. – Você dormiu aqui a noite inteira?
- Hã? Que horas são?
- Duas e meia da tarde. – sorriu acariciando meus cabelos. – E rolou alguma festa de sorvete aqui?
Eu dei três espirros consecutivos e senti meu nariz meio pesado. Era só o que me faltava. Ficar resfriada.
- Bom, acho que sim. – limpei a garganta com a voz meio fanha.
- Isso parece o começo de um resfriado.
Edward e eu passamos a tarde conversando sobre o que aconteceu com Jacob e eu estava mais calma. No fim das contas, concordei que meu irmão tinha usado aquilo porque estava com raiva e seria imaturidade da minha parte pedir que eles esquecessem os últimos anos. Assim como eu, eles também ficaram magoados e foram particularmente atingidos com tudo.
Naquela mesma tarde, Alice ligou nos convidando para ir a boate, a mesma que eu Edward e eu nos beijamos pela primeira vez. Jacob estaria por lá, segunda-feira era o dia que ele ia fiscalizar a contabilidade. Esse encontro seria ótimo.
- Você está pronto? Eu ainda tenho que me arrumar. – resmunguei com a demora de Edward.
Ele saiu do quarto lindo de calça jeans escuras e justas, marcando bem a sua bunda. Eu ia me divertir apertando-a essa noite. Camiseta preta, aberta nos primeiros botões, os cabelos bagunçados e um sorriso quente que minha perna tremeu.
- Cadê a apressadinha?
- Hum, acho que quero ficar em casa esta noite. – sussurrei colocando a mão por dentro da sua camisa e a outra ia direto para seu zíper. Diabos, eu estava excitada só de vê-lo bem arrumado e cheiroso.
- Pequeno diabo provocador. – Edward gemeu deitando a cabeça no meu ombro e minha mão já estava dentro da sua calça. – Baby, nós deveríamos ir...
No timing perfeito, o celular dele tocou e era o toque de Alice. Eu fiquei irritada e me afastei dele. Tenho certeza que meu olhar era assassino.
- Sua irmã precisa de sexo.
A única resposta que tive foi sua risada. Emburrada, fiquei pronta quarenta minutos depois. Escolhi um vestido rosa bebê curto e como meus seios estavam começando a ficarem maiores. Deixei o cabelo solto e fiz uma maquiagem pesada nos olhos e separei o scapin creme para colocar por último. Eu me achei gostosa no vestido e tirei a calcinha formando um plano de irritar Edward e quem sabe, conseguir sexo na sala vip?
Ou apenas em um corredor escuro?
No banheiro?
Na escada para o escritório?
Porra, tantos lugares.
- Estou pronta. – avisei na escada. Edward estava em algum lugar daquela casa com Charlie – Edward?
- Na sala. – ouvi sua voz distante. Tomei cuidado com a escada e os saltos, verifiquei minha bolsa de mão mais uma vez e segui a risada de Charlie. Do que eles estavam rindo, não sei, mas a risada de Edward morreu quando me viu – Aonde você vai com esse pedaço de pano?
- Para BS? – perguntei retoricamente arqueando minha sobrancelha. – Por quê?
- Você não vai sair com esse pedaço de pano rosa! – levantou e seu rosto começou a ficar vermelho – Baby, é uma boate, não complica...
- Assista-me. – girei meus calcanhares e fui em direção a saída, rebolando propositalmente.
Eu nunca mais ia deixar um homem me dizer o que vestir. E o melhor, era que eu estava vestida assim para ele. Sem calcinha, justamente para satisfazê-lo. Então, ele podia arrancar os cabelos da cabeça com raiva e com ciúmes... Eu não ia trocar de roupa.
Também fiz dancinhas internas por ele estar com ciúmes. Ah, como isso era bom. Parei do lado do carro e ajeitei meu sapato e o que fez o vestido subir um pouquinho. Ele gemeu me prensando contra o carro, acariciando minha coxa lentamente.
- Você está gostosa pra caralho nesse vestido... E eu queria ser o único a apreciar isso. – sussurrou no meu ouvido e empurrou sua ereção na minha barriga. Eu ri levemente do seu estado de excitação e procurei seus lábios para um beijo.
- Adianta dizer que eu estou vestida assim só pra você? – sussurrei pegando sua mão, colocando embaixo do meu vestido, o resto do caminho ele fez sozinho. – Estou sem calcinha, Edward. Eu quero que você me surpreenda realizando meu desejo de ser fodida no meio da boate.
- Oh... – gemeu e separou minhas pernas, brincando com as minhas dobras. Joguei minha cabeça pra trás quando ele penetrou um dedo e ficou brincando com meu botão.
- Edward... – sussurrei meio perdida, sentindo minhas pernas falharem. Ele envolveu o braço na minha cintura e me ergueu, fazendo o carro de apoio e continuou bombeando fortemente, agora, com dois dedos. Eu amava os dedos desse homem.
Eu gozei forte, abafando meu grito no seu ombro. Meu sorriso estava colado na orelha.
- Você é o melhor...
- Sim, eu sei, minha linda. – beijou-me docemente. – Isso é só o começo da noite.
Eu nunca estive tão ansiosa na minha vida. Assenti animada e entrei no carro ajeitando a bagunça que ele tinha me deixado. Em menos de 15 minutos chegamos na boate. Na minha boate. O manobrista me conhecia e sorriu calorosamente pra mim, ganhando um olhar feio e duro de Edward.
- Por que nós estamos ignorando a fila? – perguntou-me confuso.
- Hã? Edward... Nós não ficamos na fila.
- Você tem conhecimentos aqui?
- Edward, qual o nome dessa boate? – perguntei puxando-o para uma porta adjacente que era para funcionários.
- BS?
- Black Swan. – respondi rindo e os olhos deles deduraram quando ele entendeu. – Isso aqui é meu e de Jacob.
- Sério?
- Sim.
- Nossa...
Eu ri e procurei o banheiro do escritório para me limpar e ajeitar antes de encontrarmos sua família. Edward estava me paquerando pelo espelho. Eu não podia fita-lo que tinha um sorriso torto brincalhão ou aquele sexy quente em resposta. Sua mão encontrou o caminho da minha bunda algumas vezes, mas ele não passou disso.
- Você reparou? – apontei para meus seios – Entrar no terceiro mês está começando a fazer diferença.
- Reparei sim. – sorriu me abraçando por trás e apertando meus seios levemente. – Perfeitos. E meus.
Nós encontramos sua família na sala vip, no segundo andar. Rosalie e Alice não estavam bebendo nada alcoólico para os meninos se divertirem. Isso foi bom, porque eu podia deixar Edward bebendo e conduziria o carro, mas de qualquer modo, ele me garantiu que não ia exagerar. Não seria muito bom.
Elas estavam animadas e eu acabei passando um bom tempo dançando com elas. Pouco tempo depois, Edward reivindicou sua atenção, me puxando pelos braços, dando um beijo delicado, mas o sorriso era diabólico.
Eu ofeguei ansiosa.
Começou a tocar uma musica que quando eu ouvi, lembrei logo dele. Joguei meus braços ao redor do seu pescoço e colei nossos corpos mais um pouquinho, me inclinando para sussurrar a música no seu ouvido.
*Jennifer Lopez — I'm into you
- You got me and I could not defend it. I tried but I had to surrender. Your star got me under the spellbound. Left me no other choice but to get down…
(Você me pegou de jeito e fiquei sem defesa. Eu tentei, mas tive que me entregar. A sua estrela me deixou enfeitiçada. Não me deixou escolha a não ser abaixar).
- When I look into your eyes it's over. You got me hooked with your love controller. I'm tripping and I could not get over. I'm feeling lucky like a four leaf clover
(Quando olho nos seus olhos, não tem mais jeito. Você me deixou gamada com seu controle de amor. Estou viajando e não consigo esquecer. Estou me sentindo sortuda, como um trevo de quatro folhas).
E era a mais pura verdade. Edward sorriu como o gato de Alice no País das Maravilhas e me apertou nos seus braços, dando aquele beijo de tirar até a alma do lugar. Se eu estivesse de calcinha, diria que estava molhada, mas como não estava com uma, meu corpo tinha a mensagem de querer mais que beijos quentes na pista de dança.
Sem perceber mais a presença de Rosalie e Alice, Edward estava me conduzindo para outro lugar. Eu não prestei muita atenção, só seu corpo colado ao meu era o suficiente para esquecer-se de ser coerente.
Corredor escuro. Com a música forte. Qualquer pessoa podendo passar. Sim, esse homem era tudo.
- Eu deveria brincar com você um pouquinho mais... – sussurrou mordendo o lóbulo da minha orelha – Mas esse pedaço de pano e sua declaração quase me levaram à borda, minha linda. Eu preciso foder você aqui e agora. – rosnou e eu quase gozei com isso.
Com o mínimo esforço, ele me ergueu no seu colo, usando a parede revestida atrás de mim como apoio. Cruzei minhas pernas, cavando meu salto na sua bunda, ele adorava isso. Com rapidez, abri o botão da sua calça, deslizando o zíper com lentidão e acariciando sua ereção.
Edward bateu os lábios contra os meus no mesmo momento que bateu fundo dentro de mim. Meu grito ficou entre nossas línguas enroscadas e ele sorriu no meio do beijo, satisfeito com seu efeito. Suas estocadas eram firmes e fortes, seus dentes encontraram o caminho do meu ombro nu mais de uma vez e toda vez que nos beijávamos era com tanta paixão que eu ficava sem ar.
Nós gozamos juntos e eu choraminguei não sentindo minhas pernas. Arrogante, me empurrou para o banheiro mais próximo e nós nos ajeitamos agradecidos por ninguém nos pegar naquele estado recém-fodidos. Meu sorriso era enorme e nada ia tirar o bom humor de mim.
- Isso foi incrível. – abracei-o apertado – Você é incrível, Edward. Obrigada por ser meu.
O sentimento possessivo crescia em mim com força. Aquele homem era meu. Isso sempre me batia depois do sexo.
- Você faz tudo incrível... – sorriu procurando meus lábios. – Minha linda.
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N/A: Sexo! Quem nunca fez em público? Ou pelo menos quis fazer? Ahahahah
Mas, além do sexo, curtiram meu presentinho de natal adiantado? Chegamos a 40 reviews!!! Uaaaal!
Jéssica tem um papel fundamental na vida de Bella de hoje em diante. Diferente de muitas, essa minha é um amor e muito especial. Espero que gostem dela!
Reviews? Dúvidas?
Beijocas!
N/B: Então né gente... esse final... pois é to começando a ficar meio perdida com os finais desses capítulos, sem conseguir pensar direito. Hun hun. Quero Bella com barriguinha logo, o Edward não vai largar mais haha. Comentem!! Beijos xx LeiliPattz
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