Cuore Di Bella
21 Capítulo 14
Oficialmente vivenciando meu terceiro mês de gestação e Edward entrando de férias. Agora, estava um pouquinho complicado esconder a gravidez, pelo menos eu não poderia ir a praia com alguém observador. Meu quadril estava maior e eu engordei 1 kg nessa brincadeira de ter desejos e ficar enjoada com eles.
Minha barriga sempre foi lisa, eu tinha um orgulho bonito disso, mas agora eu tinha algo relativamente crescendo ali. Edward também concordava, embora, dizia que as pessoas iam pensar que só estava engordando. De qualquer forma, nós decidimos que íamos viajar sozinhos porque precisávamos de um momento nosso, se conhecendo e aproveitando seu tempo livre. Curtir nossa gravidez e depois abrir isso para nossa família.
O que seria a porra de um deus nos acuda.
- Surpresa! – Edward tapou meus olhos e eu soltei o garfo para evitar um acidente. – Comprei isso ontem à tarde, quando sai do hospital. – disse liberando minha visão, a minha frente tinha um lindo sapatinho de crochê amarelo.
- Oh... É lindo!
- Eu sei que mês que vem vamos poder descobrir o sexo, mas eu não resisti em comprar isso pra você.
- Obrigada, meu anjo.
Era isso. Edward era meu anjo.
- E isso me faz pensar... Nós vamos ter que alugar um apartamento enquanto a casa não fica pronta, porque aqui não tem como colocar o quarto do bebê.
- Nem um berço do lado da cama. – concordei.
Aqui realmente não tinha espaço para mais um. Eu sabia que ele teria que ter um berço na sua casa.
- Bom, eu já pensei em como ficará o quartinho dele lá em casa. – sorri docemente segurando os sapatinhos.
Edward saiu da cozinha e foi para o quarto. Terminei de comer, lavei a louça e guardei o que sujei, estranhando o silencio dele. Peguei o sapatinho novamente e fui para o quarto, encontrando-o deitado na cama, lendo um livro, com cara de poucos amigos.
Tirei a blusa dele que usava e fiquei só de short de dormir e top.
- O que houve?
- Nada. – respondeu secamente sem tirar os olhos do livro. Seus dedos estavam brancos de tanto que apertava a capa.
- Tem certeza, Edward? Você estava tão bem. – sussurrei mexendo nos seus cabelos e ele fechou os olhos, soltando uma respiração pesada.
- Não é nada, Bella.
Eu senti falta do 'minha linda'.
Deitei do seu lado e liguei a televisão na esperança dele jogar o livro de lado e pular em cima de mim, ou pelo menos contar que diabos estava acontecendo. Assisti dois episódios de House e ele levantou, entrando pela porta do escritório sem dizer uma palavra. Fiquei mais meia hora no quarto e percebi ser a hora de me arrumar para a consulta médica.
Tomei banho sozinha. Ele nem sequer veio me ver ou provocar, como sempre fazia. Fiquei pronta e encontrei no escritório, de frente para o computador. Seu olhar desviou da tela pra mim brevemente e eu sorri, mas não foi muito verdadeiro. Eu queria chorar.
- Acabei de comprar nossas passagens. Quando voltarmos, confirmo a reserva no hotel. – disse fechando a tampa do computador e levantou-se, indo em direção ao quarto.
Edward está me rejeitando.
- Por que você está me rejeitando? – perguntei sem rodeios e ele subiu a calça, me fitando confuso.
- O quê?
- Por que você está assim? Edward, tem quase duas horas que você não me toca. O que eu fiz? – perguntei desesperada, sentindo meu rosto molhar.
- Bella, não...
- Não toque em mim. Você não vai tocar em mim até cuspir o que está acontecendo! – dei dois passos pra trás, evitando seu toque. – No café da manhã você me entregou um presente e depois ficou assim... Nem me deu a chance de agradecer direito. O que eu fiz, Edward?
- Nada, Bella. Não fez nada.
- Se isso continuar assim, eu não vou mais. Cancele a viagem. – sussurrei secando as lágrimas – Eu não vou suportar você longe de mim. Sua distancia. Sua rejeição.
- Não, minha linda. – Edward atravessou a distancia e me puxou para seu peito. – Eu não estou te rejeitando, jamais faria isso. – sussurrou beijando minha testa. – Você não fez...
- Não diga que eu não fiz nada. Só existem duas pessoas nesse apartamento. Se você não fez, fui eu. Como nós queremos que isso dê certo? Eu preciso que você me diga, Edward.
Edward suspirou e me puxou para sentar na cama. Sequei minhas lagrimas e tentei ajeitar meu cabelo. Ele entrelaçou nossas mãos e beijou meus dedos com os seus.
- Não existe a remota possibilidade que eu fique longe de você e do nosso bebê quando ele nascer. Bella, eu sinto muito, mas eu não posso aceitar a história de casa separadas quando ele nascer.
O quarto caiu em um silencio desconfortável quando eu não soube o que responder corretamente. Minha garganta pareceu seca e cheia de espinhos.
- Sua gravidez vai chegar a um estágio no qual você não vai ficar longe de mim, Bella. Eu não vou aceitar ser pai pela metade. Você é minha namorada e esse filho é meu. Você pode argumentar o quanto quiser, não vou aceitar. Você vai ficar comigo. Não estou te dando outra opção.
A voz de Edward era firme. Ele nunca tinha usado aquele tom de voz que fazia minha voz morrer e não ter argumento nenhum para discutir. No final das contas, ele tinha razão. O filho era dele e seria crueldade da minha parte fazer, apesar de que eu tinha considerado fazer isso sem pensar em como ele se sentiria. Não é assim que devíamos ser.
- Toda essa coisa de casal é nova pra mim, mas para isso acontecer, nós precisamos ficar juntos e tanto eu, quanto você, precisamos falar. Eu não sabia que você planejava ficar separada de mim até mesmo quando o bebê nascesse, isso me pegou de guarda baixa.
- Você tem razão... – murmurei meio atordoada, segurando nossas mãos juntas – Eu só não pensei no quanto isso poderia te ferir. Foi só a solução mais fácil. – virei de frente pra ele – Edward, mas se morar juntos for como o beijo da morte? Se você não me quiser mais? Se der errado?
- Minha linda, eu sei que você tem medo... Mas nossa situação é completamente diferente. – Edward disse paciente – Eu não quero outra pessoa a não ser você e não é em meio a confusão e medo que nosso bebê vai nascer. Por que não começamos aos poucos?
- Como?
- Você aceita uma chave do apartamento... Nós começamos a procurar um novo e então, se encontrarmos um grande...
- E a casa?
- Falta muito para casa ficar pronta. O bebê vai nascer antes disso, com certeza.
- Tudo bem. – falei lentamente – Você promete que vai me falar tudo?
- Prometo. Você promete? Qualquer mínimo detalhe. Mínimo plano...
- Prometo sim.
Eu queria que isso desse certo... Então, eu tinha que jogar meus medos pela janela e dar a mão a Edward. Isso não era só sobre mim e sim pelo bebê também. Edward sorriu verdadeiramente pra mim e meu coração se aqueceu com sua felicidade.
- Me beija agora? E por favor, nunca deixe de me tocar. Não posso ficar sem isso.
Me puxando para seu colo, Edward finalmente me beijou com toda sua delicadeza e carinho. Eu podia sentir sua paixão me invadir. Era mágica essa sensação. Nós encerramos o beijo quando o ar ficou escasso e descansei minha testa com a dele, enquanto seus braços me cercavam e apertavam. Com mais alguns beijos e sorrisos, seguimos em direção a minha consulta. Cinco minutos atrasados.
- Olá raio de sol. – Dra. Kate saudou-me. – Preparados? Hoje nós vamos fazer uma ultrassom para ver o bebê e conversar sobre ele e seus exames, ok?
Fomos conduzidos a outra sala, levantei minha blusa e aquele liquido gosmento gelado me deixou completamente arrepiada. Pouco tempo depois a imagem começou a se mexer e um barulho baixo, como galopes de cavalo. Comparação ridícula, mas foi o que pareceu o coração do meu bebê.
Edward estava do meu lado, segurando minha mão e rindo para tela.
- Ele tem 5 centímetros e deve estar pesando em torno de 14 gramas. – Dra. Kate marcou algo na tela, eu estava tentando entender, mas só via as sombras do formato.
- É tão pequeno. – sussurrei emocionada. – Bate rápido...
- E vai crescer muito agora. – Edward sorriu beijando minha testa. – Agora, é o momento que vamos contar a nossa família.
- Eu ia perguntar sobre isso. Sua barriga vai começar a ficar visível. – Dra. Kate sorriu docemente pra mim – Olhe orelhas lugar certo, nariz, coluna em formação... Em breve, seus possíveis ossos já viram cartilagem.
- E os enjoos vão diminuir? Eu não aguento mais.
- Em parte... Sim. Você pode continuar enjoando com cheiros e se irritar com isso.
- E a vontade de ir ao banheiro? – Edward provocou. Eu sabia o que era.
Em uma noite, nós estávamos quase fazendo sexo e eu senti vontade enorme de fazer xixi. Foi vergonhoso e ele faz questão de ficar me zoando só porque eu fico com o rosto quente e vermelho.
- Vai diminuir porque você vai se acostumar, mudar não. – Dra. Kate riu quando dei língua para Edward e ele gargalhou. – E suas gengivas?
- Sensíveis. Edward comprou uma escova mais macia e está ficando melhor.
- Se aparecer qualquer caroço, não se assuste. Você pode me ligar e se for ao dentista, avise que está grávida, ok?
- Sim, por enquanto, está tudo bem. – sorri confiante, voltando a fitar a tela.
- Quanto à viagem, não abuse, pelo amor de Deus. – alertou seriamente – Beba bastante água, não fique muito no sol e papai, cuide da mãe e do seu bebê. Use e abuse de carinhos e preliminares. Eles precisam de você.
- Sim, pode deixar comigo. – Edward sorriu. Eu pensei que sua bochecha fosse rasgar.
Como se precisasse pedir. O espertinho faria sem ajuda.
- Seus exames estão ótimos. Seu cardiologista fez um excelente trabalho. – elogiou e eu pisquei para Edward. – Você já conseguiu a receita do nutricionista?
- Não. A consulta está marcada para a volta da viagem.
- Bom, você não é leiga quando o assunto é comida. Evite cafeína, gordura e carboidratos, ok? Você sabe o que fazer.
Depois de mais algumas indicações e papeis de exames, ganhei as fotos da ultrassom. Um pra mim, outra para Esme e mais uma para Charlie. Graças a Deus Edward e eu estávamos de bem e por isso seguimos para fazer compras. Eu queria biquínis novos e comprar roupas de praia novas para ele. Edward era paciente nisso e experimentou várias sungas. Eu dei adeus as bermudas.
Quase pulei nele para descobrir como era sexo no provador, mas a loja parecia cheia demais e iriamos presos por isso.
- Estou com fome. – suspirei quando ele terminou de pagar suas roupas. – O que você sugere para o almoço?
- O que você quer comer?
- Frango frito, batatas fritas e coca-cola.
- Estou ignorando...
- Ok. Aceito uma salada, mas quero comer frango frito.
- Tudo bem, tem um restaurante no fim da rua.
Edward era meio chato com minha alimentação, eu reconhecia que antes da gravidez também era, mas os desejos eu me rendia ao que meu filho queria. Alimentada, fiz mais algumas compras e depois fomos para minha casa arrumar minhas malas. Com tudo pronto e eu louca para tirar uma soneca, fomos para casa dele e fizemos as malas dele. E que porra de homem chato.
Não quero levar isso; é dispensável; Bella, fala sério, isso só vai encher; Baby, pra quê?
Homem que adora discutir, e eu sei fazer a mala. E como sei.
- Tudo pronto, baby? – Edward perguntou quando deixamos as malas na sala. – Só isso, Bella? – ironizou e eu sorri docemente. Cinco malas, ok, são nove dias.
- Sim, tudo certinho. Agora, vou comer panquecas, doce de leite e banana. Quer?
- Bella...
- Não estou te ouvindo. – cantei de volta. Queria ver quem ia me impedir de comer doce naquele momento.
Edward desistiu de argumentar comigo quando o cheiro se espalhou pelo apartamento e ela quis comer também. Deitamos no sofá, cada um com seu prato e um filme qualquer que eu dormi logo assim que a última gota de doce de leite desapareceu do meu prato. A banana me deixou enjoada, só que isso não foi o suficiente para rejeitar a panqueca que Edward não quis. Ele achou que ficou doce demais.
Em algum momento abri os olhos e estava sendo carregada para cama, mas não sei dizer ao certo que horas isso aconteceu. Continuei com sono e senti Edward me abraçar e o quarto ficar escuro. Devia ser a hora de dormir.
O celular despertando me tirou do sério.
- Desliga essa merda! – resmunguei puxando o edredom. Foi quando reparei que estava sem roupa – Edward, por que eu estou nua?
- Você parecia desconfortável naquelas roupas, eu tirei. Ia colocar a camisola, mas achei melhor assim.
- Ok, você também achou que eu estava desconfortável com minhas roupas intimas?
- Não. Eu só quis tirá-las mesmo. – riu me abraçando e sua mão caminhando perigosamente pelo meu corpo, segurando meu centro em concha – Viu como é mais prático?
- Uhum... – cantarolei rindo e o celular despertou de novo – Edward são 06h30?
- Sim.
- Nós estamos atrasados! – pulei da cama assustada – Merda, queria lavar meu cabelo.
- Ah, que isso, dá tempo. Só não morar no chuveiro como você normalmente faz.
- É o que Edward? – parei no caminho do banheiro – Eu ia te convidar para tomar banho comigo e quem sabe se divertir antes de irmos, agora, você vai ficar aí e eu vou me divertir sozinha.
Em um movimento rápido, Edward saiu da cama e chegou no banheiro antes que eu saísse correndo e trancasse a porta. Rindo, me empurrou para dentro do box e ligou o chuveiro. Dei grito que a água estava gelada, ele sabia disso e então, dei tanto tapa no seu braço, que ele gargalhava como se fosse cosquinha.
Nós chegamos em cima da hora no aeroporto. Emmett que ia nos levar, chegou e ainda ficou esperando. Eu ria porque o maldito conseguiu o que queria: Me atrasar. O aeroporto parecia lotado, mas nós conseguimos o check in a tempo e como era um vôo relativamente curto e ainda na primeira classe, não me importei em ficar emburrada. Era nossa viagem feliz.
- Isabella Marie Swan, pare com isso! – Edward tentou ser severo, mas gemeu no fim da frase. Por incrível que pareça, só tinha nós dois na área A da primeira classe. Dez poltronas depois tinha um casal de velhinhos dormindo.
Minha mão estava perigosamente brincando com o zíper da bermuda cargo dele. Eu estava rindo da sua dificuldade de respirar, o rosto vermelho e os cabelos bagunçados.
- Se quiser resolver isso, é só darmos uma escapadinha no banheiro. – pisquei soltando com o dedão o botão do seu short.
Nós nos divertimos dentro do banheiro do avião por pouco tempo. A velhinha estava me olhando horrorizada, apesar de não termos feito muitos barulhos constrangedores, rimos alto com o espaço pequeno. Eu nunca contaria essas histórias para meu filho. Ele seriamente iria sofrer de vergonha com seus pais maníacos por sexo.
Ela murmurou algo sobre jovens inconsequentes e o marido dela deu um sermão em Edward sobre não ser assim como uma mulher deve ser tratada. Obviamente, eles perceberam a falta de aliança em nossos dedos durante o breve embate no corredor antes de desembarcamos, o que ambos devem ter ficados chocados por vivermos no pecado da luxuria e fornicação.
Nós dois rimos até pegarmos as malas. Ótima maneira de começar a viagem.
O dia estava bonito em Miami. Eu estava ansiosa para bancar a turista com Edward.
- Sr. e Sra. Cullen?
- Sim, somos nós. – Edward respondeu ao homem empacotado feito pinguim no calor desgraçado de Miami.
- Sou Mathias, do Four Seasons. O motorista particular, por favor, me acompanhe.
Edward dava nó em pingo de éter. Sra. Cullen... Espertinho.
Mathias pegou nossas malas e seguiu diante uma hummer limusine preta, bem reluzente e cheirosa. Ele era bom em reservar coisas. Serviço particular de transporte, primeira classe, horários programados... Como será que seria a suíte?
- Nós não vamos a um hotel? – perguntei confusa quando o carro estacionou em uma mansão maravilhosa.
- Sim, essa mansão é do hotel. Reservei para nós dois. Teremos uma lancha particular, serviço de entrega e liberdade para fazer o que quisermos, aonde quisermos, na hora que eu quiser.
- Espertinho. – murmurei dando um tapa na sua perna – Bom, de qualquer modo, eu adorei. A cozinha está abastecida?
- Eu pedi que sim. Do jeito que você gosta.
- Perfeito. – beijei sua bochecha e ele sorriu lindamente pra mim — Você é perfeito pra mim.
Edward e eu fizemos um tour pela casa. Era linda! Enorme, arejada, com grandes janelas de vidro, uma vista sensacional para o canal, cozinha enorme, tipo enorme mesmo, com armários modernos e aparelhagem também. Como eu ia me divertir ali dentro.
E o sofá? Vontade de ficar pulando nele de tão fofo que era. De cor marrom escura, tinha um tapete grosso na sala e uma porta de vidro enorme que dava para a piscina. E que piscina! Tinha espreguiçadeiras vermelhas ao seu redor, uma boa churrasqueira e um deck com uma lancha estacionada.
Isso tudo era incrível. Eu estava excitada e quicando como criança puxando Edward pela casa. Tudo era bonito, caro e perigoso. Se eu quebrasse, seria um prejuízo. E seria engraçado.
- Vamos para o principal? – Edward perguntou com um sorrisinho no rosto. – Não me olhe assim... Só quero te mostrar o quarto, baby.
As escadas de vidro e vazadas tinha um jardim japonês bonito com uma luz verde que refletia como cristal. O efeito era impressionante. Só tinha um quarto. E era o segundo andar inteiro. Tinha um closet enorme, tipo, muito maior que o meu. E Edward ainda dizia que o meu era desproporcional. Isso aqui não se encaixava no padrão. Adorei.
O banheiro era todo decorado com pedras frescas e mármores. Tinha chuveiros que com certeza, na minha casa teria que ter. Com duchas com várias direções diferentes, uma banheira grande e uma jacuzzi do outro lado. Tinha três pias grandes e uma parede toda com espelho.
- Amei esse banheiro. Minha casa terá que ter um desse, com certeza.
- Gostou mesmo? – Edward sorriu encostado na soleira da porta. Eu acho que ele nem sequer olhou a casa. Só me observou. – Nós podemos providenciar isso...
Eu sorri e suspirei. Esses eram os planos. Não entre em pânico, Isabella.
Voltei minha atenção para a outra porta que dava para o quarto. A cama era enorme e macia. Estava revestida com lençóis claros e edredom creme. No canto tinha duas portas com paredes de vidro que davam para a piscina. A outras duas davam para a parte da frente. Para a rua do condomínio.
- Gostou?
- Você ainda pergunta, bobão? Eu amei tudo! Surpresa maravilhosa!
- Eu pensei que iríamos ficar mais a vontade do que um hotel... Com paredes finas... Serviço de quarto atrapalhando nas melhores horas.
- Você pensa em tudo. – caminhei em passos lentos até ele e joguei meus braços ao redor do seu pescoço – Eu amei, adorei... Esses dias serão ótimos. – fiquei na ponta dos pés para beijar seus lábios.
- Serão sim. Para nós três.
- Agora, eu estou com fome, vamos comer antes de pegar sol pelo resto do dia?
- O que você desejar. – sorriu torto beijando a pontinha do meu nariz. – Vou subir com as malas, me espere aqui.
- Eu vou te ajudar.
- Fique quietinha e não se mova. – forçou meus ombros e me sentou na cama. – Não se mova.
- Eu estou grávida e não inválida.
- Eu sei.
- Só pra te lembrar. Você não parece saber dessa informação. – gritei e ele apenas riu, descendo as escadas.
Joguei meu corpo na cama e chutei os sapatos para longe e abri os botões da minha blusa. Esses nove dias fora de casa seriam interessantes. Edward estabeleceu as malas em duas viagens. Eu ri porque tinha mala pra cacete e o teimoso não me deixou ajudar. Ele ainda esqueceu minha bolsa no andar debaixo e foi buscar.
Troquei de roupa e liguei para Charlie avisando que cheguei bem e depois liguei para Esme. Eu pensei seriamente na minha fome quando o vi só de sunga vermelha do meu lado. Fiquei dividida entre fazer sexo e comer. Gravidez era uma coisa estranha.
- Comer. – Edward disse simplesmente me empurrando em direção à cozinha.
- O que? Você vai me comer? – perguntei me agarrando a ele. Edward riu e me ergueu no colo, descendo as escadas.
- Mais tarde querida. Agora, vamos alimentar vocês. – sentou-me em um balcão da cozinha. – Vai querer comer o quê?
- Não sei. Use sua criatividade.
- Querida, eu só lembro a receita do miojo, colabora. – bufou apoiando os braços do outro lado do balcão.
- Tudo bem. Omeletes de tomate com queijo parmesão. – abri a geladeira e procurei os ingredientes e Edward foi colocando-os no balcão pra mim. Tirei um pote de nutella e minha intenção era comer enquanto fazia comida. Mas... – Edward, devolve isso agora!
- Você não vai comer...
- Não.Termina.Essa.Frase .. – pontuei apontando um pedaço de queijo na sua direção. – Devolve.
- Não. – disse simplesmente e guardou o pote na geladeira.
Eu não pensei duas vezes e fui até a geladeira, mas ele me puxou para longe rindo. Maldito que achava isso engraçado? Se foder! Cravei meus dentes no seu braço e ele me soltou. Agora quem estava rindo do seu grito de dor era eu, abrindo a gaveta, tirando uma colher e com o pote da felicidade na minha mão. Delicioso!
- Bella, está sangrando.
- Eu pedi para devolver. – dei os ombros e ele me empurrou para o lado.
- Vou cortar e você faz o resto. – pegou uma faca grande e foi tirando os ingredientes que precisavam ser cortados. Sentei no balcão com o pote e na quinta colherada, ele tinha terminado todo o queijo e os dois tomates.
Será que ele estava chateado? Estiquei meu pé e bati na sua cintura e olhei para a mordida. Talvez eu tenha colocado força demais.
- Vem cá... – chamei baixinho e ele soltou a faca com o cenho franzido. – Está doendo?
- Você mordeu forte. Claro que sim. – deu os ombros – Eu provoquei a fúria de uma mulher grávida.
- Lição aprendida?
- Não. – sorriu torto mergulhando a colher no pote de nutella e esfregando na minha boca. – Eu vou continuar te irritando, toda vez que conseguir...
Edward me beijou, chupando todo chocolate dos meus lábios e então eu me toquei. Nutella era chocolate com nozes.
- Puta que pariu! – empurrei Edward bruscamente. – Isso tem nozes.
- Merda. – coçou a ponta do nariz pegando o pote. – Merda... Em qual mala você colocou a bolsa de remédios?
- Todas são iguais. Não sei qual. – dei os ombros – Não vai acontecer nada, amor. Se não aconteceu até agora...
- Do que você me chamou? – perguntou baixinho.
- De Edward? – retruquei confusa.
- Não. De amor. – sorriu torto e eu fiquei chocada com a naturalidade que a palavra saiu – Fique aqui bonitinha. Vou buscar um remédio.
Voltei a picar o queijo e o cheiro começou a me enjoar levemente, mas continuei mesmo assim. Fiz a massa, procurei uma chapa, fiz a misturinha básica e nada de Edward voltar. Quando tinha a primeira fritada, ele apareceu com o remédio. Provavelmente procurou em todas as malas até encontrar.
Continuamos cozinhando e montei nossos pratos com dois copos de refrigerante gelado. Eu estava vivendo a vida alucinadamente com essa gravidez. A balança seria a ultima coisa que iria chegar perto.
- Está delicioso, baby. – Edward beijou minha mão.
- Queijo está me deixando enjoada.
- Pare de comer.
- Estou com fome. – dei os ombros cortando mais um pedaço – E está gostoso.
- Você é tão teimosa.
- Oh, eu sei. – sorri com a boca cheia e ela riu, limpando meus lábios com seu guardanapo. – Obrigada. – beijei sua mão – E... Esse sol, tão maravilhoso. Você já fez sexo na piscina?
Edward engasgou com a comida e eu gargalhei alto.
- Não...
- Então nós vamos fazer.
E o homem começou a comer mais rápido.
Eu o adorava!
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N/A: Feliz natal ho ho ho
Questions?
N/B: Aww Edward magoadinho no começo, a Bella não falou por mal, ela apenas ainda não se acostumou com toda essa coisa de casal, tudo foi rápido. Aww o baby ♥ Graças a Deus essa Bella não é cheia das frescuras com gastar dinheiro hahaha morri com o negocio do Nutella achei que ia dar merda. Quero só ver o que essa viagem vai dar hahaha. Adoro. Beijos xx LeiliPattz
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