Notas iniciais
E aí, amores? Penso mil desculpas pelo atraso. Demorei para postar por conta das minha provas. Graças à Deus amanhã é a última é estarei LIVREEEEEE. Enfim, gostaria muito de agradecer aos comentários de S2gleicinhaS2 e Princess Eleanor ♥. Muito obrigada, mesmo! Este capítulo é para vocês, espero que gostem. BOA LEITURA! OBS: Ainda é a continuação do flashback

POV. Miguel

Nosso segundo encontro também não foi lá essas coisas. Pelo menos agora eu posso dizer que estávamos quites. Quando cheguei em casa, naquela noite e olhei direito meu celular descobri que Carolina não havia escrito apenas uma mensagem para a irmã, mas também havia deixado seu número em meus contatos.

Dei o maior sorriso que pude, mas hesitei antes de fazer algo. Eu podia não ter conseguido um beijo, mas havia ganhado minha noite com aquilo.

Daniel havia ficado indignado quando contei-lhe não havia acontecido nada, nem um beijo. Ele havia me chamado de... Ah, lembrei! Bocó. Até nos dias de hoje, ainda me surpreendo com os adjetivos que surgem de Daniel.

Alguns dias depois de toda essa confusão, eu andava com meu melhor amigo na praia de Copacabana, enquanto ele enchia-me o saco, perguntando-me tudo sobre Carolina, querendo saber os mínimos detalhes.

— Deixe-me ver se entendi. A garota pegou seu celular e escreveu o número dela. Posso saber por que você ainda não ligou para ela? Deixe de ser idiota, Miguel. – disse Daniel, enquanto caminhávamos pela orla, após passar à tarde na praia.

— Ela estava bêbada, Daniel. Não quero perturbar a garota. Ela nem deve se lembrar de mim. – falei, um pouco transtornado com aquela conversa.

Depois daquela noite era óbvio que eu gostaria de vê-la novamente, apesar do último ocorrido. Porém, eu não tinha a cara de pau de ligar para ela. E pensava que talvez ela nem se lembrasse de mim.

— Miguel, se você está solteiro e uma garota lhe dá o celular dela, você tem que ligar sem nem pensar duas vezes. Cara, você já é meu amigo há tanto anos como ainda não aprendeu minhas artimanhas? – Daniel falou e eu tive de rir.

— Bruna, sabe dessas artimanhas? – sacaneei-o.

— Não. E nem precisa. – ele falou, fugindo do assunto e ri de novo.

Paramos em um quiosque da praia e comprei uma água de coco, enquanto Miguel tomava um refrigerante. Desde quando éramos pequenos, Daniel sempre foi melhor com as garotas do que eu. Ele sempre me ajudava com seus planos quando eu gostava de alguém. Enquanto voltava-me para caminhar, esbarrei em uma pessoa que estava atrás de mim na fila.

— Miguel? – ela falou ao ver meu rosto.

— Carolina! – Coincidência talvez. Destino, quem sabe?– Você está bem?

— Estou sim e você? – ela perguntou. Seus cabelos estavam molhados, e suas bochechas estavam levemente vermelhas por conta do Sol. Tudo isso fazia seu sorriso ficar mais lindo.

— Estou bem, também. – respondi, coçando minha nuca, um pouco sem graça.

— Cãham! – tossiu Daniel, se aproximando de nós.

— Esse é meu amigo Daniel. – apresentei-o

— Melhor amigo, irmão do coração, vizinhos de longa data. – corrigiu ele e revirei os olhos. Aquela não era hora para as palhaçadas de Daniel.

— Essa é Carolina, minha amiga. – apresentei-a formalmente para meu amigo, que olhou com um sorriso malicioso, o mesmo que utilizava quando eu estava na frente da garota que eu gostava. Aquela situação era diferente, mas mesmo assim não sabia onde enfiar minha cara.

— Prazer. – ela disse, um pouco constrangida e voltou-se para o quiosque para comprar o que queria. – E então, vieram pegar um solzinho?

— Sim. Não faz bem ficar só em lugares fechados. – respondi, enquanto o Sol de fim de tarde batia em meu rosto.

— Eu que o diga. – concordou Carol, pagando a água de coco que havia comprado. – Você estuda junto com o Miguel, Daniel?

— Estudo na UFRJ também, mas eu não sou nerd como ele. Eu faço Educação Física. – falou Daniel, enquanto retornávamos a andar, agora com Carolina. – Mas e aí? Onde vocês se conheceram?

— Nos conhecemos num vôo retornando para o Rio.

— Sério? Você não me contou nada disso, Miguel. – falou Daniel, surpreso e suspirei. — Bom... eu já vou. Você dois podem ficar aí. Tenho uns trabalhos da faculdade para terminar. Sabem como é, não? – disse Daniel para nós. – Foi um prazer conhecer você Carolina.

— Digo o mesmo. – Carol falou sorridente ao se despedir de Daniel.

— Me conta tudo o que acontecer, amanhã. Deixei umas camisinhas extras na sua mochila. – ele disse baixo, quando apertou minha mão e revirei os olhos.

— Mete o pé, Daniel. – falei, dando um pequeno tapa em sua cabeça.

— Não esquece, Miguel! Está na mochila! – ele gritou para mim, se afastando.

— Me desculpe pelo meu amigo. – falei quando finalmente ficamos a sós, enquanto andávamos um ao lado do outro. – Ele não bate muito bem da cabeça, não.

— Não tem problema. – ela falou, rindo um pouco.

Ficamos calados por um tempo apenas sentindo a maresia vir até nos. Os cabelos cacheados e molhados dela voavam conforme o vento. Ela estava um pouco diferente do que quando nos encontramos há uma semana atrás. Seus olhos castanhos pareciam mais brilhosos e sua pele estava mais bronzeada.

Eu estava um pouco nervoso. Não sabia o que falar. Então fiz a pergunta mais conhecida e que dá mais pinta de que você quer ficar com a pessoa:

— Você sempre vem aqui em Copacabana? – perguntei.

— Na verdade, não. Gosto mais de ir na Praia Vermelha. Ver o bondinho do Pão de Açúcar e passar um tempo sozinha, mas, hoje, eu vim aqui com uma amiga. – ela falou.

— Gosta de ficar sozinha? – perguntei um pouco curioso. Quando conheci Carolina, ela não tinha o mínimo jeito de quem preferia ficar sozinha.

— Minha família é muito problemática. Não consigo aturar-los prefiro passar mais tempo na rua, do que voltar pra casa. A única coisa que me faz voltar é minha irmã. Prefiro passar um tempo sozinha, um tempo só pra mim. – Carol falou, um pouco irritada. – E você? Nunca achou que precisasse de um tempo só pra você?

Ponderei antes de responder. Eu não tinha uma vida complicada, as pessoas que me cercavam é que tinham. Elas sofriam e eu não tinha do que reclamar. Na verdade, tudo o que eu fazia era pensar em mim. Acho que mesmo com o passar dos anos, este continua sendo meu problema.

— Acho que todo mundo precisa de um tempo sozinho pra pensar em si mesmo, mas a gente também deve pensar nos outros.

— Não sei... – ela disse, olhando para o mar, parecendo um pouco confusa e pensativa. – Os outros também não pensam em mim... Eles que se danem.

Essa é Carolina com sua barreira anti-sentimentos. Por mais duro e trabalhoso que seja eu já consegui quebra-la.

— Vamos sentar na praia, agora os banhistas estão indo embora. – ela respondeu, já mudando de assunto e dando uma pequena corridinha até a areia da praia.

Segui-a. Ainda bem que a areia não estava tão quente como quando eu havia chegado há algumas horas atrás. Carolina sentou-se na areia e seus cabelos voavam para trás. Sentei-me ao lado dela e logo pude sentir o vento com mais intensidade.

Antes que eu pudesse falar algo, meu celular tocou, peguei-o e no visor mostrava o nome de Fernanda. Ignorei a ligação e guardei meu celular de voltar em minha mochila.

— É a meia-namorada? – Carolina perguntou.

— Não, agora ela é ex-namorada. Eu terminei de vez com ela.

—Ó, viu como eu sou uma boa conselheira amorosa. – ela falou com um sorriso convencido no rosto.

Conversar com Carolina sempre foi algo que gostei. Sempre nos abrimos um para o outro. Com o passar dos anos, percebi que apenas os poucos tinham a graça de conhecer o jeito espontâneo e falante de Carolina, apenas aqueles que ela realmente gostava. E eu fui um desses.

— É mesmo?- perguntei arqueando uma das sobrancelhas. – Que conselho você me daria se eu quisesse chamar a menina que está ao meu lado para sair?

Carol olhou em sua volta, até perceber que não havia ninguém ao nosso redor, num raio de trinta metros e começou a rir, sem graça.

— Olha a canga! Olha a toalha! Tem tudo, minha gente! – gritou um vendedor, que passava por nós, salvando minha futura esposa de ter que me responder. Porém aquilo não significava que havia desistido.

— Amigo, vou querer uma toalha. – falei, chamando-o.

Havia várias toalhas personalizadas, dentre elas eu havia visto uma toalha do Flamengo, que meu irmão mais novo tanto queria, então decidi compra-la.

— Opa! É pra já. – o cara falou se aproximando.

— Vou quer aquela ali do Flamengo.

— Dez contos. – ele falou e paguei para o vendedor.

— Valeu, aí. – ele agradeceu e continuou andando pela areia da praia.

Guardei a toalha em minha mochila e reparei que Carolina me fitava de maneira séria.

— O que foi? – perguntei, estranhando.

— Eu não acredito que você é Flamengo. – ela disse.

— Sou. E você é o que?

— Vasco, né? O melhor time de todos! – ela disse e eu ri.

— Ah... eu acho que não. – falei implicando com ela e defendendo meu time. — Quem tem mais títulos no campeonato carioca, hein?

— Isso não quer dizer nada. – disse ela dando de ombros, parecendo um pouco irritada.

— Vamos fazer o seguinte: nesse domingo tem jogo do Vasco versus Flamengo, nós vamos assistir e quem ganhar paga um lanche para o outro na saída. Que tal? – estendi a mão para ela.

— Fechado. – ela falou sorridente e apertamos as mãos.

Até hoje, Carolina e eu discutimos sobre futebol. Nossas tardes de domingo sempre se baseavam em nós dois sentados de frente para televisão, com alguns petiscos para assistir o jogo e fazendo apostas atrás de apostas. Continuo sendo flamenguista, com muito orgulho, e minha esposa ainda é uma linda vascaína. Uma bela prova de que os opostos se atraem.

Naquele domingo, eu me dei mal. Flamengo perdeu o jogo de 2 à 0 para o Vasco. Então, depois do jogo levei Carolina à uma lanchonete próxima ao Maracanã que ficava lotada de torcedores e paguei um lanche para ela.

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— Não acredito que você vomitou na garota logo na primeira vez que se encontraram, cara. – disse Daniel decepcionado. – Como é que ela não fingiu que não te conhecia quando vocês se viram na balada?

Bufei e dei um tapa na cabeça dele. Eu estava no pátio da faculdade com meu amigo, depois de ter uma aula sonolenta de Cálculos II. Havia acabado de contar para ele como Carolina e eu havíamos nos conhecido.

— Está bom. Parei. – ele disse se rendendo. – Olha, você ainda tem muito o que aprender comigo. – Revirei os olhos. -Mas diz aí, o que aconteceu no final da noite?

— Nada demais. Deixei-a em casa, porque ela foi sozinha pra balada.

— E você tentou alguma coisa quando chegou na casa dela?

— Eu pensei que ia rolar um beijo no final da noite mas ela estava passando mal e acabou vomitando.

— Vomitou, também? Ô, relacionamento estranho. Vocês combinam direitinho, hein? – ele falou, balançando a cabeça em negativa. – Mas aí, quer dizer que vocês já saíram duas vezes pra assistir o jogo?

— Sim

— E o Flamengo perdeu nos dois, né? Já falei pra você mudar de time. Por favor, me diz que você tentou algo. – ele falou, quase implorando.

— Quem disse que eu quero ficar com ela? – perguntei, quando a resposta era óbvia e até eu sabia, mas só queria que Daniel parasse de me encher.

— Sua cara de idiota contando toda essa história do vôo. “Ela tocou minha mão” . – Daniel disse fazendo uma voz aguda e irritante, assim como ele. Dei outro tapa em sua cabeça.

— Au! Essa doeu, cara! – ele disse esfregando o lugar que o bati. – Desisto de você.

Revirei os olhos e apoiei minha cabeça na mesa de pedra, na qual estávamos sentados, para descansar. – Olha... essa daí não morre tão cedo.

Levantei a cabeça e voltei-me para onde Daniel olhava. E lá estava ela vindo em nossa direção, com um leve sorriso, com seus cachos saltitantes.

— Oi, meninos! – ela disse se aproximando.

— Oi, Carolina – disse Daniel.

— O-oi... – falei um pouco sem graça e com a voz tão baixa que duvido que ela tenha escutado. Daniel deu um chute em minha perna por baixo da mesa e recuperei a confiança. – E aí, Carol?

— E aí? Como vocês estão?

— Eu estou ótimo. – disse Daniel. – Esse daí que esqueceu que matemática é uma merda e esta desse jeito depois da aula de Cálculos.

— Se iludiu com a matéria. Coitado. – Carol falou, rindo.

— Para o governo de vocês eu estou apenas com sono.

— É, Miguel. A gente sabe como matemática dá sono. Isso é novidade só pra você. – disse meu amigo, revirando os olhos.

— O quê?! Ah, deixa pra lá. Vocês nunca vão entender meu prazer por matemática.

— As palavras “prazer” e “matemática”, juntas numa mesma frase, não combinam. – disse Carolina e ri.

— Vou encontrar a Bruna, galera. – disse Daniel se levantando da mesa. – Fiquem na paz. Valeu?

— Falou. – respondi.

— Tchau, Daniel. – respondeu Carol e ela se voltou para mim. – Conhece um restaurante barato aqui por perto?

— Barato mesmo só o bandejão, mas hoje ele está fechado pra reforma.

— Ai... Eu tenho que almoçar. Minha amiga me pediu pra vir aqui ver a apresentação dela, mas é só a tarde e eu não comi nada. Não vou voltar pra casa só pra almoçar – ela disse e então eu tive uma ideia.

— Quer almoçar na minha casa? – sugeri.

— Na sua casa? – ela perguntou não acreditando. – Não, não... Não quero incomodar ninguém.

— Não vai. Minha mãe está fazendo almoço à essa hora e ela ama quando vai gente lá em casa. – expliquei.

— É longe? – ela perguntou, ainda em dúvida.

— Quinze minutos daqui pra lá. A gente vai e volta num minuto. – respondi e pisquei para ela. – Vamos.

Ela hesitou um pouco. Ah,amor... se você soubesse que eu estava mais nervoso que você, com certeza você não teria ficado tão ansiosa. Minhas mãos tremiam.

Levantei-me e fui para o estacionamento. Peguei os capacetes no bagageiro da moto e entreguei um para Carol.

Em menos de quinze minutos, já estávamos na rua da minha casa. A mesma casa da qual nasci e fui criado na Ilha do Governador. Sempre gostei da casa dos meus pais, mas não havia condições de eu retornar para lá após a separação. Parece que depois que você sai, não há como retornar.

A casa era grande, tinha dois andares e um terraço. Meu pai regava as plantinhas que tinham no canteiro da casa. Ele adorava fazer isso no seu tempo livre. Tomar conta das plantinhas, para no sábado bem cedo colocar no quarto para minha mãe. Até hoje ele ainda prepara essas surpresas para ela, que adora.

— Oi, filho. – disse meu pai, ainda de costa, se concentrando nas plantas.

— E aí, pai? – falei, um pouco sem jeito, descendo da moto.

Quando ele se virou para falar comigo, se surpreendeu ao encontrar Carolina. Ficou sem o que dizer até que se voltou para mim.

— É sua amiga, Miguel?

— Sim. – Carolina respondeu por mim. – Sou Carolina.

— Sou Otavio, pai de Miguel. – disse meu pai, com um grande sorriso no rosto. – Veio almoçar conosco, Carolina?

— É...- ela respondeu um pouco sem graça. — ...acho que sim.

— Então vamos entrar! – ele disse, convidando-a. – Hoje ajudei minha esposa à fazer o almoço. Gosta de almôndegas?

— Claro. – ela disse, enquanto entrava com ele em casa.

Esse era um dos pontos positivos em Carolina. Ela não era fresca, comia de tudo. Diferente de mim, que selecionava a comida e ainda não sabia fazer comida alguma.

— Ótimo. Depois você me diz se ficou bom. – ele se aproximou um pouco dela como se fosse entrar um segredo. – Minha esposa diz que me gabo demais.

Carolina deu uma risadinha e dei um leve sorriso ao ver que eles estavam se dando bem. Nunca duvidei disso. Minha família sempre foi muito receptiva, mas nunca encontrei a garota certa para apresentar à eles. E de repente num almoço qualquer de uma quinta-feira apresentei para eles a mulher da minha vida.

— E você se gaba mesmo. – disse minha mãe, saindo da cozinha e se surpreendeu como meu pai ao ver Carol. – Olá. É amiga do Miguel?

— Sim. Sou a Carolina.

— Prazer, minha querida. Sou Lúcia, mãe do Miguel. – disse minha mãe abraçando e dando dois beijos nas bochechas de Carol. – Fique à vontade, está bem?

— Ah, amor... vai me falar que a carne moída com o purê de batatas que eu fiz não ficou ótimo? – perguntou meu pai.

— É... ficou um bom... – minha mãe não queria se dar por vencida e meu pai abraçou-a.

Suspirei e sentei-me no sofá. Eles dois eram assim o dia inteiro. Carol ao meu lado.

— Vai aceitar experimentar a gororoba desse senhor, Carolina? – minha mãe perguntou.

— Claro. Vou ser uma advogada. Irei ver se estão fazendo injustiça com a sua comida, Seu Otavio! – disse Carol, animada.

Meus pais e eu rimos. Pronto! Foi assim que eles começaram a amar Carolina. Para eles, ela foi a filha que nunca tiveram. E para ela, meus pais eram os pais amáveis que ela nunca pensou em ter.

— Cheguei! – gritou Matheus, entrando em casa, com sua roupa do colégio toda suja.

Carol se assustou um pouco, mas eu já estava acostumado com os berros do meu irmão caçula. Criança nessa idade parece que só sabe conversar aos gritos. Luísa, minha filha, faz a mesma coisa. Estou do lado dela, mas criança grita para falar comigo. Pra que isso?

— Oh...Quem é você? – disse ele, já na frente de Carol.

— Sou Carolina, amiga do Miguel.

— Amiga desse cara feio aqui? – Matheus falou apontando para mim e revirei os olhos.

— Ah, você vai ver quem é o feio. – falei, pegando-o e quase colocando-o de cabeça para baixo. Meu irmão ria que só ele.

— Já falei que não gosto dessas brincadeiras! – disse minha mãe e soltei meu irmão no sofá. – Vamos almoçar.

— Eu sou o Matheus. – disse meu irmão se curvando para Carolina e revirei os olhos.

— Prazer, Matheus. – disse Carol, ao se sentar na mesa.

— Você gosta de rock? – ele perguntou. Essa é a diferença entre nós, meu irmão é bem mais extrovertido que eu e sabe se soltar com as pessoas sem nem ao menos conhece-las.

— Gosto. – ela respondeu.

— Futuramente, quando eu for um grande cantor de rock vou fazer uma música só pra você. – meu irmão disse piscando para ela.

— Bem futuramente mesmo. – impliquei com meu irmão, ao sentar-me na mesa, e ele tacou um guardanapo em mim fazendo Carolina rir.

— Okay, vamos deixar a Carolina comer em paz. – disse minha mãe, sentando-se conosco.

A conversa fluiu na mesa durante todo o almoço. Carolina não parecia mais tão nervosa, passou toda a refeição rindo conosco. Parecia, sim, que ela já pertencia àquele local. Minha família ficou animada ao recebê-la, já que eu nunca levava ninguém em casa. Eles não a sufocaram como eu pensei que fossem fazer, nem perguntaram nada sobre nós e isso a fez sentir confortável. Meus pais são mais compreensíveis do que eu imaginava.

Carolina havia arrumado, ocasionalmente, um espaço nessa família bagunçada e bem louca, e aos poucos fui percebendo que ela também havia possuía meu coração inteiro apenas para ela.

Notas finais
HMMMMMM E aí? O que vocês acham? Os opostos se atraem: sim ou não? Hahahahah Postarei o próximo antes do final da semana. Beijoooos até a próxima.