Cuando te vi

43 Vários Orgasmos


Notas iniciais
Boa leitura!

Angie estava arquejante, de olhos fechados, arrasada pelos orgasmos. E eu no ponto, louco de tesão, ansioso por mais. Fui até a caixa, peguei um preservativo e o coloquei. De lá peguei um

chicote curto, feito com várias tiras macias, que apenas davam ardência na pele, não machucavam

realmente se bem manipulados. Não esperei que se recuperasse. De pé, ao lado dela, deslizei as fitas

do chicote por seus seios e barriga.

Ela abriu os olhos pesados, arregalando-os ao ver o que eu segurava. Na mesma hora

despertou, o medo brilhando em seu olhar, movendo a cabeça negativamente:

– Não, German ...

– Sim, Angie.

– Por favor ...

Encarei seus olhos, como a ordenar que aceitasse ou, se não, que dissesse sua palavra segura.

Ela mordeu os lábios, exausta, totalmente satisfeita e alquebrada pelos orgasmos. Sabia que queria

descansar, que tinha medo de sentir dor, assim como também sabia que em poucos minutos estaria

ligada de novo, com a vulva latejando e querendo mais.

Preparei-me e, quando menos esperava, bati com as cerdas macias do chicote preto de tiras

em seus seios, apenas para que se desse conta deles. Ela se assustou e lágrimas pularam dos seus

olhos. Abriu a boca de imediato e pensei que diria sua palavra segura, mas na hora se conteve e

fechou-a, trêmula.

Fui mais firme. Bati em sua barriga e a vi estremecer, mordendo os lábios furiosamente, os

olhos enormes no rosto corado, sem sair dos meus. Era uma sensação inebriante de domínio e

perversão, de tesão absoluto. Meu pau doía de tão duro que estava.

E então passei a chicoteá-la sem parar, nos seios, ombros, barriga, coxas, pés. Angie gritava,

tentava se contorcer, chorava. Não batia com força, só o suficiente para que sentisse as tiras

avermelhando sua pele branquinha, fazendo o sangue correr mais rápido, deixando-a fora de si,

tentando se equilibrar entre o medo e o prazer. Várias vezes vi nela a vontade de parar tudo, mas ao

mesmo tempo também percebi que reagia aos impulsos de seu corpo, à lascívia que vinha junto com

todas aquelas emoções à flor da pele.

Quando deslizei as tiras em sua vulva, arregalou os olhos e fez que não com a cabeça. Sorri

perversamente e bati com elas ali, delicadamente. Gritou, ondulou, jogou a cabeça para trás. De

novo. Vi sua vulva palpitar, ainda toda molhada, inchada. Larguei a porra do chicote e fui para cima

dela. Deitei sobre seu corpo, entre as pernas arreganhadas e meti com tudo em sua bocetinha, meu

pau se enterrando sem dó.

– Ah! – Angie gritou.

Comendo-a com força, dentro e fundo, todo apertado pela vulva melada e latejante,

apertadinha, eu agarrei seu cabelo na nuca e a fiz olhar para mim. E meti duro dentro dela, dizendocom firmeza:

– Diz que é minha. Diz.

– German ... Ai, meu Deus ... – Estava fora de si, castigada por minha dominação, pelos desejos

do corpo, pela luxúria mais forte do que podia suportar.

Penetrei-a com tudo, movendo os quadris sem dó, sem controle, tomando o que eu queria.

Cerrei o maxilar, exigi com os olhos, e ela capitulou rouca, entregue:

– Sou sua ... Toda sua ... Faça o que quiser comigo ...

Fiquei louco. Devorei-a naquele sofá, com brutalidade, mas também com sentimentos que

giravam dentro de mim como um rodamoinho descontrolado, meu pau saindo e entrando em sua

bocetinha, cada vez mais forte e rápido. Sem poder resistir, beijei sua boca com vontade, com tudo

de mim, sendo bombardeado por um desejo absurdo e por uma emoção incontrolável, que mexia com

meu corpo e minha alma. Angie me beijou com o mesmo desespero e gemeu contra minha língua, sua

vulva engolindo meu pau e convulsionando em um novo orgasmo.

Foi meu fim. Gozei forte e intensamente, junto com ela, nosso corpos suados e colados,

dançando juntos naquele sofá, nossas bocas unidas no beijo e nos gemidos, meu pau completamente

enterrado dentro dela. Até que apenas as ondulações últimas continuaram, percorrendo nossa pele,

enquanto eu saboreava seus lábios lentamente, satisfeito.

Quando afastei um pouco o rosto e a olhei, Angie estava com lágrimas nos olhos. Senti um

baque por dentro e acariciei seu rosto, indagando baixo:

– O que foi?

– Eu ... Não sei.

Mas sabia e eu também. Tinha sido intenso demais e Angie não estava acostumada. Eu a estava

levando em seu limite, cada vez mais. E se sentia assustada. Ainda dentro dela, falei com

sinceridade:

– Eu sou assim. Esse sou eu e nunca me escondi de você. Mas se não suportar, se quiser

desistir antes do prazo ...

– Nunca. – Falou com certeza, mas as lágrimas desceram pelo canto dos seus olhos, seus

lábios trêmulos.

Não entendi o alívio que me engolfou. Sabia que devia ser mais compreensivo, mas era

impossível me controlar perto dela. Estava sendo o mais honesto possível. Beijei suavemente seus

lábios e saí de seu interior. Comecei a desamarrá-la e expliquei:

– Esse era um dos motivos de não querer me envolver com você, Angie. Você é jovem,

inocente, romântica. Já passei muito dessa fase, se é que um dia fui assim. Depois que se conhece

esse tipo de sexo que pratico, a pessoa fica viciada. E tenho muitos anos nas costas praticando-o.

Cheguei a um ponto em que não há volta. – Terminei de desamarrá-la e então a sentei. Estava trêmula e vermelha, partes de sua pele marcadas pelas tiras, parecendo cansada, perdida.

Sem poder resistir, puxei-a para meu colo no sofá e acariciei seu cabelo, sua face, olhando-a

com carinho. Angie desabafou:

– Eu seria mentirosa se dissesse que não gostei. Não sei se entende. É que é tudo assustador e

intenso demais, acho que ainda não me acostumei. E também ... – Calou-se, mordeu os lábios.

– Também o que? Está com dor?

– Não. – Olhou-me, tão confusa e ao mesmo tempo apaixonada, que senti minhas barreiras se

desfazendo, me deixando exposto. – Será que isso é normal, German?

– Não sei. Talvez não, Angie. Mas quem é normal visto de perto?

– É que eu pensava que sexo era como vi nos filmes românticos, ou nos livros que li. Aquela

coisa mais lenta, mais suave. E essa loucura toda ... Não sei o que pensar. É melhor do que tudo que

imaginei, mas ...

– Te deixa perturbada.

– Sim. É muito novo. Posso te fazer uma pergunta?

– Claro.

Parecia indecisa, mas aguardei. Por fim indagou:

– Quando se deu conta que era um dominador? Que gostava de chicotes, de bater, de ter uma

submissa?

Fiquei imóvel, lembrando de minha infância, das festas loucas dos meus pais. Era íntimo

demais, coisas que só meus tios e Vítor sabiam, mesmo assim superficialmente. A única pessoa para

quem contei como eu me sentia, como me excitava, tinha sido Fernanda.

Fitei seus olhos castanhos claros, a pureza com que me fitava, o amor que eu não queria

enxergar, mas que no fundo sabia que sentia por mim. Ou não estaria ali, fazendo tudo que eu queria,

se entregando daquele jeito, depois de se guardar tanto. E resolvi contar parte da verdade:

– Eu me acostumei com isso desde criança. Meus pais davam festas loucas, onde rolava de

tudo. Eu saía escondido do quarto e assistia. Acho que isso marcou meus desejos sexuais. E minha

personalidade só fortaleceu mais isso, sempre tive espírito de liderança, fui dominador em qualquer

relação.

Pareceu preocupada, prestando atenção.

– Mas você, quando criança foi ... foi ...

– Molestado? Não. – Não contei da tentativa de estupro. Nem dos detalhes das mortes de

meus pais ou da culpa que até hoje me remoia de minha mãe ter se matado. – Quando meus pais

faleceram e fui morar com meus tios, tentei conter esse meu lado. Foi uma luta, Angie. Nunca me

realizava plenamente. Até que conheci Fernanda e ela gostava das mesmas coisas que eu. Tinha dezessete anos. E não parei mais.

Notas finais
@WorldOfAlonso @Violeteros_BR beijos Mari