Cuando te vi
44 Sinuca
Notas iniciais
Boa leitura!
Ela me observava, pesando minhas palavras, pensativa. Meus olhos desceram por seus seios,
seu corpo nu, o cheiro de sexo impregnado em nós. E então a abracei, apoiei sua cabeça em meuombro, acariciei seu cabelo. Disse baixo:– Ainda está em tempo de você desistir.– Eu não posso. Eu não quero. – Falou baixinho também, me abraçando forte, se encaixandoem meus braços.– Eu não garanto nada, Angie. É bem possível que exija demais de você.– Então, vamos conhecer os meus limites. – Beijou suavemente meu rosto, passou a mão emmeu cabelo.Fechei os olhos um momento, dividido. Eu a queria e ao mesmo tempo a temia. Por que nossoprazo era de um mês, quando Vítor voltaria e eu teria que encarar minhas ações e minhas culpas. Mascom tudo aquilo, meu maior medo era de me envolver além do que podia. Por tudo, por meu passado,minhas escolhas, por Vítor, por quem eu era e Angie também. Por que no fundo, ela só tinha visto aindauma parte de mim. A fera que eu era, eu tentava conter. Mas por quanto tempo?Esse turu turu turu aqui dentroQue faz turu turu quando você passaMeu olhar decora cada movimentoAté seu sorriso me deixa sem graçaSe eu pudesse te prender,dominar seus sentimentos,Controlar seu passos,ler sua agenda e pensamentosMas meu frágil coraçãoacelera o batimento e faz turu turu turu turu tu...Esse turu tatuado no meu peitoGruda e o turu turu turu não tem jeitoDeixa sua marca no meu dia-a-diaNesse misto de prazer e agoniaNem estou dormindo mais,Já não saio com os amigosSinto falta dessa paz que encontrei no seu sorrisoQualquer coisa entre nós vem crescendo pouco a poucoE já não nos deixa à sós isso vai nos deixar loucosSe é amor, sei lá!só sei que sem você parei de respirarE é você chegar pra esse turu turu turu vir me atormentarSe esse turu tatuado no meu peitoGruda e o turu, turu, turu, não tem jeitoDeixa sua marca no meu dia-a-diaNesse misto de prazer e agoniaEu desisto de entenderÉ um sinal que estamos vivosPra esse amor que vai crescerNão há lógica nos livrosE quem poderá preverUm romance imprevisívelCom um turu, turu, turu, turu, turu, turu, tuAngiePassei o sábado com German e foi maravilhoso. Se houvesse qualquer dúvida que eu o amava (e não havia!), acabaria naquele dia. Por que me apaixonei ainda mais, como se fosse possível. Foramhoras só nossas, de amor, risadas, carícias e momentos de descontração.Tomamos banho de piscina nus, nos secamos ao sol, ficamos como Adão e Eva em nossoparaíso particular. Conversamos sobre diversos assuntos, falamos de coisas do passado, escola,família, amigos, trabalho. E parávamos de falar para nos beijar, fosse dentro da piscina quando meencostou no ladrilho e saqueou minha boca, ou quando me deitou na espreguiçadeira e simplesmenteficamos trocando carícias.Pediu comida em um restaurante e comemos juntos. Depois conversamos mais, ouvimosmúsica e resolvemos jogar uma partida de sinuca. Eu consegui convencê-lo a me emprestar umacamisa e prendi o cabelo em uma rabo-de-cavalo. Após o banho ele também pôs uma bermuda ecamisa branca. E fomos para a bela sala de jogos.Era linda, com parede de tijolinhos, mesa de carteado, bar, tevê onde ele colocou em umshow ao vivo, sofás brancos. Fui animada até a mesa de sinuca e German organizou as bolas na mesa,me entregando um taco e me olhando com um sorriso sedutor.– O que vamos apostar?– Nada. – Sorri de volta.– Mas aí não tem graça. – E provocou: — Não disse que ninguém vence você aqui? Ou estácom medo de perder?Analisei-o com os olhos. Eu era ótima, adorava jogar sinuca e treinava há anos. Masconhecendo German, seu jeito de quem não gostava de perder e, tendo uma mesa daquelas em casa,calculei que seria um oponente de peso. E tinha medo do que ele poderia exigir se ganhasse.Confessei:– Estou com medo, sim.– Vai recuar?Sorria, divertido, à vontade. Seu sorriso era estonteante, lindíssimo. Por um momento só oadmirei, indecisa.– E então, Angie?– Vamos ver ...– Não. Eu quero apostar. — O sorriso ampliou-se. – Faça seu pedido que faço o meu.Engoli em seco. Mas vendo-o tão divertido, solto, acabei concordando.– Certo. Se eu ganhar, quero prender você naquelas algemas da cama. Será meu submisso.German deu uma gargalhada. Acabei rindo também. Recostou o quadril na mesa, avaliando-mecom o olhar brilhante.– Essa é sua fantasia sexual?– Acho que seria bem interessante.– É? E o que faria comigo?– Surpresa.– Tudo bem, aceito.Meu sorriso se ampliou. E então João completou:– Agora faço o meu. Se eu ganhar, vai ao clube comigo hoje à noite.Meu sorriso morreu nos lábios na hora. Antes que eu negasse, German aproximou-se e ergueumeu queixo, fitando meus olhos.– Não jogaremos lá. A não ser que você queira. Minha intenção é que possa se sentir mais àvontade com o ambiente.– Eu não quero ir, German.
– Você não foi lá, atrás de mim? Agora vai comigo. Prometo que não faremos nada, a não serque você me peça.– Mas e se alguém me reconhecer e contar a Vítor?– Vítor não tem conhecidos lá. Não se preocupe.Fui então diretamente ao que me incomodava:– E Fernanda?– O que tem ela? – Prestava atenção em mim, sério.– Ela pode não gostar. E ficaria um clima estranho, já que você e ela ... e você e eu ...– Fernanda é minha amiga, Angie, acima de tudo. A única coisa que pode acontecer é receberuma cantada dela. – Sorriu meio de lado. Arregalei os olhos.– O que?– Mas fique tranquila, ninguém vai mexer com você. O que me diz?Pensei, incomodada, que realmente não queria ir. Mas se era importante para German, eu fariaum esforço. Ergui o rosto e disse, atrevida:– Vai ter que me ganhar primeiro.– Vou ganhar.E o jogo começou. Foi acirrado, disputado. A cada tacada, um passava à frente do outro. Eume animava, cheia de esperança de ganhar. Quando era minha vez de jogar, German ficava meobservando e só isso já servia para tirar parte da minha concentração. Quando me inclinava paramirar uma bola, sentia seu olhar nas pernas nuas, na parte onde a camisa subia, nos seios soltos sobela. Esperava que estivesse se distraindo tanto quanto eu.
Notas finais
@WorldOfAlonso @Violeteros_BR beijos Mari
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