Cuando te vi

45 Manteiga


Notas iniciais
Boa leitura!

Assim que terminei uma tacada, senti sua mão acariciar minha bunda. Enquanto se acercava

da mesa para sua vez, German beijou suavemente a minha orelha. Mas não prolongou a carícia. Analisou

as possíveis jogadas, concentrado. E não resisti à tentação. Me aproximei um pouco, rocei meu seio

em seu braço, fingi observar a jogada também, fazendo uma cara de inocente. Senti seu olhar se

voltar para mim. Sorri docemente para ele.

Estava na cara que sacava minha tentativa de distraí-lo e achava engraçado. Buscou a melhor

posição e deu uma tacada certeira, que encaçapou a bola. Então se ergueu, indicando que era a minha

vez. Ao passar por mim, sussurrou em meu ouvido:

– Você me deu sorte, Angie. – E deu um tapa em minha bunda antes de se afastar.

Decidida, também analisei a melhor jogada. Enquanto isso, German abriu a geladeirinha do bar,

pegou duas garrafinhas de cerveja e pôs na bancada. Pôs também ali um potinho de manteiga,

enquanto abria as duas garrafas e tomava um gole de uma, deixando a outra para mim. Olhei a

manteiga, sem entender. Na mesma hora mexeu no bolso da calça, tirou uma camisinha e deixou-a ao

lado do pote. Ergui os olhos e encontrei um sorriso safado nos seus lábios, os olhos parecendo me

engolir viva.

Fiquei sem ar, totalmente abalada pelo significado daquilo. Seria o que eu estava pensando?

Meu corpo esquentou, o coração passou a bater mais forte. E German indagou, sereno:

– Não é a sua vez de jogar?

Eu me dei conta que estava ali parada, com o taco na mão, agora totalmente desconcentrada.

Respirei fundo e tentei fingir que nada daquilo me abalara. Acenei com a cabeça e tentei prestar

atenção. Mas aquela manteiga e aquele preservativo não saíam da minha cabeça. Lutei e joguei.

Errando feio a bola.

Não o olhei, para não ver o sorriso de vitória que com certeza teria em seu rosto. Quando

German deixou a cerveja e se aproximou, abri os três primeiros botões da camisa, afastei o tecido para

o lado e me abanei, dizendo como quem não quer nada:

– Que calor hoje, não é?

German passava giz na ponta do taco, seus olhos descendo para o decote pronunciado que deixei

à mostra. Indagou preguiçosamente:

– Por que não fica nua?

Encontrei seus olhos semicerrados e encarei como um desafio. Se eu queria desequilibrá-lo,

teria que ficar nua. Seria essa a mensagem? Ainda me sentia meio tímida, mas depois de ter passado

o dia todo pelada com ele, sabendo que já me conhecia pelo avesso, e querendo ganhar aquele jogo,

sorri devagar e concordei:

– É uma boa ideia. – Comecei a abrir os botões, sob seu olhar atento.

Quando a camisa ficou totalmente aberta, mas sem tirar, indiquei a mesa de sinuca, imitandoo:

– Não é a sua vez de jogar?

– Claro. – German deixou o giz de lado. Observou as possíveis jogadas e escolheu uma. Procurei

ficar em sua linha de visão. E quando se concentrava para executar a tacada, tirei a camisa e deixei-a

sobre o sofá.

German parou, seus olhos se erguendo para mim. Soltei os cabelos, espalhando-os, tentando ser

natural, mas tremendo bastante. Seu olhar passeou por toda minha pele, desejo brilhou nele. Mas

então baixou os olhos, fitou a bola e a acertou em cheio, mandando duas de uma vez para as caçapas.

– Ah! Que droga! – Reclamei.

– Eu não disse que você está me dando sorte? – Sorriu, deixando o taco e indicando-me a

mesa. – Estou ansioso para ver você jogar nua. Lembrando que, se errar a bola mais uma vez, a

vitória é minha.

– É, eu sei. – Pensei em pegar a camisa de volta, mas seria admitir claramente que só fiz

aquilo para distraí-lo.

De qualquer forma, sentindo o rosto pegar fogo, sem naturalidade, respirei fundo e olhei as

bolas na mesa. O feitiço estava se voltando contra o feiticeiro. Em vez de desconcentrá-lo, eu é que

estava nervosa, distraída por minha nudez e pela manteiga e o preservativo ainda na bancada, que

atraíam meu olhar.

Busquei a melhor posição para dar a tacada. Teria que me inclinar e virei para German, que

tinha se recostado no bar atrás de mim, cruzado os braços e me fitava com olhar safado e

semicerrado, descendo lento por meu corpo. Estremeci, ansiosa, um tanto envergonhada. Mas

lembrei do que estava em jogo, que preferia mil vezes amarrá-lo na cama do que ir àquele clube e

tentei dar o melhor de mim.

Com firmeza, acertei a bola, que bateu na que eu queria, mas passou a poucos milímetros da

caçapa e não entrou. Desanimada, larguei o taco e me voltei para German. Ele já estava na minha frente,

seus olhos azuis brilhando, intensos e penetrantes, vitoriosos. Antes que eu pudesse dizer algo, me

encostou na mesa, seu braço em volta da minha cintura, o outro em minhas costas com a mão firme na

nuca. Mantendo-me cativa para beijar sensualmente minha boca.

Na mesma hora fui invadida pelo desejo e retribuí o beijo, minhas mãos subindo por seus

braços musculosos, infiltrando-se em seu cabelo macio e denso, todo meu corpo ardendo ao sentir

seu gosto e sua língua lambendo a minha.

German me segurou firme, explorou minha boca como quis, até que eu era uma massa trêmula de

hormônios enlouquecidos, de sangue agitado correndo nas veias e pernas bambas. A mão subiu até meu seio nu, acariciou-o, massageou-o, enquanto a que estava na nuca me inclinava para trás na mesa

enquanto descia a boca em minha garganta, arrepiando-me toda, até o oco entre a clavícula. Gemi e

mordiscou meu pescoço, puxando um mamilo endurecido, arrebatando-me.

Desceu mais, mordendo o ombro, lambendo o colo, chupando o outro mamilo, até que os dois

recebiam sua atenção, um de sua boca e outro de seus dedos. Minha vulva pulsou e se encheu de

lubrificação quente, que escorreu lentamente de dentro dela. Quando prendeu um mamilo entre os

dentes e puxou-o, uma onda pura de lascívia me fez tremular, agitada, enlouquecida.

Na mesma hora German me segurou sob as coxas e me ergueu, sentando-me na beira da mesa de

sinuca e depois me deitando sobre ela, ainda sobre mim, sugando meu mamilo. Me contorci, gemi,

enquanto abria bem as minhas pernas e as erguia, apoiando meus pés na ponta. Sua boca desceu do

seios até minha vagina pulsante e, com a cabeça entre minhas coxas, enfiou a língua dura e úmida

dentro de mim.

– Ahhhhhhhhhhhhh ... – Meus gemidos ecoaram na sala, ainda mais quando passou a me

lamber todinha, suas duas mãos em meus seios, torturando meus mamilos.

Foi tão delicioso que fiquei a ponto de gozar. E ao sentir isso, German parou, ergueu a cabeça e

lambeu os lábios, me fazendo estremecer.

– Fique aqui. – Disse rouco e foi até a bancada do bar. Voltou com a cerveja, a manteiga e o

preservativo, deixando-os na beira da mesa.

Eu arfava, olhando-o, meu corpo pegando fogo, no ponto. German tomou um gole de cerveja da

garrafinha, fitando-me com olhar luxurioso e duro. Depositou a garrafa vazia na parte de madeira da

mesa, enquanto eu continuava estendida sobre o feltro verde. Sem tirar os olhos de mim, abriu

calmamente os botões de sua camisa branca e largou-a no chão. Abriu a bermuda e tirou-a, junto com

a cueca. Seu pau estava enorme, grosso, com veias. Pôs nele o preservativo e então, deixando-me

ainda mais agoniada, abriu o pote de manteiga.

Tremi descontrolada quando voltou a chupar minha vagina, agora no clitóris. Ondas quentes e

prazerosas varreram meu corpo e enfiei as mãos em seus cabelos, abrindo mais as pernas, esfregando

minha vulva escaldante e molhada em sua boca.

– Oh, German, que gostoso ... – Murmurei ensandecida, jogando a cabeça para trás, fechando os

olhos e me entregando. Ele passou a lamber da minha vulva até o ânus, molhando-o, excitando-me

ainda mais. E quando voltou a chupar meu clitóris com firmeza, senti seu dedo oleoso rodeando meu

ânus e entendi de vez para que servia a manteiga.

Meu coração batia alucinado. Ondas de prazer e desejo puro me faziam ondular. O dedo

entrou em meu buraquinho, preparando-o, deixando-o todo melado de manteiga, o que facilitava

muito a penetração. Logo metia o dedo todo dentro de mim, indo e vindo fundo, cada vez mais

rápido. Fiquei louca. Rebolei contra sua boca e seu dedo, gemendo, ondulando. E então German meteu dois dedos, apertado, ardendo, me dilatando mais.

Notas finais
@WorldOfAlonso @Violeteros__BR beijos Mari