Cuando te vi
21 Vou foder você
Notas iniciais
Boa leitura!
German
Eu estava um pouco perturbado naquela noite. Geralmente o clube me ajudava a espantarmeus fantasmas, a me acalmar e novamente encontrar o equilíbrio. Mas eu continuava tenso, mesmodepois de ter gozado na boca de Kátia, uma de minhas submissas preferidas para jogar naquele local.Fui ao bar e pedi mais uma dose de tequila. Só voltaria a trabalhar no hospital e na clínica nasegunda-feira, quando então evitaria beber caso tivesse algum chamado de emergência. Sentei lá etomei minha bebida em paz, ignorando de propósito os olhares que eram dirigidos a mim. Semprepodia escolher a submissa que quisesse, mas dificilmente deixava que se aproximassem muito demim. Quem se arriscava era ignorada, por isso aprenderam a esperar que seu as escolhesse. Era umjogo de gato e rato e eu sempre era o gato.Quando terminei a bebida, resolvi ir embora. Sabia que era noite de festa, que Fernandaesperava que eu fizesse mais algumas apresentações e terminasse a noite com ela e suas duasescravas na cama, como tinha acontecido muitas vezes antes. Mas realmente não estava a fim dejogar, ansioso com algo, do qual não queria saber o que era. Embora soubesse. Angie.Desde aquela manhã, quando a vi na praia de biquíni, ela não saía da minha cabeça. Para umhomem como eu, acostumado a estar com mulheres por sexo ou divertimento, ser tão abalado assimpor sentimentos desconhecidos, era um problema. Ainda mais quando estava preso por valoresmorais, por amor ao meu primo, sem poder resolver da maneira que eu queria. Se a pegasse e transasse com ela, talvez tudo aquilo sumisse, passasse. Mas eu não podia.Saí do bar disposto a me despedir de Fernanda. Quando peguei o corredor, duas moçasvinham em minha direção, mas nem as olhei. Algo me chamou a atenção, quando a mais baixa deuuma parada, como se surpreendesse ao dar comigo. Mas segui em frente, ignorando-as. Ao passarpor elas, um cheiro diferente e único me envolveu. Morango. Parei na mesma hora e virei. Elasseguiam lado a lado. Meus olhos fixaram-se na mulher mediana com uma longa trança escura caindopelas costas. Aquele cabelo era familiar. Assim como o modo dela andar. Não podia ser.Voltei, seguindo-as com passos largos. A mais alta olhou para trás e apressou a outra.Reconheci as duas e em segundos segurava o braço de Angie a virava bruscamente para mim. Ocheiro de morango me envolveu e me vi fitando seus grandes olhos cor de mel, arregalados para mimdentro da máscara perfeitamente trabalhada.– O que está fazendo aqui, Angie? – Indaguei furioso.Ela engoliu em seco. Paola parou ao lado dela e soltou:– Que merda!– Como ... Como me reconheceu? – Angie gaguejou, tremendo.– Seu cheiro. – Falei baixo, o que a fez arregalar ainda mais os olhos. Soltei-a e de imediatodesviou o olhar. – Há quanto tempo estão aqui?– O bastante. – Ela respondeu.O bastante. Vieram da direção da masmorra. Entendi tudo e murmurei um palavrão, ao me darconta de que ela assistira minha sessão com Kátia e Fernanda. Minha raiva aumentou, junto com oincômodo.– Como entraram aqui?– Eu ... tinha dois convites.– Como?– Vítor tinha me dado há um tempo, para eu passar para algum amigo.– Porra! – Afastei o capuz para trás e corri os dedos entre os cabelos, sem saber o que fazer.– Olha, acho que vou deixar vocês dois a sós. – Disse Paola. – Angie, te espero na porta, pertoda saída.Antes que Angie dissesse alguma coisa, eu tomei uma decisão, que poderia mudar minha vida,que com certeza traria muitos arrependimentos e culpa. Falei duro:– Pode ir embora, Paola. Eu levo Angie em casa.A moça vestida de Mulher Gato me olhou, indecisa, depois para Angie. Eu também. Ela mefitava boquiaberta, como se não tivesse acreditado no que eu disse.– Olha, German, talvez ... – Começou Paola.– Angie fica comigo. – Afirmei, sem admitir recusas. Ela sentiu que o momento era crucial.– Eu fico. – Disse baixinho.– Jesus! – Paola balançou a cabeça. – German, cuide bem dela.Não falei nada. Paola ainda esperou um pouco, como se achasse que Angie voltaria atrás.Como não aconteceu, acariciou de leve o braço da amiga e se afastou. Ficamos sozinhos no corredorvazio e silencioso. Podia ver que ela tremia, nervosa, ansiosa.– Sabe o que vai acontecer? – Perguntei baixo, sem tirar os olhos dos dela.– Sei.– Viu como sou. Se ficar, é isso que terá.– Eu fico.– É temporário, Angie. Apenas sexo, puro e bruto como gosto. Não importa se é virgem, se éinocente. Vai ser à minha maneira. – Fui bem claro em tudo e dei um passo para frente. Ela seencostou na parede de pedras e arfou, nervosa, ansiosa. Apoiei uma das mãos na parede, ao lado dasua cabeça. A outra foi em sua garganta e a segurei ali, sem apertar. Mas queria que entendesse bemos meus termos. – Não tenho relacionamentos. Não caso. Não quero que Vítor ou meus tios saibam.
– German ...– Escute. Vítor vai ficar longe por um mês em uma viagem. É o tempo que teremos. Se esperame conquistar, esqueça. Um mês e de acordo com minhas condições. É pegar ou largar.– Eu pego. – Disse sem vacilar.Apesar de minha certeza e firmeza ao falar, me sentia nervoso. Talvez estivesse fazendo amaior burrada da minha vida, mas tinha chegado a um ponto que não podia mais recuar. O mesmodesejo e a mesma necessidade que eu via em seus olhos me bombardeavam violentamente.Sem soltar seu pescoço, abaixei um pouco a cabeça, o tempo todo fitando o fundo de seusolhos, sentindo seus tremores. Só fechei as pálpebras quando toquei seus lábios com os meus e elaabriu a boca sofregamente para receber minha língua. Penetrei-a ali, naquele recanto macio e úmido,quente e gostoso. E beijei-a com uma paixão avassaladora, que pareceu estalar e arder, nos envolverem sua violência.Angie gemeu em minha boca baixinho, abraçando-me forte, puxando-me para ela. Encostei-atoda na parede, meu corpo contra o seu. Larguei sua garganta e segurei seus dois pulsos, prendendo-acontra as pedras, movendo minha boca e língua para beijá-la mais intimamente, movendo meu paumuito duro contra a junção de suas pernas. Quis comê-la ali mesmo, rápido e furioso, mas conseguilembrar que era virgem. Antes que perdesse a cabeça de vez, soltei seus braços e fui para trás. Ela jáia reclamar, pesada, excitada, mas segurei seu braço e levei-a comigo pelo corredor.Falei com voz engrossada pelo desejo:– Vamos ao meu apartamento. Vou foder você.E ela me seguiu quietinha.
Notas finais
@Violeteros_BR beijos Mari
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