Cuando te vi

22 Luxúria


Notas iniciais
Boa leitura!

Eu só quero que você saiba Que eu estou pensando em você Agora e sempre mais Eu só quero que você ouça

A canção que eu fiz pra dizer Que te adoro cada vez mais

E que eu te quero sempre em paz

Angie

German morava na Barra. Não demoramos até ele estacionar e me levar em direção aos

elevadores. Enquanto subíamos até a cobertura, eu me sentia tão nervosa que não conseguia dizer

nada, só lançava olhares ocasionais em sua direção, sem poder ainda acreditar que estávamos ali.

German apenas me observava, sério, a expressão inescrutável, seu capuz caído nas costas. Quando

saímos do elevador, abriu a pesada porta de madeira e me indicou que entrasse. Foi o que fiz, com o

estômago gelado, algo se retorcendo dentro de mim. Tremia sem parar.

A sala era enorme e estava na penumbra. Visualizei belos móveis, uma decoração tradicional

e de bom gosto, mas nem tive tempo de ver nada. Ele passou por mim, segurou minha mão e me levou

pelo corredor até uma enorme suíte. O que mais me chamou a atenção ali foi a cama imensa, com

dossel e quatro colunas entalhadas na madeira. Lençóis pretos com pequeninos detalhes em cinza

cobriam o colchão.

Paramos ao lado dela. Ergui os olhos para ele. No carro tinha tirado a máscara e guardado na

bolsa. Seus dedos longos tocaram meu rosto, em uma leve carícia. Tive vontade de beijá-lo até

morrer. Mas esperei um primeiro passo dele. German disse baixo, com olhar penetrante:

– Vou te prender na cama e te foder, Ana. Vai doer, vai sangrar, mas depois disso será minha.

E teremos que conversar.

– Tá. – Concordei num fio de voz, muito ansiosa.

Seus dedos desceram do meu rosto ao queixo e daí deslizaram pela garganta, arrepiando-me.

Passaram pelo colo, entre os seios, até encontrarem o laço do corpete. Desfez e puxou, alargando os

nós facilmente. Abriu-o completamente e ordenou:

– Erga os braços.

cigana e livrou-se dela da mesma maneira. Fiquei apenas com o bustiê preto sem alças, a calça justa

e as botas. Não podia me mover ou desviar os olhos dos dele, como se me hipnotizasse.

Suas mãos desceram lentamente por meus braços, arrepiando minha pele na carícia suave.

Passaram por meus seios e foram até as costas, onde abriram o fecho do bustiê, tirando-o, largando

no chão.

– Fique assim. – Puxou-me para frente segurando minha cintura e sentou-se na beira da cama,

fazendo com que parasse entre suas pernas. Eu mal respirava, tremendo demais, o coração acelerado,

um misto de vergonha e tesão me envolvendo.

Quando desceu o olhar aos meus seios nus, ambos os mamilos se retesaram na hora. Vi seu

rosto ficar mais intenso, assim como a ruga entre as sobrancelhas. Deslizou os dedos longos para

cima, sobre as costelas, até apertar suavemente ambos os seios. Desejo violento me fez ondular e

arfar, principalmente quando esfregou as palmas sobre os mamilos duros. Mordi os lábios, meu peito

subindo e descendo com a respiração pesada.

– Calma. – Disse baixinho, erguendo aqueles lindos olhos azuis para mim. Mas como eu

podia me acalmar estando ali com ele, sentindo suas mãos em meus seios, prestes a realizar meu

sonho de ser dele? Meus joelhos estavam a ponto de ceder com as emoções violentas que me

invadiam.

Segurou os mamilos entre o polegar e o indicador e os puxou com firmeza, em um beliscão

que me fez morder os lábios para não gritar. Olhou-os e aproximou a cabeça. Parou a centímetros do

esquerdo, tirou os dedos deixando-o bicudo, e fechou a boca sobre ele. Quando o mordiscou forte e

chupou, estremeci tão intensamente que meus braços quase desceram, mas os ergui rapidamente.

Sensações deliciosas, alucinantes, me golpearam. German sugou meu mamilo firme, duro, enquanto suas

mãos desciam até o cós da calça e a abria. Enfiou as mãos dentro dela e desceu-as, fazendo-a

escorregar até meus joelhos e ali parar.

Não aguentava mais ficar com os braços para cima e os desci, enfiando as mãos em seu

cabelo, trazendo mais sua cabeça ao meu seio, gemendo cheia de lascívia. Mas German parou na hora,

tirou o mamilo da boca e fitou meus olhos.

– Mandei você baixar os braços? – Sua voz era calma, mas dura.

– Não, mas ... – Gaguejei, vermelha. Bastou seu olhar para tirar os dedos dos seus cabelos e

erguer novamente os braços. Somente então segurou meus quadris, enrolou os dedos nas laterais da

calcinha e enfiou outro mamilo na boca, chupando com força.

Minha vagina latejava, encharcada. Minha pele ardia. O sangue era bombado cada vez mais

forte pelas batidas alucinadas do coração. Eu era uma massa de sensações, de luxúria e tesão. Seus

dedos desceram a calcinha de uma vez e pararam com ela nos meus joelhos. Parou de chupar o mamilo, chegou a cabeça para trás e observou como ambos tinham ficado pontudos e vermelhos.

Desceu mais o olhar pela barriga, cintura, quadris, até minha vulva. A mão direita subiu por minha

coxa e sua palma se apertou sobre ela, sentindo-a.

– Ah ... – Gemi baixo, puxando o ar pesadamente, meus braços perdendo as forças, enquanto

lutava para mantê-los erguidos.

E então um dedo longo mergulhou entre os lábios pequenos e molhados, entrando até a metade

dentro de mim. Palpitei em seu dedo, quase como se tivesse um coração ali.German fitou meus olhos e

murmurou com aquela voz grossa que quase me fazia gozar:

– Sem que eu soubesse, você estava lá me observando meter esses dedos dentro de outra

mulher. Sentiu tesão?

– Sim ... – Minha voz saiu num fio. O dedo entrava e saía só até a metade, se melando todo.

Lembrou-se do ciúme também, mas não disse isso.

– E agora?

– Sim ... Muito ...

– Logo vai ter minha língua aqui. E meu pau, todo enterrado dentro de você. – Agoniada,

tremia sem parar, minhas pernas mal me sustentando. O dedo subiu mais, molhando meu clitóris,

massageando-o até que eu latejava sem controle. Mordeu novamente o bico do seio. A mão livre

acariciou meu bumbum. Supliquei, desequilibrada com tantas sensações que me atacavam:

– Por favor ...

German afastou a boca, fitando-me, sem deixar de me tocar.

– Por favor o quê?

– Vou cair ... Minhas pernas ...

– Abaixe os braços. E vire-se. Quero ver a sua bunda.

Fiquei muito corada, sentindo o sangue voltar até minhas mãos, formigando. Envergonhada,

esperei tirar a mão de mim e obedeci. Podia sentir seu olhar percorrendo meu corpo. E então suas

mãos acariciaram minha bunda, enquanto dizia rouco:

– Como você é linda, Angie. Toda linda.

Desceu o fecho das botas e me ajudou a tirá-las, depois a calça e a calcinha, deixando-me

completamente nua, ainda de costas para ele.

– Abra as pernas. – Não me tocava. – Ponha as mãos nos joelhos e incline-se para frente.

Mesmo muito corada e envergonhada, obedeci suas ordens.

– Agora segure a bunda e abra para mim.

Fechei os olhos, estremecendo. Era demais para mim. Pensei que me beijaria, acariciaria,

faria amor comigo. No entanto, ao mesmo tempo, o tesão era tão violento, mais do que a vergonha, que obedeci. Segurei os dois globos redondos e os abri, minha trança caindo em direção ao chão,

meu rosto contra uma das pernas. Podia sentir que olhava minhas partes mais íntimas. Mas nada me

preparou para o prazer absoluto que me bombardeou quando German segurou meus quadris e lambeu

minha vulva por trás. Ondulei e gemi, sem controle, arrebatada.

A língua sugou meu melado grosso, subiu até o ânus, moveu-se em volta do orifício

minúsculo. Tremi tanto que, se não estivesse me segurando, cairia para frente. Então desceu de novo

e me chupou com vontade.

– Ai, ai ... German... – comecei a suplicar, fora de mim, ensandecida.

Mas não teve pena. Deixou meus lábios inchados, melados, entrou em mim, lambeu,

mordiscou. Meus joelhos dobraram e só então ele parou, me segurando firme. Agarrou minha trança

perto da nuca e me levantou, fazendo o mesmo atrás de mim. Me fez virar e fitou meus olhos pesados,

minha expressão de êxtase, seu olhar intenso quase me devorando. Soltou-me. Sua voz era

autoritária, mas baixa:

– Tire a minha roupa.

Na mesma hora obedeci. Levei os dedos trêmulos até a frente do manto e soltei o cadarço em

seu pescoço, deslizando-o até o chão. Uma camiseta preta o cobria. Segurei a barra e a ergui,

puxando-a por seus braços. Olhei para o peito musculoso e não resisti, apalpei-o, deslizei entre os

pelos, senti os músculos duros e bem feitos, percorri seus ombros largos com adoração, seus braços

fortes, até suas mãos, entrelaçando meus dedos com os dele. Fitei-o nos olhos e disse, emocionada:

– Como desejei fazer isso... Sentir sua pele, cada pedacinho de você...

German apenas me olhava, calado, seus olhos escurecidos, o cenho tenso. Levei as mãos até sua

calça, abri o botão, desci o zíper, nervosa, engolindo em seco. Não usava cueca. Puxei a calça para

baixo, descendo-a pelas coxas musculosas, olhando abismada para seu pau grande e duro que se

erguia em direção à sua barriga. Meu Deus, como era lindo! Muito mais do que eu tinha sonhado. E

assustador.

Antes que pudesse criar coragem e tocar nele, German disse firme:

– Não. Isso vai ser depois. Deite-se na cama. Preciso comer você agora, Angie.

Arquejei, fora de mim. Ansiosa, fui até a cama imensa e deitei de barriga para cima,

desejando-o tanto que chegava a doer. Só quando German segurou meu tornozelo e o prendeu com uma

algema de couro que saía de uma corrente, percebi que as quatro colunas da cama tinham aquilo.

Puxou meu outro tornozelo e prendeu-o, deixando-me com as pernas abertas. Fiquei quieta, submissa,

esperando.

Prendeu meu pulso esquerdo e o direito. Fiquei como em X na cama, imobilizada, medo e

luxúria percorrendo minha pele, deixando meu coração como uma dinamite prestes a explodir. German

então pegou uma venda preta na gaveta e, apenas me olhando, beijou suavemente meus lábios, como a me tranquilizar. E amarrou a venda nos olhos, tirando-me toda a visão. Respirei fundo, tentando

conter meus tremores, mas era impossível.

O medo só aumentou toda aquela excitação. Ali eu estava completamente vulnerável e German

poderia fazer qualquer coisa comigo. Dava a ele muito mais que meu corpo e meus sentimentos.

Dava também minha confiança.

Senti o barulho dele rasgando algo, talvez um preservativo. E depois seu peso no colchão,

entre minhas pernas. Quando lambeu meu clitóris devagar, arfei e ondulei, quente, alucinada. Quis me

mover, mas fiquei impossibilitada pelas amarras. Ergui um pouco os quadris e sua boca abriu-se na

minha vagina, chupando-a gostosamente.

Tremi tanto que bati os dentes, mas não sentia frio. Meu corpo pagava fogo, se esticava,

ficava a ponto de um gozo que só crescia, como uma onda sugando as energias, se formando imensa,

pronta para varrer tudo. Um dedo longo penetrou meus lábios vaginais, enquanto continuava a me

chupar mais duramente. Gemia e ronronava, perdida, virando a cabeça de um lado pra outro,

enfiando as unhas nas palmas, com uma vontade louca de tocá-lo, agarrá-lo, ser dele.

German enterrou mais o dedo, que parou ao encontrar a barreira da virgindade. Então o moveu

dentro de mim, rodou-o, forçou-o um pouco. Uma ligeira dor me percorreu, mas o prazer era tanto

que se perdeu em meio a ele. Latejei sem controle, meus músculos apertaram seu dedo, puxando-o

para dentro. E aquela língua em mim, deixando-me louca!

Foi quando o orgasmo veio voraz, violentamente. Gritei e German meteu o dedo de uma vez,

com força. Algo se rasgou dentro de mim, mas eu já estava perdida em ondas quentes e densas. Puxou

o dedo para fora, ergueu-se e montou entre minhas pernas, enfiando seu pau com tudo enquanto eu

gozava e gemia. Meu grito foi doloroso e prazeroso, quando o pau enorme pareceu me rasgar ao

meio, enterrando-se até o fundo, colado e queimando. Na mesma hora ele retirou minha venda e seus

olhos azuis penetrantes e intensos estavam nos meus, para que eu visse bem quem estava dentro de

mim, movendo os quadris, me comendo.

– Ai, por favor ... Por favor ... – Nem eu sabia para que suplicava, se para que a dor

diminuísse ou para que continuasse a meter aquele pau grande demais para mim, não interrompendo

as ondas de gozo que me engasgavam e balançavam meu corpo.

– Continue a gozar. – Murmurou, até que beijou minha boca, montando-me como um garanhão

fogoso e bem dotado, sem pena, abrindo-me cada vez mais.

E eu gozei e chorei, sacudi pernas e braços, ergui os quadris despudoradamente, senti a

vagina pegar fogo de dor e tesão, equilibrada precariamente entre um e outro. Suguei sua língua,

busquei-o sofregamente, me perdi em meio a toda aquela loucura ímpar, alucinante.

– Ah, Angie ... – Afastou a boca, fitou meus olhos, segurou meu rosto entre as mãos, comendo me mais e mais fundo, seu rosto um misto de prazer e perdição. – Olha o que você faz comigo, mamando em meu pau, gozando com essa bocetinha quente e apertada...

E então se contorceu e gozou, gemendo rouco, seu rosto enterrando-se em meu pescoço, seus

dentes cravando-se em meu ombro. Eu ainda latejava em resquícios do meu próprio gozo e fiquei

maravilhada quando me deu o dele, seu pau todo dentro de mim, latejando, ondulando, deixando-me

sentir cada contração que o percorria, até que ficamos ali colados, exaustos pelo prazer descomunal,

unidos.

German apoiou as mãos na cama e se ergueu, saindo devagar. Ardeu muito e estremeci.

Ajoelhado, soltou cada uma das amarras. Abracei-o na hora e ficamos lá, deitados juntos um ao lado

do outro, como um só. Fechei os olhos, sem poder acreditar que era verdade. Mas feliz ao me dar

conta que nenhum sonho poderia ser tão bom.

Notas finais
@Violeteros_BR beijos Mari