Cuando te vi

23 Nada romântico


Notas iniciais
Boa leitura!

Amo tua voz e tua cor E teu jeito de fazer amor Revirando os olhos e o tapete Suspirando em falsete

Coisas que nem sei contar Tens um não sei que de paraíso

E o corpo mais preciso que o mais lindo dos mortais Tens uma beleza infinita E a boca mais bonita Que a minha já tocou.

German

Eu a levei ao banheiro e a pus em minha banheira de hidromassagens com a água bem morna.

Sabia que estava dolorida e ainda abalada. Duvidava que algum dia tenha feito parte de seus sonhos

românticos imaginar que perderia a virgindade sendo amarrada em uma cama e fodida intensamente.

Como nunca tinha feito parte dos meus pensamentos e desejos desvirginar uma garota. Acho que

estávamos empatados.

Entrei na banheira com ela e a banhei. Passei esponja e sabonete em todo seu corpo,

enxaguei, fiz com que recostasse as costas em meu peito e percorri minhas mãos em toda extensão de

sua pele. Angie apoiou a cabeça em meu ombro e se entregou, deixando que fizesse o que tinha vontade. Aquela submissão silenciosa era tão excitante quanto o resto dela, deixando-me novamente

de pau duro, louco para fodê-la de novo. Eram tantas idéias pornográficas em minha mente, que

ficava difícil me concentrar em uma. Mas acabava me controlando, pois sabia que ela precisava de

um tempo.

– É tão gostoso ... – Murmurou rouca, enquanto eu colocava suas pernas sobre as minhas e

deslizava as mãos sob a água em suas coxas até a virilha, lentamente. Olhava seus seios acima do

nível da água, os mamilos rosados e suavemente inchadinhos, o formato arredondado e firme. Não

resisti e subi uma das mãos até eles, acariciando-os. – Ai, German ...

– Estou tentando ser tardiamente cuidadoso com você, levar em conta que está dolorida e

ainda é novata em tudo, mas está difícil, Angie. – Fui absolutamente sincero e meu pau pressionou o

final de suas costas. Seus mamilos intumesceram e apertei um deles, puxei-o, até que arquejou,

fechando os olhos. – Gosta disso?

– Sim, eu ... Nem consigo acreditar que estou aqui com você ... Que está fazendo tudo isso,

que me tornou mulher ... Desejei tanto e foi tão bom, tão além do que tudo que pensei ...

– Não está assustada?

– Estou. – Confessou baixinho.

Eu queria olhar em seus olhos enquanto conversávamos. Naquela posição era impossível.

Assim, a virei, colocando-a atravessada em meu colo, sua bunda em minha coxa, a cabeça sobre meu

braço apoiado na borda da banheira. Podia fitar seu rosto e seus seios, que eu continuava a acariciar.

– Quer voltar para casa? Desistir?

– Nunca! – Sorriu suavemente para mim, lânguida, seus olhos brilhando. O cabelo molhado

grudava-se em meu braço.

– Angie ... – Quis ser o mais sincero possível com ela. Me sentia fora de mim, excitado, quase

eufórico, mas também abalado, culpado, preocupado. Subi a mão até seu pescoço e seu rosto,

deixando-a ali. Ela virou e beijou a palma. Depois me olhou de novo.

– Sim, German?

– Temos que deixar algumas coisas bem claras.

– Eu já entendi. Não quer que as outras pessoas saibam da gente, por causa de Vítor. E o que

temos tem tempo contado para terminar: um mês.

– Isso e mais. Me viu com o chicote e as cordas hoje. Sabe o que sou?

– Sei.

– Tem medo?

– Tenho.

Sua sinceridade me deixou pensando por que ainda não tinha saído correndo dali. Angie desceu os olhos até minha boca, com tanto desejo que era impossível não notar. Disse bem baixinho, ao

encontrar de novo meus olhos:

– Sempre me guardei para o homem que eu sabia que encontraria e mexeria comigo, mudaria

minha vida. Meu maior erro foi ignorar meus instintos e me deixar levar pelo que os outros diziam.

Por isso fiquei com Vítor. Mas foi só ver você, há dois meses, para saber que era o homem dos meus

sonhos, German.

– Dois meses? – Não entendi.

Ela lambeu os lábios e acenou com a cabeça.

– Há dois meses vi uma foto sua no escritório do seu tio. E você não saiu mais da minha

cabeça. Disse a mim mesma que era loucura, mas naquela festa, quando fitei seus olhos ... Me perdi

de vez.

Fiquei imóvel, prestando atenção em suas palavras. Por fim, indaguei:

– Uma foto?

– Sim, parece loucura, mas foi o que aconteceu. Eu me apaixonei por sua foto.

– Angie, sei que é romântica, mas não crie ilusões a meu respeito. – Minha mão amparou firme

seu rosto, meus olhos penetrando os dela. – Sou o homem menos romântico que poderia encontrar no

caminho. Vou querer tudo de você, menos seus sentimentos. E estou sendo bem sincero.

– Eu sei. Mas não posso fingir que não sinto nada por você. – Falou docemente.

– Escute. – Meus dedos enfiaram-se entre os fios molhados dos seus cabelos e segurei-os

firme, mantendo-a imóvel. – Por anos fugi de quem sou, mas isso não acontece mais. Vou querer de

você possivelmente mais do que pode me dar. Por isso quero deixar tudo bem claro e combinar

algumas coisas.

– Tá, tudo bem.

– Não quero nenhum tipo de relacionamento ou amarras. O que temos é sexo. Só. – Era um

absurdo eu dizer aquelas coisas na maior cara dura, sabendo o quanto Angie mexia comigo. Mas nem

eu queria admitir aquilo. Na verdade sentia medo de me envolver com ela mais do que eu pretendia.

Por tudo: pelo meu passado, por Vítor, pelo homem que eu era hoje. – Isso deve ficar bem claro.

Ela concordou com a cabeça, quietinha me olhando.

– Quando acabar, quero que prometa que vai aceitar. Que não vai me procurar. Isso é

fundamental para mim.

– Mas ... Não poderemos nem ser amigos? Ou ...

– Não. Vamos parar de nos ver.

Senti que isso a desestruturou. Sabia que no fundo devia pensar que talvez depois de um mês

eu poderia mudar de idéia. Por isso, reafirmei:

– Um mês. É isso ou nada. Odeio o que Vítor está fazendo com você, insistindo e cercando-a.

Não quero que faça isso comigo.

– Nunca faria isso. – Disse com firmeza. – Eu entendo e concordo.

Era difícil ficar ali conversando enquanto seu corpo nu me tentava. Meus olhos passeavam

todo o tempo pelos seios lindos, sentia a bunda macia na coxa, meu pau roçava seu quadril, tão duro

que doía. Engoli o desejo, as depravações que passavam na minha mente, tentando me concentrar.

Precisava deixar tudo claro primeiro, para depois não ouvir que não tinha sido avisada.

– Você quer dizer algo? Algum pedido? – Indaguei.

– Não. – Sorriu e veio mais para perto de mim, suas mãos deslizando em meu peito, onde

beijou e lambeu, subindo até o pescoço, mordendo-o de modo meio tímido, mas cheia de desejo. –

Só quero ficar com você o máximo que eu puder.

– Ainda não terminei, Angie. Agora vem as regras.

– Regras? – Ergueu a cabeça, bem perto.

Acariciei suas costas macias sob o cabelo e segurei sua nuca com firmeza. Meus olhos

deslizaram por seus lábios até ao olhos grandes, tão inocentes ainda. Falei baixo, áspero

pela luxúria que tomava conta de mim:

– Poucas pessoas sabem o que sou. Vítor, Fernanda, um punhado de conhecidos que

frequentam o mesmo ambiente que eu. Meus tios nem desconfiam que sou sócio de um clube como

VORAZ. Tenho duas vidas. A de médico, que a maioria conhece. E a minha particular de

Dominador. Sei fazer sexo baunilha, mas não gosto. Preciso da sensação de poder, de saber que

alguém se entrega a mim sem restrições, da liberdade de ir muito além do que as pessoas “normais”

vão. Faço isso há mais de oito anos.

Angie me olhava, hipnotizada, mal parecendo respirar. Continuei no mesmo tom:

– Vou continuar indo ao clube. E você vai continuar com a sua vida. Quando quiser me ver,

pode me ligar, saber se estou disponível. Mas quando eu chamar você, quero que venha, sempre

pronta para mim. Para o que quiser fazer com você.

Senti-a estremecer. Lambeu os lábios nervosamente, suas mãos apertaram de leve o meu

peito.

– Posso ser bem sincera?

– Claro, para isso estamos conversando.

– Não entendo muito esse negócio de Dominador, mas vi o que fez lá no clube, como as

pessoas tratavam você, senti a aura de poder e dominação e confesso que fiquei muito excitada. Aqui

eu ... Meu Deus, eu nunca pensei que pudesse ser assim, tão intenso e lindo, tão maravilhoso ... Quero

ser sua, German, pelo tempo que me quiser. Mas tem duas coisas que me preocupam.

– Pode falar.

Notas finais
@Violeteros_BR beijos Mari