Cuando te vi
36 Subimissa
Notas iniciais
Boa leitura!
Teus sinais Me confundem da cabeça aos pés Mas por dentro eu te devoro Teu olhar Não me diz exato quem tu és
Mesmo assim eu te devoro Te devoraria a qualquer preçoPorque te ignoro ou te conheço Quando chove ou quando faz frio Noutro plano Te devoraria tal CaetanoA Leonardo DiCaprio É um milagre Tudo que Deus criouPensando em você Fez a via — láctea Fez os dinossaurosSem pensar em nada Fez a minha vida E te deuSem contar os dias Que me faz morrer Sem saber de tiJogado à Solidão Mas se quer saber Se eu quero outra vidaNão! Não!GermanEu cheguei no Loretta depois das dez horas da noite. Se Angie não estivesse ali, eu ligaria paraela. A música estava alta, animada, tocando no intervalo da banda, que só começava mais tarde. Olocal estava completamente lotado, gente circulando para todo lado, rindo, bebendo, se divertindo.Andei por ali, atento, mas tendo uma idéia de onde a encontraria. Na pista de dança.Lá as luzes eram coloridas e rápidas. As pessoas pulavam, se remexiam loucamente, seacabavam. Não a encontrei em lugar nenhum e comecei a achar que não estava ali. Havia um pisosuperior, com vista para a pista e a parte com mesas e cadeiras. Acabei indo para lá, onde teria umavisão mais privilegiada.Algumas garotas se metiam em meu caminho, dançavam, jogavam cantadas. Eu apenas sorri,achando graça, seguindo em frente. Consegui um espaço na murada, onde apoiei as mãos, meu olharpercorrendo o mar de gente embaixo. Seria quase impossível achar Angie ali. Mas como se eu tivesseum radar para ela, a vi num canto do lado direito, em uma mesa bem em frente à pista. Na mesmahora fixei-a e não desviei mais o olhar.A mesa dela estava cheia de rapazes e moças. Sentada entre Paola e o amigo com quemestivera na praia e com quem Vítor quase brigara e acusara de ser apaixonado por ela, Angie se mexiano ritmo da música e tomava uma tulipa de cerveja. O rapaz falava algo em seu ouvido, para serouvido em meio à música alta. E então ela ria, se inclinava para dizer algo no ouvido dele, os doismuito juntos e à vontade.Fiquei imobilizado olhando aquela cena. Um sentimento ruim na mesma hora deslizou dentrode mim. Me vi apertando a beira da mureta com força, com um sabor amargo na boca. Sempre fui umhomem possessivo. Mas naquele momento fui totalmente possuído pela raiva, pela vontade dearrancar aquele cara de perto dela e tirá-la dali, atravessá-la no colo e enchê-la de palmadas. Cerreio maxilar, quieto, observando.Paola puxou-a e Angie se levantou, animada. Usava uma blusinha rosa que modelava seu corpo,com alças finas amarradas no pescoço e saia branca; os cabelos caíam castanhos e brilhantes pelosombros e costas, a franja na testa, linda e reluzente como um ponto de luz naquele salão. As duascorreram para a pista de dança e começaram a se mexer ao som da música. Acompanhei cadamovimento dela, ao mesmo tempo jovial, inocente e sensual. Jogava os cabelos, remexia os quadris, se divertia, balançava os braços.Uns rapazes ali perto as cercaram. Já completamente furioso, vi um deles se aproximar deAngie cheio de charme, dizendo algo perto de seu ouvido, segurando seu braço. Ela o olhou, fez quenão com a cabeça e se afastou, indo mais para perto de Paola. Mas a amiga também estava sendochavecada por outro. O rapaz seguiu Angie, sorrindo, insistindo, falando mais coisas. Ela o ignorou econtinuou a dançar. Mas o cara continuou lá, sem desistir. Por fim se virou, disse algo e ele seinclinou para ouvir. Retrucou, cheio de charme, mas ela fez que não.Minha vontade era de descer e tirá-la dali. Mas me controlei, respirei fundo, querendo ver atéonde ia tudo aquilo. Angie se afastou dele e voltou à mesa de seus amigos. Ficou de pé perto deles,dançando ali. Se acabou, graciosa e linda. Algo nela era extremamente atraente, cativante. Vi o tal deseu amigo se levantar, seco nela, ir dançar ao seu lado. Para ele Angie sorriu e dançou ainda mais.Reparei que um grupo de rapazes perto dela a olhavam e cochichavam. Um se adiantou e ficoudançando perto, atrás, mas Angie nem se deu conta.– E aí, gato, quer companhia? Estava esperando por mim? – Uma voz feminina disse ao meulado. Senti um corpo próximo do meu, mas nem a olhei. Ignorei-a completamente. Mal piscava,olhando para Angie.O sentimento de posse era absurdo. Percebi, revoltado, que estava morrendo de ciúmes. Umaraiva estranha me corroía por dentro. Sem nem saber quem falara comigo, saí dali e me dirigi àsescadas. Desci, sabendo bem para onde ia.Passei pelas pessoas, sem ver ninguém. Ao chegar perto da mesa de Angie, parei imóvel,olhando-a com cenho franzido, um vulcão parecendo prestes a explodir dentro de mim. O tal atrásdela pôs a mão em seu ombro e olhou-o. De imediato fez que não com a cabeça, amenizando a recusacom um sorriso, que só me deixou mais furioso, mais ciumento. O amigo ao seu lado olhou para ooutro cara com expressão fechada, de posse, chegando mais para perto de Angie, quase se colando
nela. Inclinou-se, disse algo em seu ouvido e ela riu. Foi naquele momento que seu olhar encontrou omeu. Na mesma hora parou de dançar, como se estivesse congelada. Permaneci no mesmo lugar,meus olhos fixos nela.Angie transformou-se. Suas bochechas ficaram coradas, ela arfou visivelmente, o sorriso foisumindo e sendo substituído por uma expressão de júbilo. Seus olhos brilharam, lambeu os lábios,quase sem piscar. Ficamos ali em meio ao caos, ao barulho, à loucura, apenas nos olhando. Como seestivesse hipnotizada, engoliu em seco, sua respiração mais pesada, ignorando os outros, até o amigoque falava com ela e depois seguia seu olhar até dar comigo.Não precisei dizer nada. Deu um passo em minha direção e veio, desviando-se das pessoas,cada vez mais perto, seus olhos castanhos claros flamejando, muito abertos. Quando chegou à minhafrente, parou, visivelmente ansiosa, feliz. Murmurou e só pude ver o formato da palavra em seus lábios:– German ...Nunca me senti tão possessivo e furioso na vida por ciúme. Saber que tinha o poder de meprovocar aquele sentimento, aquele descontrole, só me irritava mais. Segurei seu braço e a aproximeiainda mais de mim, quase colando-a ao meu corpo. Angie arquejou e na mesma hora aquela atraçãointensa, aquele desejo insano, nos engolfou. Não falei nada. Simplesmente saí dali, levando-a junto.Ela não opôs resistência. Veio calada, submissa. Passamos por muita gente, pelo local ondetínhamos trocado nosso primeiro beijo e que estava lotado naquela noite, seguimos para a saída. O arfrio da noite nos recebeu, assim como o estranho silêncio depois daquela música infernal lá dentro.Não a olhei enquanto ia até meu carro e abria a porta. Só então a fitei. Mordendo os lábios, entrou esentou-se. Bati a porta, dei a volta, ocupei meu lugar. Antes que pudesse dizer algo ou colocar ocinto, virei e agarrei seu cabelo na nuca, imobilizando sua cabeça, surpreendendo-a. Angie arregalouos olhos, assustada, parecendo um animal acuado.Eu estava realmente além de mim, fora de qualquer normalidade. Ciúme, raiva e desejo,todos em doses extremas, me fizeram tornar ainda mais possessivo e dominador, querendo dobrá-la,atingi-la, castigá-la.– A quem você pertence? – Minha voz saiu baixa e fria, desmentindo a maneira como mesentia.– German, o que ...– Não vou perguntar de novo.– A você ... – Murmurou, respirando irregularmente. Estava assustada, mas eu podia sentirtambém o cheiro de sua excitação. O ambiente dentro do carro todo fechado com vidro fumê eradenso e pesado.Com a mão livre, abri o porta-luvas e peguei uma corda curta. Ordenei secamente, soltandoseu cabelo:– Vire para a porta, braços para trás.Angie tremeu, mas obedeceu na hora. Juntei seus pulsos nas costas e os amarrei rapidamente.Voltei a segurar seu cabelo e a fiz se voltar para mim. Arfava, receosa, sobressaltada, os olhoscheios de alarme, mas a respiração entrecortada. Desci a mão em seu pescoço e puxei o laço dablusa amarrada ali. Ela ficou imóvel, enquanto deixava as alças caírem e o tecido escorregava parabaixo, até sua cintura, seus seios nus. Prendeu o ar, sem tirar os olhos de mim. Quando fitei seusseios, os mamilos ficaram intumescidos na hora.O desejo dentro de mim parecia uma fera, rasgando para sair. Meu pau ficou completamenteduro. Encostei-a no banco e abaixei a cabeça, pondo um mamilo na boca, chupando-o duramente.
Notas finais
Parei na melhor parte haha, @Violeteros_BR beijos Mari
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