Cuando te vi

48 Pesadão


Notas iniciais
Boa leitura!

Até que tudo ainda estava tranquilo, como um bar comum. Não fossem as roupas, uma Domme

sentada em uma das cadeiras mais altas, reservadas para os dominadores, com um escravo seminu aos seus pés, e uma escrava dançando com seu Dom em uma coleira, ninguém diria que era um clube

de sadomasoquismo. Mas eu sabia que mais tarde as coisas esquentariam e que, naquele momento

mesmo, deviam estar rolando algumas cenas nos quartos e na masmorra.

– German, cara não te via desde que chegou da Alemanha! Como vão as coisas? – Renato, um

dos donos do clube junto com Fernanda, se aproximou e veio apertar minha mão animadamente.

Era mediano, esguio, com a cabeça totalmente raspada e várias argolas na orelha.

Especialista em inversão, gostava especialmente de rapazes que se vestiam ali de mulher. Havia

alguns. Tinha prazer em humilhá-los, castigá-los, usando tipos variados de tortura. Era de família

rica e não trabalhava em outra coisa, unicamente em administrar o clube.

– Tudo, bem.

– No dia da festa cheguei bem tarde e você já tinha saído. Olá, tudo bem? – sorriu para Angie e

ergueu uma sobrancelha. – Sub?

Ela ficou corada. Eu expliquei:

– Uma amiga que trouxe para conhecer o clube. Angie, Renato. – Apresentei-os.

– Olá, Angie. – Renato segurou sua mão e beijou-a, galante. – Espero que goste do nosso

ambiente.

– Ah, sim, claro.

– Mas e aí, Fernanda vai ficar feliz sabendo que você chegou.

– Ela está aqui?

– Sim, no escritório. Daqui a pouco desce.

Jogamos conversa fora e depois Renato se afastou. Começou a dar um rock e a pista de dança

encheu. Jogos de luzes se refletiram ali e, observando tudo, Angie cochichou:

– Parece até uma balada comum.

– Verdade. Quer circular?

– Tudo bem.

Terminamos a cerveja e nos levantamos. Na mesma hora segurou minha mão, um tanto

insegura. Lançava olhares para umas submissas a uma mesa de canto, que não tiravam os olhos da

gente e comentavam baixinho. Eu as estava ignorando, mas pelo visto ser observada e alvo de fofoca

a estava desconcertando.

Andamos pelo salão e fui parado várias vezes por conhecidos. Por fim seguimos pelo

corredor e eu a levei pelas chamadas celas, onde ocorriam sessões que podiam ser observadas. Em

uma delas, havia um rapaz jovem e nu algemado no chão, com focinheira, de quatro. Em volta deles,

sentados em sofás, mais ou menos uns sete homens, bem vestidos, a maioria empresários ricos que

ninguém diria frequentar um lugar como aquele. Se revezavam em humilhar e bater no rapaz com cane

e palmatórias.Angie apertou minha mão, com olhos arregalados. Segui em diante. Em outra havia duas moças

nuas em jaulas, sozinhas e quietas. Expliquei:

– Essas são as escravas da noite na masmorra. Se candidatam para as sessões de bondage e na

Cruz. Ficam aqui aguardando sua vez.

Expliquei, notando o quanto tudo a impressionava. Enquanto seguíamos de mãos dadas pelo

corredor, comentei:

– Tudo deve parecer absurdo para você, não é, Angie?

– Acho surpreendente. É uma espécie de teatro, de representação?

– Muito pouco. As pessoas que vem aqui vivem o BDSM. Passa a ser a realidade delas. Não

é simplesmente uma brincadeira.

– Você também é assim, German?

– Não. Venho aqui pelo fato de me sentir à vontade e gostar de determinadas coisas. Posso

soltar minha fera, ser o dominante que muitas vezes preciso resguardar em minha vida lá fora. Parece

complicado, mas na verdade é bem simples. Para uns, o clube é para realizar suas fantasias e taras.

Para outros é a vida deles, o único mundo onde querem viver. Muitos submissos vivem com seus

Dons e vivem como escravos, comem no chão, dormem aos pés da cama, vivem em coleiras. Há uma

infinidade de opções.

– Entendo.

Circulamos em vários ambientes e acabamos na masmorra. Uma mulher ruiva, de óculos,

estava ajoelhada no chão, ainda vestida de preto. Enquanto um Dominador, um desconhecido para

mim, segurava sua coleira e dava ordens. Algemada na frente, ficava quieta, apenas respondendo

quando era inquirida. Nos sofás e cadeiras ali, pessoas se espalhavam e observavam, conversavam

baixo entre si. Muitos eram freqüentadores assíduos do clube, sócios, conhecidos meus. Mas não me

aproximei deles.

Encostei-me na parede de pedra e pus Angie na minha frente, suas costas em meu peito,

rodeando sua cintura com meus braços. Murmurei em seu ouvido:

– Observe. Vão começar uma sessão.

O dominador , um homem de meia idade usando terno preto, ergueu a ruiva e puxou

bruscamente sua roupa. Parecia ser presa por velcros, pois saiu rapidamente. Ficou completamente

nua, a pele clara e sardenta exposta a todos, as bochechas coradas. O homem disse que ela estava

sendo castigada por uma falta em seu lar e entendi que formavam um casal, ou de escrava e dono, ou

casados na vida particular.

Angie estava bem quieta, suas mãos sobre as minhas, seu delicioso cheiro de morango me

inebriando. Vi ali, tão perto, a Cruz de Saint Andrew em formato de X e senti um desejo absurdo de prendê-la ali, nua, para fazer com ela tudo que eu quisesse. Usar meu chicote, foder sua boca, seu

ânus, sua boceta, deixá-la toda vermelha e pronta, dividida entre o prazer e a dor, mas uma dor

suportável, apenas o suficiente para deixá-la mais desperta aos outros sentidos, tornando o prazer

ainda mais intenso.

Meu pau endureceu na hora contra suas costas e ela me lançou um olhar de lado, mordendo o

lábio inferior, os olhos bem arregalados. Fitei-os com todas as taras que passavam por minha cabeça

e disse baixo:

– Estou aqui pensando como seria fazer uma sessão com você naquela cruz.

Senti-a se contrair e arfar um pouco, olhando de imediato para a cruz e depois de volta para

mim. Disse num fio de voz:

– Eu não poderia. Com todas essas pessoas me olhando. E ... tenho medo.

– O medo faz parte, Angie. Teria que confiar muito em mim.

– Eu confio. Sei que pararia se eu dissesse a palavra segura. Mas acho que não teria coragem.

A dor ainda me assusta muito. E as pessoas em volta também.

– E se fosse só nós dois? – Esperei, sem entender por que aquilo era tão importante. Às vezes

meus desejos se tornavam uma necessidade.

– Não sei, German. Preciso pensar. Preciso de tempo.

– Tudo bem.

Não insisti. Mas a apertei contra mim, cheio de tesão e pensamentos impublicáveis.

Observamos o casal jogar, os castigos verbais, a cabeça baixa da mulher, obrigada a beijar seus

sapatos e depois ser amarrada na cruz, de frente para onde estávamos. Depois de estar com pulsos e

tornozelos bem presos, o dominador começou a tortura física e psicológica. Deu tapas em seus seios

até ficarem vermelhos, usou dolorosos prendedores de mamilos, bateu nela com chicote de fitas.

Depois explanou para o público como ela devia ser castigada por suas falhas e outro casal se

aproximou, ambos por volta de quarenta anos. A mulher, bem vestida e maquiada, deu tapas na cara

da ruiva e cuspiu nela. O homem enfiou um dedo em sua vagina, dizendo o quanto era suja. O dono

observava, tomando um gole de água. Era óbvio que se excitava, assim como a ruiva submissa.

Angie parecia congelada em meus braços, seus olhos congelados na cena. Eu disse em seu

ouvido:

– Eles gostam de compartilhar.

– Mas ... Essas pessoas ... Vão transar com ela também?

– Provavelmente. Mas só alguns. Outros preferem só assistir ou apenas causar dor.

– German, é tão ... pesado. São estranhos.

– Mas é disso que gostam. Olha como a ruiva está gostando de tudo.

E era verdade. Gemia, choramingava, mas seus olhos brilhavam, seu rosto espelhava prazer em ser submetida. Naquele momento, a mulher de meia-idade se ajoelhou aos pés dela e começou a

chupar sua boceta depilada com vontade, deixando-a doida. E o homem lhe dava tapas na cara,

xingando-a. O dominador se aproximou, puxando os aros em seus mamilos.

Notas finais
@WorldOfAlonsoBr @Violeteros_BR beijos Mari