Notas iniciais
Boa leitura!

É inegável que nós devemos ficar juntos

É inacreditável como eu dizia que jamais me apaixonaria

Você precisa saber se já não sabe como eu me sinto

Deixe-me mostrar agora que eu sou sincero

Se todas as coisas que o tempo revelará

É

Um — você é como um sonho verdadeiro

Dois — só quero estar com você

Três — pois é evidente que você é a única para mim

Quatro — repita os passos de um a três

Cinco — e você se apaixonará por mim

Se eu achar que meu trabalho acabou, voltarei para o primeiro passo

É incrível como as coisas acontecem

É tudo emocional quando você descobre do que se trata

E indesejável que nós fiquemos separados

Eu jamais teria ido muito longe

Pois você sabe que tem as chaves do meu coração

Pois

Um — você é como um sonho verdadeiro

Dois — só quero estar com você

Três — pois é evidente que você é a única para mim

Quatro — repita os passos de um a três

Cinco — e você se apaixonará por mim

Se eu achar que meu trabalho acabou, voltarei para o primeiro passo

Diga adeus à escuridão da noite, eu vejo o raiar do sol

Sinto-me como uma criança cuja vida está começando

Você chegou e trouxe uma vida nova

Para este coração solitário

Você me salvou bem na hora exata

Um — você é como um sonho verdadeiro

Dois — só quero estar com você

Três — pois é evidente que você é a única para mim

Quatro — repita os passos de um a três

Cinco — e você se apaixonará por mim

Se eu achar que meu trabalho acabou, voltarei para o primeiro passo

Angie

– Angie, preciso falar com você. Por isso marquei esse encontro hoje. – Disse Paola, quando

saí do trabalho na quinta-feira. Tinha dito que me esperaria do lado de fora do Fórum às cinco, pra

gente tomar alguma coisa. Agora estávamos em um pequeno bistrô e parecia incomodada, sem me

encarar.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei preocupada.

– Sim.

– Diga. O que foi?

Remexeu-se na cadeira. Olhou para trás de mim, ficou corada, fitou-me de novo. E então senti

que alguém se aproximava.

Virei para ver quem era e dei de cara com Vítor, que parou todo sem graça ao lado da mesa.

Fiquei imóvel, sem acreditar que depois de quase um mês sem o ver ele ia me perturbar de novo.

Então, Paola explicou:

– Eu o convidei.

– Ah ... – Consegui me recuperar, sem entender nada, e forcei um sorriso. – Oi, Vítor.

– Oi, Angie. – Sorriu envergonhado e se sentou ao nosso lado.

Olhei de um para o outro. Pareciam crianças pegas em flagrantes com alguma coisa errada.

Então sorri amplamente.

– Não acredito! Vocês ... – Dei uma risada. – É sério?

– Eu ia te falar antes, mas resolvi deixar pra ter certeza primeiro. – Explicou Paola, tímida

como nunca a vi ficar.

– Quer dizer que tem se encontrado? E você não me disse nada?

– Angie, a situação era complicada. Mas há duas semanas nos encontramos sem querer,

conversamos e ... é isso.

– É isso? – Não sabia se ficava feliz por eles ou chateada por não saber de nada.

Havia um grande incômodo entre nós três ali. Também, não era para menos. Há um mês Vítor

me infernizava para voltar para ele. Agora estava com minha melhor amiga.

Ele me encarou, ainda muito sem graça. E começou a falar:

– Primeiro eu gostaria de me desculpar, Angie. Por tudo. Acabei entendendo que realmente não

ia dar certo. Criei uma ilusão na minha cabeça. E fiquei perdido. Depois daquele soco sem querer no

Loretta, fiquei arrasado, parei para pensar e aceitei.

– Que bom. Foi melhor para todo mundo.

– Eu sei. Quando encontrei Paola, ela só faltou me bater. – Lançou um olhar à minha amiga,

divertido. Ela sorriu de volta. – Mas aí ... a gente já se sentia atraído. Acabou rolando. E desde

então ...

– Desde então estamos saindo. – Paola me encarou. – Sei que no início vai ser meio esquisito,

mas espero que com o tempo, tudo se resolva.

– Não há nada para resolver. – Falei com sinceridade, sorrindo. – Estou torcendo por vocês!

Acabou que beliscamos uns petiscos juntos. Sim, havia desconforto. Mas como Paola disse,

nada que o tempo não resolveria.

Ver Vítor ali me fez pensar ainda mais em German. Há um mês eu não o via. E a cada dia, em

vez da saudade diminuir, só aumentava. Lembrava dele toda hora, nos momentos mais inusitados. E

por vezes tinha uma vontade incontrolável de procurá-lo, pedir que ficasse comigo nem que fosse em

segredo ou só pelo sexo. Mas sempre conseguia colocar a cabeça no lugar antes de fazer uma loucura

daquelas.

Agora, com Vítor fora do caminho, a primeira coisa que pensei foi que não precisaríamos

mais ficar separados. Então lembrei de outros detalhes. De que nunca quis nada sério comigo, de seu

lado dominador que ainda me assustava, de Fernanda e de que não me amava.

Tive vontade de perguntar como ele estava. Mas me controlei.

Peguei uma carona com eles, sentada no banco detrás do carro em que tantas vezes ocupei a

frente. Como a vida era engraçada! Agora estava ali Paola, que sempre tinha implicado com ele.

Sorri intimamente. Por isso a gente não devia reclamar das coisas. Quando menos esperava, tudo se

resolvia, às vezes de maneira melhor do que havíamos pensado.

Desci em frente ao meu prédio e acenei. Quando se afastaram, agradeci a Deus por eles. Mas

me senti ainda mais sozinha.

– Eu avisei tantas vezes! Meu Deus! – Minha mãe estava inconformada, andando de um lado

para outro da sala. Depois de um tempo se controlando, evitando se meter em minha vida, voltava a

atacar.

Parada perto da porta, arrumada para sair, eu a observava. Tudo por que contei a ela que

estava saindo naquela sexta para ir a um novo restaurante e que Paola estava lá me esperando com

Vítor. No início, ficou radiante, achando que eu tinha voltado a vê-lo. Mas fiz questão de explicar

que agora ele estava com Paola. Só faltou ter um ataque cardíaco.

– Aquela desbocada falsa! Fingia que não gostava do rapaz para tirá-lo de você! – Reclamava

sem parar. – Eu te falei tanto, Angeles! Tantas vezes!

Notas finais
@WorldOfAlonsoBr @Violeteros_BR beijos Mari