Cuando te vi

31 Outros planos


Notas iniciais
Boa leitura!

Pediu uma torta de chocolate amargo para mim e se recostou na cadeira, seus olhos fixos

enquanto eu a saboreava. Cheguei a ficar inibida com seu olhar tão quente e indaguei, após provar o último bocado:

– O que foi?

– Nunca vi alguém provar um doce desse jeito.

– Que jeito?

– Sensual. Pedi o doce só para ver isso. Aquela vez, na casa dos meus tios, quando comeu a

torta, me deixou louco, excitado. E agora não foi diferente.

Senti meu rosto pegar fogo e sorri sem graça, sem saber o que dizer. German deu uma risada,

apreciando-me, como se gostasse do modo que me deixou. Por fim pagou a conta e me acompanhou

para fora do restaurante, suas mãos em minhas costas, enquanto eu andava cheia de ansiedade e

lascívia, antecipando o momento em que ficaríamos nus, em que poderia beijá-lo, desejando que

daquela vez deixasse minhas mãos livres para acariciá-lo do jeito que eu queria.

– Merda, esqueci que viemos em carros separados. – Disse baixo, ao entregarmos nosso

tíquetes aos guardadores do restaurante, que foram buscar nossos automóveis. – Felizmente moro

aqui perto. Mantenha-se atrás de mim e me siga até o prédio. Tenho mais de uma vaga na garagem.

– Tá, pode deixar.

Acariciou meu rosto e foi para seu carro, que chegou primeiro. Eu o observei colocar o cinto

e recebi seu olhar antes de dirigir até a entrada do restaurante a aguardar ali, enquanto meu carro

chegava.

Depois que entrei e o pus em movimento, seu automóvel negro e importado estava na rua e o

segui de perto. A realidade de que ia transar com German ainda aquela noite me deixava nervosa, um

misto de medo e excitação, sem saber o que estaria preparando para mim. Quando parou na garagem

de seu prédio, estacionei ao seu lado. Saiu do carro primeiro e abriu minha porta. Desci e deixei que

a trancasse.

Então German voltou aqueles lindos olhos azuis para mim e me encostou na porta, seus braços

em volta de mim, suas mãos em minha cintura, encostando a testa na minha, quase sem piscar. Eu o

fitava, ansiosa, sentindo sua respiração se mesclar com a minha, seu corpo forte contra o meu. Arfei,

muito abalada, ansiando por mais, querendo-o tanto que doía.

Ele inclinou um pouco a cabeça e seus lábios tocaram suavemente os meus, saboreando-os,

mordiscando-os. Quando sua língua penetrou minha boca e buscou a minha, eu me entreguei por

inteiro, tremendo, ansiando, sentindo todo meu corpo corresponder ao beijo, quente, lânguido,

sôfrego.

Foi delicioso e profundo, cheio de sentimentos, de paixão, de nós. Nunca me senti tão dele

como naquele momento, mais até do que quando esteve dentro de mim. Algo nos ligava, nos puxava,

passava de mim para ele e voltava, em uma troca de emoções e fluidos, uma troca de sentimentos.

German me abraçou e deslizou os lábios em minha face, até minha orelha, têmpora e testa,parando-os no alto da minha cabeça, muito quieto. Sentia seu corpo todo contra o meu, sua ereção

contra minha barriga, enquanto passava as mãos em suas costas dentro do paletó, sobre a camisa

macia. Ficamos assim um tempo, só nos sentindo, respirando pesadamente.

Por fim, deu um passo para trás, seus olhos me consumindo, sua mão entrelaçando na minha.

Sem uma palavra me levou com ele até os elevadores. Subimos em silêncio, de mãos dadas, olhandonos.

Eu me sentia envolvida, arrebatada, cheia de avidez, ânsia e libido. Somente esperando, o

desejo se avolumando, o amor extravasando por cada poro.

Era muito mais do que um dia sonhei ou imaginei. O que sentia por German ia além de qualquer

coisa que conheci na vida. Como poderia me contentar com menos, depois de ter vivido tudo aquilo?

O que faria com o resto da minha vida depois daquele mês de outubro com ele? Júbilo, medo e

ansiedade me envolviam. Pois ainda tinha seu lado dominador, o desconhecido, o que ainda me

aguardava, que nem sabia se poderia gostar ou suportar. Era como estar na corda bamba, sem chão.

Chegamos à cobertura e ele abriu a porta, me indicando que entrasse, como um lobo à

espreita. Assim o fiz, trêmula, olhando em volta da sala quando acendeu a luz. Era a primeira vez que

tinha tempo e cabeça para realmente olhar em volta, reparar como era a sua casa. Fiquei abismada

pelo tamanho da sala, monumental, dividida em sala de estar e de jantar ao mesmo tempo, em uma

linda decoração em tons claros de branco e creme, a parede da frente toda de vidro com persianas

levantadas, dando em um terraço.

– Quer conhecer meu apartamento?

– Eu quero.

German me levou por um tour. O terraço não era muito grande, mas lindo, com uma piscina em

um lugar mais alto, com vista linda para a praia em frente.

A cozinha era enorme e moderna, havia dois quartos de hóspedes belíssimos, dois banheiros

e uma grande sala de jogos com uma mesa de sinuca que adorei, além da sua suíte. Todos os

cômodos eram amplos, bem decorados, impecáveis.

– Adoro sinuca! – Exclamei ao voltarmos pelo corredor.

– Depois podemos jogar uma partida. Valendo alguma coisa. – Lançou-me um olhar cheio de

segundas intenções e ri nervosamente, sabendo que seria algo erótico.

– Só vou avisando que ninguém me ganha na sinuca. – Provoquei.

– Vamos ver. – Sorriu malicioso.

Parou em frente à porta de seu quarto e abriu-a, seus olhos azuis queimando os meus:

– O melhor cômodo da casa.

Prendi o ar e entrei, olhando para o quarto fracamente iluminado, a cama enorme de quatro

colunas atraindo logo meu olhar. Estremeci, bombardeada pelas lembranças, sabendo que fora ali que me tornara dele pela primeira vez. Um arrepio percorreu minha coluna, a respiração se tornou

irregular, meu corpo todo ardeu. Parei no meio do quarto e German parou exatamente atrás de mim.

Fiquei sem coragem de me mexer, esperando para ver o que faria comigo.

– Está com medo, Angie? – Ouvi sua voz perto do meu ouvido. Mordi os lábios, murmurando:

– Tenho um pouco de medo sim.

– Lembre-se, não é obrigada a fazer nada. Use sua palavra. Lembra-se dela?

– Lembro. Foto.

– Exatamente. – Seus lábios tocaram suavemente o meu pescoço, excitando-me. Suas mãos

estavam na parte detrás do vestido, descendo o zíper todo. Fiquei quieta, enquanto abria minha roupa

e a deslizava para fora dos meus ombros, descendo-o pelos meus braços, até cair em um amontoado

de tecido aos meus pés. – Sua pele é tão macia ... Imaculada, branca ... Qualquer toque mais brusco e

fica vermelha. Linda.

Fechei os olhos um momento, muito abalada, meu coração batendo forte contra as costelas, as

pernas parecendo gelatina. German desabotoou o sutiã e largou-o no chão. Suas mãos fecharam-se em

meus seios, roçando as palmas nos mamilos que enrijeceram na hora, acariciando-os lentamente.

Mordiscou meu pescoço e arrepios varreram minha pele, me fizeram arfar.

Beijou-me desde abaixo da orelha até o ombro, bem devagar, como se não tivesse a mínima

pressa. Recostei-me em seu peito amplo, totalmente entregue, sentindo-me adorada, acarinhada.

Minhas emoções davam piruetas loucamente, deixando-me atordoada.

As mãos desceram por meu estômago e barriga, suaves, ternas, até o cós da calcinha.

Enfiaram-se dentro dela e sua voz veio grossa em meu ouvido:

– Abra as pernas para mim, Angie.

Eu arquejei, respirando com dificuldade, obedecendo. As duas mãos deslizaram até minha

vulva, juntas, espalmando-se nela, esfregando-a suavemente. Ondulei, bamba.

– Xiiiii ... Quietinha ... – O dedo do meio desceu por meus pelos e me encontrou úmida,

penetrando-me enquanto continuava baixinho: — A partir de hoje, quero que deixe essa bocetinha toda

depilada, lisinha para eu lamber.

Passou a penetrar o dedo dentro de mim até que virei uma massa escaldante, tremente,

sôfrega, encostada nele para não cair. A outra mão desceu minha calcinha, até que parou aos meus

pés. Eu usava apenas os sapatos e as jóias que tinha me dado, minha pele arrepiada, meu corpo todo

arrebatado pela luxúria.

Subiu o dedo molhado até meu clitóris e o rodeou, arrancando suspiros do meu peito,

palpitações de minha vagina. E então me soltou. Mas continuou atrás de mim, tirando sua gravata.

Abri os olhos pesados e fitei a cama a poucos passos, ansiosa por deitar ali e tê-lo dentro de mim.

Mas German tinha outros planos. Não desfez o nó da gravata, só alargou-a.

Notas finais
Se mais alguém quiser entrar no grupo só me passa número. Falem comigo no tt sou lecal @Violeteros_BR beijos Mari