Cuando te vi

41 Malicia


Notas iniciais
Boa leitura!

– Desculpe, amiga. Olha, foi tanta coisa acontecendo que ...

– Angie, se não fosse o Ricardo me dizer que você tinha saído com o primo do Vítor, eu teria

arrancado meus cabelos! Que falta de consideração!

– Não foi isso! Querida, foi tudo muito rápido. – Observei German levar o resto das coisas para

a cozinha e murmurei: — German me arrastou para fora! Nem me deu chance de dizer nada!

– Te arrastou? Como assim?

– Ele não gostou de ver os caras dando em cima de mim. – Falei baixinho, de olho para ver se

ele não voltaria.

– Que isso! É ciumento assim?

– Possessivo. – Acabei sorrindo, toda satisfeita com aquilo.

– Poxa, Angie, mas podia ter ligado depois! – Reclamou.

– Como? Agora é que consegui respirar!

– Cara, só falta me dizer que te fodeu sem dar descanso.

– E foi quase isso.

German voltou à sala, lindo de morrer naquela cueca, olhando pra mim de modo intenso. Fiquei

com água na boca, excitada, dopada por sua beleza.

– Caralho, Angie, quer me matar de inveja?

– Não, é que ... é a verdade.

Ele saiu, indo para o terraço. Acompanhei-o, reparando em sua bunda dura e bem feita, as

pernas longas e musculosas. Um calor delicioso percorreu meu corpo.

Paola suspirou.

– Tá, eu te perdoo. Está aí com ele?

– Sim.

– Vem que horas?

– Não sei. Tomara que bem tarde.

Paola acabou rindo.

– Tá ficando uma safadinha, hein?

– Nem me diga!

– Mas deixa eu te falar, a Isabel ligou para cá ainda pouco, preocupada. Eu menti, disse que

chegamos tarde do Loretta e que você dormiu aqui. Sei não, Angoe, mas acho que estava meio

desconfiada. Pediu pra te chamar e disse que estava dormindo. Liga logo pra ela, ou vai aparecer

aqui!

– Pode deixar, vou ligar.

– Diga que vamos sair. Vou mesmo dar uma volta agora. Pra todos os efeitos, estamos juntas na rua.

– Obrigada, Paola.

– Você ta parecendo até uma adolescente, escapulindo da mãe!

– Mas o que posso fazer? Ela vai surtar! Ainda está obcecada com Vítor.

– É mesmo.

Nos despedimos e liguei para minha mãe, que atendeu de imediato.

– Oi, mãe, desculpe não ter dito que ia dormir na Paola.

– Está virando costume agora, não é, Angie? – Indagou, fria, a voz com um pingo de irritação.

– Estava muito tarde. – Menti, desconfortável.

– Está voltando para casa?

– Não, saímos com o pessoal e volto mais tarde.

– Saiu? Por que não veio aqui trocar de roupa?

Eu me senti acuada. Não estava acostumada a mentir e sempre ficava incomodada quando ela

me inquiria daquela maneira.

– Estávamos com pressa, mãe.

– E onde está agora?

– Vamos ... Vamos tomar um chope e ... almoçar fora. – Gaguejei.

Minha mãe ficou quieta um instante. Então disse, desconfiada:

– Você está mentindo, Angir. O que está acontecendo?

– Que mentindo! – Forcei uma risada.

– Você está saindo com outro homem? É isso?

– Claro que não! – Neguei rapidamente. – Que ideia!

– Angie ...

– Mãe, quando chegar aí a gente conversa, ta?

– Não estou gostando disso!

– É como falei! Beijos! – Desliguei correndo, nervosa. Enfiei o celular na bolsa, tentando me

acalmar. Só então levantei e fui em direção ao terraço.

German estava de costas, os braços apoiados na amurada, olhando a praia lá embaixo.

– German ...

Ele se virou, olhando-me sério. Senti um baque no peito. Conhecia aquele olhar, penetrante e

concentrado, dominador. Usava-o quando me dava ordens ou me fodia. Parei de imediato.

– Se vai ficar aqui, é para ficar comigo, não pendurada no telefone.

– Eu precisava falar com Paola. Saí ontem do Loretta daquele jeito e estava preocupada

comigo. E minha mãe queria saber onde dormi.

Avaliou-me e relaxou um pouco. Seus olhos desceram por meu corpo, lentamente, quentes.

Parei de respirar, ansiosa, sendo dominada pelo tesão. Falou, sua voz áspera:

– Tire a toalha.

Estremeci e mordi os lábios, sendo tomada pela timidez e pela luxúria. Estava um dia claro

ali, German veria cada pedaço de mim. Deixou que me digladiasse comigo mesma, sabendo que

dificilmente ele voltaria atrás. Por fim, fui sincera comigo mesma. O que eu queria? O desejo

arrebatador venceu a vergonha e levei os dedos ao nó da toalha sobre o peito. Engoli em seco,

pisquei ansiosa, corada. Mas abri a toalha.

– Tire-a.

Obedeci, deixando-a sobre uma espreguiçadeira.

Fiquei completamente imobilizada, meu coração desesperado, a respiração pesada, enquanto

seus olhos desciam por meu corpo completamente nu. Quase sentia vontade de me esconder,

tamanha timidez me atingiu. Mas ao mesmo tempo, minha pele ardia, o sangue corria rápido, todos os

meus sentidos em polvorosa.

Torturou-me ao ficar em silêncio, olhando cada canto meu. Quando se aproximou, fiquei sem

ar. Meu peito subia e descia arfante. Pensei que me tocaria, mas apenas se acercou de mim e me

rodeou, como um tigre prestes a atacar sua presa acuada, observando-me por trás, pela frente e pelos

lados. Disse baixo:

– Tenho tantos planos para você, Angie. Tem certeza que quer ficar aqui comigo?

– Sim. – Disse baixinho. E me dei conta que dizia a verdade. Era tudo o que eu queria.

– Sabe que gosto de jogar. Parto do princípio que, se é possível tirar o máximo do prazer no

sexo, por que se contentar com pouco? – Segurou uma mecha do meu cabelo, deslizando-a entre os

dedos. Sua presença tão perto me entontecia. – Se ficar, concorda em se entregar totalmente a mim.

– Sim. – Que mais eu podia dizer, estonteada e excitada daquele jeito, tremendo sem que nem

ao menos me tocasse?

– Não costumo trazer mulheres aqui, por isso não tenho uma sala de jogos. Se tivesse, saberia

o que é ficar pendurada em cordas, enquanto uso meu chicote em você.

Ergui os olhos, apavorada. Soltou meu cabelo e me encarou daquele jeito intenso, mandão.

Senti minha vagina nua latejar, creme descendo do meu interior.

– A única mulher que trouxe aqui até hoje foi Fernanda, por isso tenho apenas o básico. As

coleiras na cama, uma caixa com alguns acessórios. Quando quero pegar pesado, vou à casa dela ou

ao clube.

Falar em Fernanda me deixou enciumada, mas me mantive quieta. Assim como o fato de pegar

pesado. Eu o tinha visto em ação no clube com aquele chicote. E aquilo ainda me assustava muito.

– Um dia desses vai comigo ao clube, Angie. Será minha submissa lá e vai conhecer o que é realmente bondage e submissão. Mas por enquanto, vamos nos virar com o que temos aqui. – Meu

coração disparava loucamente. Eu não queria ir naquele clube. Todavia, me sentia ainda sem

coragem de dizer. Eu queria resolver uma coisa de cada vez, conforme fosse se apresentando.

Muita coisa passou por minha cabeça naquele momento. Indaguei-me por que German teria

aqueles desejos diferentes. E eu? Era aquilo que eu queria? Se fosse pelo desejo e amor absurdo que

sentia por ele e pelo prazer que eu recebia, sim, era o que eu queria. Mas se fosse pensar nele com

Fernanda ou usando um chicote em mim, me enchia de medo e dúvidas.

Fitei-o e German parecia observar e saber cada pensamento que passava em minha mente.

Segurou minha mão e, sem dizer mais nada, simplesmente entrou me levando atrás dele. E fui, por

que queria, acima de qualquer coisa, ser dele. E que fosse igualmente meu.

Ao chegarmos na sala, paramos ao lado do sofá que ficava perto de uma janela de vidro

banhada pelo sol.

– Deite-se, Angie.

Lambi os lábios e deitei, olhando-o, sem saber o que esperar.

– Abra as pernas para o lado e segure os joelhos.

Vermelha, trêmula, obedeci. A claridade do dia me banhava em cheio. German desceu os olhos

por meu corpo, até minha vulva nua e depilada, toda exposta para ele.

– Fique assim. – Foi tudo o que disse e se afastou.

Meu Deus, que loucura! Eu estava ali, totalmente submissa, querendo desesperadamente

obedecê-lo, pois sabia que minha recompensa seria um prazer fenomenal, absurdo. Um prazer que

nunca senti na vida, que me viciava como uma droga. Esperei com o coração na mão, ansiosa em meu

limite. Até que German voltou. E trazia aquela sua caixa na mão.

Notas finais
@WorldOfAlonso @Violeteros_BR beijos Mari