Cuando te vi

35 Loretta


Notas iniciais
Boa leitura!

Vivia a te buscar por que pensando em ti Corria contra o tempo Eu descartava os dias em que não te vi Como de um filme a ação que não valeu Rodava as horas pra trás

Roubava um pouquinho E ajeitava o meu caminho pra encostar no teu

(...)

Angie

Na sexta-feira eu entrava em meu apartamento depois de chegar do trabalho, quando Paola me

ligou. O apartamento estava vazio e quase suspirei de alívio. Como sempre minha mãe insistia sobre

Vítor, fazia acusações, não me deixava em paz. Ficou meio desconfiada quando disse que dormiria

na terça na casa de Paola, geralmente só fazia aquilo no final de semana. Mas não insistiu no assunto.

– Oi, Paola.

– Já chegou?

– Sim, entrei agora.

Fui para meu quarto, já me desfazendo dos sapatos e deixando a bolsa sobre a poltrona.

– Vamos ao Loretta hoje?

Sentei na ponta da poltrona, um tanto indecisa.

– Angie?

– Não sei. E se o German me procurar hoje?

– Você vai agora ficar sentada em casa, perto do telefone, esperando ele te chamar? –

Indagou, irritada. – Pelo amor de Deus, Angie! Desde quarta que nem ao menos te ligou! E se hoje

estiver com aquela loira barra pesada? Não acredito nisso!

– Mas ele é médico, deve ter ficado ocupado durante a semana.

– A, Angie, me poupe! Você tem uma vida, sabia? Ou virou uma escrava de German?

– Calma, Paola, eu só ...

– Vai ou não?

Suspirei, pois sabia que ela tinha razão. Não podia parar minha vida para viver em função de

quando German procuria ou não

– Vou. Mesmo horário de sempre?

– Isso aí! – Se animou rapidinho. – Olha, quero tomar umas geladas hoje e quero companhia.

Podemos pegar um táxi, que se acha? Assim não nos preocupamos.

– Tudo bem. Vou me aprontar e passo aí.

– Te espero. E Angie...

– Oi?

– Fique linda e animada! Nada de ficar lá olhando o celular esperando esse filho da mãe

bonito pra caralho te ligar!

– Tá, Paola. Beijos. – Desliguei com um sorriso. Por isso minha mãe implicava com Paola.

Era mesmo uma desbocada.

Estava desanimada sim, pois passei aqueles dois dias esperando por German anciosamente.

Estava completamente viciada nele, cheia de saudade, contando os dias. Eu só tinha um mês! O

tempo voava, enquanto eu queria que passasse lentamente.

Tinha sido maravilhoso ficar com ele na terça-feira. Recostei na poltrona e fechei os olhos,

suspirando, lembrando de cada detalhe ao seu lado. Tinha sido perfeito, desde o momento em que o

vi no restaurante até quando nos despedimos na manhã seguinte. Cada palavra, cada sorriso, cada

gesto pareciam gravados em minha mente.

Fui bombardeada por sensações deliciosas e intensas ao recordar o modo como fez amor

comigo. Enquanto da primeira vez foi agressivo, extremamente dominador, daquela vez, apesar do

domínio continuar presente em seu olhar, em sua voz, na maneira firme que me pegava, foi muito

mais atencioso e terno. Delicioso seria pouco para descrever o sexo entre nós. Mas para ser sincera

comigo mesma, tinha ficado o tempo inteiro esperando que de uma hora para outra mudasse, me

usasse na cama como uma submissa totalmente dependente da sua vontade.

Eu me sentia confusa, sem saber de que modo gostava mais. O medo, de alguma maneira,

parecia deixar tudo mais vivo e extasiante. Mas também daquele jeito mais tradicional, o carinho me

deixara alucinada. E aquela dúvida, a sensação de que nunca sabia o que faria, era extremamente

excitante. Eu me via querendo tudo, desde que fosse com German.

Lembrei das coisas que me explicou na manhã seguinte, sobre BDSM. Durante aqueles dias,

também pesquisara mais na internet e tinha visto coisas que me deixaram horrorizadas e outras que

espalharam lascívia em meu corpo. Não conhecia bem meus desejos e limites. Tudo era novo,

alarmante, apaixonante. Só sabia que queria mais, muito mais do que quisesse fazer comigo.

Abri os olhos, sabendo que devia logo me cuidar e partir com Paola, mas sentindo uma

vontade absurda de ligar para German para o número dele gravado no celular. Mase estivesse

no clube ou com Fernanda? Se me desprezasse? Se me fizesse sofrer. Respirei fundo e levantei. Não

adiantava ficar ali me remoendo. Paola estava certa, precisava continuar com minha vida

normalmente.

Notas finais
@Violeteros_BR beijos Mari