Cuando te vi
56 Decisões
Notas iniciais
Boa leitura!
Agarrei forte seu cabelo e sua bunda. Grunhi e a abaixei violentamente, até que a fazia me
cavalgar, me engolir e massagear apertada e quentinha, a boceta encharcada. Perdi o controle e Angietambém, como se tivéssemos combinado. O orgasmo veio único para nós dois, denso e voraz,extasiante.– Caralho ... Porra ... – Comecei a xingar, pois fui devorado junto, meu corpo totalmenteconectado ao dela, todo meu ser se revolvendo, erguendo e explodindo.Angie gemeu, olhou-me com olhos pesados, buscou minha boca. E enquanto resquícios do gozonos varriam, nós nos beijamos. E o resto do mundo perdeu toda a importância.Como lutar contra o que era mais forte que tudo?Você mexeu com a minha vidaFoi muito além dos meus sentidosMe despertou pra essa coisa bonitaJá meio esquecida de amores antigosEstou falando deste amor apaixonadoE até me esqueço as cicatrizes do passadoAgora não tem mais jeitoEssa paixão no meu peitoPor que é que você não ficou como um breve momento?Por que foi que você foi mexer com o meu sentimento?Nessa coisa de amor é preciso ter muito cuidadoUma dose a mais e a gente faz tudo erradoSe você chega perto de mim tudo é felicidadeSe você se afasta de mim só eu sei da saudadeDe repente você é pra mim a paixão sem medidaPor quem eu sou capaz de fazer qualquer coisa na vidaVocê chegou na minha vidaEntrou de vez pelos meus sonhosMe conquistou com seu carinho, seus abraços e seus beijosMe enlouqueceu de desejosAngieOs vidros estavam embaçados. Totalmente abalada e entregue, eu apertava German, sentindo ocheiro delicioso e inconfundível de sua pele e seu cabelo, meus lábios nos dele, nossas línguasvagarosas, lânguidas. Ainda o tinha dentro de mim e adorava aqueles momentos pós gozo, quandoficávamos assim, saboreando aquele contato, em uma intimidade tão gostosa como a transa em si.German me apertava contra ele, seus dedos massageando minha nuca entre meus cabelos, seucorpo forte e quente dominando o meu. Deslizou os lábios até meu pescoço, aspirando meu cheiro,muito quieto. Eu o sentia diferente. Parecia mais brando, mais introspectivo.Afastei um pouco o rosto, fitando seus olhos azuis, que brilhavam ali na penumbra do carro.Uma emoção violenta me envolveu. Sem poder me controlar, acariciei seu rosto, beijei a ponta deseu nariz afilado, enfiei meus dedos em seu cabelo. Emoções quentes, intensas, únicas, me envolviam, circulavam dentro de mim. Eu o amava tanto, mas tanto, que às vezes parecia não terespaço para tanto amor em meu interior. Extravasava sem parar.– Senti sua falta ... – Murmurei, o que era apenas uma maneira de dizer que quase morri semela.Ficou olhando-me, um momento, tão calado e profundo, que achei que sentia o mesmo que eu.Havia algo inconfundível e verdadeiro nos ligando e senti a esperança se ampliar, me deixando maisfeliz. No entanto, German reagiu de uma maneira que foi contra o que eu esperava. Segurou-me e me fezsair de cima dele, depositando-me no banco. Não me olhou enquanto tirava o preservativo, oamarrava e deixava num canto do chão. Ou quando ajeitava a calça e a camisa do terno. Parecia fazeros movimentos demorarem de propósito. Quando me olhou de novo, pronto como se nunca tivesseestado dentro de mim, estava mais frio e controlado.E eu continuava ali, completamente nua. Só então me dei conta que estávamos na rua. Pegueimeu vestido e o coloquei às pressas. Olhei em volta e German me estendeu a calcinha na ponta do dedo.Não o olhei ao colocá-la, pois estava com medo. Sabia que algo havia mudado.– Angie. – German começou e passou a mão pelo cabelo. Reparei que sempre fazia aquilo quandoestava nervoso. Por fim o encarei, tentando me preparar. – Eu vim aqui hoje preocupado com você.Não sei o que me deu, arrastando-a até aqui desse jeito. As coisas não mudaram. É que ...– Não precisa dizer mais nada.Nem eu acreditava onde consegui buscar aquela aparente frieza. Por dentro eu gritava eesperneava, mas olhei-o secamente, a raiva se infiltrando em cada canto meu.– A culpa é minha, German. Você não tem culpa de nada.– Que culpa? O que estou dizendo é que às vezes o desejo é mais forte, mas pensandoracionalmente, é impossível esse relacionamento.– Realmente é impossível. E agora você me convenceu disso. Pode ficar tranquilo. Canseidesses joguinhos, de ficar de um lado para outro como uma barata tonta. – Eu não vacilei, fitando-onos olhos, erguendo o queixo. – Uma hora você quer e na outra não. Mas agora quem se cansou fuieu.– Angie, eu só queria saber como estava, se tinha se machucado.– Ah, é? – Ri sem vontade, vendo sua expresso fechar. – Engraçado isso, vindo de um homemque me bateu com palmatória, chinelo e chicote de fitas, sem contar com a própria mão.German ficou pálido, imóvel. Eu o queria atingir, fazê-lo sentir a mesma dor que provocava em
mim. A raiva me motivava:– Doeu muito mais do que hoje. E Você quis fazer cada uma dessas coisas, ao contrário deVítor.– Lembro de você gozando muito, cada uma dessas vezes. – Falou baixo, frio.– Pois é, e isso ainda é pior. Você seduz, envolve, faz a mulher ficar de quatro e aí manda ver,não é, German? Só que tudo isso acabou, como disse. Eu ainda não tinha aceitado totalmente, mas agorame convenci de vez. Não quero ver você nunca mais na minha frente. Cansei desses jogos. Cansei deficar perdida nessa história. Se Vítor é tão importante assim, fique com ele. Faça bom proveito doseu primo mimado! Mas me esquece! Eu posso ser atropelada por um caminhão! Não me procure. Ese por acaso nos encontrarmos, apenas me cumprimente. É o máximo que vai rolar daqui por diante!– Terminei, com a respiração acelerada, o peito doendo tanto que parecia travar minha garganta.Parecia furioso, embora controlado. Seus olhos nos meus nem piscavam.– Não precisa esse exagero todo. Somos adultos.– Sim, somos. Adultos que fazem escolhas. Fez as suas. E eu as minhas, infelizmente demoreidemais a tomá-las. – Abri a porta do carro. – Faça bom proveito do clube, de Fernanda, de sua vida.A partir de hoje estou inteiramente fora dela, como você quis desde o começo. Não sirvo para fodasocasionais ou para seus jogos pesados. Adeus, German.Ele ficou imobilizado, não disse nada. Saí do carro e bati a porta. Virei na rua que eu moravae entrei no prédio de Paola com o queixo erguido. A raiva que eu sentia era mais forte que a dor, adecepção e o desespero. Talvez por isso me controlei e não desabei, não chorei. Me sentia uma bobaridícula, que sempre caía no mesmo erro. Mas felizmente acordei para a vida. German não me faria maisde boba.– E aí? Se entenderam? – Paola me esperava sentada no sofá, já de banho tomado e camisola.– Foi você que o avisou? – Parei no meio da sala, olhando-a.– Fui eu sim. O que houve?– Terminou de vez, Paola. Por favor, nunca mais ligue para o German. Nem se eu estivermorrendo!Ela franziu o cenho, analisando-me com o olhar.– Angie ... O que houve?– Isso que eu falei. Acabou. – Respirei fundo. – Vou tomar um banho e me deitar. Acho quepreciso de um descanso de tudo isso.– Desculpe, não quis me meter. É que ...– Não, foi bom. Agora consigo enxergar tudo mais claramente. Não ia dar certo mesmo.Somos como água e óleo. – Aproximei-me dela e dei um beijo no alto de sua cabeça. – Fiquetranquila, estou bem. Boa noite.– Boa noite, querida.
Notas finais
@WorldOfAlonsoBr @Violeteros_BR beijos Mari
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