Cuando te vi

57 De volta ao clube


Notas iniciais
Boa leitura!

Depois que estava deitada entre os lençóis, sozinha na escuridão do quarto, é que a raiva se abrandou e a dor veio voraz. Chorei baixinho, sabendo que eu comeria o pão que o diabo amassou

longe de German. Talvez nunca me recuperasse totalmente. Mas ia seguir em frente. E nunca mais me

sentiria daquele jeito, usada.

A culpa era minha. Dei a ele aquela poder. Mas como dei, também podia tirar. E com o

tempo, aprenderia a controlar aquela dor.

Mais de uma semana se passou. A confusão no Loretta tinha servido como um divisor de

águas. Depois da confusão que armou, Vítor finalmente se afastou. Não me procurou mais nem me

cercou. Acho que por fim entendeu que não tinha mais volta.

German sumiu. Eu pensava nele o tempo todo, sofria de saudade, chorava várias vezes

escondida. Meu corpo ardia, pedia pelo dele. Mas eu lutava e seguia em frente, como uma ex viciada

em fase de desintoxicação, um dia de cada vez.

Voltei para casa e, pela primeira vez na vida, minha mãe recuou. Não sei se por fim entendeu

que meu caso com Vítor não tinha mais nenhuma chance ou se ficou com medo que eu saísse de casa

de vez. Não falou mais nada. Continuava com aquele seu jeito frio e esquisito, mas me deixou em

paz. E segui em frente.

Trabalhei, li muito, descansei. Na sexta fui ao Loretta e ninguém me perturbou lá. Só Ricardo

veio falar comigo, se desculpar pela confusão. Falei pra ele que estava tudo bem e aproveitei para

deixar claro que entre nós só rolaria amizade. E assim ficamos.

Minha vida entrou em uma rotina. E a cada dia eu comemorava o fato de conseguir me manter

forte, apesar de tudo. Não admitia para ninguém, nem para Paola, mas sofria como uma condenada.

Descobri que dor de amor podia até matar, pois várias vezes me senti morta longe de German. A vida

parecia sem brilho, sem sentido. Morna. Nada me despertava. Mas eu continuava.

O pior eram as lembranças. Ao mesmo tempo que serviam como companheiras, me

atormentavam pelo que eu não teria mais. O sorriso de German parecia encravado na minha mente. Seu

cheiro impregnado em minhas narinas. Tudo dele circulava o tempo todo dentro de mim. Quase podia

sentir a textura do seu cabelo. Ou o modo sensual que me olhava, com aquelas pálpebras meio

pesadas, como se quisesse me devorar inteira.

Na rua, eu olhava outros homens e não achava graça em nenhum. Perto de German, pareciam

garotos apagados. Comecei a ter certeza que nunca mais conseguiria me relacionar com ninguém,

mesmo depois que o tempo passasse. Passei a vida inteira esperando aquele amor e foi muito mais

intenso e profundo do que imaginei. German tinha tomado conta de mim. Mesmo decidida a ficar longe,

eu era dele.

Tente esquecer se possível

Os dias e as noites que a gente viveu

Tente esquecer que fiz parte

Das coisas marcantes que a vida lhe deu

Tente esquecer tantas noites passadas

Seu corpo em meus braços, palavras marcadas

Os beijos molhados de pranto e de riso

De tudo que fomos nós dois.

German

Eu cheguei ao clube disposto a jogar. Depois de dias e dias sem transar, desde a última vez

no carro com Angie, e também de passar cada segundo do meu dia pensando nela, resolvi mudar a

situação e seguir em frente. Com quem eu era e do que gostava de fazer. O quanto antes eu me desse

conta disso, afastaria aquela tentação que me perturbava como um fantasma.

Era sábado, noite em que Fernanda sempre estava lá. Sentada no bar conversava com um

amigo, enquanto sua escrava Adriana ficava ajoelhada a seus pés, nua e cativa, esperando-a.

Falavam animadamente de algo, quando me viu. Não nos falávamos há um bom tempo e seu rosto se

iluminou, abrindo-se num sorriso.

– German! Que surpresa!

– Oi, Nanda. – Beijei seu rosto. Cumprimentei Bruno com um aperto de mão, trocamos

palavras simpáticas e olhei em volta, vendo vários conhecidos. – Está bem cheio hoje.

– É, temos vários visitantes novos. A maioria de turistas. Que esperam ansiosamente boas

sessões na masmorra. – Seu olhar me avaliou. – Se estiver disposto, podemos dar um showzinho.

– Eu estou. – Nanda sorriu amplamente. Eu me sentia angustiado, preso, precisando de um

alívio, um controle para minhas emoções tumultuadas. – Agora.

– Você manda. – Levantou-se automaticamente e na mesma hora Adriana se pôs de pé atrás

dela, submissa, pronta a segui-la. – Bom, Bruno, depois continuamos nossa conversa tão agradável.

Me deu o braço e seguimos em direção à masmorra.

– Nem acredito que está de volta. Senti sua falta.

Não falei nada. Nanda continuou:

– Tem alguma preferência para hoje, meu querido?

– Não.

– Vou buscar seu chicote e suas coisas em minha sala e já volto. Enquanto isso, Adriana

ficará a sua disposição. – Beijou-me de leve os lábios e afastou-se.

Entrei na masmorra, onde pessoas começavam a circular, mas nenhuma sessão tinha se

iniciado. Adriana me seguia de cabeça baixa. Quando parei perto do cavalo de pau, ela caiu de

joelhos aos meus pés e beijou meus sapatos. Observei-a quieto, pensando há quanto tempo não

participava daquele mundo que fez parte de mim por toda a vida.

Ergueu os olhos para mim, sorriu e baixou-os, aguardando minhas ordens. Um vulcão parecia

prestes a entrar em erupção no meu interior. Não entendi como pude me controlar por tanto tempo.

Mas agora estava de volta.

Acariciei seu cabelo macio e escuro e por um momento lembrei do cabelo de Angie, mas seu

cabelo era mais cheio, com mais brilho. Parecia se envolver em meus dedos como se tivessem vida.

Decidido, afastei-a da mente e ordenei à Adriana:

– Levante-se. Deite de bruços no cavalo.

A moça obedeceu na hora. O cavalo de madeira parecia um daqueles que os ginastas usam,

com quatro pés. No meio, uma pequena prancha acolchoada. Depois que deitou, ficou preparada

perto das algemas nos pulsos e tornozelos.

Dobrei as mangas da minha camisa preta com calma. Pessoas se aproximavam para observar,

sentavam-se nos sofás em volta, bebiam. Ao fundo tocava uma música pesada, murmúrios de fundo.

Concentrei-me, necessitando daquilo, sentindo-me em meu ambiente. Ali ninguém me julgava ou se

horrorizava. Eu era livre.

Prendi seus tornozelos e pulsos aos pés de madeira. Fitei seu belo corpo nu, a bunda redonda

exposta para mim. Já tinha jogado com Adriana várias vezes, no clube e na casa de Fernanda. Sabia

do que gostava e o quanto aguentava. Era uma submissa completa.

Naquele momento Fernanda voltou. Usava um robe preto e curto, nua por baixo. Os sapatos

de salto altíssimos a deixavam quase da minha altura. Estava linda, carregando a caixa com nossos

objetos, sorrindo. Eu sentia sua excitação à distância. Depositou-a em uma mesa ao lado e abriu-a,

comentando jocosamente:

– Sirva-se à vontade.

Não vacilei. Peguei a palmatória de borracha preta, cheia de furinhos. Voltei para trás de

Adriana. Enquanto isso, Fernanda foi para a frente dela, ergueu seu rosto e fez com que a olhasse.

Sorriu, acariciando sua face. Segurei a palmatória com firmeza e bati forte na bunda gordinha.

Adriana gemeu, mas não gritou. Era adestrada demais para isso. Na mesma hora contou:

– Um. Obrigada, Senhor. – Mais uma. – Dois, obrigada, Senhor.

O sangue latejou em minha veia. A calma veio na mesma hora. Ali eu sabia o meu lugar e a sensação de segurança me confortou. Assumi de vez meu papel de dominador, aquilo que eu fazia a

vida inteira e que já era parte de mim. Bati com firmeza, várias vezes, até a moça ficar com a bunda

completamente vermelha. Fiquei satisfeito ao sentir o desejo pesado que me consumia. Deixei a

palmatória de lado e acariciei a pele quente. Abri e deslizei meu dedo em seu ânus e vagina. Estava

toda molhada.

– Boa menina. – Murmurou Fernanda e beijou-a nos lábios. Então foi até a caixa, tirou o robe

e ficou completamente nua. Tinha o corpo esguio, enxuto, seios fartos e bicudos. Se cuidava muito

bem. Era lindíssima. Prendeu na cintura um cinto preto com um pênis de borracha vermelho

pendurado e foi para trás de sua escrava. – Vou te dar uma boa recompensa.

Abri minha calça, pus o pênis duro para fora. Segurei os cabelos escuros, ergui sua cabeça e

ordenei:

– Chupe.

Na mesma hora abriu os lábios, ansiosa. Era experiente demais naquilo e me tomou todo,

mesmo sendo grande e grosso. Deslizei até o fundo de sua garganta e trabalhou meu pau com perícia,

deixando-o ainda mais inchado, acomodando-o por inteiro. E passou a chupar deliciosamente.

Pensei em Angie, que era inexperiente naquele quesito e começava a se acostumar aos poucos

em me ter todo dentro de sua boca. Mas sua inexperiência me excitava além da conta, por que eu via

seu prazer em me chupar, seu jeitinho próprio, se entregando toda, a boquinha sempre úmida e macia.

Fiquei ainda mais duro ao pensar naquilo e mais uma vez a afastei da mente, irritado. Segurei a

cabeça de Adriana e comi sua boca ferozmente, até fazê-la babar meu membro inteiro, escorrendo

por seu queixo.

Observei Fernanda, que penetrava sua escrava na vagina por trás com o pênis de borracha,

uma expressão de deleite no rosto. Fitou-me nos olhos e sorriu e eu podia sentir sua satisfação por

estarmos ali, fazendo o que tínhamos feito desde que nos conhecemos.

Mais de uma vez pensei que Nanda era perfeita para mim. A única mulher que eu ficaria para

o resto da vida, pois era minha amiga, era como eu. Só que agora, tendo Angie preenchendo tanto

minha mente, percebia que meus sentimentos eram diferentes por cada uma. E tive certeza que minha

amiga nem chegava perto do que Angie despertava em mim.

Merda! De novo! Meu pensamento teimava em voltar sempre para ela, como um disco

furado. O desejo em meu corpo naquele momento parecia incompleto. Faltava alguma coisa. O que

só me deixava mais nervoso.

Deixei Adriana e fui até Fernanda. Enquanto ela penetrava sua escrava, segurei seu cabelo e

beijei sua boca. Retribuiu na hora, naquele seu modo quente e intenso de beijar. Segurei sua nuca

firmemente e belisquei o mamilo dolorosamente, do modo que gostava. Na mesma hora agarrou meu

pau e me masturbou.

Notas finais
@WorldOfAlonsoBr @Violeteros_BR beijos Mari