Cuando te vi
61 Como controlar
Notas iniciais
Boa leitura!
Como German não percebia quem era aquela mulher? Para quem fugia tanto de relacionamentos,
até que estava há muitos anos com ela. E isso era o que mais me magoava. Saber que devia amá-lamesmo, de verdade.Assuntos banais rolaram na mesa. Tentei participar, mas não me ocorreu nada para dizer.German também estava calado e por duas vezes nossos olhares se encontraram. Logo os desviei, mas foio suficiente para perceber que também não estava à vontade. E sentia que não tirava sua atenção decima de mim.Talvez tivesse medo que eu fizesse algo que entregasse que fomos amantes. Na certa nãoqueria que Vítor descobrisse, mesmo ele estando agora com Paola. Senti-me agoniada, louca parasair correndo dali.Caio tentou puxar assunto, charmoso e envolvente, mas fui educada. Quando começou a tocaruma música lenta,me chamou para dançar, mas recusei, dizendo que estava cansada demais. Naverdade, estava agoniada, nervosa, esbarrando toda hora no olhar penetrante e duro de German. Parapiorar tudo, o desejo me arrebatava. Todo meu corpo reagia. Imagens de seu corpo nu devorando omeu, do seu modo de me beijar e tocar, deixavam-me trêmula. Era uma verdadeira tortura.Fernanda deu uma gargalhada de algo que Vítor dissera, mas sentia sua atenção em mimtambém. Que vontade de mandar aquela loira venenosa para aquele lugar! Mas nada, nem o assuntona mesa, nem os charmes de Caio, ou o controle de Fernanda conseguiram impedir que aquelaenergia entre mim e German se ampliasse. Éramos ao mais calados. E enquanto eu tentava à todo custonão fitá-lo, sentia sua atenção concentrada em mim. Era perturbador. Nem respirar conseguia direito.– German, que houve, cara? Tá sério! – Disse Vítor, depois que pedimos os petiscos.– Nada. – Foi tudo o que disse, realmente sério.– Está cansado. – Disse Fernanda em seu lugar, pondo a mão sobre a dele na mesa, ao lado deonde German tinha deixado suas chaves e seu celular. Olhei as mãos unidas, roendo-me de ciúme. –Tem trabalhado demais naquele hospital.– Meu primo sempre foi assim, viciado no trabalho. – Sorriu Vítor.Enquanto falavam sobre o assunto, meu olhar voltou sem querer para German, como se uma forçame puxasse para ele. Não piscava, fitando-me fixamente. Por um momento, não me desviei. Anecessidade de ao menos devorar sua aparência me consumiu, enquanto sentimentos avassaladoresme varriam por dentro.Foi tanto naquele olhar! O mundo acabou. Não sei se alguém falou comigo ou com ele.Estávamos concentrados um no outro e me dei conta que não era só eu ali abalada. German tambémsentia. A atração forte e intensa era recíproca. Fiquei sem ar, sem chão. Assustei-me quando selevantou de repente e veio na minha direção.– Dance comigo, Angie. – Sua voz era baixa e dura. Fiquei sem reação, com o coraçãodisparado. Nem tive tempo de pensar. German já segurava minha mão e me levava para a pista, em umlocal entre as pessoas, longe da vista dos outros.Quando me olhou e me abraçou, sua mão se fechando sobre minha nuca e a outra espalmadaem minhas costas, tremores incontroláveis percorreram meu corpo, que incendiou na hora. Fiqueisem ar e sem voz. Tive que me segurar em seus ombros para não cair, não vacilar. O simples contatocom sua pele trouxe-me lembranças de nós dois como uma avalanche.– Você está saindo com Caio? – Exigiu saber, mal controlando sua raiva.Respirei fundo, tentando coordenar os pensamentos. Para isso me concentrei na música, queera uma que eu adorava, de Brian McKinight com Ivete Sangalo, lenta e romântica. Somente entãoconsegui recuperar um pouco a voz.– Isso te importa? – Devolvi, enquanto nos movíamos ao som da música, nossos rostos bempróximos, nossos corpos se roçando. Tentei ser fria, mas minha voz saiu trêmula. – Pelo que vejo,está bem acompanhado.– Angie, não me provoque. Responda.– Não te devo satisfações. – Me irritei. – Não somos nada um do outro.– Está transando com ele? – Seus olhos ardiam. Sua mão apertou minha nuca, trazendo-memais para perto. Arfei, mordi o lábio. Murmurei:– Isso ... é problema meu.– Porra. – Parecia fora de si. Então me trouxe até que colava meu corpo ao seu e fui inebriadapelo cheiro delicioso de sua pele e o contato contra seus músculos e ângulos. Fechei os olhos, minhaboca tão perto de seu pescoço que minha vontade era de mordê-lo. Segurei-o firme.German me fez sentir sua ereção contra a barriga, completamente duro e pronto. Perdi o ar. Fuiatacada por um desejo ensurdecedor e o abracei mais, pois as pernas tinham virado gelatina. Germanaspirou forte perto da minha orelha e lembrei das vezes que disse que amava meu cheiro de morango.A mão espalmada deslizou até o fim das costas.Meu corpo todo palpitava, ardia, se excitava. Minha calcinha ficou completamente molhada.Minha pele sensível, arrepiada. Fechei os olhos, buscando desesperadamente algo para me
reequilibrar. Concentrei-me na letra da música e isso só piorou. Parecia feita para descrever comoeu me sentia, o que só me deixava ainda mais abalada.– Responda, Angie. Você transou com Caio? – Era impressão minha ou havia agonia em suavoz. Em meio a todo desejo, senti o ciúme também me corroer e devolvi na mesma moeda:– E você, transou com Fernanda? Ah, que pergunta besta! Claro que sim. Então, com quedireito quer se meter em minha vida?German imobilizou minha cabeça pela nuca e me fez olhá-lo, consumindo-me com seu olhar azulpenetrante, intenso, irritado.– Sim ou não?– Não é da sua conta.Respirou fundo. Por um momento, achei que ia me beijar. Então, só me largou, dando umpasso para trás. Podia ver que estava nervoso e me arrependi por provocá-lo. Mas só em ter essepoder, enchi-me de esperanças. German se importava. Podia jurar que estava com ciúmes.– Vamos voltar, antes que eu faça uma besteira aqui.E passou por mim segurando minha mão, me levando com ele.Quando chegamos à mesa, senti alguns olhares sobre mim, mas não encarei ninguém. Pegueiminha bolsa e murmurei que ia ao banheiro.Somente quando me tranquei dentro do reservado com vaso sanitário é que soltei o ar dospulmões bruscamente, muito abalada, nervosa, excitada. Como poderia aguentar o resto da noitedaquele jeito? Afinal de contas, o que estava havendo? German nem disfarçava que me devorava com osolhos e agora, quase tinha me agarrado na pista de dança, parecendo enciumado.Senti raiva e alegria. Raiva por que não tinha esse direito, se estava ali com Fernanda. Ealegria pois não era imune a mim. Estava tão abalado quanto eu.Naquele momento, meu celular começou a tocar. Era um número desconhecido. Atendi e umavoz feminina baixa e rouca murmurou:– Presentinho pra você. Veja. – E desligou.Franzi o cenho, sem entender nada. Mas logo ouvi o sinal de mensagem recebida. Curiosa, vique era um vídeo que tinha sido enviado para mim. Abri-o e fiquei imobilizada pelo que vi.Era German no clube, jogando com uma moça morena e com Fernanda. Primeiro ele espancava abunda da moça com uma palmatória, sua expressão fechada, concentrada, dominante. Não era comofez comigo, controlado. Batia pra valer, deixando-a toda vermelha. Depois parava, ia para a frentedela, que o chupava. Fernanda nua, com um pênis grande e de silicone vermelho pendurado em umcinto, ia penetrar a mulher por trás.Encostada na porta, não consegui tirar os olhos daquele sexo seco e duro, doloroso. Vi tudo oque fizeram, como ele as usou e bateu nelas com um cano, chicote, como as amarrou e fodeu. Tudo demaneira bruta. As duas gozavam e pediam mais, mas eu podia ver as marcas em seus corpos, a dorjunto com o prazer. Era tudo bem diferente das vezes que jogou comigo. Então entendi que, apesar deter ficado assustada com sua dominação, German havia se controlado das vezes que jogou comigo.Aquele ali era ele livre, como uma fera.
Notas finais
@WorldOfAlonsoBr @Violeteros_BR beijos Mari
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