Crônicas dos Generais da Morte : Cinco Espécies
1 A Guerra de Lyrin
Notas iniciais
No Universo, em um lugar curioso, com uma espécie dominante curiosa, uns odiando aos outros, uns amando aos outros. Neste lugar complicado que possui coisas complicadas, neste lugar tão típico, as cores estão vivendo uma vida sofrida, e, mesmo estando em lugares diferentes, estão dividindo os mesmos sentimentos de medo, dor e culpa. Estes sentimentos estão tão grandes dentro de si, que é como se a cor deles representassem tais.
Violeta ardente está no meio das pessoas doentes que ama em uma sala de hospital, verde-água está dirigindo furioso em uma estrada deserta, rosa está traumatizado com um acontecimento recente, prata está tocando a sua última música, dourado está se estressando com as pessoas ao seu redor que só colocam mais pressão nele, amarelo não consegue pensar em outra coisa além de um acontecimento horroroso que mudou sua vida a um tempo, vermelho está prestes a matar seu agressor e o laranja está tentando impedir que a laranja se mate.
O tempo congela.
O som do violino para de sair, os pássaros param no ar, a correnteza não se meche, a fumaça ao ser tocada parece pedra, os carros param no sinal verde. Silencio. Os únicos que não estão no mesmo estado são as cores, estão sem saber o que fazer, assustadas, perguntam pelas pessoas mas elas não respondem, olham pela janela ou em sua volta e não entendem nada. De repente, um ser escarlate maravilhosamente lindo aparece em sua frente. Seu brilho é incrível e, eles, sem hesitar se aproximam da criatura em meio ao acontecimento sobrenatural, e, ao tocá-la...
Eles estão dentro de um tipo de ponto brilhante, ficam nus, desmaiam dentro da coisa e a borboleta some, as luzes sobem e saem da Terra, do sistema solar e da Via Láctea.
Viajam pelo universo, passando por 3 galáxias para chegar a um certo planeta. Os pontos brilhantes aonde eles estão "guardados" está produzindo um tipo de roupa para que eles sobrevivam a atmosfera do lugar, enquanto isso, vão passando por lugares de Arreay, Juntsbon e Detrylhan.
Enfim chegam na galáxia minúscula de Euky-Mikakein, lá está um único -E gigante (um pouco menor que Júpiter) -planeta iluminado pela anã-vermelha Ar33y. O planeta de Eukylepisbin. Não está na área habitável para os terráqueos, mas as roupas protetoras estão quase prontas.
Os pontos brilhantes tem de passar pelas 5 luas do planeta – Enna, Enni, Ennoy, Enne e Ennaê— para que as roupas protetoras ganhem os recursos necessários para protegerem eles. Os pontos dão 7 voltas em cada lua, e os habitantes delas, de certo modo, ficam extremamente felizes ao verem eles.
Quando pousam no planeta, em cima de plataformas de Jan, que ficam em frente a um trono colossal do mesmo tipo de pedra, os pontos de luz quebram, e eles caem de pé nas plataformas, o movimento das mãos dela faz com que o feitiço se cancele e coloca outro no lugar, eles acordam.
Os olhos se abrem e as cores que estavam representando-os é mostrada trêmula. Podem ter essas cores nos olhos que os fazem um pouco diferentes dos humanos, mas, ainda sim, são puramente pertencidos a esta espécie, e qualquer um ficaria desesperado com aquilo.
O ser tinha 25m de altura, estava sentado em seu trono de Jan, o seu corpo externo tinha a mesma estrutura de uma mulher humana e tinha pele branca – literalmente da cor branca, era mais que pálida aquela criatura. O seu vestido negro tinha babados com as imagens daquela borboleta sobrenatural, só que em cores diferentes, também tinham certas flores estranhas e "imagens" do universo, que de certo modo, se mexiam. Tinha um pouco mais da metade para baixo do cabelo roxa e o resto rosa Pink, sua boca era negra, tinha um tipo de cristal em sua testa e suas sobrancelhas eram cor-de-vinho, os seus olhos eram amarelos e pareciam os de um gato.
Se não dependesse do feitiço que o ser acabará de colocar, muitos já teriam tido um surto...mas eles só ficam encarando o ser, olhando o cenário aonde estão –no meio de um campo envolto por uma gigante mata colorida horrorosamente bela e perigosa- tentando digerir tudo aquilo.
—E-é um sonho...? –A primeira palavra no meio do ar de desespero é dita por Lindsay, a rosa — Um pesadelo...?
—Nenhum dos dois. –O ser diz. É uma voz suprema e maravilhosa, mas para uma criatura daquele tamanho, muito baixa, ela tinha deixado em tal altura para não assustá-los ainda mais- Bem vindos a Eukylepisbin, eu sou Mithica. A Senhora do Universo, conhecida mais pela Senhora Morte, a que traz o fim necessário a todo corpo vivo.
—E-Eh...? –a pequena Daray, a vermelha- Você...não é possível que seja o que falou... nem o que está acontecendo...
—Você nem é humana...isso é impossível. – Alan, o verde-água, deve ter sido o primeiro a conseguir deixar sua mente sana- Não tem como isso ser alguma coisa além de um sonho, ou pesadelo...
—Vamos ver se isso os ajuda...-Ela faz um movimento com a mãos fazendo com que borboletas azuis apareçam e vão em direção a eles- a eliminar a possibilidade da mente de você que isto é um sonho, ou pesadelo.
Ao mesmo tempo em que a borboleta toca eles, o feitiço que os faziam não ter um surto se cancela...eles se contorcem, gritam, se desesperam mais ainda e gritam ainda mais auto. Dava agonia, pareciam ter levado tiros no corpo, mas principalmente no estomago , sentiam o ácido estomacal se espalhando por todo o seu corpo, as partes corpo que foram “baleadas” pareciam estar se desintegrando, gritos e mais gritos, mais contorções e chamadas por seus familiares, que nem ali estavam, sentiam que estavam abrindo os seus corpos, esparramando óleo dentro dele e tacando fogo, fecham o corpo desajeitadamente e as cicatrizes ficam doloridas, tão doloridas que tem vontade arrancar todos os seus dentes e usar os caninos para furar o seu pescoço e se matar. A sensação era real o suficiente para terem noção de que aquilo não era um sonho ou pesadelo, não tinha outro jeito de fazer isso, Mithica estava com pressa.
—Já se conformaram? – ela pergunta depois do feitiço acabar.
—Sim. — Alan, Lindsay, Brian o dourado, Rachel a prateada, Heine a laranja e Bogi o amarelo.
Jonii o laranja, demora um pouco, mas dá a mesma resposta que a irmã e o resto. Daray fala um sim soluçado e Kotori, a violeta ardente...
—N-não...é simplesmente...-Mithica levanta a mão para fazer novamente o movimento da borboleta azul.
—Ei, espera...-Jonii está na plataforma ao lado esquerdo da garota- É melhor você se conformar logo...se outra borboleta tocar de novo em você, acredito que possa ser bem pior do que agora a pouco...
—Exatamente. –Diz Mithica. Ela não tem tempo a perder.
—S-sim...-Finalmente ela se conforma.
—Ótimo. Muito obrigada, Harunoyo Kotori. –Mithica está satisfeita e triste ao mesmo tempo por ter feito aquilo, mas o sentimento não pode agir por muito tempo, ela tem que explicar perfeitamente a situação agora.
—O que você disse...sabe o nome dela? –Pergunta Heine.
—Obviamente, Heine Kungligher.
—Sabe o nome de todos nós, né? –Brian- Antes você mencionou ser “A Senhora do Universo”, e também deve ter mandado aquela Borboleta escarlate e essa azul de agora a pouco, com certeza deve ter poder suficiente ou algo do tipo para saber de nossos nomes.
—Sim, mas não tanto poder quanto você acha.
—Por que não tanto? –Bogi
— “Por que “...devem todos estarem se perguntado isso agora. O Porquê de tudo isso...
—Então fale logo. Ou mais dúvida se acumulará e você vai ter que usar aquela borboleta azul de novo...-Diz Rachel friamente, mas com razão.
—Não fale uma coisa dessas...-Jonii
—Vou lhes contar a história da guerra que fez com que eu trouxesse vocês aqui...
“Há 500 anos atrás em tempos terráqueos, houve uma guerra no mundo de Eukylepisbin, A guerra de Lyrin.
A Senhora Morte era auxiliada por seus 9 Generais: Ibyai, Bartyo, Lon, Prynn, Vywa, Hycka, Yanés, Diyna e Fythwyn, que, pela sua aparência, podem ser considerados humanóides.
Viviam uma vida ‘tranquila’. Os generais que valiam por mais de 1 bilhão de guerreiros terráqueos iam a locais do universo para guerrear e eliminar as criaturas que vinham do vazio, as ‘Criaturas que não foram criadas por Euky’ ou ‘Criaturas Impuras’.
A lua Enne, que fornece uma força vital as plantas de Eukylepisbin, estava fraca, e Mithica teria de ficar um tempo nela para ajudar em sua regeneração espiritual – a lua iria aperfeiçoar o seu poder pela 7° e última vez, assim tendo um tipo de força onipotente para distribuir as plantas- mas Mithica não poderia abandonar o castelo de Lyrin, não agora.
Um número assustador de ‘Criaturas Impuras’ havia saído do vazio, eram tantas que todos os generais teriam de ir guerrear, e uma criatura com pelo menos o mesmo tipo de poder de Mithica teria de ficar sentado no trono do castelo, para que, caso os generais se machucassem, pudessem se regenerar com o poder que estava sendo enviado de Lyrin e continuar lutando.
Foi quando Mithica tomou a decisão perigosa de criar Eumyddidoll—que ganhou o apelido de Eumy— a criatura era como uma filha ou irmã da Senhora e tinha o mesmo tipo de poder, não se sabia a sua força, mas não era muito importante no momento, o mesmo tipo de poder era a única coisa que precisava. Tinha 22,5m de altura, estrutura do corpo externo parecido com a de uma mulher humanoide, cabelos curtos da cor lilás, pele vermelha escura e olhos rosas que pareciam os de um gato. Usava um simples vestido cinza com babados até os tornozelos.
Assim que os Zoyés, os lobos metade fantasma que habitam Enne, evacuam para Eukylepisbin, Mithica vai a lua e se conecta espiritualmente com ela. Eumy foi deixada em Lyrin, não demonstra outra coisa além de gentileza apesar de não falar muito, Mithica prometeu a ela que iriam passar um tempo juntas assim que a guerra e a regeneração de Enne acabassem, ela poderia ser criada simplesmente para ficar em Lyrin durante os acontecimentos, mas deve ser tratada como se fosse uma criança que precisa de amor e carinho, já que praticamente acabou de nascer.
Os generais foram para a guerra e a regeneração de Enne estava indo bem, mas, algo estranho aconteceu... Prynn foi para Enne desesperada.
—Minha Senhora! Minha Senhora! – gritou ela no salão da Caverna Androo, aonde Mithica estava – Se-senhora!
— Prynn!? O que faz aqui? –Diz ela, não se mexendo muito da cadeira de pedra, o que a conectava a Enne. – é impossível que a guerra já tenha acabado!
—As criaturas...minha senhora...elas estão...sendo lideradas...
—Lideradas?
—Por Eumy, minha senhora... Eumy está liderando as Criaturas Impuras!
—Não... Explique... explique-me- ela quase faz um movimento brusco na cadeira- me explique melhor!
—Nós estávamos lutando, já tínhamos eliminado um número imenso das criaturas...foi quando Vywa foi atingida pelo golpe de uma delas... mas ela...ela não se regenerou, morreu ali mesmo. Foi quando percebemos que havia algo de errado... e de repente, todas as criaturas ficaram com um escudo em volta de seu corpo que não permitiam nós os atacarmos, e foram numa velocidade extraordinária para...
—Para onde, Prynn !?
—Eles estão aqui, minha senhora! Eles não estão em nenhuma das luas... eles só... eles invadiram Eukylepisbin! Os generais restantes estão lutando contra- Pryyn cai no chão da caverna. – S-senhora... você irá conseguir salvar... tudo...
—Prynn!? Prynn!? – Mithica faz um clone de si, que tem toda a sua energia espiritual, para que ele agora assuma a regeneração de Enne, ela vê a sua General morta no chão de Androo, ela tinha um ferimento no tórax tão profundo que mostrava os seus órgãos internos, tinha perdido seu olho esquerdo e seu braço direito. – Não... Não! Maldição!!
Mithica sai de Enne e vai para o pátio em frente a Lyrin, na sua forma de 2,50m. Lá, os generais ainda vivos: Ibyai, Bartyo, Lon, Hycka, Diyna e Fythwyn estavam seriamente feridos e lutando contra as criaturas. Yanés tinha acabado de ser morto assim que ela pisou no pátio.
Mithica, furiosa por ver mais um de seus Generais mortos, solta um enxame de borboletas cinzas nas Criaturas e mais da metade delas cai morta no chão e o resto desmaia.
—Minha Senhora! – os generais restantes gritam em coro.
—Onde está Eumy? – pergunta ela furiosa.
—E-em- Lon é interrompida por Lynrio.
— Ela está em Lyrin, Mithica. Ela está roubando todo o poder do castelo. – Diz a tartaruga com barba, é um sábio que carrega um oráculo, ele é o único que pode lê-lo detalhadamente.
— Lynrio-
— Você sabe muito bem Mithica, você sabe que não pode criar uma coisa no meio de uma invasão de Impurezas sem a criar por algumas horas com amor e carinho, eu sei que você só queria fazer o seu dever, mas... Como vai derrotá-la?
— Borboletas Vio-
— Você a faria se desintegrar, mas mesmo assim ela se regeneraria e ficaria mais forte do que já é, algumas de suas borboletas não estão tão fortes e os seus efeitos não serão absolutos no oponente. Ela também pode absorver os seus poderes, Mithica. –ele sabe do clone e suas consequências graças ao oráculo.
—O que o oráculo...
— ‘Perderás a maioria do teu poder e todos os teus Generais, a luz de esperança que tem é tão mínima que dá pena, a não ser que conseguires fazer com que Euky se torne outro ser material ou de carne, não irá vencer esta guerra, pois aquela não pode interferir. O futuro é todo o oposto.’
—Não...
— M-minha Senhora...? –chama Hycka, o general está tendo uma séria hemorragia interna, mas não fala nada.
—Sim?
— ‘O futuro é todo o oposto’ ... não pode significar...que talvez nós vamos conseguir vencê-la só...
— Obviamente, mas... Se não resolvermos isso agora, Eumy pode...
— Talvez... se resolvermos isto ‘incompletamente’ agora, e fazer com que Eumy fuja para outro lugar no universo aonde ela pensariam em um jeito de atacar melhor...
— Isso só não pioraria as coisas? – pergunta Bartyo, que mesmo sem metade do braço esquerdo e sem a orelha luta magnificamente.
— Não... se nós dermos um jeito de atacá-la de modo que ela precise de anos para desenvolver outro poder regenerativo e se curar e também achar um planeta aonde ela possa ficar na atmosfera, levariam quase 600 ‘anos protegidos’. – Diz Ibyai, a perna direita levou um corte profundo.
— Por que se referiu a....? –pergunta Mithica, e Ibyai dá um sorriso de lado com cabeça baixa.
— Minha Senhora, está mais que óbvio, até o oráculo diz... – Diyna, que está toda ralada e com 3 dedos arrancados, se refere a morte dos Generais. – Mas... acredito que depois de tudo, você terá poder o suficiente para fazer nós nos reencarnarmos, apesar de que ficará bem esgotada de poder...
— Pode nos reencarnar em corpos que estão para surgir em algum planeta da ‘área protegida’. -Fythwyn, que perdeu a mão esquerda.
Mithica tem que aceitar o fato, todos aqueles que a ajudaram e foram seus amigos em sua vida morreriam por sua culpa, mas o vento, aquele puro vento de Eukylepisbin, o vento que dizem que é aonde Euky se concentra mais... sopra os seus cabelos como se fosse uma mãe abraçando o filho para ele parar de chorar.
— Fythwyn, Diyna, Hycka e Lon. Abram caminho para mim, Ibyai e Bartyo. Vamos para Lyrin e deixar Eumy machucada o máximo possível.
— Minha Senhora... – diz Hycka, de joelhos – acho que vai ter.... Que me tirar da lista... – Ele cai... e morre.
Todos hesitam chorar, Fythwyn, Diyna e Lon começam a abrir caminho até o castelo. Enquanto Mithica se locomove flutuando nas borboletas transparentes com Ibyai e Bartyo, tem ao mesmo tempo que desviar das chamas de Fythwyn e Diyna e dos espinhos negros de Lon, que vão cremando e matando dolorosamente as criaturas que começam a se levantar, sangue e cinzas cobriam o pátio do castelo como se fossem grama. Eles entram no castelo, e antes das portas fecharem conseguiram escutar o grito de Lon, se dirigem a sala do trono, aonde Eumyddidoll está sentada em sua forma de 2,30m absorvendo o poder de Lyrin.
— Oh...? Chegou mais rápido do que eu pensei... ‘irmã’.
— Por que...?
— E pensar que eu iria acreditar naquela sua promessa... digamos que, eu fui visitada por 3 Criaturas sábias, elas ‘iluminaram’ o meu caminho. Agora estou fazendo a coisa necessária para proteger o Universo da forma certa.
— Forma Certa!? – exclama Mithica. Bartyo cerra os dentes e quase ataca Eumy sem pensar, Mas Ibyai consegue impedir. – Está fazendo a coisa mais- Eumy a atrapalha.
— Não, irmã. Você estando contra mim que a deixa no lugar de desinteligente. Mas, infelizmente, eu não posso confiar em você para vir ao meu lado.
— Sejam lá quem são essas “3 Criaturas sábias”, colocaram merda o suficiente na sua cabeça. – Bartyo ainda está sendo segurado por Ibyai.
— Não vamos ser ignorantes aqui...- Eumy se levanta do trono. – Eu já tirei toda a força de Lyrin, o castelo logo irá desabar...
— Como pode ter sugado o poder tão rápido!? – pergunta Ibyai.
— Eu posso ter nascido um pouco fraca, mas minha habilidade de sugar o poder das coisas está em um nível inexplicável.
— Preparem-se. –Diz Mithica para os últimos generais.
—Oh, vocês dois querem mesmo lutar contra mim? Eu acho que posso oferecer a vocês a honra de me acompanhar na minha jornada...
—QUE SE FODA A SUA JORNADA! – Bartyo avança em direção a Eumy e invoca Lanmistein, uma de suas suas espadas que conseguem cortar planetas ao meio. Faz um corte em uma forma triangular que vai voando a Eumy, mas ela simplesmente o toca e ele vira cinzas, não leva nem um arranhão. Ibyai saca Miko, um arco de ouro, e tira de seu estojo de flechas abençoadas e amaldiçoadas, uma flecha negra com um desenho de aranha, mira bem no olho de Eumy e atira, mas ela simplesmente segura a flecha sem nenhum problema, uma mancha negra começa a sair da flecha e pintar toda a mão dela, ela solta a flecha, que explode na altura de seu quadril. O ácido que sai da explosão queima a sua pele causando uma dor agonizante. A mancha negra que chegou até o seu pulso viram pequenas aranhas que substituem a mão dela, elas mordem o restante de seu braço o que a faz cuspir sangue e se sentir pesada. Mithica aproveita para lançar facas em cima de Eumy enquanto ela está sobre o efeito do último ataque, mas ela consegue fazer um tipo de vento que faz as facas caírem no chão e só uma a acertar, atravessa a sua perna e a faz gritar, em seguida ela estala os dedos e um tipo de arco com escritas estranhas se ergue acima deles e solta uma chuva de cristais em chamas. Ao caírem no chão, os cristais provocam explosões em que os três tem de que se prenderem no chão para não voarem longe, Bartyo se protege cortando os cristais e tentando arremessar alguns em Eumy, ela as vezes sofre com os ataques mas na maioria consegue desviar, Ibyai com seus ótimos reflexos consegue desviar perfeitamente e tenta achar um jeito de atirar outra flecha em Eumy, mas nunca dá certo, é como se os cristais fossem calculados para caírem de forma que a atrapalhe, Mithica faz um escudo em volta de si de forma que qualquer cristal que toque nela se desintegre. Bartyo calcula um ataque, mas isso custará sua vida, ele sabe que Mithica criou um clone espiritual para se conectar a Enne e que não pode criar um escudo igual ao dela para um de seus generais, pois precisaria se conectar com o poder da alma dos mesmos para criá-lo, ele olha para Ibyai, a General que sobraria para lançar o último ataque contra Eumy e proteger Mithica. Em seguida faz um corte que passa por um tanto de cristais e ganha o mesmo tipo de poder destrutivo deles, os cortes se multiplicam e atingem as costas e pernas de Eumy gerando uma explosão imensa que a faz cair, durante isso 5 cristais caem em Bartyo e o despedaçam. O arco de Eumy se quebra, Ibyai, que assistiu à cena horrorosa de Bartyo sendo despedaçado, prepara uma flecha negra com um desenho de corvo, mira de novo no olho de Eumy, que está tentando se levantar, e atira, ela produz o mesmo vento do ataque das facas mas isso só faz com que a flecha vá para o seu ombro, atinge ele e explode em um monte de corvos que começam a mordê-la, os bicos deles são afiados e longos fazendo com que arranquem a carne dela com facilidade, além da saliva cozinhar a sua pele. Ela faz espinhos surgirem e furarem o coração dos corvos, mas assim que abre os olhos, um enxame de borboletas verdes está a sua volta e vão para cima dela a deixando tonta e sem saber o que fazer, um buraco se abre em meio as borboletas e ela avista Mithica, lança 3 facões invisíveis em direção a ela, mas Ibyai pula na frente de sua senhora, acabando por ser atingida no meio do estômago, em sua costela direita e no coração. Mithica a pega e coloca em seus braços.
— Boa sorte... Minha Senhora. – Ela dá seu último sorriso, e não existe mais vida naquele corpo. Mithica levanta e Eumyddidoll não está mais lá, ela saiu de Eukylepisbin e da galáxia aonde o planeta se encontra, Mithica não tem poder o suficiente para detectá-la além disso.
Lyrin começa a tremer, Mithica faz os corpos de Ibyai e Bartyo flutuarem até o pátio e em seguida faz a mesma coisa com os corpos de Fythwyn, Diyna e Lon. Vai a uma vila deserta aonde Lynrio já está com os corpos de Prynn, Yanés, Hycka e o corpo de Vywa que tinha sido trazido pelos generais. Mithica coloca os outros corpos ali, assim como os outros, enfileirados, e se ajoelha no chão ao lado do senhor tartaruga.
— Eu sinto muito pela sua irmã, Sábio Lynrio.
— Tudo bem... o castelo era só uma parte dela, ela mesma já morreu a muito tempo...
— Sim... você vai ser afastado do planeta daqui a pouco, não vai?
— Sim, com a morte dos generais e o último pedaço de minha irmã sendo destruído, o feitiço que ela fez a milhares de anos para me manter na atmosfera de Eukylepisbin vai se quebrar.
— O quão longe o senhor vai ficar do planeta?
— Cerca de 521.236.458.246km, entre a galáxia de Bynnosdin e Tyhkyjin. Vou levar uma pedra de Jan junto, assim eu poderei assistir os acontecimentos daqui me conectando com o lugar original da pedra. Tome, o Oráculo. – Lynrio dá um pergaminho a Mithica. – Ele não irá lhe dar as coisas detalhadas, mas as necessárias e precisas. Você tem mais de trilhares de anos, mas ainda assim, o Oráculo de Asryan é muito complicado até para você. Boa sorte.
— Qual a probabilidade de outra espécie te achar?
— Pouca. Os seres naquela área ou ainda estão desenvolvendo uma forma de viajar pelo espaço ou não saem de seus planetas e galáxias por outros motivos. Até alguma outra espécie passar por aquele local, os ‘novos generais’ já serão fortes o suficiente para que eu possa pisar aqui de novo.
— ‘Novos generais’ ...
— Você vai conseguir se acostumar quando a hora chegar. Faça o feitiço que Asryan lhe aconselhar, assim você não perderá muito de seu poder que agora é limitado. – o clone espiritual criado para se conectar a Enne, assim que cumpriu a sua missão, deixou de existir. E assim o poder de Mithica, que era quase onipotente passou a ser limitado. – E também acalme os habitantes que, felizmente, não sofreram nada. – Ele sobe em uma pedra de Jan. – Até, Senhora do Universo, a Morte. Um dia poderá usar o poder de todas as suas borboletas novamente.
— Até, Sábio Lynrio, o Leitor de Asryan. Um dia pisará nesta terra novamente, com o último pedaço de sua querida irmã restaurado. – a pedra flutua, e, na velocidade da luz, sai dali e vai para outro lugar no universo.
Mithica em seguida abre o pergaminho, nele está escrito: ‘Após reencarnados em seres humanoides protegidos, devem dividir, ao mesmo tempo, o mesmo tipo sentimental, sendo ele triste, ou feliz.’ O aconselhamento previa o impossível. Como diferentes seres ficariam de repente no mesmo estado emocional? Se isto fosse possível, o quanto tempo levaria? Mas duvidar de um Oráculo, principalmente o de Asryan, era a mesma coisa que duvidar do instinto de sobrevivência de qualquer ser. Após descobrir o melhor feitiço a se usar, ela tira as almas dos Generais, que ainda estão em seus corpos, as junta, e as ‘atira’ em direção a um planeta do lugar protegido no universo, aonde possuem espécies da mesma aparência dos generais, a Terra. “
— E depois de 500 anos no tempo de vocês, sem que ficassem no mesmo estado emocional e reencarnados centenas de vezes, eu aguardei, e, finalmente, eu tenho o resultado do sacrifício. – diz Mithica, finalizando a história e olhando para os Generais que estavam sentados nas plataformas.
— Então... nós estamos aqui para “substituir” os seus falecidos... Generais. – afirma Lindsay.
— E se não quisermos? – as perguntas estavam nos lábios de todos, mas Kotori solta-a primeiro.
— Não substituir, e sim voltar aos seus postos. E o “instinto” que vocês tem graças as almas dos Generais, vai fazer com que vocês levem adiante o sim, pois é pra isso que nasceram. – responde Mithica.
— O que garante isso? – Alan se levanta – Aquele tal... “Oráculo” que você mencionou?
— Talvez. Ou simplesmente por que eu sei a força dessas almas.
— Só acho... bem, tenho certeza que você sabe que precisaremos de tempo pra responder isso. – afirma Bogi.
— Sim, mas... infelizmente não pode ser muito tempo. Suspeito que a nossa inimiga, Eumyddidoll, já começou a agir.
— Ei... você pode... ao menos explicar, o que aconteceu no nosso planeta? As pessoas de lá... não vão perceber...? –pergunta Daray, que já estava aflita mesmo tendo escutado a história com atenção.
— A Terra está congelada no momento. Não só ela mas como a sua Via Láctea inteira, não atrapalhará vocês em nada no modo de viver, ninguém irá percebê-los. E essas roupas que estão usando... – pela primeira vez eles reparam que não estão com as mesma roupas que estavam na Terra, todos estão usando camisetas e calças marrons. – elas fazem com que o tempo de Eukylepisbin não “faça parte de vocês”, faz com que ainda fiquem conectados ao tempo de seu planeta natal. Além de permitir que pisem na atmosfera do planeta e entendam a minha língua e a dos outros.
— Entendi...
— Enfim... quanto tempo você vai nos dar? – pergunta Brian.
— Uma semana no tempo de vocês.
— Corresponde a quanto tempo aqui? – Heine
— 3 dias e meio. Bem, — Mithica lança borboletas escarlates neles- Até. Que vocês consigam conversar com suas almas com êxito, e tomem a decisão mais racional. – Eles ficam dentro dos pontos de luz novamente, e voltam a Terra. Após 15 segundos, o tempo no planeta volta ao normal, e agora eles tem 7 dias para decidirem se vão ajudar Mithica a proteger o Universo, ou não.
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