Notas iniciais
(reflexão, resposta) 3 meses após os prazo, e finalmente aqui está. Como a minha inteligência age muito rápido, eu decidi separar esse capítulo em duas partes, porque ficou muito grande... um mês depois de ter postado.

Uma jovem, entre os seus 20 e 23 anos. Uma violinista famosa no New York, que, não encanta só por suas maravilhosas músicas e performances mas como também por sua beleza, tem médios cabelos loiros prateados e olhos da mesma cor, como se fossem uma cachoeira cinzenta. Ali não tinha ninguém, o velho e abandonado teatro de seu avô, Byakuren, ali era somente um lugar vazio e tranquilo. Rachel está em cima do palco, com seu primeiro violino e o arco segurados para baixo, como se ainda estivesse voltado completamente de Eukylepisbin. Quando finalmente volta a si, fica um pouco parada olhando para as cadeiras vazias e caindo aos pedaços, se dirige a ponta direita do palco, e atrás de um coxia rasgada pega um copo em cima de uma mesa e o taca por uma abertura na parede. Ela olha para o liquido envenenado que respingou no chão em sua jornada para um camarim “Não deveria simplesmente abandonar tudo...

Ela bate na porta do apartamento luxuoso, e uma mulher de cabelos californianos e olhos marrons que estão vermelhos e inchados a abre. Não tem nem a chance de exclamar o nome da garota e é envolta pelos seus braços, mas ela rejeita a ação confortante após 3 segundos.

–Aonde estava...?

Byakuran. Eu tentei me matar, tia Pan.... desculpe...

– Desde que você tenha visto que não é a melhor de resolver isto – Ela guia a sobrinha até o lindo sofá da sala de estar, desta vez ela que inicia a ação confortante e duradoura. – Você vai?

– “Mesmo com a morte trágica dos pais, Ela ainda se apresenta no grande evento do ano e faz homenagem aos entes queridos.”

– Boa em adivinhar o título das matérias, como sempre. Acho que seria uma ótima forma de mostrar todo o amor que teve e tem por eles através de suas maravilhosas músicas. – A Loira só reponde com um sorriso. – Mysis! – Um moreno aparece na sala de estar, aliviado pela volta da garota, mas vai imediatamente fazer o óbvio serviço que lhe seria ordenado. – Descanse nos 4 dias antes de apresentar...Rachy.

Nesses 4 dias, Rachel pensa em tudo, menos es sua apresentação ou na morte dos pais. Ou até mesmo na partitura perdida da música em que ela vai tocar para homenageá-los. Mas pouco importa aonde está tal partitura, “Vazio e cheio”, é a primeira música que ela criou, aos oito anos de idade, no mesmo ano em que ganhou seu primeiro violino, tocava isso o dia inteiro, a semana inteira, seus dedos um dia chegaram a sangrar, poderia toca-la enquanto pensa em outra coisa na frente da plateia. Baseou-a em toda a sua convivência com os pais, todo o amor que sentia por eles que mesmo aos oito anos, já era colossal. Já que não precisa se preocupar com isso, a sua cabeça só fica pensando em “Sim ou não? Sim ou não? Sim ou não...?” ela teria de escolher somente uma destas alternativas, não poderia ser “um tempo sim e depois não” ou “agora não e depois sim” conforme o tempo vai passando, a apresentação e a volta a Eukylepisbin chegam mais perto.

Todos agitados, uns se ajeitando em seu sofá, outros na poltrona do teatro, Rachel, está com um lindo vestido prateado, delicado, tão delicado quanto aos sentimentos que ela irá mostrar esta noite com sua música.

Já ofegante após cinco músicas, ela anuncia a homenagem. O pianista, a quem Rachel deu a única partitura da música, meche os seus dedos, e a plateia fica silenciosa. Movimentos rápidos, movimentos leves, ousados e a serem decifrados. Cada nota que sai tem seu significado, passou rápido, mas mesmo que em uma velocidade extraordinária quanto essa, foi sentido fortemente. Mesmo que seja difícil decifrar a mensagem por trás de sons, as pessoas de algum modo tiveram uma facilidade incrível. Em meio àqueles gritos e palmas da plateia encantada, Rachel sussurra alguma coisa.

***

Já livre da multidão do hospital graças ao médico que veio lhe trazer as notícias, o dourado senta-se na cadeira ao lado da cama da irmã depois de cumprimenta-la.

– Quero sair daqui logo... comida de hospital é ruim, muito ruim. – Diz a morena mais velha. – quero o seu macarrão.

– Mais alguns dias... ainda bem que guardamos o dinheiro “extra” que a tia deu. – responde o mais novo ao lado do leito da irmã.

– Aquela mulher não tem mais nada pra fazer a não ser viajar pelo mundo com a esposa e nos mimar. Não que seja ruim. Quando ela chega?

– Amanhã. Eu já vou pra casa.

– Não faça nada desleixado, se ela ver só um pouco de sujeira vai surtar.

2 horas da madrugada. Suando e cansado, Brian senta no degrau da escada, a casa está limpa até demais, o bastante para que quando a mulher chegue não aviste nem um ponto de poeira e já vista um avental para limpar tal, Thaís, a irmã mais velha ele, já tentou a levar pro hospício a força por causa de sua doentia mania por limpeza. Ele fica sentado um tempo ali – é a primeira vez em 1 dia que ele tem um momento tranquilo para pensar- a sua mente tenta procurar algum motivo para que ele aceite o “convite” de Mithica, mas não acha nenhum.

De manhã, na mesa de jantar, Brian está tomando café com sua tia recém-chegada da Espanha, uma mulher média, com cabelos ondulados e pretos que vão até o ombro. Sofisticada e de bom humor, Anna como sempre, reclama:

– É uma boa casa, sinceramente... para dois jovens universitários com um bom futuro, pena que o gosto não é tão bom quanto tal.

– Está muito bom assim, tia... – diz ele tentando evitar mais uma discussão.

– Não, não está! Eu os mimo o suficiente para terem uns dos melhores apartamentos do Rio de Janeiro, e vocês preferem está casa suburbana “bonitinha”, só por ser perto da faculdade!

– Tanto faz. Como estava a Tai quando você foi visitá-la?

– Muito bem... eu conversei com ela sobre a cirurgia, não quer de jeito nenhum. Vocês são iguais a sua mãe mesmo. — Ela olha cada cantinho da casa, mas não encontra nenhuma sujeira, o que deixa o garoto aliviado, porém, ainda assim com um sentimento triste pesando em si. Os irmãos são tão parecidos no jeito de ser da falecida mãe, quanto nas doenças herdadas, mas nisso só Thaís foi atingida. O mesmo tipo de tumor no cérebro que a mãe tinha, e que também causou a morte de tal.

De volta ao hospital, os dois tentam convencer a garota, a meta finalmente se concretiza e daqui a 2 dias ela não estará mais entre a vida e a morte. Depois destas 48 horas de agonia, um homem de verde-água aparece para dar boas notícias. Dois dias após isto, quando ela ganha alta, em um restaurante escolhido especificamente por Anna, alegria prospera em cima da mesa. Alegria que faz as pessoas pensarem, refletirem sobre as coisas. Um lindo sentimento determinador.

–Disse alguma, coisa Bri? – pergunta a irmã mais velha bebendo água de uma taça.

– Não...nada... – ela se vira, ainda estranhando o irmão, mas depois esquece do assunto.

***

A faca entra com força na barriga do homem, mesmo pra um baixinha, tem muita força quando a adrenalina toma conta de seu corpo. O loiro cai, e sua boca é como uma fonte de sangue quente (mesmo que, por seus atos, os inimigos o considerem frio) que jorra no longo cabelo negro enquanto ela corre para a mais velha, cujo o pescoço já estava com as marcas daquelas mão grandes e obscenas.

No momento em que o homem alto e loiro cai de barriga no chão, fazendo a faca só o perfurar mais, a polícia chega.

O dia seguinte é resumido em Perguntas, respostas e ligações para afirmar que está tudo bem, insônia, e elas ficam livres de tudo aquilo. Na calçada, elas finalmente podem conversar em paz.

– E pensar que a primeira coisa que aconteceria ao chegarmos em Londres seria sermos sequestradas por um louco que fez a nós e outras mulheres de empregadas a força... – a maior prende os seus cabelos marrons.

– Pelo menos só ficamos durante uma semana, as outras estavam lá a meses, ou até anos...

– Sim... Me desculpe Daray, você nem tem idade para trabalhar e quase foi obrigada a limpar aquele maldito chão com a boca...

– Bem, pelo menos conseguimos sair de lá e também tirarmos as outras, Senhorita Clark. Vamos tentar esquecer tudo isso.

– Certo... Bem, então, vamos começar a visitar a cidade. A mudança acaba em 2 semanas.

– Acho que é tempo o suficiente...

– Talvez.

Em 4 dias, elas já visitaram quase toda a cidade, se distraem bastante, mas Daray não muito... Em quase todos os momentos, ela está pensando sobre a resposta e seus olhos vermelhos mal prestam atenção nas coisas.

– Daray??? Não vai acordar?

– Ah... –Ela se senta na cama

– Parece que você nem dormiu... Pensei que já tinha superado...

– Não, na verdade eu nem fiquei triste por matar aquele homem... – ela se pergunta se deve falar, ou hesitar... e acaba soltando a pergunta – Srta. Clark... Se você estivesse em uma situação aonde tem que decidir se segue ou não as ordens... de uma pessoa, e ela teria que mandar você a fazer coisas horríveis, mas para proteger algo de muita importância... qual seria sua resposta?

– Não faço a mínima idéia.

– Que???

– Bem, eu sempre fiquei no lugar de quem manda, é difícil eu saber como eu pensaria se eu fosse quem segue as ordens...

– Nesse caso, como você reagiria se alguém dissesse não caso você pedisse a ela que fizesse algo de extrema importância, e que traria benefícios para ela pra muitas outras pessoas?

– Eu ficaria BEM decepciona com a pessoa, porque além de tudo, ela é bem idiota. Se é para trazer benefícios pra ela e para muitas outras pessoas, ela tem que se arriscar um pouco. Eu com certeza aceitaria se estivesse no lugar dela.

– então...

– Mas se ela acha que é melhor não aceitar, e não ajudar ninguém, a escolha é dela. Mas com certeza vai se arrepender depois.

– Ah... – ela forma um lindo sorriso, que contagia a mais velha imediatamente – Obrigada, Srta. Clark.

– Por nada, se arrume logo!

– Sim!

***

Deitado na cama, com um braço sobre a cabeça e o outro em cima da barriga — como sempre — o garoto estava em um lugar melancólico. Os olhos amarelos estavam encarando o teto ou se fechando para ele formar um grande suspiro, se levantar e ir à frente do computador, mas não liga-lo. A mãe e o pai sempre tentado o tirar daquele estado, ou o tio vindo do outro lado da cidade só para tentar a mesma coisa. Sempre sem sucesso. A mesma coisa durante 8 meses. É assim desde a morte horrorosa da irmã mais nova, na frente dos olhos dele, uma linda e pequena garota de longos cabelos alaranjados se virando com um maravilhoso sorriso nos lábios, e então a cabeça da mesma explode. Aconteceu tudo tão rápido, menos para ele, viu tudo como se fosse em câmera lenta, cada detalhe da coisa. Pedaços de carne estraçalhada voando, caindo no barco e na água como se fossem gotas de chuva e alguns menores caindo em cima dele, o topo de um pescoço deformado que começa a jorrar sangue, aquele sangue quente que se espalha até chegar aos seus pés dele e um corpo que cai para o seu lado esquerdo e rola três vezes até ficar em uma pose aonde a mão direita toca o pé esquerdo dele. Ficou internado por 7 meses por conta do trauma, mas mesmo que tenha voltado ainda não superou por completo.

A mulher de curtos cabelos marrons se senta chateada na pequena cadeira branca, coloca os cotovelos sobre a mesa de mármore e solta um suspiro de decepção:

–Eu...simplesmente não consigo Henan, ele...

–Já tentamos tantas vezes! — o homem de cabelos quase-grisalhos tapa o rosto num tom desesperado — Nem seus amigos conseguiram o tirar de lá, falaram de ir em festas, fumar escondido, que ele estava perdendo muito conteúdo na faculdade... até de viagens internacionais!

–Ele ainda está sofrendo tanto... como eu consegui superar tão rápido...? — o quase-grisalho limpa as lágrimas antes delas caírem no mármore.

–Você só é forte demais, Finn.

Na mesma pose de sempre, o garoto pensa no acontecimento de alguns minutos atrás, e fica o resto da tarde digerindo -ou tentando- e tirando conclusões daquilo.

Milhares de possibilidades surgem em 2 dias, cada uma contradizendo a outra. Mas na verdade são só duas questões distorcidas, uma da casa do sim e outra do não, que vão formando várias e várias outras possibilidades. E, pela milésima vez, sua mãe vem tentar convencê-lo a sair do quarto.

–Ei, Bogi — ela acende a luz do quarto, revelando o seu cabelo arrumado e seu simples vestido vermelho.

–Você já sabe.

–Sim, mas é a sua última chance, se recusar eu e seu pai iremos sozinhos. — Ele fica de costas pra ela, que fica decepcionada e sai do quarto rapidamente.

Ele aparece no meio do corredor, quando ela já tinha perdido as esperanças:

–Me dê vinte minutos.

No barco, no meio do caminho, a mãe está quase fazendo um escândalo de tantra alegria. Já o pai, consegue guardar dentro de si.

–Rumo ao melhor restaurante de Veneza! — ela grita em um tom infantil para o marido, que quase se descontrola com o barco. — Esse é o espirito Bog-bin!

–Ah? — ele olha torto para a baixinha.

– Você não diss- interrompe a si mesma- a, deixa! — se agarra no pescoço de Bogi, que, se os olhos já não fossem da mesma cor do sol, o mesmo em seu tom de meio-dia os deixaria como tal.

***

Notas finais
Quanto as frases com * isso no começo e no fim *, é que eu tive ajuda para fazê-las, a primeira, o elogio do tio dos gêmeos, foi com o Andrei, especialista em palavras difícieis. E a segunda, o nome da escola e da professora, foi o Alexandre, especialista nos Japa, ele também me ajudou a confirmar os significados de Hikari e Akari. O próximo capítulo vai ter MUITO mais ação, mas também não tem data pra sair.