Crônicas de Marrer: As Almas de South
2 Cidade de Pan
A um ano atrás, Pyter estava ansioso para receber sua “liberdade”, Pyter fora preso na fortaleza de sua família por cometer um crime que não cometeu, nessa época não era muito bom contestar os grandes lordes. Por ser neto do lorde da cidade de Pan, foi perdoado, mas teve que ficar preso na fortaleza durante anos, até conhecer Joan Oliver, que foi quando sua vida começou a mudar.
-Marrer existe a mais de dois mil anos... – Dizia Pyter caminhando de um lado para o outro. – O continente de Marrer foi descoberto por exploradores dos continentes alto... – Na sala havia uma grande mesa, nela estavam o lorde da cidade de Pan, Elter Sopran, o comandante da guarda do castelo, Sir Braian Souz, o terceiro comandante da guarda real do país de South, Lery Leriz e Renan Soar’s, lorde da pequena cidade de Soar’s Garden.
Todos estavam com os olhos atentos para Pyter, ele deveria mostrar o máximo de conhecimento sobre a geografia de Marrer, pois provaria que estaria pronto para receber sua liberdade da fortaleza e como forma de se perdoar com o reino, se tornaria explorador.
-Conte para nos mais sobre o pais de South, Pyter.- Ordenou lorde Elter.
Pyter os olhos e se virou para a parede, onde havia um manto muito pesado a cobrindo e nela bordada o símbolo da família Sopran. Pyter, ao puxar a cortina, revelou um enorme mapa esculpido em madeira, todos na sala ficaram surpreendido.
-A cidade de Pan fica ao leste de South, junto com as cidades de Soar’s Garden, Pana, fundada pela família Sopran e mais abaixo a cidade de Mook. – Dizia Pyter antes de ser interrompido por seu avô que levantava de sua cadeira, ou pelo menos tentava levantar, lorde Elter usava roupas pesadas, um manto azul com detalhes em preto e por baixo um colete de couro com faixas em vermelho formando um x e no meio uma foice, que simbolizavam a união entre o povo rural das redondezas de Pan.
-Você ganhou sua liberdade Pyter, vá! – Disse o lorde já de costas.
Renan que usava uma armadura prateada e no peito carregava uma margarida roxa estampada no metal, ajudava o lorde a se levantar. Pyter comemorava por dentro, finalmente poderia redescobrir a cidade onde vive, só que de dia. Sir Braian se levantou e caminhou até Pyter.
-Não vais precisar mais de minha ajuda para fugir da fortaleza. – Disse Sir Brian batendo no ombro de Pyter e se virando.
Quando todos sairão da sala, uma jovem moça entrava, era Valentine Soar’s, irmã de Renan, ela usava um chapéu bizarro preto e um vestido enorme roxo que nem passava pela porta da sala.
-Não sabia que gostava de chapeis... – Debochou Pyter de Valentine a olhando de cima a baixo. –...E nem de vestidos grandes...-
Assim que Valentine conseguiu entrar na sala, correu para os braços de Pyter.
-Qual será o primeiro lugar que irá agora? – Perguntou Valentine com um sorriso no rosto.
-Nenhum, me manterei na fortaleza até descobrir onde estão os dois Stefanelly’s. Eles convenceram minha família de que fui culpado por... – Pyter fez uma pequena pausa. – Aonde vai com esse vestido bizarro?
-À festa que sua mãe convocou para comemorar sua liberdade!
-Ela me deixou preso, ela é filha do lorde, e não o contestou quando fui carregado pelos soldados Stefanelly’s até a porta do quarto de meu avô... – Pyter se virou para a parede, e começou a tentar tirar o mapa esculpido na madeira da parede.
-Joan Oliver estará lá...
Pyter se virou para Valentine e disse:
-Eu adoraria pegar na mão dele e dizer o quão covarde ele é!
-Por que diz isso? – Perguntou Valentine.
-Ele faz parte do tratado do rei, foi obrigado a se casar com princesa Adel para passar a imagem de que o rei gosta das cidades e das pessoas mais pobres.
Pyter voltou a olhar para a parede enquanto Valentine dizia:
-Você precisa conhecer ele, não é nada como dizem...
-Nada como dizem ou como você dizia a uns meses atrás? – Pyter ao se virar viu que Valentine tinha saído do quarto, e então voltou a tentar tirar o mapa da parede.
Fale com o autor