Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto

18 Puberdade Monstra? Hora do Lanche!


– Eu não os fiz, fiz? — perguntando Hefesto olhando para nós ameaçadoramente.

Acho que ele havia se limpado quando eu o vi no Olimpo, ou usado magia para fazer sua forma parecer menos horrível. Aqui em sua própria oficina, ele aparentemente não ligava para sua aparência.

Ele usava um macacão sujo de óleo e graxa. Hefesto estava bordado no bolso do peito. Sua perna rangia e estalava no suporte de metal enquanto ele levantava, e seu ombro esquerdo era mais baixo que o direito, então ele parecia estar inclinado mesmo quando estava ereto. Sua cabeça era deformada e torta. Era permanentemente carrancudo. Sua barba preta fumegava e chiava.

- Hum... — Jake disse. — Não, senhor.

– Bom – ele se queixou. – O acabamento está péssimo.

Ele estudou a mim e a Jake.

– Meio-sangues – ele grunhiu. – Poderiam ser autômatos, claro, mas provavelmente não.

– Nós já nos vimos, senhor – eu disse a ele.

– Ah, já? – o deus perguntou distraidamente. Tive a sensação de que isso não faria diferença. Ele só estava tentando descobrir como funcionava minha mandíbula, se havia articulações, uma alavanca ou algo do gênero. Então ele riu. – Bom, se eu não a esmaguei da primeira vez, provavelmente não terei que fazer isso agora. Deixe-me ver... Hum...

Ele olhou para Hansel.

- Sátiro... — então ele viu Tyler e seus olhos brilharam, ele sorriu. — Um Ciclope! Bom, bom. O que você está fazendo viajando com esse grupo?

- Hã... — disse Tyler, olhando admirado para o deus.

– Sim, bem dito – Hefesto concordou. – Então, é bom haver uma boa razão para vocês me perturbarem. A suspensão deste Corolla não é fácil, sabe.

- Bem... — começou Jake. — Estamos em uma missão atrás de Dédalo.

– Humpf. Estão perdendo tempo. – Ele franziu a testa para algo em sua mesa de trabalho e mancou até lá. Ele pegou algumas molas e peças metálicas e as remendou. Em alguns segundos ele estava segurando um falcão de bronze e prata. Ele abriu suas asas metálicas, piscou seus olhos obsidianos e voou pela sala.

Tyler riu e aplaudiu. O pássaro pousou no ombro de Tyler e beliscou sua orelha afetuosamente.

Hefesto observou com atenção. A carranca do deus não mudou, mas pensei ter visto um brilho em seus olhos.

- Eu sinto que tem algo a me dizer, Ciclope. — disse Hefesto.

O sorriso de Tyler desapareceu.

– S-sim, senhor. Nós encontramos um centímano.

Hefesto assentiu, sem demonstrar surpresa.

– Briareu, sim?

- É... — disse meu irmão. — Ele... ele estava apavorado. Ele não nos ajudou.

- E isso é o que te incomoda?

- Sim! — exclamou Tyler. — Briareu devia ser forte! Ele é mais velho e maior que os Ciclopes. Mas ele fugiu.

Hefesto suspirou.

- Houve um tempo em que eu admirava os Centímanos. Nos tempos da primeira guerra. Mas pessoas, monstros e até mesmo deuses mudam, meu jovem Ciclope. Você não pode confiar neles. Veja minha adorável mãe, Hera. Você a conheceu, não foi? Ela vai sorrir pra você e falar quão importante a família é, não é? Isso não a impediu de me atirar para fora do Monte Olimpo quando viu minha cara feia.

- Isso é horrível... — falei.

- Ah, sim... Aposto que você, meio-sangue sabe o que é ser desprezada, não é?

Não respondi, a verdade era que eu sabia.

- Mas... Pensei que Zeus o havia jogado do Olimpo... — disse Jake mudando de assunto rapidamente.

Hefesto limpou a garganta e cuspiu numa escarradeira de bronze. Ele estalou os dedos e o falcão-robô voou de volta para a mesa.

– Minha mãe gosta de contar essa versão da história – ele resmungou. – Isso a torna mais adorável, não torna? Jogando a culpa toda no meu pai. A verdade é que minha mãe gosta de famílias, mas um certo tipo de família. Famílias perfeitas. Ela deu uma olhada em mim e... bem, eu não sou nenhuma maravilha, sou?

- É bem cruel... — falou Jake.

- Acreditem, não se pode confiar nos outros. — disse ele. — Você só pode confiar no trabalho de suas próprias mãos.

- Isso não é verdade! — protestei

Hefesto me olhou curiosamente.

- Ah, não? — perguntou. — Até onde eu sei, você mesmo teve a prova viva disso, senhorita Jackson. A filha de Afrodite, é, nem mesmo eu desconfiaria.

Abaixei a cabeça, eu queria soca-lo, mas o que ele estava dizendo não era nada mais do que a verdade que eu não queria aceitar.

- Ninguém desconfiaria porque não é verdade. — disse Jake.

Eu não confiava muito no trabalho de Hefesto. Uma vez em Denver, suas aranhas metálicas quase mataram Jake e eu. E ano passado, foi uma estátua defeituosa de Talos que custou a vida de Bianca – mais um dos pequenos projetos de Hefesto.

- Acreditem no que quiser. — disse o deus. — Mas, sei que não gosta de mim, Megan...

- Não o conheço o suficiente para julgar isso... — falei.

- Mas eu sim. — disse ele. — Estou acostumado, acho que nem eu gosto de mim mesmo...

Ele puxou uma pena das costas do falcão, e o autômato se desmontou completamente.

- O que você pediria a mim, pequena semideusa?

– Nós falamos para você – eu disse. – Temos que achar Dédalo. Há este cara, Luke, que está trabalhando para Cronos. Ele está procurando um jeito de navegar pelo labirinto para poder invadir nosso acampamento. Se nós não acharmos Dédalo antes...

- Dédalo não vai ajuda-los. — disse Hefesto.

- Por que não?

Hefesto deu de ombros.

– Alguns de nós somos jogados do alto de montanhas. Alguns de nós... o jeito como aprendemos a não confiar nas pessoas é mais doloroso. — disse ele. — Peça-me ouro. Ou uma espada chamejante. Ou um corcel mágico. Isso eu posso lhe dar facilmente. Mas um caminho até Dédalo? Este é um favor muito caro.

- Sabe aonde ele está... Pelo menos? — perguntou Jake já ficando irritado.

– Não é sensato procurar por ele, garoto.

- Minha tia me disse uma vez que a procura é a essência da sabedoria. — disse Jake. — E se não acharmos Dédalo estaremos ferrados.

Hefesto apertou os olhos.

- Quem é sua tia, afinal?

- Atena. — falou Jake.

- Ah, você é o filho de Ares, certo? — perguntou Hefesto. — O irmão de Atena... Faz sentido... Boa deusa, a Atena. Uma pena que ela tenha se comprometido a nunca se casar. Está bem, meio-sangue. Eu posso dizer o que vocês querem saber. Mas há um preço. Preciso que me façam um favor.

- Então, nós diga. — disse Jake.

Hefesto realmente gargalhou – um som estrondoso como um fogo sendo alimentado.

– Vocês, heróis – ele disse, – Sempre fazendo promessas apressadas. Que reconfortante.

Ele apertou um botão em sua bancada, e venezianas metálicas se abriram ao longo da parede. Ou era uma janela enorme ou uma TV tela grande, eu não pude discernir.

Estávamos olhando para uma montanha cinza rodeada de florestas. Deve ter sido um vulcão, pois saia fumaça do seu cume.

– Uma das minhas forjas – Hefesto falou. – Eu tenho muitas, mas costumava ser a minha favorita.

– É o Monte Sta. Helena... — disse Hansel. — ótimas florestas por lá.

– Você já esteve lá? – perguntei.

– Procurando por... você sabe, Pã.

- Um momento... — disse Jake. — Você disse que costumava ser a sua favorita. O que aconteceu?

– Bom, é onde Tifão está preso, você sabe. — Hefesto coçou sua barba latente. — Costumava ser sob o Monte Etna, mas quando nos mudamos para a América, sua força se fixou sob o Monte Sta. Helena. Excelente fonte de fogo, mas é meio perigoso. Sempre há uma chance de ele escapar. Muitas erupções esses dias, sempre ativo. Ele está inquieto com a rebelião dos Titãs.

- Quer que lutemos contra... — comecei.

Hefesto bufou.

– Seria suicídio. Os próprios deuses fugiam de Tifão quando ele estava livre. Não, reze para que nunca tenha que vê-lo, muito menos lutar com ele.

"...Mas ultimamente eu tenho sentido intrusos na montanha. Alguém ou alguma coisa está usando minha forja. Quando eu vou lá, está vazia, mas posso dizer que está sendo usada. Eles percebem que estou chegando e somem. Mandei meus autômatos investigarem, mas eles não retornaram. Algo... antigo está lá. Maligno. Quero saber quem ousa invadir meu território, e se eles pretendem soltar Tifão."

- Quer que a gente descubra quem ou o que esta lá? — perguntou Hansel.

– Positivo – Hefesto disse. – Vão lá. Eles provavelmente não perceberão vocês chegando. Vocês não são deuses.

- Bom saber... — comentei.

– Vão e descubram o que puderem – Hefesto disse. – Relatem tudo a mim, e eu direi a vocês o que precisam saber sobre Dédalo.

Hefesto bateu as mãos e a nossa velha amiga aranha de metal retornou pousando no pé de Jake.

- Minha criação vai mostrar a vocês o caminho – Hefesto disse. – Não é muito longe pelo Labirinto. E tentem ficar vivos, ok? Humanos são muito mais frágeis que autômatos.

- É... Não duvido... — disse Jake. — Mas somos apenas metade humanos, vamos galera.

Eu suspirei.

- Você podia ser menos animado agora...

Então lá estávamos nós correndo guiados por uma aranha de metal.

Estávamos indo bem até chegarmos nas raízes das árvores. A aranha correu por elas, e nós acompanhamos, mas aí nós vimos um túnel escavado na terra, envolto em raízes.

Hansel parou naquele caminho.

- Hansel? — chamei. — O que há de errado? Algum monstro?

Ele não se mexeu. Ele encarou boquiaberto o túnel escuro. Seu cabelo enrolado castanho e avermelhado farfalhou ao vento.

- Vamos! — Jake chamou. — Temos que nos apressar!

– Este é o caminho – disse ele receoso. – É este... É aqui...

- O que é aqui? — perguntei. — Wow! Você não quer dizer que... Pã?

Hansel virou-se para Tyler.

- Você sente?

Tyler fungou.

- Lama. — disse. — E plantas.

- É isso! É aqui! — exclamou o menino-jegue me segurando pelos ombros. — Grover me disse que ele parou de procurar em um túnel como este, tem que ser aqui!

Mais à frente, a aranha estava cada vez mais longe pelo corredor de pedra. Mais alguns segundos e a perderíamos.

- Nós vamos voltar. — prometeu Jake. — Quando estivermos voltando a Hefesto.

- A esse ponto o túnel já vai ter sumido! — lembrou Hansel. – Eu tenho que segui-lo. Uma porta como esta não permanecerá aberta!

- Mas, a forja! Hansel estamos perdendo...

- Você não entende, Jake. — disse Hansel. — Nunca estive tão perto, pode ser minha esperança.

A aranha estava quase fora de visão. Mas eu pensei sobre minha conversa com Hansel na noite passada e vi o que tínhamos que fazer.

- Vamos nós separar em dois grupos. — falei . — Hansel e Tyler vão procurar por Pã, eu e Jake vamos para a forja.

- O que?! — exclamou Jake. — Esta louca?

- Você é um gênio! — Hansel me deu um abraço de bode. — Obrigado, obrigado e obrigado!

- Como vamos nos encontrar de novo?! — perguntou Jake.

- Não temos tempo para pensar nisso. — falei. — Tyler, tudo bem para você?

Tyler engoliu seco e colocou a mão enorme no ombro de Hansel.

- S-sim, amigo da Megan é meu amigo também. — disse meu irmão.

Eu não podia acreditar que tinha ouvido aquilo.

- Muito bem, estou orgulhosa de você. — falei.

O grandão assentiu.

– Garoto-jegue precisa de ajuda. Nós vamos achar o deus. Eu não sou como Hefesto. Eu confio nos amigos.

- Megan, nós vamos nos encontrar de novo. — suspirou Hansel. — Ainda temos a conexão empática. Eu apenas... tenho que ir.

Eu não o culpei. Esse era o objetivo da vida dele. Se ele não achasse Pã nesta viagem, o Conselho jamais daria outra chance a ele.

- Eu confio em você. — falei sorrindo confiante para ele. — Você consegue.

- Obrigado. — disse.

- Cuidem-se vocês. — falei, olhei para Tyler. Ele engoliu um soluço e me deu um abraço que quase fez meus olhos saltarem das órbitas.

Depois ele e Hansel desapareceram no túnel das raízes da árvore, sumindo no escuro.

- Isso é mal. — disse Jake. — Nos separar foi uma péssima, péssima ideia.

Segurei a mão dele.

- Eles vão ficar bem, encontraremos eles de novo. — falei. — Agora... A Aranha esta sumindo, vamos!

Não fomos muito longe até o túnel começar a esquentar.

As paredes cintilavam. O ar fazia parecer como se estivéssemos andando dentro de um forno. O túnel descia e eu pude ouvir um barulho alto, como um rio de metal. A aranha deslizou por ele, com Jake logo atrás.

O barulho aumentou. Após oitocentos metros ou mais, nós saímos numa caverna do tamanho de um estádio de futebol americano. Nossa aranha guia parou e se enrolou até virar uma bola. Nós havíamos chegado à forja de Hefesto.

Não havia chão, apenas lava borbulhando centenas de metros abaixo. Ficamos no cume de uma rocha que circundava a caverna. Uma rede de pontes metálicas atravessava a caverna. No centro havia uma plataforma gigante com todos os tipos de máquinas, caldeirões, fornos e a maior bigorna que eu já havia visto – um bloco de metal do tamanho de uma casa. Criaturas se mexiam pela plataforma – várias formas estranhas e escuras, mas estavam muito longe para vermos detalhes.

Jake pegou a aranha de metal e colocou no bolso

- Eu... Eu posso fazer isso. — suspirou. — Fique aqui, esta bem?

- Jake... Espere! — era tarde demais, ele já tinha colocado o capuz da invisibilidade e sumido.

Eu não o chamei, mas não gostava da ideia dele me deixar ali plantada esperando, quer saber? Eu estava realmente preocupada... Ele estava me devendo cinco Dracmas... Tá, eu só estava preocupada porque me importo com ele e ele não esta me devendo cinco Dracmas...

Olhei para trás e já senti falta de Hansel e Tyler.

Finalmente decidi que não podia ficar parada. Andei pela borda exterior do rio de lava, torcendo para que eu tivesse um ângulo melhor pra ver o que estava acontecendo no meio.

O calor era terrível. O rancho de Geríon era um paraíso de inverno comparado a isto.

Em pouco tempo eu estava encharcada de suor. Meus olhos ardiam com a fumaça. Eu continuei, tentando ficar longe da beirada, até achar meu caminho bloqueado por um carrinho com rodas de metal, como aqueles que tinham em minas. Eu levantei a lona e vi que ele estava meio cheio com pedaços de metal. Eu estava para me espremer e passar quando ouvi vozes vindas lá da frente, provavelmente de um túnel lateral.

– Trazer pra cá? – um perguntou.

– É – outro disse. – O filme está quase pronto.

Entrando em pânico em três... dois... O Carrinho!

Não tinha lugar para me esconder além do carrinho. Subi no carrinho e me cobri com a lona, esperando que ninguém tivesse me visto. Passei minha mão em Anaklusmos, só para o caso de precisar lutar.

O carrinho balançou para frente.

– Ai! – uma voz rude disse. – Isto pesa uma tonelada.

Eu só peso quarenta e cinco! pensei.

– É bronze celestial – disse o outro – Você esperava o quê?

Quinhentas toneladas de bronze celestial e uma garota que pesa QUARENTA E CINCO! pensei mordendo o lábio.

Eu fui puxada em minha carona pelo caminho. Fizemos uma curva, e pelo barulho das rodas de metal ecoando eu achei que tínhamos passado por um túnel e entrado numa sala menor.

Felizmente eu não estava a ponto de ser despejado num recipiente de fundição. Se eles começassem a me tombar, eu teria que lutar para abrir meu caminho rápido. Eu ouvi muitas conversas, vozes que não pareciam humanas – algo entre um latido de foca e um rugido de cachorro. Havia outros sons também – como um projetor de filmes antigo e uma voz fina narrando.

As vozes diminuíram e eu pude ouvir o filme.

Conforme um demônio marinho amadurece, o narrador disse, mudanças acontecem no corpo do monstro. Você deve perceber suas presas crescerem e um desejo repentino de devorar humanos. Essas mudanças são perfeitamente normais e acontecem a todos os jovens monstros.

Hum... Aula sobre puberdade monstra? Interessante...

Rosnados excitados encheram a sala. O professor – eu pensei que devia ser um professor – disse aos garotos para ficarem quietos, e o filme continuou. Eu não entendi a maior parte dele, e não ousei olhar. O filme continuou a falar sobre crescimento e problemas de acne causados pelo trabalho nas forjas, e higiene adequada das nadadeiras e enfim, acabou.

- Agora... Alguém pode me dizer o que somos?! — perguntou o instrutor.

- Demônios marinhos! — Latiu um.

- Não! Mais alguém?

- Telquines?

- Exato! — disse o instrutor. – E por que estamos aqui?

– Vingança! – vários gritaram.

– Sim, sim, mas por quê?

– Zeus é mau! – um monstro disse. – Ele nos jogou no Tártaro só porque usamos magia.

Ah é... Aposto que é por isso. Só por isso...

– Depois de termos feito as melhores armas dos deuses. O tridente de Poseidon, por exemplo. E é claro... nós fizemos a melhor arma dos Titãs! — (Megan : E não foi por isso que Zeus os jogou no Tártaro... ) — No entanto, Zeus nos dispensou e se aliou àqueles Ciclopes desastrados. É por isso que estamos nos apossando da forja do usurpador Hefesto. E em breve controlaremos as fornalhas submarinas, nossa casa ancestral.

Segurei com força minha caneta-espada sentindo a confusão vir por ai. Essas coisas haviam criado o tridente de Poseidon? Do que eles estavam falando? Eu nunca ouvira falar de um telquines.

– E então, crianças –o instrutor continuou, – a quem nós servimos?

– Cronos! – eles gritaram.

– E quando vocês crescerem e forem telquines adultos, farão armas para o exército?

– Sim!

– Excelente. Agora, nós trouxemos alguns pedaços de metal para vocês praticarem. Vamos ver o quão engenhosos vocês são.

Era minha hora... Houve movimentos agitados e vozes excitadas ao redor do carrinho. Eu me preparei para destampar Anaklusmos, a lona foi jogada para trás. Eu pulei, minha espada ganhou vida em minhas mãos, e eu me vi encarando um monte de... cachorros?

Bom, suas caras eram de cachorro, de qualquer jeito, com focinhos pretos, olhos castanhos, e orelhas pontudas. Seus corpos eram lisos e pretos como mamíferos marinhos, com pernas atarracadas que eram metade nadadeira, metade pé, e mãos humanas com garras afiadas. Se você misturar um garoto, um pinscher, um Doberman, e um leão marinho, você vai ter algo parecido com o que eu estava olhando.

- Semideusa! — gritou um deles.

Não, não... Eu sou um smuf!

- Atenção, galera! — anunciei. — A maioria dos monstros vai vaporizar quando fatiado por uma espada de bronze celestial. Essa mudança é perfeitamente normal e nada incomum, e vai acontecer com vocês agora mesmo se vocês não RECUAREM!

Para a minha surpresa, funcionou. Os monstros recuaram, mas havia pelo menos vinte deles. Meu fator medo não ia durar muito.

Eu pulei do carrinho, gritei:

- LIBERADOS!

Eu corri então, mas estive lá o suficiente par ater certeza de que eles iriam me atacar pois eu ouvi a voz do instrutor latir:

- Classe... — disse ele. — Hora do Lanche...

Minha parte favorita na escola, nunca foi tão odiada.

Notas finais
Obrigada a Annie Volturi, pela recomendação, e flor de lótus... Bem próvável que "aquilo" será no capítulo 19 ou 20