Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto

19 Em chamas... O Passado Sombrio de Megan


Notas iniciais
Minhas queridas Flores de Lótus...
Primeiramente obrigada a
Lylunia pela recomendação, A Lara Sollo pelos comentários, e a
Annie Volturi pelos comentários e recomendações e as sugestões para a fanfic que darão mais ambrósia e Néctar, na real... Esse capítulo tá cheio de Ambrósia e Néctar que tá até pegando fogo... Literalmente, se é que me entendem.

Os cachorros-focas rosnavam e latiam atrás de mim, a minha sorte é que havia uma porta no túnel que ia para a caverna principal. Eu a bati com força e virei a argola para trancá-la, mas duvidava que isso iria segurá-los por tempo suficiente. Em menos de cinco minutos eu viraria o lanche de vários telquines...

Eu já não sabia o que fazer, não podia lutar contra eles, Jake estava em algum lugar por ali, invisível. Nossas chances de uma missão de reconhecimento discreta já eram. Eu corri até a plataforma no centro do rio de lava.

- Jake! — gritei.

Então uma mão tampou minha boca.

- Shh. — a voz dele chiou para mim, e senti ele me puxar para trás de um caldeirão de bronze. — Quer nos matar?

Tateando o ar com a mão eu encontrei sua cabeça e retirei o capuz. Ele surgiu na minha frente, seu rosto coberto com cinzas e fuligem.

- O que aconteceu? — perguntou ele.

- Teremos companhia. — falei simplesmente. — Já ouviu falar de Telquines?

- Telquines?

- Sim, há vários deles aqui. — comentei. — Pelo o que eu ouvi estão usando a forja para fabricar armas, eles trabalham para Cronos.

Ele arregalou os olhos.

- E eles estão fazendo... Ah, droga... Vamos...

Nós espreitamos por cima do caldeirão. No centro da plataforma havia quatro demônios marinhos, mas estes estavam completamente crescidos, pelo menos dois metros e meio de altura. Suas peles negras brilhavam na luz do fogo conforme trabalhavam, faíscas voando enquanto eles se revezavam em bater num pedaço de metal quente e brilhante.

– A lâmina está quase completa – um disse. – Precisa de outro resfriamento em sangue para fundir os metais.

Estremeci... Sangue?

– Positivo – o segundo disse. – Deve ficar ainda mais afiada do que antes.

- O que esta acontecendo aqui? — sussurrei para Jake.

- São Telquines. — disse ele. — Eles traíram os deuses. Eles estavam usando magia negra. Eu não sei o quê, exatamente, mas Zeus os baniu para o Tártaro.

- Eles disseram que fizeram o tridente do meu pai... — falei. — Eles estavam falando da maior arma dos Titãs...

- Isso é preocupante... — disse Jake. — Nós temos que sair daqui logo... Ou...

Mal ela disse isso e a porta para a sala de aula explodiu e pequenos telquines saíram. Eles tropeçavam uns nos outros, tentando descobrir um modo de atacar.

- Rápido, pegue meu casaco e saia daqui. — disse Jake.

- Não, nem pensar. — falei.

- Megan, não é hora para teimosia...

- Não é teimosia! — insisti.

- Então o que é?! — perguntou.

Hesitei umedecendo os lábios. O que era?... Medo de perder ele. Mas não tenho certeza se conseguiria dizer isso em voz alta, e nem tivemos tempo suficiente para descobrir. Jake abriu a boca novamente para insistir que eu fosse, mas eu não iria. Mesmo assim não daria tempo para nenhum de nós fugir, porque foi naquele momento em que um dos telquines gritou:

- Ali estão eles!

A classe inteira de telquines subiu na ponte e vieram me atacar. Jake agarrou minha mão.

- Vamos, juntos então? — perguntou ele.

Assenti.

- Juntos.

Destampei Anaklusmos e ele sacou seu sabre celestial (Não, não é tipo o sabre de luz de "Guerra nas Estrelas"...) Juntos, nós corremos em meio a plataforma, senti a morte do meu lado, lembrando das minhas palavras do inverno passado: "Eu não posso morrer." Se eu morresse isso significaria que a profecia cairia nas costas de Nico, e eu não ia deixar isso acontecer.

Jake surpreendeu um dos telquines jogando seu sabre na direção deles como uma lança, em nenhum momento nossas mãos se soltaram. Eu fiquei mais surpresa ainda quando o sabre foi contornado por uma luz vermelha e voltou voando para a mão de Jake, deve ser vantagem de filhos de Ares. Os quatro demônios marinhos mais velhos largaram a lâmina vermelha-quente completamente surpresos.

Tinha dois metros de comprimento e era curvada como uma lua crescente. Eu já tinha visto várias coisas aterrorizantes, mas essa coisa-seja-lá-o-que-for inacabada me assustou ainda mais. Os demônios marinhos mais velhos se recuperaram da surpresa rapidamente. Havia quatro rampas saindo da plataforma, e antes que nós pudéssemos pensar em correr para qualquer direção, cada um deles bloqueou uma saída.

- Jake... — chamei.

- Eu sei.

O mais alto rosnou.

- O que temos aqui? Filha de Poseidon?

– Sim – o outro rugiu. – Eu posso sentir o cheiro do mar em seu sangue. E o outro... O garoto de Ares... pelas habilidades é possível ver isso...

- Para trás! — ordenou Jake me empurrando para trás e apontando o sabre na direção deles, ele estava me subestimando? Talvez, eu estava em estado de choque, achei que fosse desmaiar, fogo não era o meu elemento favorito...

Mesmo assim eu ergui Anaklusmos, com o coração na mão.

Eles riram.

- Derrubem um de nós, semideuses. — o terceiro demônio disse. — Poseidon nos traiu! Ele aceitou nosso presente e não disse nada enquanto éramos jogados no abismo. Nós o veremos ser feito em pedaços. Ele e os outros Olimpianos.

- Jake... Algum plano? — sussurrei.

Jake não respondeu. Mas a sua expressão me dizia que ele não queria que eu estivesse ali. Agora, parecia que ali era o lugar em que eu me juntaria a Percy, a Bianca e... é.... Sem mais profecias para mim. O sangue parara de correr em meu dedos de tanto de Jake o apertava.

Nós seriamos devastados no coração de um vulcão por um bando de caras leões-marinhos-com-caras-de-cachorro. Os jovens telquines estavam na plataforma agora, rosnando e esperando para ver o que os quatro mais velhos fariam com a gente. Senti algo queimando na lateral da minha perna. O apito de gelo em meu bolso estava ficando mais gelado. Se houve um momento em que precisei de ajuda, agora era a hora. Mas eu hesitei. Eu não confiava no presente de Quintus.

- Jake... — chamei ele novamente.

- O que foi? — ele parecia ter o mesmo pressentimento de que eu, não viveríamos mais que ali.

- Eu tenho que dizer uma coisa.... Muito importante.

- Agora?

- É que eu... Eu... Eu.... — talvez vocês saibam o que eu ia dizer, eu tinha certeza do que eu ia dizer, mas não tive muito tempo para que Jake tivesse a mesma certeza.

- Vejamos o quão fortes eles são... — disse o demônio mais alto.

Não... Eu lembrei de uma coisa que Percy me ensinou no inverno passado, a coragem para fazer coisas estupidamente super estúpidas. Eu ainda podia ganhar tempo para Jake, e ele poderia fugir.

O demônio mais alto pegou um pouco de lava da fornalha mais próxima. Isso fez seus dedos flamejarem, mas aquilo não pareceu incomodá-lo nem um pouco. Os outros três telquines mais velhos fizeram o mesmo.

Eles se prepararam para atirar em Jake, então quando uma pedra fundida foi na direção de Jake eu me coloquei na sua frente o empurrando um pouco para trás, ele não caiu, apenas cambaleou surpreso com minha atitude. Eu soltei sua mão e abri os braços usando meu corpo como um escudo, eu não planejei nada daquilo mas um escudo de água de formou atrás de mim, não era água comum, pois a pedra fundida não passou dali.

- Megan... — Jake murmurou.

Outros dois acertaram em mim, e nessa eu não pude desviar. meu casaco ficou em chamas. Estranhamente, ficou apenas morno no começo, mas estava ficando mais quente a cada momento. Me livrei do casaco que virou cinzas depois eu eu deixa-lo. Queimando mais rapidamente.

– A natureza de seu pai a protege – um disse. – Torna você difícil de queimar, mas não impossível, mocinha. Não impossível.

- Megan! — Jake gritou atrás de mim.

Eles atiraram mais lava em mim, e me lembro de gritar. Meu corpo inteiro estava pegando fogo. A dor era pior do que qualquer coisa que eu tivesse sentido. Eu estava sendo consumida. Caí no chão de metal e ouvi os pequenos telquines uivando com prazer. Ouvi também Jake tentando se aproximar de mim, mas as chamas não o permitiam. Então me lembrei da voz da náiade no rancho: A água está em mim.

Ela me disse sobre isso... Eu tinha feito isso antes, e tenha feito agora pouco, mas não foi intenção, e quando eu fiz aquilo nos estábulos teve um momento de pânico com o qual não consegui controlar. Mas agora eu não tinha escolha... Chamei o mar dentro de mim.

Alcancei dentro de mim e me lembrei das ondas e das correntes, do poder infinito do oceano.

- Megan! — Eu via o rosto de Jake, ele ignorava as chamas, tentando me alcançar.

E eu fiz, libertei a água dentro de mim com um grito.

Depois, eu nunca pude descrever o que aconteceu. Uma explosão, uma onda tremenda, um turbilhão de poder ao mesmo tempo me pegando e me explodindo debaixo de lava.

Fogo e água colidiram, vapor superaquecido. Eu já não estava mais em chamas, eu via apenas o rosto de Jake. Então eu me agarrei a ele e juntos fomos atirados para cima, alto, tão alto que Zeus jamais me perdoaria. E então começamos a cair, segundos antes de perder a consciência lembro de estar segurando a mão de Jake. Depois disso... Escuridão total e uma doce voz feminina dizendo algo como: "Isso nunca aconteceu antes..."

- Quem é essa menina?

- Nunca a vi antes...

- Sei que ela tem medo de sangue...

- Que idiota!

- Duvido, quem tem medo de sangue? Todo mundo tem sangue...

- Essa dai tem medo... Quer ver?

- Quero!

Eu tinha acabado de chegar no orfanato Dixon, sentava na sombra de um carvalho, uma garotinha confusa, sem memória, uma garotinha triste, sem amigos. Eu era assim antes de Silena chegar e mudar tudo.

Não é complicado expressar o que eu sentia naquele momento, além do mais quando se sente uma coisa torna mais fácil expressa-la em palavras. Eu sentia dor, naquele momento a primeira coisa que me veio a cabeça era que meus pais não me queriam, ou eles estavam mortos, eu acreditava mais na segunda opção. Também estava ciente de que não tinha família, não tinha ninguém. Essa era a primeira coisa, a segunda era que eu era diferente. Nada provava aquilo, mas eu sabia que era, eu sentia...

Havia um curativo na minha testa, e eu vestia a mesma coisa que todas as pessoas vestiam ali. Um vestidinho preto que ia até abaixo dos joelhos, meus cabelos negros estavam presos em tranças por laços igualmente negros, foi naquele momento que a sombra do carvalho se estendeu mais, três crianças, duas garotas e um garoto. A garota era ruiva e sardenta, a segunda garota era loira com os olhos verdes meio acastanhados. E o garoto tinha os cabelos castanhos partidos ao meio, com olhos castanhos claros e a pele pálida como a minha.

- Ei garota, de onde você veio? — perguntou a loira do meio, aquilo soou mais como "De que planeta você veio?", mas eu era muito ingênua antes, não havia percebido isso.

- Eu... — hesitei, minha voz vacilou. — Eu não sei.

A garota loira franziu o nariz. O garoto do canto abriu a boca para falar com ela.

- Ah, Jess... Não acho boa ideia. — disse ele.

- O que foi, Liam? — perguntou a ruiva. — Vai amarelar agora?

Eles não pareciam notar que eu ainda estava ali, ouvindo.

- Não... É que...

- Você queria prova, agora vai ter... — ouvi a loira chamada "Jess", deveria ser só um apelido, mesmo assim... Ela murmurou isso para o garoto chamado Liam. A garota loira se virou para mim. — Qual é o seu nome?

- Eu não... Eu não tenho um nome. — falei. — Mas... A Senhorita Sophie me chama de Megan.

- Ah, certo... — disse Jess. — E... Você gosta de Ketchup?

- Eu não sei o que é isso... — admiti, sem notar o quanto isso era estranho.

Jess e a garota ruiva riram, mas o garoto chamado Liam permaneceu quieto no seu canto.

- Ouviu isso, Rachel? — perguntou Jess.

- O que é tão engraçado? — perguntei.

- Ah... Nada. — disse Jess. — Mas... Opa!

Agora que eu havia notado que a mão dela estava encharcada de ketchup, mas eu não sabia de muito naquela época, o que eu vi era apenas um liquido vermelho claro demais para ser sangue. Mesmo assim ela fingiu tropeçar e fez uma linha com o liquido vermelho, do meio da minha testa passando ao lado do meu nariz e parando na minha bochecha, era quente... Quente como...

Arregalei os olhos.

Ah sim... Foi naquele momento que tive minha primeira lembrança, mas eu não sabia naquela época que era uma lembrança perdida. Um garoto de olhos verdes com sangue no seu rosto exatamente com o mesmo seguimento do liquido no meu rosto. Um ferimento na testa do garoto... Uma lança... Gritos... Um rosnado... E eu voltava para a realidade.

- Ah! Eu te disse que ela tinha medo! — disse a loira chamada Jess, mas eu ainda olhava chocada para além dela, para o nada. — Vê, ela esta chorando.

O garoto chamado Liam finalmente riu.

- Que boboca...

Lagrimas escorriam pelo meu rosto enquanto o liquido vermelho pingava na minha mão. Eu não soluçava, eu tremia apenas... Como se estivesse com frio.

Eu acordei finalmente daquele pesadelo de realidade do meu passado, erguendo a mão para tocar o meu rosto, limpo. Mas mesmo assim eu estava tremendo e havia mesmo um curativo na minha testa.

Eu estava numa caverna, mas até onde eu sabia sobre cavernas, eu já estivera em piores. O teto brilhava com formações de cristais de diferentes cores – branco e lilás e verde, como se eu estivesse dentro daqueles geodes cortados que se veem em lojinhas de souvenir. Estava deitado numa cama confortável, forrada com lençóis de algodão e com travesseiros de plumas.

A caverna era dividida em seções por cortinas de seda brancas. Contra uma das paredes havia um grande tear e uma harpa. Na outra havia uma pilha de prateleiras com jarras de compotas de frutas. Ervas secas pendiam do teto: alecrim, tomilho, e muitas outras.

Havia uma lareira construída na parede da caverna, e um caldeirão borbulhando nas chamas. Tinha um cheiro ótimo, como carne assada. Levantei-me tentando ignorar a dor latejante na minha cabeça. Olhei para meus braços, certo que eles estariam terrivelmente mutilados, mas eles pareciam bem. Um pouco mais vermelhos que de costume, mas não estava mal. Eu estava vestindo um tipo de túnica grega branca feminina, ela parecia que fora cortada na saia, com tanto estava abaixo dos meus joelhos.

Meus pés estavam descalços. Em um momento de pânico, perguntei-me o que havia acontecido com Anaklusmos, mas apalpei meu bolso da túnica e lá estava a minha caneta, exatamente onde ela sempre reaparecia.

Não só a espada, mas o apito de gelo estígio estava de volta ao meu bolso também. De algum modo ele havia me seguido. Não que isso tenha me acalmado. Com dificuldade, fiquei de pé. O chão de pedra estava congelando sob os meus pés. Eu me virei e me encontrei olhando para um grande espelho de bronze.

- Santo Poseidon... — murmurei.

Havia um ninho na minha cabeça, fiz o máximo possível para ajeitá-lo, deu meio certo. Parecia que eu tinha eliminado dez quilos que eu não podia ter me dado ao luxo de perder. Eu desviei os olhos do espelho. A entrada da caverna era a minha esquerda. Eu segui na direção da luz do dia.

A caverna dava para um campo verde. A esquerda havia um bosque com árvores de cedro e a direita um grande jardim. Quatro fontes borbulhavam na campina, cada uma jorrando água de tubos em sátiros de pedra. Mais a frente, o gramado descia de encontro às pedras da praia.

As ondas de um lago batiam contra as pedras. Eu podia dizer que era um lago porque... bem, eu simplesmente podia. Água fresca. Sem sal. O sol brilhava na água, e o céu era de um azul límpido. Parecia um paraíso, o que imediatamente me deixou nervosa. Você lida com coisas mitológicas por alguns anos, você aprende que paraísos geralmente são lugares onde você é morto.

Na praia seguiam-se risadas, lá estava Jake com uma camiseta de algodão e uma calça de cordão branca feita do mesmo material, ele falava com uma garota. A garota com os cabelos caramelo trançados, andei até eles lentamente. Porque minhas pernas ainda estavam duras. Quando a grama virou cascalho, eu olhei para baixo para manter meu equilíbrio

- Megan! — era a voz de Jake, eu não o vi, mas eu me senti abraçada, senti todos os meus ossos do corpo doerem me fazerem gemer.

- Jake...

- Ah, desculpe. — ele se afastou.

- Então, você esta acordada. — disse a garota, ela não me parecia exatamente má, era bem bonita na verdade, Ela vestia um vestido sem mangas grego com um decote bordado a ouro. — Estou bem surpresa por você estar aqui.

- Quem é você? — perguntei.

- Ah, Megan... — disse Jake. — Essa é Calipso, filha de Atlas.

O nome do titã mandou um arrepio pela minha espinha. Eu conhecera o titã Atlas no último inverno, e não foi um tempo feliz. Ele tentou matar quase todo mundo com quem eu me importava.

- Ah... — falei. — Bom... Eu sou Megan, filha de...

- Poseidon. — disse Calipso. — Sim, é óbvio. Mas isso não justifica você esta aqui, até hoje apenas homens entraram em minha ilha. Mas você é bem-vinda.

Ela parecia muito gentil comigo, até gentil demais, e foi isso que me deu medo.

- Você... Ah... Quanto tempo estive desacordada? — perguntei.

- Tempo. — disse ela. — Isso é uma coisa realmente difícil de te dizer aqui, Megan. Não saio de Ogígia faz... um bom tempo. Não estou muito atualizada com o mundo lá fora.

- Mas porque...

- Megan, sem perguntas. — disse Jake. — Por favor.

Eu franzi a testa.

- Tudo bem. — falei.

- Apenas saiba, pequena. — disse ela. — Não sou sua inimiga... Mas desculpe se eu disser que não confio muito em sua chegada, desculpe ser rude desse jeito... Mas nunca vi uma heroína entrar aqui.

- Eu entendo. — falei. — Contato que você não me transforme em qualquer coisa ou tente me matar...

- Megan! — advertiu-me Jake.

- O que? — perguntei. — Estou falando sério!

Calipso riu.

- Fique tranquila quanto a isso. Acho melhor que vocês dormirem mais, ainda não estão completamente curados.

Ela tinha até razão. Mas eu disse:

- Eu não quero dormir. — falei. — Não de novo.

Calipso me olhou confusa. Mas Jake disse:

- Megan, vamos... — ele me puxou antes que eu pudesse protestar, e voltamos para aquele dormitório em que antes eu estava.

No caminho enquanto voltávamos eu admirava o lugar, era bem tranquilo e calmo, mas ainda me perguntava muito sobre a tal Calipso, e se talvez eu devesse sim ou não confiar nela.

- Ela tem uma maldição. — disse Jake quando voltamos ao quarto. — Não faça perguntas, certo?

- Não preciso. — falei. — Benjamin já havia me contado sobre Calipso e suas histórias...

- Certo... — disse ele se deitando em outra cama.

- Ela... — hesitei. — Ela é bem bonita.

- Sim, eu sei. — disse ele.

Me surpreendi mesmo, eu não via muito Jake falando sobre a beleza de algumas meninas, o máximo que eu esperasse dele seria algo como "Tanto faz" ou "Não reparo muito essas coisas" como quando eu falei de Beatrice Rossetti do chalé de Afrodite.

Demorei um pouco para dormir, mas pela primeira vez em tempos, eu não tive sonhos.

Notas finais
Estou muito bipolar galera, estou pensando em fazer a segunda saga da Megan, ainda não decidi isso. Mas estou com muita vontade de fazer...

Mas por enquanto vamos nos concentrar nisso ok? A Grande, grande, grande profecia que todo mundo sabe... (Ou acha que sabe... Vai que eu... Hum... É. MUAHAHA) Aeee Annie Volturi, é no próximo capítulo tá bom? Vai ser lento ok? Do jeito que você pediu.