Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto

8 A Vontade dos deuses! Ronald McDonald dos Mortos


Notas iniciais
Obrigada aos comentários, e a Gabriella Jackson pela recomendação em "A Maldição do titã"

Depois que eu sai correndo do chalé de Ares pretendendo ir direto para o refeitório, eu bati de cara com Kim Dewes, do Chalé de Hefesto. Ela carregava uma sucata e parecia nervosa, a sucata parecia queimada, a ponta dos seus cabelos escuros estavam chamuscados também, a sucata caiu no chão com o impacto que demos uma na outra. Ela rapidamente se abaixou para recolher os restos de metal quando eu me abaixei para ajudar.

– Desculpe... Eu não te vi. — falei.

– Nem eu. — disse ela, depois ela olhou bem para mim e franziu as sobrancelhas. — Megan, você esta bem? Esta pálida, mais que o normal.

– Eu to bem... Quem disse que eu não to bem?

Ela se ergueu me olhando desconfiada, talvez vocês não lembrem dela. Lembram de Peter? O Filho de Hermes, então Kim que o resgatou no meio de uma missão. Ela é filha de Hefesto e nunca se deu muito bem com Silena quando esta ainda tinha juízo. E Kim sempre usava uma luva de couro em sua outra mão. Era legal, apesar de que as vezes era meio agressiva. Ah, e ela tem benção de Hermes.

– Acho melhor eu ir indo levar essa coisa. — disse ela erguendo um pouco os restos de metal chamuscados. — Enfim, tem certeza de que esta bem? Você esta tremendo.

– Eu estou perfeitamente bem! — eu exclamei já irritada — Jake não tem nada haver com isso, tá?

Ela hesitou, oh... Eu...

– Quem foi que falou em Jake? — ela me deu um sorriso maroto, eu bufei.

– Esqueça isso, é que... Eu... Nós...

Um trovão cortou minha fala, e eu estremeci por completo, olhei irritada para o céu. Imaginando o que eu havia dito de errado que agitou a Zeus, mas na verdade não era nada disso.

– Megan, olha! — ela apontou para além de mim.

Segui seu dedo, percebi que estava chovendo do lado de fora das fronteiras do acampamento, raios e trovões tomavam o céu, alguns semideuses até tinham corrido para fora para ver o que estava acontecendo.

– O que é aquilo? — disse Jake surgindo atrás de mim, eu havia me esquecido completamente do que ocorrera segundos atrás, corri na direção da colina meio-sangue, imaginando o que me aguardava ali, no final não era nada, nada do que eu pensara. Até porque eu não pensei nada, apenas por um instinto de alerta de perigo eu corri até lá.



Raramente eu saia das fronteiras protetoras do acampamento, apenas quando eu tinha uma missão ou algo assim, ou quando alguém estava em perigo no topo da colina, um novo semideus, ou algo assim. Se você pensa que por acaso seja a última opção, esta completamente certo.

Me senti imediatamente bem quando a chuva tocou meu rosto pela primeira vez em semanas. Mas não pude aproveitar a sensação por muito tempo, ouvi a voz de Quiron tentando me impedir de não ultrapassar as fronteiras, mas já era tarde.

O dragão, Peleu rugia ferozmente para ele, um garoto alto e magricela encharcado que olhava para o dragão sem expressão.

– Peleu! Recuar! — eu gritei para o Dragão me colocando a sua frente.

Peleu obedeceu minha ordem, ele sabia sentir quando alguém era um meio-sangue, e conhecia o cheiro de todos nos no acampamento, uma vez me vi perguntando para ele qual era o cheiro de um meio-sangue... Não foi muito inteligente da minha parte.

Peleu sempre permitia a entrada de meio-sangues, e era isso o que me preocupava. O garoto magricela olhava diretamente para o dragão, de depois para mim. Tão calmo como quem entendia tudo.

Não podia ser um mortal, ele parecia ter minha idade, uns 13 ou 14 na verdade, o que um garoto de catorze anos estaria fazendo ali no meio do "nada" pelo menos era isso aos olhos dos mortais. Mas ele não poderia ser um meio-sangue, se não Peleu não tentaria ataca-lo...

O que ele era?

Examinei mais o garoto, olhando-o de cima a baixo, ele fazia o mesmo comigo, como um tipo de reflexo. Ele tinha cabelos cor de palha, rebeldes e apreciam nascer de todos os lados, olhos escuros, pele cor de porcelana que a luz dos trovões seu rosto parecia sombrio e assustador. Usava também calças jeans um pouco grande demais, camiseta larga e uma toga frouxa. Na sua mão ele segurava um ursinho de pelúcia marrom bem escuro, e na outra mão tinha uma simples faca, o garoto murmurava alguma coisa, mas eu não conseguia ouvir uma palavra do que ele dizia.

Até que ele fez uma coisa muito macabra que realmente chamou minha atenção, ele fincou uma faca ali, bem na garganta do urso.

Apenas lembro de sentir uma forte dor de cabeça, o garoto olhava para mim como quem olha distraído para o nada. Eu gemi antes de ouvir a voz de Jake, e então desmaiar.

•••

A equipe avançada está pronta, para sua surpresa. Nós podemos partir...

A Voz era familiar, eu estava a bordo do Princesa Andrômeda. Dentro daquela cabine aonde o sarcófago de Cronos, o titã do tempo. Permanecia quieto, mas sombrio como se guardasse os pedaços de um lorde-todo-poderoso-do-tempo-pai-dos-deuses-olimpianos-e-de-um-homem-com-bunda-de-cavalo... É, algo desse tipo.

Eu via em seguida a dona da voz. Silena, a filha de Afrodite que tentou me matar e até hoje eu não consigo acreditar que ela tentou fazer isso por contra própria, tem coisas que a gente acredita só vendo, outras a gente não acredita de jeito nenhum.

– Perfeito. — Luke, que estava na frente de Silena, sorria vitorioso, como se tivesse ganhado o maior pote de ouro do mundo, mas seu rosto ainda me parecia cansado e abalado, sua pele pálida como a de um morto, na verdade na última vez em que eu o vi ele perecia morto, também, é raro as vezes em que se joga alguém de uma montanha e essa pessoa sobrevive.

– Sim. — concordou Silena. — Em breve... — ela olhou perdida para o caixão do titã do tempo. — Os objetivos do lorde serão cumpridos, o acampamento meio-sangue reduzido a cinzas...

– Sim, Sim... mas ainda existe uma pedrinha no nosso sapato. — disse Luke deixando seu sorriso se dissolver. — A Filha de Poseidon.

– Megan? Ela não parece ser problema, já chegamos até aqui. — primeiro eu me senti ofendida (Sim, por não ser um problema para eles.) mas depois uma me chamou mais atenção ainda. Silena gaguejou ao dizer meu nome.

– Eu não subestimaria ela se fosse você, eu mesmo já provei disso. — disse Luke. — Aquela maldita Jackson... Lorde Cronos e eu concordamos que ela deve ser eliminada. Concordamos também que...

Ele rodeou Silena que agora já não parecia mais tão perigosa e confiante.

Luke se aproximou dela e sussurrou.

– A pessoa quem deve elimina-la... É você.

Silena se virou para ele se afastando.

Luke riu.

– O que? Esta com medo?

– Não seja ridículo, claro que não! — exclamou ela. — Mas eu...

– Esta hesitando o concordar com as vontades do senhor do tempo? Eu pensaria duas vezes antes de fazer isso.

Silena parecia pega em uma isca, eu cruzei os braços, porque ela estava hesitando? Já tentou me matar duas vezes... Por que agora ela hesitava?

Ela parecia já ter uma resposta exata para Luke, mesmo assim ela apenas franziu as sobrancelhas para ele.

– O que foi?

– Estou sentindo... Uma presença estranha... Estamos sendo observados.

Ela examinou a cabine. Seus olhos focaram direto em mim. Seu rosto apareceu em um sorriso maligno e ela veio na minha direção dizendo.

– É feio bisbilhotar, Jackson.

Então, ela pegou sua foice mágica da bainha e me atacou.

Eu me encontrei em outro lugar, eu estava em uma espécie de cemitério sob um céu estrelado. Nico estava lá, parado diante de uma cova. Salgueiros gigantes se agitavam ao redor dele.

Ele estava olhando alguns cavadores de cova trabalhando. Ouvi pás e vi terra voando para fora do buraco.

Nico estava vestindo um casaco preto. A noite estava nebulosa. Estava quente e úmido, e rãs coaxavam. Uma grande sacola do Wal-Mart estava ao lado dos pés de Nico.

– Esta bom, agora? — Nico perguntou, soando irritado.

– Quase, mestre. — disse aquele fantasma. o mesmo fantasma que eu vira antes com Nico, a indistinta imagem de um homem. – Mas, meu senhor, eu lhe digo, isto é desnecessário. Você já tem a mim para aconselhá-lo.

– Quero uma segunda opinião! — exclamou Nico impaciente.

Nico estalou os dedos, e a escavação parou. Duas figuras saíram do buraco. Não eram pessoas. Eram esqueletos em roupas esfarrapadas.

– Vocês estão dispensados – disse Nico. – Obrigado.

Os esqueletos desabaram em pilhas de ossos.

– Você pode bem agradecer também às pás – o fantasma reclamou. – Elas têm tanto crédito quanto os esqueletos.

Nico o ignorou. Ele abriu sua sacola do Wal-Mart e puxou um pacote com doze Cocas. Ele abriu uma lata. No lugar de beber, ele despejou na cova.

– Deixe os mortos provarem novamente – ele murmurou. – Deixe-os ressurgir e usufruir desta oferenda. Deixe-os lembrar.

Ele derramou o resto das Cocas na cova e puxou um saco branco de papel decorado com desenhos animados. Eu não vira um desses em anos, mas eu reconheci – um Mc Lanche Feliz.

Ele virou de cabeça para baixo e jogou as batatas fritas e o hambúrguer na vala.

– No meu tempo, usávamos sangue de animal – o fantasma resmungou. – É perfeitamente bom o suficiente. Eles não podem sentir a diferença.

– Eu vou tratá-los com respeito – disse Nico.

– Pelo menos me deixe ficar com o brinquedo – o fantasma resmungou.

– Cale-se! — exclamou Nico.

Ele esvaziou outra dúzia de refrigerantes e mais três Mc Lanche Feliz na vala, em seguida começou a entoar um cântico em Grego Antigo. Eu entendi apenas algumas das palavras – coisas sobre os mortos e memórias e retornos do túmulo. Realmente coisas felizes.

A cova começou a borbulhar. Uma espuma marrom líquida subiu ao topo como se a coisa toda estivesse se enchendo de refrigerante. A neblina ficou mais espessa. As rãs pararam de coaxar.

Dezenas de figuras começaram a aparecer entre as lápides: azuladas, vagamente formas humanas. Nico havia convocado os mortos com coca e Big Mac...

– São muitos – disse o fantasma nervosamente. – Você não conhece seus próprios poderes.

– Eu tenho tudo sob controle – disse Nico, embora sua voz soasse frágil. Ele sacou sua espada – uma lâmina curta feita de metal preto sólido. Eu nunca vira nada parecido. Não era bronze celestial ou aço. Ferro, talvez? A multidão de sombras recuou à vista da espada.

– Um de cada vez – Nico ordenou.

Uma única figura flutuou a frente e se ajoelhou na piscina. Ele fazia barulho, sugando enquanto bebia. Suas mãos fantasmagóricas retiravam batatas fritas da piscina. Quando ele se levantou novamente, eu pude vê-lo muito mais claramente – um adolescente em armadura grega. Ele tinha cabelo encaracolado e olhos verdes, um fecho em forma de concha em sua capa.

– Quem é você? – Nico disse. – Fale.

O jovem franziu a testa como se tentasse se lembrar. Aí ele falou em uma voz como papel seco e amassado:

– Eu sou Teseu.

Não, não era. Aquele garoto não podia ser Teseu. Ele era apenas um garoto. Eu cresci ouvindo histórias sobre ele combatendo o Minotauro e outras coisas, mas eu sempre o imaginei como esse cara enorme e forte. O fantasma para o qual eu estava olhando não era forte ou alto. E ele não era mais velho do que eu era.

– Como posso recuperar a minha irmã? – Nico perguntou.
Os olhos de Teseu estavam sem vida como vidro.

– Não tente. É loucura.

– Apenas me diga!

– Meu padrasto morreu – Teseu se lembrou. – Ele se atirou no mar porque pensou que eu morrera no Labirinto. Eu quis trazê-lo de volta, mas não pude.

O fantasma de Nico sibilou.

– Meu senhor, a troca de almas! Pergunte a ele sobre isso!

Teseu hesitava.

– Essa voz. Eu conheço essa voz.

– Não, você não conhece, tolo! – disse o fantasma. – Responda às perguntas do mestre e nada mais!

– Eu conheço você! – Teseu insistiu, como se estivesse se esforçando para recordar.

– Eu quero ouvir sobre a minha irmã – disse Nico. – Essa missão no Labirinto me ajudará a tê-la de volta?

Teseu estava olhando para o fantasma, mas aparentemente não conseguia vê-lo. Lentamente, ele virou os olhos para Nico.

– O Labirinto é traiçoeiro. Só há uma coisa que me fez ver através: o amor de uma mulher mortal. O fio era apenas parte da resposta. Foi a princesa que me guiou.

– Não precisamos de nada disso – disse o fantasma. – Eu irei guiá-lo, meu senhor. Pergunte a ele se é verdade sobre uma troca de almas. Ele vai dizer.

– Uma alma por outra alma – perguntou Nico. – É verdade?

– E-eu devo dizer que sim. Mas o espectro...

– Apenas responda às perguntas, patife! – disse o fantasma.

De repente, em volta das bordas da piscina, os outros fantasmas ficaram inquietos. Eles se agitaram, sussurrando em tons nervosos.

– Eu quero ver minha irmã! – Nico exigiu. – Onde está ela?!

– Ele está vindo – disse medrosamente Teseu. – Ele sentiu as suas convocações. Ele vem vindo.

– Quem? – Nico demandou.

– Ele vem para encontrar a fonte deste poder – disse Teseu. – Você deve nos libertar.

Tudo começou a tremer. O ruído ficou mais alto. A imagem de Nico no cemitério começou a brilhar até que se tornou doloroso assistir.

– PARE COM ISSO! — eu berrei em voz alta. — PARE!

Finalmente eu acordei daquele pesadelo, uma mão segurava a minha. Eu acordei esperando ver Jake, mas no final era aquele garoto magricela. Ele tinha a mesma faca de antes na mão, a mesma roupa e me encarava com os olhos escuros.

Eu me sentei rapidamente, assim que me ergui eu bati a cabeça na cama superior do meu beliche, o garoto... Imaginei que talvez ele fizesse também parte dos sonhos, mas ali estava ele. E aqueles olhos escuros me olhando sem nenhum pensamento, nenhuma expressão.

– A Vontade... — ele disse simplesmente, ele estava ajoelhado no pé do meu beliche, estava estraçalhando minhas pantufas do Nemo, que agora estava sem a cabeça... Tomei as pantufas da sua mão.

– O que esta fazendo?! — exclamei para ele, ele ainda tinha a mesma expressão.

– A vontade dos deuses. — disse ele simplesmente pegando a pantufa de pelúcia da minha mão lentamente.

– O que?! Isso foi um presente do meu irmão! — tomei de volta a pantufa totalmente estragada.

– O garoto morto de Poseidon... — ele disse.

– Como... Como você sabe disso? — perguntei.

– A vontade dos deuses. — repetiu ele pegando as pantufas da minha mão de novo. — Alguns querem que você morra, outros tem fé em suas decisões... O futuro...

Bufei.

– Disso eu já sei. — falei. — O que esta fazendo aqui? O que você é? Não é um meio-sangue, não é?

A Pergunta certa seria algo como "Quem é você?!", mas foi natural, a pergunta fugiu dos meus lábios.

– Você baba enquanto dorme. — ele disse e voltou a assassinar minhas pantufas. — Eu sou Octavian.

– Como se escreve isso? — perguntei, ele não olhava para mim, nem ao menos respondeu minha pergunta, era um cara estranho. — Como entrou aqui?

– Pela porta. — disse ele.

– Sabe o que eu quis dizer! — exclamei irritando-me já com o garoto.

– O filho de Ares estava aqui. — disse o garoto que se dizia Octavian. — Pediu para eu tomar conta de você, a missão foi adiada para hoje... Perigos e traições te esperam, sabe? Você não tem um futuro muito bom...

– Já ouvi algo parecido. — falei, olhei para as pantufas destruídas aos pés da cama, enchimento revestindo o piso. — Você é um tipo de psicopata de pantufas?

– Animais de pelúcia. — disse ele. — Não sou um psicopata... E Você... É uma psicopata de fontes?

Ele perguntou de modo tão calmo e sem emoção que nem aceitei aquilo como uma resposta grossa. Mas como uma pergunta mais curiosa.

– O que quer dizer? — perguntei.

Então eu vi, a fonte de água que ganhara do meu pai estava em pedaços.

– Eu... Eu fiz isso? — perguntei.

– O deficiente ocular disse, não eu. — disse o garoto. — Eu não vi.

– Você quis dizer ciclope? Tyler?

– Sim. — disse ele ainda sem olhar para mim. — Eu vim a pedido dos deuses.

– Como... Como assim?

– Eles estavam certos... — disse ele finalmente parando de fatiar minhas pantufas e olhando para mim. — Você faz perguntas demais...

E eu ia continuar, querido, se meu querido amigo Jake não tivesse interrompido o local surgindo pela porta do chalé três.

– Octavian! — ele exclamou para o assassino de bichinhos de pelúcia. — Ah... Droga, eu disse para não tocar em nada.

Octavian olhou para Jake, o cara não tinha expressões faciais?

– Não resisti. — disse simplesmente. — O Futuro é muito interessante... A vontade dos deuses é essa.

– Desculpe Megan. — disse-me Jake suspirando. — Você ficou três dias desacordada, tivemos que adiar a missão. — continuou ele se aproximando e sentando-se em um beliche. — Octavian, bem... Quiron disse que ele é um legado, então...

– Legado? – repeti. — O que é isso?

– Descendentes dos deuses de segunda ou terceira geração. — disse Octavian enquanto voltava a fatiar minhas pantufas... MINHAS pantufas do NEMO, presente do MEU IRMÃO!! Sim, eu ainda estava afetada por isso.

– Jake, simplifica. — exigi.

– Alguns semideuses crescem a ponto de terem filhos. — disse Jake. — E esses filhos são chamados de legados, eles podem ser treinado como guerreiros e afins... Alguns deles possuem poderes relativos aos seus deuses a quem são descendentes, no caso de Octavian, ele pode ler a vontade dos deuses, e desvendar um pouco o futuro, contanto que...

– Sacrifique bichinhos de pelúcia. — disse Octavian ainda... AINDA fatiando as pantufas, cara não tem mais anda para destruir das pantufas! Já estão todas despenadas! Que Hades!

– E ele é legado de...

– Apolo, é claro. — disse Jake. — Quiron acha estranho ele estar aqui, mas de um jeito ou de outro, ele tem um pouco de sangue divino, e o acampamento é exatamente para pessoas assim.

– Estou aqui pela vontade dos deuses. — repetiu o garoto.

– Certo, certo. — falei suspirando. — Pelo menos não temos que nos preocupar com o fato dele poder ser um espião de Cronos, se ele quer fazer a vontade dos deuses, pode deixa-lo fazer,mas... — me voltei para o neto de apolo. — Precisava mesmo matar minhas pantufas?

Ele apenas deu de ombros, isso era confuso, mas eu deixei amadurecer na minha cabeça de qualquer maneira.

– Bem... — suspirou Jake. — Já que se importa tanto com isso vamos dar um minuto de silêncio para a morte do... Seu peixe-de-pelúcia-de-pés, mas melhor você se apressar, sairemos em vinte minutos. Vamos Octavian, Quiron quer falar com você.

– Vinte minutos? — repeti. — Para que?

Octavian já estava guardando sua faca e indo se colocar ao lado de Jake, quando o filho de Ares disse:

– A Entrada, é claro. Vejo você mais tarde. — então ele puxou o assassino de bichinhos de pelúcia e se foi.

Eu fiquei um tempão olhando para o chão, vendo minhas pantufas de pelúcia completamente destruídas, que tipo de poder estranho era aquele?

Não tive muito tempo para pensar no misterioso psicopata de bichinhos de pelúcia, eu fui direto para o banheiro e depois disso fui arrumar minhas coisas para a missão, claro que eu sabia sobre o que Jake estava falando, e breve ele, eu, Tyler e Hansel iriamos para o subsolo, no labirinto lendário de dédalo aonde por acaso nos esperava aquela velha amiga e companheira de missão. A Morte.

Notas finais
Escondam seus bichinhos de pelúcia... Octavian já chegou para ficar... Estranho ele esta no acampamento meio-sangue? Bem... Eu tenho uns planos quanto a isso.

* parte do segundo sonho foi copiada do livro. Exceto que é um sonho e não uma Mensagem de íris.