Cry of Legacy

11 Cry of time


O relógio marcara 12 horas. Uma forte luz caiu sobre o corpo da Lucy banhando a cidade inteira e, posteriormente, o planeta inteiro. O corpo da Lucy mantinha-se caindo em um mundo cheio de relógios. Ao acordar, aquele mundo havia desaparecido. Estava branco. Seu sangue se transformou em vestes negras. Ficara parada naquele lugar. Vozes foram ouvidas.

— Layla era má! Matou várias pessoas, fez milhares sofrerem – uma voz de criança fora ouvida.

— É mentira.

— Foi isso que me contaram. Por causa dela, Lucy morreu!

— Não foi culpa dela, já estava escrito em seu destino.

— Mas... !

— Lilly era invejosa, má, via satisfação em machucar as pessoas. Mais Layla era boa e amava-a muito.

— É mentira! Lilly era boa e generosa!

— Não é verdade. Layla e Lilly são frutos do mesmo amor, irmãs gêmeas idênticas. Lilly mãe de Lucy e Layla sua tia.

— É ao contrario!

— Não é verdade. Layla se sacrificou por sua irmã. Selou suas memórias, absorveu seus pecados um por um e jogou-a no mundo dos humanos sem memória alguma. Antes disso, quebrou vários tabus para salvá-la. Ao ser mandada para o mundo humano como um bebê, recebeu o nome de Layla, pois o casal que a encontrou ouviu no pé de seu ouvido alguém sussurrar “Layla”. A verdadeira se condenava a viver na escuridão, no final vira o crepúsculo nascer em sua direção.

— Esta história não faz nenhum sentido.

— Quem fora buscar a alma de Layla (Lilly) fora a filha da verdadeira Layla.

O branco do mundo fora sumindo, Lucy se encontrava em pé, apática. Descia umas escadas em um mundo mais curioso ainda. Uma porta se abrira. Uma lembrança aparecera.

Era uma igreja e ao seu redor: velas, flores, ruínas, bancos destruídos e, um altar com uma mesa de pedra fazia-se presente mais à frente. Havia alguém dormindo nela. Alguém de roupas negras entrara na igreja, seus cabelos escuros e longos levantavam ao soprar do vento que passava por alguns buracos na estrutura velha. A pessoa dormindo acordara.

— Você veio.

A pessoa que estava dormindo, ajeitou-se na mesa e sentando-se logo em seguida. Usava um vestido branco e estava descalça, era a verdadeira Layla. A mulher parada em sua frente usava trajes escuros, seus olhos eram castanhos, seus cabelos negros decoravam seu rosto tão delicado e ao mesmo tempo tão solitário.

— Ainda bem que você veio – disse Layla, sorrindo.

— Você não devia existir e nem seu clã.

— Esta não é sua era também – disse Layla, olhando-a e entendendo o que quis dizer. — Você quer voltar?

— Sim. Tenho pessoas a quem quero proteger.

— Tem um jeito, mais irá demorar anos para se concretizar – disse Layla, mostrando uma pequena bola de vidro. — Esta era está sendo destruída pelo os ancestrais, ou seja, por nós.

— O que você quer de mim?

— Você deve consertá-la, consertar este tempo.

— Consertar?

— Sim, para isto absorva meu poder e, por favor, salve minha sobrinha para o início de sua jornada nesta era.

— Não sabia que pessoas como você tinha sobrinha.

— Ela acabara de nascer, mas está doente e pode até morrer. Não posso fazer nada... Minhas forças estão desaparecendo. Por favor.

— Sim, farei.

Lucy entrara na zona da lembrança fazendo-a fragmentar-se. A mulher de cabelos negros olhara para trás, a imagem de Layla evaporara nas lembranças de quando ainda era viva.

— Você demorou, Rose.