Cry of Legacy

4 Cry of reminiscence IV


Notas iniciais
Qualquer erro me avise.

“Um dia uma flecha subiu aos céus e, consequentemente, milhares e milhares de estrelas de fogo caíram sobre esta terra.”

“O que aconteceu no fim?”

“Esse mundo foi purificado pelas lágrimas da nossa Deusa.”

“Para mim, aconteceu outra coisa”

“Você acha?”

“Sim”

Após a sombra humanoide apontar para o leste, Doroth tentou, inutilmente, desfazer o ritual. A sombra resistiu aos encantos da velha sábia e sumiu junto com o círculo.

― E agora o que vamos fazer? – perguntou uma dos magos santos, cruzando os braços. ― Além de termos algo parecido com o Zeref a solta, ainda temos um espectro das trevas entre nós.

― Para tudo há uma solução – disse outro mago santo.

― Então significa que o núcleo de todo caos deve ser um ser vivo, e agora está na direção leste desta cidade. Mesmo assim, aqui ainda possuí vestígios, não muito fortes.

― Doroth-sama – disse Liz, angustiada. ― Eu estava pensando em algo...

― O quê é? – perguntou Doroth, cortando o resto da frase de Liz.

― Talvez a sombra humanoide tenha ido para o leste.

― É bem provável.

― Vamos nos apressar e ir imediatamente até o local e, destruir todo o mal que pode nos causar – disse o líder dos magos santos.

― Sim, irei fazer os preparativos.

Atualmente, no local da explosão, Natsu e Happy já estavam em terra firme ajudando seus amigos feridos. Enquanto isso, o homem mascarado estava ileso.

― Ele é muito forte – disse Wendy, levantando-se.

― Esse cara... – disse Natsu, lembrando-se da primeira vez que se encontrou com ele. ― Ele está atrás da Lucy!

― Lucy? – perguntou Erza, perplexa.

― Ei, Natsu! Por que ele estaria atrás dela? – perguntou Gray, preparando-se pra atacar.

― Eu não sei e Lucy não me disse nada.

― Lucy disse que ele quer vingança, pois ele sofreu um grave acidente nas construções de seu pai – comentou Happy.

― Uma mentira, não é? – duvidou Erza, ofegante.

― Não podemos deixa-lo chegar perto da Lucy! – esbravejou Natsu, em fúria.

Natsu e seus amigos se uniram e atacaram juntos tentando parar seus ataques, mais não importavam o que faziam nada surtia efeito ao homem mascarado. Os ataques individuais ou os coletivos não o machucavam e quando parecia que causou algum efeito, ele se curava instantaneamente.

O desespero tomou conta dos heróis. Lucy ainda estava a caminho do local. O homem mascarado tomou à dianteira e foi para uma antiga ruina próximo dali, sendo seguidos pelos magos da Fairy Tail. Passaram por entre paredes, e enormes colunas decorava o local, no meio estava o homem mascarado e outros aliados.

― Ótima presa, Zeel – disse uma garota, mostrando um sorriso sádico. ― E morram! Rajada de estrelas! – esbravejou, com sua mão direita coberta pela manga de sua blusa apontada para os inimigos.

O local onde o Natsu e seu pessoal estavam fora atingido por estrelas rosa, mais por sorte eles conseguiram escapar. Ao olharem para o local anterior, estava em chamas. A magia da garota de olhar sádico era tão forte quanto do homem mascarado. Ainda faltava outro usar o seu, era um velho homem. Visto de longe, em outro local menos perigoso, qualquer um poderia dizer que ele é inofensivo.

― Vocês são bem fortes, magos.

― Vocês também são magos! – esbravejou Erza, erguendo-se.

― Magos? – satirizou o velho homem, rindo das tais palavras proferidas pela Erza. ― Não nos menospreze, criança.

― Que cara irritante! – resmungou Charles, não gostando nenhum pouco do jeito do velho.

― Nós não somos magos – disse o velho, levantando seu cajado.

― Não importa suas posições. Se vocês usam magia, então são magos – disse Erza, confiante em suas palavras.

― Viemos de um mundo diferente de vocês, magos – disse a garota sádica, tirando de sua manga uma varinha. ― Somos bruxos.

― Pensei que bruxos e magos fosse à mesma coisa – comentou Gray, pensativo.

Neste momento, todos concordaram com o Gray, deixando os bruxos furiosos com tal ousadia. A bruxa recitou um feitiço, balançou sua varinha fazendo com que os magos da Fairy Tail, fossem lançados contra as paredes. Recitou novamente outro feitiço, fez movimentos bruscos como se a varinha fosse uma espada, fazendo várias explosões eclodirem entre os magos.

Estava divertido. Antes de recitar outro feitiço, uma flecha alcançou-a, mais se esquivou. Na escuridão de uma das abóbadas, veio à tona Lucy e Sagitarius. Lucy pegou outra chave celestial, e invocou Taurus. Os dois espíritos celestiais atacaram a bruxa mais foram pegos pelo feitiço de Zeel, o homem mascarado. O portão dos espíritos foi fechado.

― Surpresa? – disse Zeel, com uma marca na mão. ― Este é meu poder! Tudo regressa. Não é um feitiço que uma maga celestial pode deter, a não ser que você use aquele outro.

― Se tudo regressa... O que usarei – se perguntou Lucy, se sentindo sufocada. ― A minha outra magia?

― O poder impregnado em você, sua maldição – disse Zeel, Tirando sua máscara. ― Seu poder que me destruiu!

Todos ficaram chocados ao ver a aparência do rosto do homem, até então, mascarado. Seu rosto estava totalmente deformado. A quantidade de anos que se passaram não foi generosa com ele. Para Lucy, ele estava morto. Não sabia dizer o porquê, mais algo dizia que ele havia morrido.

Ela não perdeu tempo, pegou seu chicote e atacou-o. Ele, no entanto se esquivou. A garota bruxa usou sua varinha e fez um chicote de pedras, atacando-a. Lucy fora protegida por sagitarius que ainda estava com o portão aberto sendo fechado imediatamente.

― Yome, pode tortura-la – disse Zeel, tentando despertar o poder dela.

Yome, a garota bruxa, usou seu chicote de pedras para prender o tornozelo da Lucy. Natsu e os outros não podiam fazer nada, pois havia outra magia que estava prendendo-os. Observavam Lucy ser arremessada para todos os lados. Sangue jorrava de seus machucados já abertos e sangue saía de sua boca. Lucy já estava quase morta.

Seus amigos gritavam em fúria pedindo para eles pararem, mais a única coisa que recebiam era a imagem de sua amiga ensanguentada. O velho já mostrava sinais de cansaço.

Lucy eu viverei ainda por vários anos... Não por milhares de anos – disse Zell, observando o corpo quase sem vida perto de seus amigos. ― Como você disse: Porque eu ainda estou vivo? Você quer saber em seu leito de morte?

― Zeel não conte nada, não sabemos o que ela pode fazer – disse o velho homem, tentando impedir.

― Ela está quase morta – disse Yome.

― Mas...

― Eu morri naquele dia e fui ressuscitado, porque merecia viver! Diferente de você, Lucy.

― Zeel, Yome, vamos embora.

Quando se distanciaram, sem sair da visão, eles pararam de se mover. Ouviram as pedras caírem. Ao olharem pra trás, Lucy estava se mexendo. Tentava se levantar mesmo que seus amigos falassem para ela não se mover e que reforços iriam chegar para ajudar.

― Não me insultem! – esbravejou Lucy, em pé, com a cabeça ainda cabisbaixa.