Cry of Legacy

3 Cry of reminiscence III


Notas iniciais
Chegando perto do clímax! Qualquer erro, me avise.

“Você já ouviu sobre como tudo começou?”

“Não”

“Quer que eu conte?”

“Sim”

Estava escuro. Lucy mergulhava em um véu negro, dormia serenamente. Pedaços de memórias flutuavam ao seu redor. Fragmentos conhecidos, como quando conheceu Natsu e Happy, quando entrou na Fairy Tail, e outros como o que aconteceu na ilha Tenroujima, a vinda dos dragões para aquela época e até de quando era mais nova e brincava com a Aquarius. Havia vários fragmentos dessas incríveis memórias.

Uma sombra fazia presente no seu subconsciente. Observava as memórias sem ao menos ser visto. Ela abriu seus olhos, sentiu seu corpo leve mais via um teto em total preto. Ainda estava no mesmo lugar escuro.

― Está acordada? – perguntou a sombra, sem se expor.

― Quem é você? – perguntou Lucy, olhando para aquele local escuro com fragmentos de sua memória sobrevoando.

― Eu sou você.

― Como assim? Eu sou única!

― Você ainda está viva graças a mim, Lucy – disse a sombra. ― Como você ainda está vivo? Você perguntou isso ontem para aquele homem.

― A minha memória está confusa, mas era pra ele estar morto!

― E ele está morto – disse a sombra, na forma humana, se aproximando da Lucy. ― Eles apagaram suas memórias daquele incidente... Não, eles só camuflaram. Eu as protegi.

― Eu quero lembrar!

― Tudo tem seu tempo – disse a sombra abraçando-a por trás. ― Se você, realmente, se lembrar. Você irá mudar?

― Não sei, mas não ficarei quieta enquanto não me lembrar daquele homem.

― Levará algum tempo – disse a sombra, sussurrando em seus ouvidos. ― Você irá recuperá-las, pouco-a-pouco.

― Só quero que todas voltem.

― Tem alguém te chamando.

― Quero falar mais com você – disse Lucy, se soltando e olhando para a sombra. A sombra por sua vez se aproximou da Lucy e colocou seu dedo em seus lábios.

― Acorde – sussurrou a sombra.

― Lucy, acorde! – uma voz familiar fez se presente no quarto da jovem. Ela reconheceu após ser chamada novamente, acordando para a realidade. ― Natsu! Happy! – disse ela, ao vê-los.

― Você nos deixou preocupados – comentou Natsu, em pé, ao lado de sua cama.

― Eh? Eu estou bem... Agora.

― Aconteceu algo?

― Ahh! Já estamos atrasados Natsu! – disse Happy, colocando sua pata na frente de sua boca.

― Que horas são? – perguntou Lucy, mais antes que Happy falasse, ela viu que já passava das 8 horas.

Lucy, rapidamente se levantou da cama, pegou sua toalha que estava pendurada na cadeira e correu para o banheiro. Natsu e Happy ficaram esperando-a. Em poucos minutos, ela, Natsu e Happy saíram às pressas do apartamento. Ao chegar à entrada da cidade, encontraram um velho vendedor.

― Vocês são da Fairy Tail, não é?

― Sim!

― Está precisando de ajuda senhor? – perguntou Lucy.

― Não, só que uma mulher de armadura me pediu pra entregar este recado para seus companheiros dessa guilda que viria para cá – disse o velho vendedor, entregando o bilhete. ― Bem, era só isso. Despeço-me!

Ao pegarem o bilhete, agradeceram ao vendedor. No bilhete estava escrito: “Natsu, Lucy e Happy, os clientes têm pressa que os ajudemos, então, nós já estamos de partida. Vá para o leste! Lá vocês encontrarão, no meio de uma densa floresta, duas montanhas gêmeas. Ao lado dessas montanhas é onde se localiza a vila”. Vendo que realmente não teria jeito, eles saíram da cidade.

Por uma boa parte do caminho, o silêncio se alastrava entre eles. Natsu queria perguntar várias coisas a Lucy sobre o tal homem, mas sentia que aquilo trazia más recordações a ela.

― Lucy

― O que foi Happy?

― Porque você disse que era pra aquele homem estar morto?

― Falei sem pensar – disse Lucy, tentando mudar de assunto. Mais ao perceber que eles não iam se conformar, ela pensou em algo rápido para se disser. ― Não recordo direito, mas eu tinha certeza que ele havia morrido em um acidente nas construções do meu pai. Se ele escapou, eu não tive mais noticia depois disso.

― Entendo.

Lá no fundo, para Natsu, Lucy havia mentido. Havia algo além de um acidente nas construções que causou a “morte” do tal homem mascarado mais ele não sabia como explicar direito o que aconteceu, mas sabia que tinha algo relacionado com a Lucy.

Eles estavam próximos ao local da missão, quando ouviu um estrondo junto com uma explosão em uma das montanhas gêmeas próximas a vila que solicitou ajuda. Happy abriu suas asas, pegou o Natsu e saíram para o local onde estava. Lucy usou uma de suas chaves e invocou virgo.

― Sim, senhora! Já é hora de minha punição?

― Não! Virgo me leve até onde está aquela fumaça – ordenou Lucy, apontando em direção à montanha.

― Sim, minha senhora – disse Virgo, curvando-se perante Lucy.

Logo, ela pegou a Lucy e saltou da montanha onde estavam – Eles estavam subindo uma montanha para ver melhor onde ficavam as gêmeas e seguir com sua missão. Do alto, Natsu e Happy viram uma grande cratera e o homem mascarado usando uma magia esquisita. Erza e o pessoal não sabia o que fazer, eles já estavam bastantes machucados.

Em Magnólia, Doroth acionou o conselho mágico, enquanto Liz preparava o selo mágico no solo de Magnólia. Alguns minutos depois, os magos santos que já estavam à caminho de lá se reuniram ali, perante o selo. Doroth lançou uma magia de invisibilidade e ao mesmo tempo, interceptando o local colocando algo no lugar para que os olhos de quem passasse por lá percebesse que teriam que contornar o local.

― Nos mostre o que você dizia no relatório sobre umas magias intercalando com nosso reino – disse um dos magos santos, apressado.

― Espero que seja importante a fim de nos juntar aqui nesta cidade.

― Acalmem-se – disse Doroth, rumando ao circulo mágico. ― Descobri que a magia maligna tem esta cidade como centro. Se não fizermos nada a respeito, nosso futuro... Não, o futuro deste reino estará comprometido.

― Você está dizendo que é uma das magias de Zeref?

― Não sei exatamente, mas parece ser muito mais forte que a magia de Zeref.

― O quê? Do que a velha santa está dizendo? – perguntou um dos velhos magos santos, duvidando de sua sã consciência.

― É uma magia nunca vista neste reino.

― Para que este círculo de magia negra, então?

― Ele serve para nos mostrar a localização da fonte deste poder – respondeu Doroth, pegando uma faca e uma galinha para servir de sacrifício. ― Tem 50% de chance dar certo.

Doroth levou a galinha até as primeiras linhas do circulo de magia negra, colocou-a deitada e cortou sua cabeça de forma cruel. Depois jogou a oferenda para o meio do círculo, esperou o sangue da galinha espalhar até seu limite e começou a proferir palavras antigas dando inicio ao ritual. Uma fumaça negra começou a sair das escrituras antigas, uma sombra com características humanas se formou. Todos ficaram perplexos, não sabiam se realmente iria funcionar. Este ser das sombras apontara para o leste da cidade.