Cry of Legacy

2 Cry of reminiscence II


Notas iniciais
Qualquer erro, me avise!

“Pergunto-me se eles estão bem, Rose.”

“Não sei lhe dizer o que para mim não existe.”

“Entendo.”

Wendy, Charles e Liz estavam parados em frente à praça principal de Magnólia, olhavam para os lados à procura de sua mestra. Do outro lado da cidade, Natsu e Happy voavam pelo céu de Magnólia à procura de Wendy e Charles; sentiram um cheiro estranho e foram averiguar. Lá do alto, viram um círculo mágico estampado no chão pavimentado e uma velha senhora proferindo palavras antigas como se fosse um ritual macabro.

Ficaram olhando por algum tempo até que sentiram vibrações no ar, derrubando-os céu abaixo. Na praça central de Magnólia, Wendy, Liz e Charles avistaram uma fumaça muito sinistra vinda do leste e correram para ver o que havia acontecido. Ao chegarem lá, deparou-se com Natsu e Happy sobre um circulo mágico e uma velha senhora fazendo uma cara de descaso.

― Natsu, Happy! – gritou Wendy, indo até o seu encontro junto com a Charles.

― Doroth-sama! – gritou Liz, ao ver sua mestra com cara de pouco amigos.

― Aprendiz inútil, onde você estava? – disse Doroth, encarando-a. ― Não posso tirar os olhos de você um minuto que você desaparece sem mais e nem menos.

― D-Desculpe!

― Magos? – perguntou Doroth, dando uma breve olhada na Wendy e no Natsu. ― Desde que não atrapalhe no meu trabalho, estará tudo bem.

Wendy ajudou o Natsu, curando seus ferimentos da queda. Doroth já havia pegado suas coisas que estava descansando em um banco próximo dela, chamou a Liz para irem embora – não da cidade, mais daquele local. Liz foi até a Wendy e Charles e se despediu adequadamente antes de partir.

― Pessoas esquisitas – resmungou Natsu, baixinho. ― Wendy amanhã nós faremos nossa missão. Esteja na entrada de Magnólia as 7:00 da manhã em ponto – disse Natsu aproveitando a oportunidade para dizer a data e as horas para partir.

Do outro lado da cidade, uma pessoa encapuzada e usando uma mascara se esgueira como uma sombra pelas ruas estreitas da favela que fica na Magnólia. Essa sombra sai correndo a toda velocidade. Ao dobrar a esquina, dá de cara com Doroth e Liz. O sol já estava se pondo e a rua começara a ficar iluminada.

― O mal está chegando... Não já chegou – disse a pessoa encapuzada.

― Como você sabe disso? Quem é você?! – perguntou Doroth.

― O mal ainda está dormindo. Quem o despertará? Eu quero saber a resposta – disse a pessoa encapuzada, passando pela Doroth em direção oposta.

― Quem era aquele? – perguntou Liz.

― Se eu soubesse não teria perguntando.

― Você perguntou algo a ele?

Doroth nada dissera – não era como se fosse fazer alguma diferença no momento – e começou a rumar seu caminho. “O poder maligno se concentra nessa cidade. O mal está dormindo? Devo pesquisar mais sobre esta cidade” pensou Doroth, enquanto caminhava à procura de um lugar para ficar.

Wendy e Charles se despedem de Natsu e Happy e vão embora para o dormitório das garotas de Fairy Tail. Natsu e Happy caminham pelas ruas iluminadas de Magnólia e resolvem dar uma passada rápida na casa de Lucy. Ao dobrarem para entrar na rua da casa dela, havia uma pessoa encapuzada totalmente de preto em frente à casa da Lucy. Parecia que esperava alguém sair de lá.

― E aí! – disse Natsu, se aproximando junto com Happy.

― Natsu... Esta pessoa é estranha – disse Happy, com calafrios. ― Estou com medo.

― O mal está assombrando esse local... E vocês serão os próximos que serão sucumbidos por ele. Fujam, enquanto podem – disse o encapuzado.

― Mal? Quem é você e do que está falando? – perguntou Natsu, desentendido.

O encapuzado soltou um riso macabro, soltando os seus braços para os lados como se estivesse fazendo uma prece. Natsu, que até então estava com as mãos na nuca, soltou-os e começou a ficar sério. O homem encapuzado estava desequilibrado. Falava coisa com coisa, muitas vezes sem sentido algum. Happy sentia mais calafrios ainda.

― Oh Deus! O mal está acordando novamente. Expulse-o! Mande de volta para o seu mundo de solidão. Eu rogo!

O Homem encapuzado fora acertado por um soco do Natsu e ficou deitado por alguns segundos no chão, levantando-se desengonçadamente. Natsu estava em fúria e Happy morrendo de medo. Uma das janelas do quarto da Lucy abriu.

― Quem é você? – perguntou Lucy, olhando pela janela o homem encapuzado. ― O que está fazendo aqui?

― Você, realmente, não se lembra de mim? – disse o encapuzado, direcionando seu rosto coberto por uma máscara para a Lucy. ― Já se passaram alguns anos que nós nos encontramos, mas você não mudou nadinha.

Lucy sentiu um arrepio em sua pele após ouvir aquelas palavras. Não se lembrava de nada sobre aquele homem ali parado, em frente a seu apartamento. Mais algo lhe dizia que já havia o encontrado antes, em algum lugar.

― Lucy, você conhece esse homem? – perguntou Natsu, um pouco calmo.

― Não... Você devia estar morto – disse Lucy. ― Por quê? Por que ainda está vivo? – esbravejou Lucy, como se aquilo fosse importante.

Lucy esquecera que ao lado estava Natsu e Happy e que eles estavam e ficariam mais curiosos em saber quem é ele e por que ela o conhecia. O homem nada comentara, soltou um riso de satisfação e saiu andando como se nada tivesse acontecido. Talvez, ele só quisesse dá-lhe um susto, e conseguiu. Lucy ficou imóvel, tremia bastante. Antes que Natsu falasse algo, Lucy fechou a janela e mesmo que ele batesse na porta várias vezes ou tentasse abrir passagem, Lucy não dava nenhuma trégua. Passado algum tempo, Natsu passou uma folha de papel com algo escrito por d’baixo da porta do apartamento de Lucy e disse em voz alta que já iria embora mais que voltava no dia seguinte para irem pra missão.

No dia seguinte, Erza, Gray, Wendy e Charles já estavam na entrada da cidade de Magnólia à espera do Natsu, Happy e Lucy que se atrasaram. No outro lado da cidade, Natsu e Happy foram pra casa da Lucy busca-la e tentar conseguir respostas do ocorrido na noite passada. Ao chegarem a sua casa, nem precisou bater na porta ou esperar ela abrir, pois a porta se encontrava encostada — só na maçaneta.