Cry of Legacy

1 Cry of reminiscence I


Notas iniciais
Qualquer erro, me avise!

Há muito anos, havia uma guilda de magos. Eles eram fortes. Eu vivi alguns anos com eles... Eu era feliz... Muito feliz. Era como uma família. Mas um dia irei esquecê-los. A guilda não existe e eles... Não... Eles nem ao menos existem ainda, nem a guilda, nem o próprio reino. Não sei se posso chamar isso de passado ou futuro, é complicado. Não é Rose?”

No reino de Fiore, na cidade de Magnólia, pessoas contavam como foi que a guilda mais forte do reino perdeu seu título e seu prestigio, durante sete anos seguidos, após os membros mais fortes desaparecerem em uma ilha chamada tenroujima e como se reergueram depois que esses membros voltaram a salvos após esses sete anos.

Atualmente no reino de Fiore, havia um grande alvoroço em uma guilda de magos, Fairy Tail. Natsu, como sempre, brigava em prol de sua rivalidade com o Gray. Enquanto isso, os outros estavam sentados à mesa, já acostumados com aquela situação dos dois rapazes. Não muito longe da briga, estava: Wendy, Charles, Happy, Erza e Lucy deliciando-se com uma fatia de bolo e um suco para refrescar o dia.

― Pessoal, vamos fazer alguma missão? – perguntou Wendy, antes de colocar um pedaço de bolo recheado com glacê e morangos em sua boca.

― Humpf quando finalmente conseguimos uma folga – resmungou Charles, com os braços cruzados.

― Que tal deixarmos a missão para amanhã, então? – citou Happy, ficando do lado da Charles.

― Magos precisam de descanso também. Certo! – disse Erza, se levantando bruscamente da mesa. ― Faremos uma missão amanhã!

― Eh? – disse Natsu e Gray, parando de brigar no meio do salão e olhando para o grupo ali sentado.

― Então, vamos descansar por hoje – disse Lucy, descansando o garfo no prato vazio. Ao pegar o copo com o suco, ele cai, derramando o restante do suco tanto na mesa quanto no chão.

― Lucy, seu suco derramou – disse Wendy, ao perceber o pequeno acidente.

― Eh? – disse Lucy, não entendendo do quê Wendy havia falado. ― Ah, Meu suco! – disse após perceber que seu copo já estava totalmente vazio.

― Agora que percebeu? – comentou Charles, preocupada.

― Sim... Deve ser porque estou cansada – disse Lucy, sem graça.

― Deve ser mesmo – comentou Erza, só para dizer que prestou atenção ao assunto.

Depois disso, Lucy ajudou Mirajane a limpar a mesa e o chão que já estavam meio grudentos. Wendy e Charles haviam saído, pois disseram que ia a uma loja antes de voltar para a guilda para discutirem qual seria a missão e logo voltar para casa e arrumar sua bagagem. Depois que limparam tudo – contando não só com o suco derramado como também com as mesas e os bancos destroçados por causa da briga do Gray com o Natsu -, eles esperaram pela Wendy que ainda não havia voltado.

No centro da cidade, Wendy segurava um pacote enquanto andava ao lado de Charles quando, de repente, viram uma pessoa encapuzada cair no chão diante delas. Neste momento, Wendy não pensou duas vezes e saiu correndo até a pessoa encapuzada para ver se este estava ferido. Ao se abaixar, perceberá que era uma mulher.

― Err... Você está bem?

― Sim – disse a mulher encapuzada ainda deitada, de barriga para baixo, no chão. ― Onde estou?

― Aqui é a cidade de Magnólia – disse Wendy, tranquila.

― Finalmente chegamos, Doroth-sama – disse a mulher, referindo-se a outra pessoa que estava com ela. ― D-Doroth-sama! – exclamou a mulher, após perceber que a pessoa a quem estava acompanhando não estava mais lá.

Levantando-se rapidamente do chão, olhava para os lados em desespero até que olhou para baixo vendo uma garotinha de cabelos longos e azuis e um gato branco. Encarou-as.

― V-Você está bem? – perguntou Wendy, preocupada. Mais não estava mais preocupada com a mulher e sim com ela mesma, pois sentiu calafrios ao olhar direto para os seus olhos.

― Quem é essa Doroth? – perguntou Charles, tentando amenizar a situação que elas se encontravam.

― Minha mestra – disse a mulher, parando de encará-las. ― Eu e ela estávamos vindos para esta cidade juntas durante todo percurso até que me separei da minha mestra.

― Isso acontece... Às vezes – disse Charles.

― Já sei, vamos procurá-la juntas? – disse Wendy, tentando ajudar. ― Eu e Charles sabemos andar pela cidade e você conhece o rosto de sua mestra. Se formos juntas teremos mais chances de encontrá-la. Certo?

― Que bom! Ainda bem que te encontrei – disse a mulher, com os dedos das mãos cruzadas entre si e um enorme sorriso no rosto bastante emocionado.

― Como se chama? – perguntou Charles.

― Eh? Quase me esqueci de apresentar-me. Desculpe pela falta de educação – disse a mulher, abaixando sua cabeça como um pedido formal de desculpas. ― Me chamo Liz. E vocês?

― Eu me chamo Wendy – após dizer isso, ela direciona sua mão para Charles. ― E esta é minha amiga e parceira Charles.

― Prazer em conhecê-las.

― Igualmente.

Então Wendy e Charles saíram pelas ruas à procura da mestra da Liz que havia se perdido. Na Fairy Tail, Erza e o pessoal cansaram de esperar, escolheram uma missão e marcaram local e horário para se encontrarem no dia seguinte. Natsu e Happy disseram que iam falar com a Wendy e Charles sobre a missão e saíram às pressas da guilda. Lucy também se despediu e foi embora para sua casa.

Ao chegar à rua de sua casa, Lucy passa por uma velha senhora que caminhava com o auxílio de uma bengala. Sentiu uma sensação desagradável. Olhou para trás, onde viu as costas da senhora se distanciarem daquele local. “Deve ser só minha imaginação” pensou Lucy, voltando a caminhar rumo a sua casa. Mais na frente, a velha senhora para de andar, olhando para trás. “Sinto uma poderosa distorção neste local, temo que tenha que averiguar mais. Mais primeiro tenho que procurar aquela inútil de minha discípula” pensou a velha senhora, depois continuou com seu percurso.