Cry of Legacy
10 Cry of chaos IV
Todos já haviam embarcado no dirigível e alcançado voo. Era uma manhã refrescante e cheia de vida. Erza se sentiu nas nuvens, Wendy e Charles não paravam de ficar olhando para todas aquelas bolas de algodão, Juvia ficava vislumbrando o corpo nu de Gray, Liz e Levy buscavam respostas que não foram respondidas ao chegar naquele lugar e por outro lado Natsu e Gajeel estavam passando mal, enquanto eram acudidos por Happy e Lilly. Leo estava pilotando enquanto Naya o ajudava no mapa-guia.
Mais na frente, nuvens negras tomavam de conta a região ao qual estavam indo. De longe dava para ver raios caindo céu abaixo. As poucas aves que sobrara fugiam em desespero. A vegetação estava morta com a excessiva carga de energia vinda das nuvens, totalmente, sobrecarregadas.
— Bom pessoal, segurem-se.
— Está é a fronteira? – perguntou Levy, angustiada após ver a verdadeira situação ao qual enfrentariam em diante.
— Sim, no meio dela chegaremos ao nosso destino.
Erza e o resto do pessoal – exceto Natsu e Gajeel que estavam desmaiados – ficaram sérios. A tubulação começou a atingir o dirigível que começara a sentir o poder excessivo.
— Naya ative a barreira!
Naya pôs-se a correr para o painel de controles. Ao abrir a caixa de transferência de poder, viu que o cristal — a qual era a fonte de energia para se formar a barreira — estava rachada ficando desesperada.
— O cristal está rachado!
— Segurem-se! – esbravejou Leo, movendo a direção para o lado.
O dirigível começou a desviar de alguns relâmpagos já que outros o atingiam cruelmente. Os controles sofreram um circuito elétrico e logo pegou fogo, mais ninguém podia fazer nada já que a principal prioridade era sobreviver.
Alguém, do lado de fora do dirigível, posou em cima dele. Um raio caíra mais fora refletido por esta pessoa. O dirigível começou diminui a altitude. Os danos acometidos nele era irreversível nesta altura e nada se podiam fazer naquele momento.
— Estamos perdendo altitude!
— Iremos morrer! – disse Liz, desesperada com as mãos sobre a cabeça.
Wendy estava segurando a Charles quando viu por um vislumbre um ataque lateral tentando atingi-los, mas fora desviado para outro rumo, pois alguém se jogou na frente do ataque. Wendy viu às costas de uma mulher de cabelos vermelhos cortando o ataque com sua espada. Logo, ela havia desaparecido.
— Pessoal, parece que tem alguém que quer nos derrubar – disse Wendy, se segurando para não sair rolando céu abaixo por causa da tubulação. — Alguém nos salvou de um ataque ainda pouco.
— Sério?!
— Ei, tem algo vindo deste lado! – esbravejou Happy, apontando para onde seria a traseira.
— Aqui também! – disse Levy, apontando para a direita.
Neste momento, perceberam que dos quatro cantos havia um laser de energia que estava ao ponto de se cruzar e pegá-los de jeito. Não havia para onde correr. Uma forte luz branca tomou conta, iluminando tudo. Era o fim. A mulher misteriosa colocou sua mão na estrutura do dirigível antes que os ataques inimigos o destroçassem — Dimensional! – gritou a mulher.
Leo junto com os outros acordaram. Estava tudo silencioso. Os relâmpagos haviam parado de cair. Ao olharem ao redor, por entre os vidros, viram uma multidão de gente do lado de fora os olhando apavorados. Eles conseguiram sair vivos.
Todos ficaram felizes e começaram a se abraçar com lágrimas nos olhos. Ao saírem do dirigível já em pedaços, viram que a cidade estava sendo protegido por uma barreira mágica de alto nível. Não sabiam como foram salvos e quem os salvou, mais agradeceriam pelo resto de suas vidas.
Algo os deixou intrigados, após olharem mais à frente da cidade. No meio havia uma torre e parecia que alguém estava aprisionado lá. Natsu que já estava melhor do enjoou sentiu o cheiro da Lucy pela cidade, como se ela tivesse passado por lá. Mais esse cheiro era diferente, era como se fosse algo nostálgico. Eles não perderam tempo e saíram correndo pelas ruas estreitas.
Alguém de capa negra apareceu pelas costas e jogou alguns cristais nas costas de Romeo, Levy, Gajeel, Liz, Lily e Juvia, que sem resistência alguma desapareceram e os cristais quebraram. Neste momento, ninguém havia percebido a falta dos seus outros companheiros.
Ao chegarem próximo da torre, perceberam que quem estava preso era a Lucy. De longe, percebia-se que fora torturada e estava muito fraca. Ao tentar alcançá-la são parados por uma velha conhecida.
— Há quanto tempo, imigrantes – disse Irina, pondo-se de frente com eles.
— Cuidado! – esbravejou Erza, séria em relação à inimiga. —Ela é forte demais.
— Eu vim aqui para rever uma antiga amiga. Realmente não esperava vê-los por aqui.
— O que você quer? Lutar?! – esbravejou Natsu, em fúria.
— Lutar? – se perguntou Irina, sem entender o real sentido da pergunta. — Não, eu sou somente uma mera observadora.
— Do que você está falando? – perguntou Gray, sem entender do por que dela não atacá-los.
— Sou somente uma testemunha de nossa deusa, não tenho permissão para lutar – disse Irina, enquanto olhava para o céu. — Tenho impressão que reencontrarei uma antiga companheira – completou, enquanto passava por entre os magos da Fairy Tail.
— Como assim? – perguntou Wendy, curiosa, olhando para trás. — Desapareceu...
— Lucy... Vamos! – esbravejou Erza, dando o sinal de avanço.
O chão começara a se partir; os raios que até então não entrava na cidade, caía sobre as moradias e seus habitantes e forasteiros.
Todos saíram correndo em meio aquela destruição rumo ao local onde Lucy estava, sendo que de vez em quando ficavam desviando de possíveis atritos causados pela destruição; mas foram parados por algumas pessoas de manto negro que os atacaram logo em seguida, separando-os. Eles eram fortes. Pareciam que os ataques de Natsu e seus amigos não surtiam efeito algum contra eles.
O ritual começara e várias pessoas de manto oravam em um idioma desconhecido. Pegaram quatro espadas ao qual perfuraram o pulso e o calcanhar da Lucy, fazendo-a gritar de dor. As badaladas do sino da capela foram ouvidas. Ressoavam e ressoavam. Para Lucy cada badalada tinha um som diferente. “Eles não vieram” pensava a Lucy quase inconsciente.
Os sons ressoavam, os magos lutavam tentando alcançar sua amiga e salvá-la. Distante dali, flechas de luzes foram disparadas. Passaram por entre ruas e becos visando seu alvo. De um por um, eles atravessaram o peito dos magos da Fairy Tail, fazendo-os cair em desgraça.
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