Cry of Legacy
9 Cry of chaos III
Notas iniciais
Alguém colocou uns pratos de biscoitos com gotas de chocolate na mesa sendo acompanhados por um refresco de uva. O grupo estava tenso. A pessoa fora até a janela escondida por uma cortina, abrindo e iluminando a sala. Ao virar para a mesa onde estava Natsu e seus amigos, veio a tona uma mulher com vestes tradicionais: vestido longo com babados como de uma plebeia e sandálias meramente surradas.
— Hmm... Muito obrigada por nos ajudar naquele momento – disse Erza, lembrando-se dela chamando-os para dentro de uma caverna e levando-os para uma cidade além da montanha.
— Que isso! Só ajudei quem precisava de ajuda – disse a plebeia, envergonhada. — A propósito, porque vocês estavam sendo perseguidos?
— Não sabemos – disse Gray, abaixando a cabeça.
— Você por acaso viu umas pessoas usando capas e voando em pássaros gigantes?
— Sim, vi sim. Passa vários por aqui.
— Vários?! – disse Wendy, espantada com a resposta da desconhecida.
— Sim, isto é bastante comum nesta terra. Mais porque a pergunta?
— Co-co-comum? – disse Liz, gaguejando.
— Não pode ser – disse Charles, de braços cruzados. — Isto significa que será difícil encontrar a Lucy.
— Lucy? – repetiu a desconhecida, pensativa. — Ah! Lucy d’Layla?
Os magos remanescentes da Fairy Tail ficaram surpresos pela repentina pergunta da desconhecida, sendo que nesse continente eles nem deveria saber quem é ela. A plebeia após perceber que estava sendo encarada, sentiu-se pressionada e começou a gaguejar.
— Você conhece a Lucy? – perguntou Natsu, se levantando da mesa bruscamente. — Você sabe onde ela está?
— Ouvi r-rumores! – disse a garota, nervosa. — Mais talvez seja uma outra Lucy, não é?
— Natsu! – esbravejou Erza, agarrando seu ombro e fazendo sentar na cadeira de qualquer jeito. — Você não está vendo que está deixando-a com medo! Idiota!
— Me desculpem, me desculpem, me desculpem, me desc-...
— Não precisa se desculpar, nós que devemos nos desculpar – disse Erza séria. — E também, adoraríamos saber tudo à respeito dessa Lucy d’ Layla.
— Mais talvez seja outra Lucy – comentou Gajeel.
— Não temos nada a perder se descobrirmos mais sobre essa Lucy – disse Levy, séria.
— Sim, contarei tudo que eu sei sobre ela.
Na sala, já escura, iluminada por uma lamparina. O relógio de parede marcava oito horas em ponto. No centro da mesa de madeira os remanescentes estavam atentos à conversa da garota.
— Se for nesse caso precisamos chegar lá o mais rápido possível – comentou Erza, com os braços cruzados com uma cara nada contente.
Natsu estava aborrecido com o ocorrido contado pela garota. Todos estavam. O silêncio prevaleceu até que foram descansar nos aposentos que a garota emprestara.
— Eu ajudarei a resgatar sua preciosa amiga – disse a garota, ao grupo ali em silêncio. — Amanhã... Esperem quietinhos.
Estava de noite, alguém andava ao lado de paredes rústicas segurando uma vela. A sombra se estendia por uma escada em espiral. Ao deixar em cima de uma mesa, em frente à uma cela enferrujada que fazia-se presente. Alguém gemia de dor.
— Você está acordada? – perguntou a pessoa, nas sombras da parede. — Layla o ritual será feito e você renascerá como nossa rainha.
— Eu... não servirei a este povo... nunca! – disse Layla, dentro da cela escura.
— Oh... Quem você procura não a achará. Entenda isso de uma vez logo.
— Quem eu procuro já estão mortos, eu os matei... Todos.
— Esta é suas últimas palavras?
— Não sei.
— Bem, teremos o resto da noite para nos lembrarmos de nosso passado juntos.
Já era de manhã, quando alguém corria pelas longas escadas esculpidas com tamanha delicadeza. Um oficial corria, estava ofegante; tropeçara no último degrau, caindo de cara no chão. Sua mão tocou nos pés de alguém, ficou a palpa-los.
— O que você está fazendo, Robert? – disse Irina, olhando para baixo.
— I-Irina-sama – disse Robert, se levantando, assustado. — Desculpe.
— O que era? Porque a pressa?
— O céu está fechando, nuvens negras, destruição, uma mulher, um exercito de mortos – disse Robert, olhando nos olhos de Irina. — A sacerdotisa disse que teve essas visões a algum tempo. E está acontecendo isso mesmo. O céu está escurecendo.
— Entendo – disse Irina, com um olhar frio. — Estou indo – disse Irina, passando por Robert com suas mãos na bainha.
— Você irá voltar?
— Prevejo que verei uma antigo conhecido meu.
— Isto significa...
— Não se preocupe, voltarei – disse Irina, descendo às escadas.
Uma canção circulava entre panos recém-lavados nos varais. Várias mulheres cantavam uma cantiga daquele lugar enquanto estendiam as roupas. A plebeia que se chamava Naya, estava abrigando os magos da Fairy Tail, chegara em sua casa com uma cesta de pães quentinhos. Os magos estavam se preparando para o café da manhã preparado pela mais nova amiga.
— Pensei que vocês já tinham ido embora.
— Como poderíamos fazer isso? – perguntou Wendy.
— Não conhecemos nada aqui e nem os caminhos que se deve tomar para chegar naquele lugar sobre os rumores que tu ouviu – comentou Liz.
— Já sei como vou ajudá-los – disse Naya, com um sorriso no rosto enquanto colocava os pães sobre a mesa. — Confiem em mim!
Mais tarde, uma batida na porta fez com que Naya saísse quase que voando de seu assento para abri-la. Ao abrir a porta, lá estava o herói que salvaria-os daquele problema. Um rapaz entre 20 a 25 anos, de cabelos prateados e olhos castanhos.
— Naya estes são aqueles que você mencionou?
— Sim, você irá fazer o que lhe pedi Leo?
— Bem... Não vai custar nada em todo caso – disse Leo, olhando para Naya. — Passarei por aquela cidade de qualquer jeito mesmo.
— Você irá nos levar até lá? – perguntou Liz, alegre.
— Eu já disse... Terei que passar por lá de qualquer jeito.
Neste momento todos os magos da Fairy Tail, ficaram felizes com a noticia mais onde havia algo de bom tinha que ter algo ruim. Leo comentou que a travessia se daria por um dirigível e que a região onde está localizado a cidade está sofrendo por uma grande mudança de tempo, ou seja, a travessia seria perigosa.
“Rápido, Por favor!”
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