Notas iniciais
Não tô com espirito nenhum pra postar ou fazer alguma coisa,só vim aqui porque eu realmente adoro escrever essa fic,mesmo que com demora pra post.
Mesmo ele não tendo nada a ver com minha fic,eu dedico esse capítulo a James Owen Sullivan,nosso eterno The Rev ♥

Já eram férias de verão e eu não tinha nada para fazer, e também não havia nenhum lugar para viajar. Talvez eu poderia pegar meu carro e ficar na casa de praia, mas é muito longe daqui e tenho que ajudar Brian a arrumar as coisas no escritório, já que Pricolo não dá um dia de folga desde o dia que ele me viu com Alex. Agora tudo está mais secreto e nem sequer eu sei algum assunto entre Brian e ele,apenas fico lá enquanto minha mãe está trabalhando e Andy foi para Chicago,ficar com meus avós também estava fora de cogitação.

Estava sentada,esperando Alex ir me buscar para sairmos um pouco da rotina “casa-escola-escritório” todos os dias. Chamamos Sophie e Jimmy, já que todos os outros estavam trancafiados no escritório desde ontem, e isso era estranho demais, ninguém, nunca ficou lá todo dia por livre e espontânea vontade, ainda mais trancados num sábado de sol como hoje.

Fomos até uma sorveteria e depois ficamos conversando numa praça perto do escritório, qualquer movimento suspeito, correríamos pra lá.

- Sabe tudo isso tá muito confuso. O Pricolo não dava as caras desde quando ele viu vocês dois e o Curtis, e agora, ele aparece quase todo dia, fazendo perguntas estranhas, mas ele sempre pergunta de você, Ken. – Jimmy disse enquanto sentávamos debaixo de uma árvore.

- Como assim? – Alex perguntou e encarou Jimmy.

- Ele sempre diz: “Onde está àquela encantadora garota, Brian?” – imitou Pricolo e nós rimos.

- Ele é um velho nojento. – Sophie disse e sentou ao lado de Jimmy.

- Kenna, você tá bem? – Alex me perguntou.

- Sim, só estou pensando em umas coisas, mas ouvi tudo o que vocês disseram.

- Gente, aqueles dois não são o Curtis e a Buddy? – Sophie perguntou rindo.

- Ela terminou o noivado com o Adam, e o Curt não perde tempo. – ri e olhei para Alex – O que foi Alex?

- Nada, eu queria conversar com você.

- Tudo bem. – olhei para ele e sorri – A gente vai deixar vocês dois sozinhos e vamos conversar um pouco. – Agora, Sophie e Jimmy estão saindo juntos, não se sabe por quanto tempo, mas dessa vez, os dois estão felizes e isso é o que importa. Sentamos embaixo de uma árvore, longe dos dois e enfim, poderíamos falar sobre o que Alex tanto queria.

- Ken, eu sei que é besteira e que estou sendo muito infantil de perguntar, mas, o que você quer fazer quando a escola acabar?

- Não sei muito bem, talvez casar com um milionário, casar, ter filhos para ter uma gorda herança e mudar pra Boca Raton. – ri quando terminei de falar – Isso não é minha cara, você sabe, mas eu quero ir pra Nova York, fazer um estágio de design ou fazer faculdade de jornalismo e você?

- Quero sair daqui, o mais rápido possível. Tudo bem que minha família mora aqui desde que meus avós saíram de Washington, mas, eu não vejo nenhum futuro que me faça um grande empresário ou coisa parecida. Mas o que eu queria mesmo é ir pra Chicago,fazer faculdade e arrumar um emprego.

- Lá em Chicago existem muitas faculdades. Mas, meu pai,quando ainda era um pai de verdade,arranjou uma casa aqui e nos mudamos antes de Brian se formar.

- Seu pai devia ser legal, quando ainda era presente.

- Acho que tudo isso que tá acontecendo com o Brian é culpa dele. Ele nunca o incentivou a estudar ou arranjar um bom emprego, apenas o ensinava a atirar e a fazer coisas que ele ensina pra gente. Eu não quero ter o fardo de babá do Brian, ou ser a segunda ou terceira Haner a estar nesse ramo, até porque, nem é o que eu quero pra mim. Quero ter uma vida normal, com meus filhos, ter um marido que cuide de mim e de meus filhos, ser economicamente estável, não quero ser muito rica nem muito humilde, quero viver como vivo agora, mas sem todo esse “perigo” que estou vivendo ainda mais que o Pricolo encarnou em mim.

- Eu também não queria me envolver nisso tudo, mas foi a única saída que eu tive. Nunca me senti tão feliz como me sinto hoje, mas tudo isso eu acho que é pesado demais. – suspirou e me olhou – Eu voltaria atrás se fosse pra salvar minha mãe, impedir de que fosse me buscar na casa de meu tio. Se eu pudesse, eu a impediria.

- E eu me impediria de ter descoberto tudo o que Brian sabe.

- Mas nós aprendemos com os erros, não é? – me abraçou pelos ombros – Mas, eu não me arrependo em certas partes.

- Quais são as partes?

- Olhe, eu conheci você, conheci sua maravilhosa família, e fiz amigos incríveis.

- Se você não me incluísse, eu te mataria. – Alex, agora é como um irmão. É aquele irmão que você confia e defende com unhas e dentes, mesmo que ele se defenda com canivetes e golpes iniciantes de kung fu.

- Sabe o que seria bom? – olhei para ele – Um sorvete, alguns refrescos e irmos andar de carro em algum lugar calmo.

- Uh, parece uma proposta muito boa – parei por alguns segundos e ri -, que eu tenho que aceitar! – saímos o mais rápido da praça e fomos andar e nos refrescar naquela tarde escaldante de verão.

x

Depois de algumas horas, voltei para casa e tudo estava quieto, mas todas as luzes estavam acesas. Andrew não estava em nenhum lugar e o barulho do chuveiro era a única coisa que se ouvia. A televisão estava no mudo, e em um noticiário, mostrando mais uma vez, ataques recentes e carnificinas na costa leste de Los Angeles. Subi as escadas e larguei meus sapatos em qualquer lugar, fazendo o mínimo de barulho possível, entrei em todos os quartos e deixei o de minha mãe por ultimo, enquanto isso peguei o taco de beisebol de Brian (que era de ferro) e parti para o penúltimo quarto do corredor. Abri a porta e o closet estava bagunçado, como se um tufão tivesse passado por lá e destruído tudo. Respirei fundo e entrei no banheiro, onde o que você via estava embaçado, devido à espessa fumaça que saía do box. Cheguei um pouco mais perto e chamei por minha mãe, a resposta foi um “Chii”, para que alguém se aquietasse. Respirei fundo mais uma vez e abri a porta do box, vendo um sujeito de aparentemente 1,80 de altura, estrangulando minha mãe. Minha primeira reação foi me espantar e logo após, num surto de adrenalina, o acertar em cheio na cabeça, que o fez cair, mas não perder a consciência. Quando ele tentou me agarrar, o acertei atrás dos joelhos que o fez cair ajoelhado, com o braço direito na banheira, não tive dúvidas, o acertei no braço, o quebrando no meio e logo após, em seu queixo, o fazendo perder completamente a consciência. Larguei o taco no chão e corri para abraçar minha mãe, que chorava desesperadamente. Liguei para Jimmy, Matt e Alex, que logo estavam na minha casa. Os três estavam apavorados e logo correram para ajudar minha mãe. Matt ficou encarregado de levar o tal Steve, que disse coisas que precisaríamos saber e que foi essencial para desvendarmos alguns crimes e outros assuntos.

“- Eu já disse tudo,o tal de Brian,o pai dessa infeliz que me atingiu,é o Pricolo da costa leste de Los Angeles.E sim,eu fui mandado por ele,mas não temos nada a ver com a morte do irmão gêmeo da garota.Ele apenas me mandou pra ver se estava tudo certo. – o pior de tudo era o tom que ele usava e o sorriso que deixava escapar. – Ele tem outra família.”

O diálogo se prolongou e Jimmy levou minha mãe ao hospital. Alex ficou comigo até Brian chegar, com Buddy e Curtis em seus flancos. Subiram em silêncio e Curtis correu e sentou ao meu lado, me abraçando.

- Oh meu Deus, Ken! Você nos assustou! – riu nervoso e ajeitou meu cabelo – O que faríamos sem você, hein?

- Curtis, eu tô bem! – ri e o afastei – Soubemos algumas coisas que nos ajudará a resolver a morte de Lee e...

- Eu fico no seu lugar dessa investigação! Você não merece sofrer mais!

- Obrigada Curt. – sorri e o abracei forte – Você está sendo muito legal comigo, Lee ficaria feliz em saber que você está nos ajudando.

- Só faço isso porque realmente são importantes para mim.

- E você também é importante pra mim.

- Curtis,vamos logo. – Brian disse e passou sem nem ver se eu estava bem.

- Hey Bry, você não vai falar com a Ken?

- Não importa tudo isso foi com minha mãe, não com ela.

- Mas ela salvou sua mãe e...

- Curtis, vamos! – gritou e saiu bufando.

- Ken, ele não merece sua atenção. – Curtis beijou minha testa e saiu correndo atrás de Buddy, que fez o mesmo que Brian.

- Ken, me prometa que não vai ficar mal por causa do Brian.

- Não, eu não vou. – disse com a voz embargada, soluçando.

- Brian, seu idiota. – murmurou e me abraçou – Ele é um idiota, que não se importa com ninguém.

- Mas continua sendo meu irmão. – minha voz saiu abafada, por conta de estar com o rosto no pescoço de Alex.

- Vem, vamos preparar alguma coisa pra você comer, já está quase na hora de Andy chegar.

- Que horas são? – me afastei e olhei para ele.

- Oito e meia. – olhou para mim e secou meu rosto – Você fica mais bonita sem chorar.

- Cala boca! – ri e bati em seu peito – Obrigada, Alex. – sorri e me aproximei de seu rosto, quase colando nossos lábios, algo que ele o fez, devagar e suavemente, sendo interrompido, pelo grito de alegria de Andy, que inundou a sala.

Notas finais
e feliz ano novo pra vocês