Crossfire
2 Um caso em Iowa
Notas iniciais
Antes
Natalie corria por uma galeria subterrânea e escura. Suas roupas estavam ensanguentadas, seus cabelos bagunçados e seus olhos ligeiramente inchados. Ela estava abatida e havia emagrecido um pouco devido aos dias em que ficou presa ali, sem água ou comida.
Enquanto ela corria, olhava vez ou outra para trás para se certificar de que não estava sendo perseguida por Abaddon. Mas naquele momento, a ruiva estava bem ocupada lutando com um anjo que havia invadido o cativeiro para libertar Natalie Jones.
A caçadora ouvia o som produzido por eles enquanto se chocavam contra as paredes e grades à medida em que brigavam e também ouvia seus gritos, suas provocações e trocas de ofensas. Mas à medida em que Natalie corria, tudo aquilo, todos os sons e todos os momentos de horror que viveu ali iam ficando para trás.
Depois de mais alguns minutos fugindo, ela finalmente viu a alguns metros adiante, uma luz que parecia vir de algum poste. Então empurrou mais um portão e subiu uma escada seguindo aquela luz fraca, mas que se tornava mais real a cada segundo.
Enquanto subia os degraus escorregadios devido às infiltrações que haviam ali, a loira teve a impressão de que algo passou sobre os seus pés. Naquele momento, ela preferiu não olhar para baixo, mas sabia que aquelas coisas eram ratos.
Logo, Natalie chegou ao último degrau e olhou para cima. Havia uma grade bem em cima da sua cabeça e ela a empurrou tentando abrí-la. Com dificuldade ela conseguiu e finalmente saiu da galeria onde ficou presa por uma semana.
Olhou em volta. Era noite e Natalie se encolheu com um pouco de frio. Percebeu que estava em uma rua deserta atrás de um prédio abandonado. Ao ver o seu Camaro estacionado ao longe, ela correu até ele sorrindo pela primeira vez depois de dias em que apenas gritou de dor e desespero.
Parou diante do veículo e colocou a mão no bolso da calça. Retirou a chave do carro. Havia conseguido pegá-la com Abaddon durante a confusão que se instalou quando o anjo apareceu no cativeiro. A ruiva se distraiu por momento e Natalie aproveitou para pegar a chave dentro do bolso da jaqueta preta que Abaddon usava.
Então Natalie entrou no carro e logo deu partida. Enquanto dirigia, leu os nomes das ruas em algumas placas e descobriu que estava em Lawrence. Parou em frente a um hotel e colocou um casaco comprido sobre as roupas ensanguentadas.
Por sorte, ela sempre deixava uma bolsa embaixo do banco traseiro. Nela havia documentos e alguns cartões de crédito falsos. Em cima do banco tinha uma mochila com algumas roupas limpas que ela deixava ali para o caso de alguma emergência.
Momentos depois, ela entrou no hotel, alugou um quarto e colocou a mochila e a bolsa sobre a cama. Tirou o casaco e também o jogou sobre ela. Depois, retirou os sapatos e foi até o banheiro. Se olhou no espelho por algum tempo chocada com a própria imagem. Em seguida, tirou a blusa e passou as mãos pela barriga procurando os ferimentos feitos por Abaddon. Mas, surpreendentemente, eles não estavam mais lá. Isso porque, quando o anjo encontrou Natalie no cativeiro, ele a curou de todos os machucados tocando o dedo em sua testa, antes de Abaddon aparecer e ele ordenar que a loira corresse. Mesmo assim, Natalie lembrava de cada ferimento. Aliás, ia ser difícil esquecer tudo o que ela passou nos últimos dias.
A loira virou um pouco de costas e viu pelo reflexo que ela também não tinha mais machucados naquela parte do corpo. Tampouco nos braços. Então terminou de se despir e viu que suas pernas também estavam livres de qualquer corte ou hematoma. Entrou no chuveiro. Tomou um banho demorado. E finalmente, chorou.
O anjo tinha curado Natalie de todos os ferimentos provocados pela tortura, mas não tinha apagado as lembranças que ela tinha de cada instante de horror que viveu enquanto estava presa naquela galeria subterrânea. Isso ia ser muito difícil de curar, esquecer e superar.
Meia hora depois, Natalie saiu do banho, vestiu roupas limpas e sentou na cama. Interfonou para a recepção e por sorte, o jantar ainda estava sendo servido. Então ela pediu que servissem no quarto mesmo porque suas pernas estavam um pouco trêmulas.
Enquanto comia, pegou o telefone novamente e discou o número de Dean. Ele tocou várias vezes até que finalmente alguém atendeu:
– Alô?
Natalie franziu a testa e por um momento se perguntou se tinha ligado para o número errado. Não entendia por que, mas uma mulher havia atendido. Então ela quis confirmar:
– Ah... Este é o celular de Dean Winchester?
– Sim. — assegurou a desconhecida.
– E... Ele está? — indagou a loira cada vez mais entendendo menos.
– Ele está, mas no momento não pode atender. Está tomando um banho. Você quer deixar algum recado? — disse a mulher.
Natalie pensou um pouco e acabou lembrando de todas as histórias que ouviu sobre Dean. Sobre a sua fama de mulherengo, sobre ele não se prender a ninguém. Aquilo magoou Natalie profundamente porque ela realmente acreditou que com ela era diferente. Afinal, Dean tinha a pedido de casamento. Isso significava alguma coisa, não?
Logo ela chegou a triste conclusão de que havia se enganado em relação ao que os dois tiveram. Pelo visto, ela não tinha sido tão importante assim para ele. Se fosse importante, uma mulher não teria atendido o celular de Dean e dito tranquilamente que ele estava no banho. E descobrir isso machucou Natalie mais do que qualquer tortura que ela sofreu no cativeiro. Tortura que ela sofreu justamente para proteger Dean e a localização do bunker. E enquanto ela sofria, ele estava por aí, seguindo em frente, virando a página, esquecendo-se dela, deixando que uma mulher atendesse o seu celular e falasse por ele.
– Alô? Oi? Você ainda está aí? Quer deixar algum recado? Ele está quase saindo do banho... — recomeçou a mulher do outro lado da linha.
Logo a tristeza, deu lugar a raiva e a loira respondeu rispidamente:
– Sim, eu quero deixar um recado. Diga para ele ir para o inferno. E se você quiser, pode ir junto também.
– Quem diabos está falando?! — indagou a desconhecida se alterando um pouco diante daquela grosseria.
– Natalie. Natalie Jones, caso ele não se lembre mais do meu nome. — disse a loira e antes de bater o telefone com força, encerrou com raiva — Faça bom proveito daquele idiota e do inferno, bitch!
Do outro lado, a mulher ficou alguns instantes segurando o celular, ainda sentada na cama de um quarto de hotel, chocada com a falta de educação da mulher que havia ligado procurando por Dean. Em seguida, ela colocou o celular sobre o criado-mudo e olhou para a porta do banheiro no exato momento em que Dean saiu de lá. Ele vestia um pijama e secava os cabelos com uma toalha.
– Eu ouvi o meu celular tocando. — disse ele.
– Ah! Eu espero que você não se importe, mas eu atendi. — explicou a mulher que aparentava uns vinte e sete anos e tinha os cabelos escuros e lisos.
– E quem era? — quis saber Dean.
Ela pensou um pouco e achou melhor não dizer que uma mulher grossa havia dito para ele ir para o inferno. Além disso, nem lembrava mais qual era o nome dela. E então respondeu:
– Foi engano.
Dean assentiu e em seguida colocou a toalha sobre uma cadeira que havia no quarto. A mulher sorriu maliciosamente, levantou da cama e caminhou até ele. Mas antes que se aproximasse demais, Dean esclareceu:
– Ah... Cindy, não me entenda mal, eu agradeço muito por você ter me trazido até aqui, eu realmente bebi demais e não estava em condições de dirigir, mas agora, se você não se importa, eu quero ficar sozinho.
A jovem desmanchou o sorriso e corrigiu:
– Meu nome não é Cindy, é Samantha.
– Desculpe... Samantha. — lamentou Dean e então perguntou com cuidado — Mas, voltando ao assunto, será que você poderia ir... Embora? Eu já estou bem, você nem precisava ter ficado aqui esperando, e agora eu quero ficar mesmo sozinho.
– Mas eu pensei que... — começou a dizer ela.
Dean a interrompeu dizendo:
– Olha, eu não sei o que você pensou exatamente, mas como eu disse no bar, eu estou procurando por uma pessoa. Pela minha noiva que desapareceu. E eu não devia ter bebido daquele jeito, mas é que tem sido dias muito... Difíceis. Eu agradeço mais uma vez por você ter me trazido para este hotel, mas agora eu quero ficar sozinho, dormir e descansar um pouco porque amanhã eu quero continuar procurando por esta pessoa da qual eu te falei.
– Tem certeza que você quer que eu vá embora? — perguntou Samantha dando alguns passos e parando de frente para Dean enquanto o encarava de uma forma sugestiva.
Dean sorriu um pouco sem graça, em seguida ficou sério e respondeu um tanto seco:
– Sim, eu tenho certeza, Cindy.
Visivelmente decepcionada, a garota se afastou, pegou a bolsa em cima da cadeira e disse:
– Você é quem sabe... Mas, pela última vez, meu nome é Samantha.
– Desculpe de novo. — pediu Dean enquanto a acompanhava até a porta.
Logo ele ficou sozinho no quarto. Caminhou até a cama e abriu a mochila que havia deixado sobre ela quando chegou ao hotel. Pegou uma camisa de dentro da mochila e sentou na cama. Era a camisa do Led Zeppelin da Natalie. Em seguida, ele pegou em um dos bolsos, a caixinha com o anel de noivado que havia dado para ela pouco antes da garota desaparecer. Com uma expressão triste e sofrida, segurou o anel e ficou olhando para ele antes de deitar na cama.
Enquanto isso, Natalie encerrava a conta no hotel. Não queria dormir naquela cidade. Precisava continuar fugindo porque tinha medo de que Abaddon tivesse vencido o anjo que invadiu a galeria e agora estivesse procurando por ela, talvez mandado outros dêmonios atrás dela.
Então, minutos depois de sair do hotel, ela entrou no Camaro. Se olhou pelo retrovisor por alguns instantes. Antes de dar partida e cair na estrada, ligou o rádio e aumentou o volume ao reconhecer a música. Era Highway to hell do AC/DC.
Agora
Três meses depois
Dean estava num bar de estrada, sentado em uma das mesas, bebendo a segunda dose de uísque enquanto segurava o anel de noivado e olhava para ele com pesar.
Durante estes três meses em que não teve notícias nem pistas de Natalie, Dean invocou vários demônios em inúmeras encruzilhadas em diversos lugares do país. Tinha perdido a conta de quantos demônios torturou. No entanto, nenhum deles sabia ou quis dizer onde Natalie estava.
Mesmo assim, Dean estava determinado a continuar com aquela busca. Procurar por Natalie era a única forma de manter a esperança. E por mais que fosse desesperador imaginar que naquele exato momento ela podia estar sendo torturada, ele não queria perder a esperança de por um fim naquilo e trazer Natalie de volta.
Enquanto pensava na loira e bebia mais um pouco, o celular do Winchester tocou e ele o pegou sobre a mesa. Viu que quem estava ligando era um caçador e velho amigo chamado Irv Franklin e atendeu:
– Alô?
– Oi, Dean. É o Irv. Tudo bem?
Dean pensou um pouco sobre aquela pergunta e respondeu educadamente:
– Sim, tudo bem. E você?
– Tudo bem. — respondeu o outro.
– E então? Novidades? — prosseguiu o Winchester.
– Na verdade, eu estou ligando para te falar sobre um trabalho em Bedford, Iowa. Um cara arrebentou a cabeça da esposa com um martelo de carne. É o terceiro cara de lá a matar a esposa nos últimos dois meses. Todos sem antecedentes e bem casados. — relatou o outro e como o Winchester permaneceu em silêncio, resolveu dizer com cuidado — Olha, Dean, eu soube o que aconteceu e eu lamento muito. Eu liguei para o Sam e ele me contou tudo. E eu não estou te pedindo para parar de procurar a Natalie, mas eu era amigo do Bobby e do John e só estou tentando fazer o que eu acho que eles gostariam que eu fizesse. Tentando te ajudar. Então, pegue este caso e se concentre em outra coisa por alguns dias. Enquanto isso, eu e os outros caçadores vamos procurar pela Natalie e qualquer novidade, nós entramos em contato com você.
Dean parou de beber e pensou um pouco. Por mais que não quisesse parar de procurar pela loira nem por um segundo, sabia que tudo aquilo estava lhe fazendo muito mal. Dean não conseguia dormir direito, não comia direito e estava bebendo demais desde que Natalie desapareceu. Seria bom pensar em outra coisa por alguns dias. Além disso, ele já estava em Iowa e não podia dispensar um trabalho. Pessoas estavam morrendo e ele não podia ignorar isso. Além disso, Irv poderia continuar procurando por pistas de Natalie enquanto ele trabalhava naquele caso.
Pensando em tudo isso, Dean respondeu:
– Tudo bem, eu vou checar. Bedford, certo?
– Isso mesmo. — confirmou Irv e depois de conversar mais um pouco com Dean os dois desligaram.
Então o Winchester fez sinal para a garçonete que passava perto da mesa onde ele estava e pediu a conta.
No dia seguinte
Dean havia chegado em Bedford por volta de meio-dia. Procurou um hotel, alugou um quarto, tomou um banho e vestiu-se como um agente do FBI antes de sair.
Não queria perder tempo e então foi até a delegacia interrogar o homem que havia matado a esposa com um martelo de carne há alguns dias. Seu nome era Adam Benson e ele parecia realmente arrependido por ter cometido aquele crime. Mais do que isso, nem ele mesmo sabia explicar ao certo porque matou a esposa.
Depois de conversar com o homem por alguns minutos, Dean descobriu que na noite em que assassinou a esposa, Adam havia ido em uma boate chamada Honey Wagon. Lá ele conheceu uma stripper chamada Jasmine. E segundo Adam, ela era perfeita e tudo o que ele sempre quis.
Jasmine havia dito que se a esposa de Adam não existisse, os dois poderiam ficar juntos para sempre. E apesar de amar a esposa e nunca ter pensado em traí-la ou deixá-la, Adam acabou ouvindo a sugestão da stripper e fez o que ela lhe pediu.
Depois de ouvir os outros dois homens, que também haviam matado as esposas, Dean descobriu que assim como Adam, eles também tinham ido ao Honey Wagon pouco antes de cometerem os crimes. E também haviam conhecido duas garotas lindas por lá, que eles descreviam da mesma forma: Perfeitas e tudo o que eles queriam.
Antes de deixar a delegacia, Dean pegou algumas cópias dos exames toxicológicos feitos nos maridos e das autópsias das esposas. Então voltou para o hotel e passou a tarde inteira lendo os laudos. Não encontrou nenhuma pista que pudesse explicar aqueles crimes ou indicar que tipo de criatura sobrenatural era aquela.
Dormiu um pouco e à noite saiu de novo. Desta vez, foi até a boate. Perguntou pelo dono do estabelecimento e esperou um pouco enquanto várias garotas faziam suas performances pelos palcos do lugar. Dean observou algumas delas, mas nenhuma prendeu a sua atenção.
Logo o dono da boate veio até ele. O homem tinha por volta de uns quarenta anos, era alto, um tanto magro e calvo.
Depois de se apresentarem rapidamente, e falando um pouco alto por causa da música que tocava no bar, Dean começou:
– Eu estou procurando por três garotas: Jasmine, Aurora e Ariel.
– E você acha mesmo que eu sei quem elas são? — indagou o homem.
– Uma é ruiva, a outra é oriental, a outra é morena... — detalhou o caçador.
– Você faz ideia de quantas garotas passam por aqui? Nomes falsos, cabelos falsos, tudo falso? — disse o dono da boate que parecia pouco interessado em ajudar.
– Você deve ter algum tipo de formulário, alguma ficha, algum registro das strippers. — insistiu Dean.
– Por favor, dançarinas exóticas. — corrigiu o homem que não havia gostava muito do termo usado pelo agente do FBI e em seguida, completou — Profissionais autônomas, trabalhando por dinheiro vivo. Eu não me meto na vida delas e elas não se metem na minha.
– Três clientes da sua boate mataram as esposas. Você não acha isso estranho? — questionou Dean perdendo um pouco a paciência.
– Sim, eu acho super estranho. Mas eu não acho que isso seja problema meu. — encerrou o homem e em seguida se afastou.
Dean respirou fundo e começou a se afastar caminhando entre as mesas. De repente começou a tocar All she wants is do Duran Duran e enquanto ele passava próximo a um dos palcos, uma stripper chamou a sua atenção e fez Dean parar.
Vários homens se aproximaram do palco e começaram a jogar algumas notas de dinheiro para a garota que as pegava e as guardava dentro do sutiã que tinha as cores da bandeira dos Estados Unidos. Era azul com estrelas brancas do lado direito e tinha listras brancas e vermelhas do lado esquerdo.
Ela usava uma máscara preta com um pouco de brilho. O acessório cobria parte da sua testa, das maçãs do rosto, e contornava os seus olhos dando um ar sexy e misterioso ao look. Apesar da distância, Dean conseguiu ver que os olhos dela eram verdes. E apesar dos cabelos estarem presos em um coque, Dean também viu que eles eram loiros.
A garota usava uma minissaia preta e o tecido brilhava ainda mais por causa das luzes coloridas que giravam perto do palco. Meias arrastão e um par de sandálias destacavam as belas pernas que ela possuía. Pernas que a cada instante encantavam e intrigavam Dean.
A loira dançava sensualmente ao som daquela música e os homens a observavam encantados, incluindo o Winchester que havia dado alguns passos a frente e agora estava bem próximo ao palco.
De repente a garota soltou os longos cabelos loiros, que eram levemente cacheados do meio até as pontas.
– Ela é tão... Sexy... — murmurou Dean a observando com certo desejo.
Em seguida, a loira virou-se, caminhou lentamente até uma haste metálica que havia no palco, a segurou com as duas mãos firmemente e começou a girar em volta dela fazendo uma sensual performance de pole dance. Seus pés saíram do chão quando ela esticou uma das pernas e entrelaçou a outra na haste enquanto girava mais uma vez sustentando o peso do corpo apenas com as mãos.
Dean inclinou a cabeça intrigado e disse para si mesmo:
– Espera um pouco... Eu conheço aquelas pernas...
A loira colocou os pés no chão suavemente, caminhou em volta da haste e em seguida abaixou a cabeça. Ao jogar os cabelos para trás, a máscara que ela usava se desprendeu e caiu no palco.
Ela parou de dançar e olhou para todos os clientes um pouco assustada. Eles aplaudiram gostando de ver o rosto da dançarina. Dean foi o único que não aplaudiu. Estava assustado, em choque, perplexo, confuso e feliz ao mesmo tempo. Ficou completamente sem reação e continuou olhando para a loira até que ela percebeu que ele era o único que não aplaudia e olhou em sua direção. E então foi a vez da garota ficar completamente perplexa, mas no fundo, feliz por rever aquele rosto.
– Natalie? — disse ele depois de se recuperar um pouco do choque inicial.
– Dean? — disse ela em seguida.
Os clientes da boate pararam de aplaudir e ficaram olhando para os dois sem entender o que estava acontecendo ali.
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