Crossfire

5 Situação embaraçosa


Notas iniciais
Olá todo mundo! Eu tinha comentado que postaria este capítulo no domingo, mas infelizmente tive uns probleminhas aí e não consegui. Sorry... Bem, mas segue ele aí! Espero que gostem e que fiquem com vergonha alheia por causa da situação embaraçosa que Deanalie vai passar eheheheheh Como eu disse antes, o caso investigado pelo casal é baseado no episódio 4X14 Sexo e Violência, mas não será totalmente igual ao episódio. Aliás, será bem diferente... Have fun!

O Impala estava parado e com os faróis apagados, numa rua deserta que ficava de frente para a boate Honey Wagon. Natalie foi um pouco para o lado, ficando bem próxima de Dean enquanto olhava a movimentação do lugar por um binóculo.

– Eu não estou vendo nada de estranho até agora. Apenas os últimos clientes indo embora e as strippers saindo também, mas todas desacompanhadas. — relatou a loira.

Dean olhou para um das pernas de Natalie perto dele e reclamou:

– Precisava chegar tão perto?

Natalie abaixou o binóculo e olhou para o caçador antes de perguntar:

– Por acaso você está implorando por um beijo, Dean Winchester?

– Claro que não, Natalie Jones. — respondeu ele estranhando a pergunta.

– Então você não tem com o que se preocupar. Eu não estou dando em cima de você, ok? — esclareceu ela voltando a olhar para a boate através do binóculo. Em seguida, ela se aproximou ainda mais do Winchester e apoiou uma das mãos no joelho esquerdo dele tentando ver um casal que deixava o estabelecimento por uma porta lateral. — Espera! Eu acho que eu estou vendo uma coisa.

Dean sentiu-se desconfortável com aquela proximidade entre eles, especialmente com a mão de Natalie na sua perna. Mas não era um desconforto de verdade. No fundo, ele gostava da sensação que o toque dela causava no seu corpo. Ficou a observando enquanto a loira mantinha os olhos no casal que deixava a boate.

– Você está vendo isso? — indagou Natalie.

– Isso o quê? — não entendeu Dean.

Então ela afastou o binóculo do rosto e voltou-se para ele antes de responder:

– O casal saindo.

Dean voltou a si e aproximou do rosto um binóculo que segurava até então. Natalie fez o mesmo e os dois observaram um sujeito abrindo a porta do carro para uma morena linda entrar.

– É ela. — afirmou Natalie.

– Como você tem tanta certeza? — questionou Dean.

Natalie abaixou o binóculo e explicou:

– Eu não me lembro desta stripper, Dean. Então ou ela é nova aqui ou...

– Mudou de aparência. — completou ele.

– Para se moldar ao gosto do freguês e ser exatamente tudo que ele sempre quis. — acrescentou a loira lembrando da forma como os maridos das vítimas se referiam às strippers que conheceram naquela boate. — Além disso, eu acho que todos que estavam lá dentro já saíram, só sobrou este casal, então... Aquela morena deve ser a sereia.

– E o cara, o idiota da vez. — deduziu Dean.

O homem deu a volta no carro, entrou, fechou a porta e deu partida no carro. Natalie se afastou um pouco, voltando para o seu lugar. Dean colocou o binóculo no porta-luvas e ligou o carro. Esperou alguns instantes, antes de seguir o outro veículo mantendo uma distância segura para não levantar suspeitas.

Algum tempo depois...

O carro com o cliente e a stripper parou em frente à uma residência e os dois desceram. O Impala parou do outro lado da rua e Dean e Natalie esperaram o casal entrar na casa antes de saírem do veículo.

– O cara levou a stripper para a própria casa? Mas e a esposa? — estranhou o Winchester.

– Eu também não estou entendendo, Dean. — admitiu Natalie caminhando com ele na direção dos fundos da casa — Mas só tem um jeito de descobrir se aquela mulher é a sereia e quem ela vai pedir para o cara matar.

Dean assentiu e os dois pararam diante de uma janela nos fundos da casa. Por sorte, ela estava destrancada, apenas com o vidro abaixado. Os dois se olharam um tanto apreensivos.

Dentro da casa, o sujeito que se chamava Lenny Bristol abriu a porta do quarto da mãe e viu que ela estava dormindo profundamente. Então fechou a porta com cuidado para não acordá-la e caminhou até a sala onde a stripper, que disse se chamar Belle, o aguardava.

Ela usava um vestido preto e sapatos de salto alto também pretos. Tinham os cabelos longos, lisos e castanhos e usava um batom bem vermelho. Ela era linda. E tudo o que Lenny sempre quis.

– Está tudo bem. Ela está dormindo. — tranquilizou ele.

– Lenny, você é incrível. Cuidando dela assim. A maioria dos caras a colocaria em um asilo. — elogiou Belle.

– Eu não estou fazendo nada de mais. Ela é a minha mãe. — expôs Lenny.

– Como eu disse... Incrível. — repetiu a garota enquanto o olhava profundamente.

A cada instante Lenny ficava mais encantado com a beleza daquela mulher. E sentiu sua pulsação acelerar quando ela afastou os cabelos do pescoço e começou a abrir o zíper do vestido retirando a peça em seguida.

Lenny passou os olhos pelo corpo perfeito de Belle. Ela usava uma lingerie preta e sexy que caía muito bem no seu corpo repleto de curvas. E sem conseguir mais resistir àquela forte atração, ele começou a se aproximar dela.

Enquanto isso, Dean e Natalie entraram na casa pela janela dos fundos. Apesar do escuro, logo perceberam que estavam em uma lavanderia. Caminharam com cuidado para não esbarrarem em nada e denunciarem suas presenças ali. Instantes depois abriram um porta e alcançaram um corredor. Viram uma luz fraca adiante e deduziram que vinha da sala de estar. Continuaram caminhando devagar, mas pararam ao ouvir alguns gemidos abafados.

Se olharam primeiramente assustados e depois constrangidos ao deduzirem do que se tratava. Em seguida, deram mais alguns passos e Dean esticou o pescoço para ver o que estava acontecendo na sala.

Lenny estava deitado em um dos sofás completamente nu com Belle por cima dele completamente nua também. Os dois estavam envoltos apenas por um lençol que cobria algumas partes de seus corpos. Suas respirações estavam ofegantes e a stripper movia-se vagarosamente sobre Lenny o levando à loucura.

Dean revirou os olhos e se afastou um pouco sentindo-se desconfortável diante daquela cena, ainda mais porque Natalie estava bem ali, na frente dele e mesmo com a pouca iluminação, ele notou que o rosto dela estava ficando um pouco vermelho.

Constrangida, Natalie se afastou um pouco e sentou no chão ao lado de uma estante repleta de livros. Dean a seguiu e sentou de frente para a loira. Os dois se encararam por alguns instantes, mas em seguida olharam para o chão. Depois para os lados. Natalie mexeu um pouco no cabelo, nas unhas e depois olhou para o teto. Dean pegou a adaga de bronze no bolso e ficou passando ela de uma mão para a outra enquanto tentava pensar em outra coisa que não fosse o casal na sala.

Minutos depois, quando os gemidos se tornaram um pouco mais intensos, Natalie levantou e saiu do corredor imediatamente. Dean a seguiu e logo os dois voltaram para a lavanderia.

– O que foi? — perguntou ele se fazendo de desentendido.

– Nada, eu só não imaginava que isso seria tão embaraçoso. — respondeu Natalie evitando olhar para Dean.

– É, nem eu. — admitiu o Winchester.

Natalie se apoiou numa máquina de lavar e cruzou os braços antes de indagar:

– Você acha que eles vão demorar muito? Eu não acredito que eu perguntei isso. Esquece. Por favor. Não responda.

Dean sorriu achando engraçado o constrangimento da garota, se aproximou e se apoiou na máquina ficando ao lado de Natalie antes de provocá-la:

– Você acha que eles vão quebrar o sofá?

Natalie olhou para Dean e bateu no ombro dele antes de desconversar:

– Isso não tem graça. Eu já estou constrangida o suficiente e não preciso que você piore as coisas, Sr. Awesome. — e após um momento de silêncio, reclamou — O pior é que não tem nada para fazer por enquanto. Só esperar.

– Isso foi uma indireta? — questionou Dean erguendo um pouco as sobrancelhas enquanto olhava para Natalie e passava um dos braços em volta dos ombros dela.

– Por acaso você está implorando por um beijo? — quis saber ela.

– Não. — respondeu o caçador depois de pensar um pouco e ainda tomado pelo orgulho.

– Então não foi uma indireta. — esclareceu Natalie com um sorriso cínico afastando o braço de Dean.

Os dois se olharam por alguns instantes até ficarem completamente sérios. Natalie torceu mentalmente para que Dean deixasse o orgulho de lado e implorasse logo para que ela o beijasse. E ele travava uma luta interna consigo mesmo enquanto tentava deixar o orgulho de lado.

No fundo, Dean também queria fazer as pazes. Mas como se não bastasse ter ficado mais de três meses sem dar qualquer sinal de vida, Natalie ainda queria que ele implorasse por um beijo. Quem ela pensava que era para exigir uma coisa assim?

Pensando nisso, Dean voltou a ficar incomodado e olhou para o outro lado. Natalie o observou por alguns instantes um tanto decepcionada. Mas se Dean era incapaz de perdoá-la talvez fosse melhor solucionar aquele caso e depois ir embora mesmo. Sem ele. Infelizmente o que eles tiveram estava acabado e o melhor que ela podia fazer era seguir em frente.

Pensando nisso, Natalie tentou ouvir o que se passava na sala e diante do silêncio, deduziu:

– Eu acho que eles terminaram.

– Já? Tão rápido? — estranhou Dean.

Então os dois começaram a sair da lavanderia. Natalie na frente e Dean logo atrás. De repente, enquanto caminhavam pelo corredor, ele começou a olhar para o corpo de Natalie. Especialmente para o quadril e para as pernas da garota. Natalie tinha um corpo lindo. De enlouquecer qualquer monge. Então Dean sorriu com malícia e disse num tom baixo de voz:

– Nós dois faríamos melhor do que eles, Naty. Bem melhor. E teríamos quebrado o sofá. Com certeza, teríamos...

Natalie parou de caminhar fazendo Dean parar logo atrás dela, a poucos centímetros. Sorriu surpresa e virou-se ficando de frente para ele antes de dizer baixinho:

– Sabe... Para quem não está implorando por um beijo, você está mandando indiretas demais esta noite, Sr. Awesome. Controle-se.

– Eu só estava relembrando os velhos tempos. Você que pensou outra coisa. Que mente pervertida você tem, Natalie Jones. Sinto em te desapontar, mas eu não estou mandando indiretas. Muito menos implorando por um beijo ou... Por outras coisas que você possa ter pensado. — explicou ele e após um breve momento em que se perdeu um pouco nas coisas que disse e no olhar de Natalie, voltou a si e propôs — Vamos nos concentrar no caso, ok?

– Ótima ideia. — sussurrou a loira.

Então os dois voltaram a caminhar pelo corredor em direção à sala.

Lenny havia vestido a cueca e Belle já tinha colocado a lingerie. Os dois estavam deitados no sofá, os braços de Lenny envolvendo Belle com um abraço carinhoso.

Dean e Natalie ficaram no começo do corredor, no limite com a sala e ouviram a conversa:

– Querido, eu te amo tanto. O jeito como você cuida de mim e da sua mãe. Você é tão meigo. E forte. Eu queria que você não tivesse que carregar este fardo. Sua mãe ocupa todo o seu tempo. Enquanto ela estiver por aqui, nós não poderemos ser felizes. — insinuou Belle.

– Ela não atrapalha tanto assim. — discordou Lenny.

Belle se afastou um pouco, se apoiou em um dos cotovelos e continuou:

– Eu poderia ficar com você... Para sempre. Se a sua mãe não estivesse por aqui. Você não quer ficar comigo para sempre?

– Eu quero. Você sabe que eu quero. — afirmou o rapaz a olhando com certo fascínio.

Houve um breve momento de silêncio até que Belle pediu com certa frieza:

– Então arrebente os miolos da sua mãe. Faça isso por mim, querido. Faça.

Dean e Natalie se olharam sentindo a tensão naquelas palavras e com um gesto, a loira indicou que daria a volta na casa e o Winchester logo entendeu o que ela planejava e assentiu com um meneio de cabeça. Então Natalie começou a se afastar e Dean ouviu o resto da conversa:

– Tudo bem. Se é o que você quer. — concordou Lenny preparando-se para levantar do sofá, mas parou em seguida, hesitando um pouco.

Mesmo enfeitiçado pela sereia, por um momento, Lenny não achou certo fazer aquilo. Matar a própria mãe era algo muito monstruoso. No entanto, ele queria ficar com Belle. Para sempre. Ela era perfeita. Ela era tudo o que ele sempre quis.

A sereia percebeu que ele precisava de mais um incentivo e então disse com a voz suave:

– Eu te amo.

Ao ouvir isso, qualquer dúvida que Lenny ainda pudesse ter se dissipou. Ele precisava fazer aquilo. Era o único jeito de ficar com Belle. Para sempre. Então ele levantou do sofá e pegou uma lança de ferro que ficava perto da lareira. Em seguida, caminhou pelo corredor que levava ao quarto da mãe. Belle levantou também e colocou o vestido e os sapatos. Lenny abriu a porta do quarto e a sereia observou a cena satisfeita. Lenny ia matar a própria mãe por amor à ela. Era assim que as sereias se satisfaziam por completo. Fazendo os homens matarem àquelas que eles mais amavam. E como Lenny era solteiro, a mulher mais próxima dele era a sua mãe.

No entanto, tudo aquilo não passava de uma ilusão. As sereias faziam os homens acreditarem que ficariam com elas para sempre, mas depois que eles matavam a esposa ou a mulher mais próxima deles e iam procurar a sereia, ela já havia desaparecido. E era isso que Belle queria fazer naquele momento: desaparecer. Então ela começou a caminhar em direção à porta, girou a chave e a abriu. Mas ao fazer isso, deu de cara com Natalie.

– Já vai, vadia? — perguntou a caçadora antes de dar um soco na cara da sereia que a fez cair no chão desnorteada.

Então Natalie entrou e fechou a porta impedindo que a sereia saísse. Belle a olhou com uma mistura de surpresa e ódio. Em seguida, olhou para trás e viu Dean correndo até o quarto da mãe de Lenny. Ele chegou lá bem a tempo de segurar a mão do sujeito o impedindo de golpear a mãe que ainda dormia.

Lenny o olhou surpreso e assustado, e sem hesitar, Dean enfiou a adaga de bronze no ombro dele. Para matar a sereia, o caçador precisava do sangue do marinheiro enfeitiçado pela canção, logo precisava do sangue de Lenny.

O sujeito gritou devido à dor aguda no ombro e soltou a lança de ferro no chão. Tudo isso fez a mãe dele acordar e sentar na cama atônita. Dean retirou a adaga do ombro de Lenny e olhou o sangue nela.

– O que está acontecendo? — perguntou a senhora de aparentemente setenta anos e de cabelos totalmente brancos.

– Dean! Depressa! — gritou Natalie da sala enquanto lutava com a sereia que tentava desesperadamente escapar.

– Belle... — murmurou Lenny preocupado com a amada.

Quando Dean correu e saiu do quarto, Lenny o seguiu. Ao chegarem na sala, viram Belle empurrando Natalie em cima de uma mesa que ficava perto do sofá. A loira escorregou sobre o móvel e caiu no chão. A sereia aproveitou para correr em direção à porta. Ao passar em frente a um espelho, que estava pendurado perto da lareira, o reflexo mostrou a verdadeira aparência da sereia e Dean franziu a testa enojado. Ela era horrível, sua pele tinha várias deformações e era meio acinzentada. Além disso, a sereia era completamente careca.

Logo Dean voltou a si e viu que a sereia se aproximava da saída. Então, sem hesitar, ele lançou a adaga na direção dela perfurando suas costas na altura do coração.

– Não! — gritou Lenny enquanto Natalie levantava do chão e via a sereia ferida e parada diante da porta.

Logo Belle caiu no chão e o efeito da ocitocina em Lenny foi passando conforme a sereia agonizava. Logo, ela ficou completamente imóvel e morreu por fim revelando sua verdadeira aparência. Aquela que Dean havia visto pelo espelho. Lenny olhou para a sereia com certa repulsa. Em seguida, ela começou a se desfazer até se reduzir em um monte de cinzas.

A mãe de Lenny, que havia se aproximado sem que eles percebessem e tinha assistido à tudo aquilo, indagou perplexa:

– Lenny, que tipo de mulher você tem trazido para a nossa casa?

– O tipo monstruoso. — respondeu Dean sorrindo levemente, mas ao perceber que o sujeito não tinha gostado da piada, desmanchou o sorriso e anunciou — Bem, esta é a minha deixa.

Então Dean olhou para Natalie e os dois saíram da casa o mais rápido que puderam. Sem explicar absolutamente nada para Lenny ou para a sua mãe. No entanto, não era preciso explicar nada. Até há alguns minutos, Lenny não acreditava no sobrenatural. Mas então ele viu com os próprios olhos a verdadeira face de Belle e viu o que aconteceu com ela quando foi golpeada por aquela adaga. E então ele entendeu tudo. Belle era um monstro.

Enquanto Natalie e Dean entravam no Impala e o caçador dava partida, Lenny lembrou que Belle lhe pediu para matar a própria mãe. E inexplicavelmente, ele aceitou fazer aquela monstruosidade. Era como se ele tivesse sido enfeitiçado por Belle.

Lenny não tinha ideia de quem eram aqueles dois que entraram na sua casa e mataram Belle, e também não fazia questão de saber, mas sentia-se completamente grato à eles. Eles tinham impedido que ele matasse a própria mãe e os salvaram daquele monstro que agora era apenas um monte de cinzas no chão da sala.

Pensando em tudo isso, Lenny abraçou a mãe e rezou mentalmente para que esquecesse completamente o que havia vivido naquela noite.

Dean e Natalie seguiram para o hotel em silêncio. O caso da sereia estava resolvido. Mas nenhum dos dois tinha coragem de tocar no outro assunto pendente entre eles.

Notas finais
OMG Gostaram? Foi embaraçoso? Foi bacana? O que acharam deste devaneio? Quero reviews bem meigas!!!! Podem abrir seus coraçõezinhos aí! Bem, o último, famigerado, fatídico e derradeiro capítulo Deanalie desta primeira fase da fic será postado até quinta-feira e tenho certeza que é um dos mais aguardados pelos shippers de Deanalie... Se é que vcs me entendem... eheheheheheh sim, sociedade! Podem esperar saliências e muito romance! Inté lá!