Notas iniciais
Olá, Brasil sil sil!!!! Gostaram do jogo? Pra mim, o gol mais bonito foi o do Marcelo kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Acho que ele pensou assim "Ah! Que se dane! Vou fazer o primeiro gol da Copa!" Mas, brincadeiras à parte, gostei muito do jogo. Foi emocionante. Principalmente a parte do hino nacional... Arrepiei. Enfim, mas agora vamos falar sobre o capítulo de hoje. Nele teremos Natalie encurralada pelo Barth, Miastiel e um pouquinho de Clammy. Espero que gostem! Lá vai!

Ao perceber que Bartholomew falava sério sobre comer a torta de nozes que ela estava reservando para Dean, Natalie puxou o prato na sua direção, o pegou rapidamente e levantou dizendo:

– Na verdade, eu me importo sim!

Ao perceber que a loira começou a se afastar da mesa, Bartholomew ficou extremamente sério e aconselhou com a voz firme:

– Eu não faria isso se fosse você. — e quando a loira parou de costas para ele, o anjo continuou — A menos, é claro, que você queira ficar viúva. O que, convenhamos, seria uma pena. Um casamento que mal começou, terminar assim... De uma forma tão trágica e repentina... Seria uma pena mesmo.

Natalie sentiu o seu coração dar um salto e suas pernas vacilaram um pouco. Preocupada, ela voltou a encarar o anjo e perguntou:

– Onde o Dean está?

– Da última vez que os meus subordinados checaram, ele estava no quarto. — respondeu Bartholomew deixando Natalie ainda mais apreensiva. — Então por que você não volta para a mesa e se senta, Sra. Winchester? Assim nós podemos terminar esta conversa antes que o seu amado marido resolva sair de lá, o que obrigaria os meus aliados a agirem. Acredite, eu não tenho intenção de machucar ninguém. Mas eu vou, caso você não colabore.

Sem saída e sentindo muita raiva por ser encurralada daquela forma covarde, Natalie voltou para a mesa, colocou a torta sobre ela, sentou e perguntou firmemente:

– O que você quer?

– O mesmo que você. O mesmo que o Dean e o irmão dele. O mesmo que todos vocês. Destruir Abaddon. — respondeu Bartholomew calmamente.

– E você precisa de mim para isso, certo? Para chegar até a Primeira Espada? — indagou Natalie, embora já soubesse a resposta.

– Sim. — afirmou o anjo. — Pelo visto, você andou pesquisando algumas coisas, não é? Isso é bom. Me poupa o trabalho de ter que explicar tudo.

– De ter que explicar como isso vai funcionar? Tipo, eu indo parar no Inferno? — questionou a caçadora ainda com mais raiva, porém tentando se controlar para não chamar a atenção das pessoas em volta.

– É por uma boa causa. Você sabe muito bem disso. — ressaltou Bartholomew e em seguida explicou com calma — Mas não se preocupe, você não estará sozinha, Natalie. Eu conheço uma forma de abrir um portal para o Inferno e estarei com você o tempo todo. Então nós entramos, pegamos a Primeira Espada e saímos de lá o mais rápido possível. Ninguém precisa se machucar. Eu só preciso da arma e quando eu conseguí-la, você poderá voltar para o seu marido, para a sua vida, para o family business e será como se nada disso tivesse acontecido. Eu mesmo vou me encarregar da Abaddon.

– Fácil assim? — duvidou Natalie.

– Fácil assim. — confirmou Bartholomew.

– E eu devo confiar em você por quê...? — desconfiou a caçadora.

– Porque eu sou um anjo. — lembrou ele como se aquilo fosse argumento suficiente.

Natalie riu com sarcasmo e rebateu:

– Desculpe, mas a moral dos anjos está meio em baixa ultimamente. E você torturou a Mia.

– Apenas para chegar até você. — defendeu-se ele. — E no Castiel, é claro. Mas dele eu me encarrego depois. A Abaddon é a prioridade. E nós podemos vencê-la, Natalie. Nós só precisamos daquela arma. Vai me dizer que você não quer ver aquela desgraçada morta e enterrada? Depois de tudo que ela te fez?

Natalie sentiu um tremor sacudir o seu corpo ao lembrar da semana que passou presa naquele cativeiro e das coisas que Abaddon fez com ela. De toda aquela tortura... Não só a física, mas a psicológica também.

Rapidamente, ela afastou aquelas lembranças dolorosas e respondeu:

– Eu quero aquela desgraçada morta e enterrada tanto quanto você, mas por motivações diferentes. Eu quero acabar com a Abaddon, não só por tudo que ela me fez, mas porque ela é uma ameaça para o mundo, um monstro que precisa ser detido. Mas você quer ela morta por interesses próprios. Porque a Abaddon e o exército de demônios que ela libertou estão acabando com os anjos. Inclusive com os seus aliados. Vocês estão perdendo a guerra e precisam da minha ajuda para virar o jogo. Mas eu não vou ajudar vocês, eu não vou me envolver nessa sujeira de anjos contra demônios. Você não terá a minha ajuda para isso, Bartholomew. E se você já terminou, é melhor você mandar os seus subordinados idiotas deixarem o meu marido em paz. Eu não quero vê-los por lá quando eu voltar para o quarto.

Natalie levantou da cadeira, mas hesitou quando o anjo recomeçou em tom ameaçador:

– Eu admiro a sua coragem, Sra. Winchester. E a sua inocência em acreditar que pode mesmo se livrar de mim e dos meus subordinados assim tão fácil. Bem... Eu acho que você não me entendeu e, por isso, eu vou tentar ser mais claro. — após uma breve pausa, Bartholomew esclareceu — Eu não estou pedindo a sua ajuda. Eu estou requisitando a sua ajuda. Você pode concordar de livre e espontânea vontade, me ajudar e ninguém se machuca ou... — Bartholomew olhou em volta e observou os hóspedes tomando café, conversando e rindo. Alguns deles estavam com seus filhos e filhas, crianças de no máximo dez anos viajando com os pais e curtindo as férias escolares. Em seguida, ele voltou a encarar Natalie e completou — Ou ficar viúva será o menor dos seus problemas. Porque não será apenas o sangue do Dean que estará nas suas mãos, mas o de todas essas pessoas também. E tudo isso porque você se recusou a me ajudar a destruir um monstro.

Ao ouvir aquilo, Natalie sentou na cadeira sentindo um medo aterrador. Medo de que Bartholomew estivesse falando sério. Medo de que ele machucasse aquelas pessoas. Medo de que ele machucasse Dean.

Bartholomew a observou atentamente por alguns instantes antes de intimar:

– Eu te salvei da Abaddon, Natalie. Eu enviei um anjo para te resgatar daquele lugar horrível e ele morreu para que você conseguisse escapar. Agora eu só estou querendo que você retribua o favor. Então, como vai ser? Do jeito fácil ou do jeito difícil?

Natalie o encarou com ódio tentando disfarçar que no fundo estava apavorada. Apavorada por estar contra a parede, sem saída, acuada. Apavorada e preocupada com as pessoas em volta e com Dean. Não se perdoaria nunca se alguma coisa acontecesse com ele ou com qualquer uma daquelas pessoas.

Pensando em tudo isso, Natalie encarou Bartholomew e tomou a sua decisão. Instantes depois, os dois anjos que tinham se posicionado perto da porta do quarto onde Dean estava, retiraram os seus celulares dos bolsos dos ternos que vestiam e leram uma mensagem enviada por Bartholomew. Rapidamente, eles se afastaram da porta e deram a volta na varanda.

Encontraram Bartholomew nos fundos do hotel, perto de um carro preto com os vidros escuros, segurando Natalie pelo braço com receio de que ela tentasse fugir, embora ela tivesse escolhido ir com ele.

– Ai! Você está me machucando! — reclamou a loira tentando se livrar daquele aperto no seu braço enquanto um dos anjos abria a porta traseira do veículo.

– Desculpe. — disse Bartholomew com indiferença antes de fazer Natalie entrar no carro.

Em seguida um dos anjos entrou, sentou ao lado dela e fechou aquela porta. O outro deu a volta no veículo, abriu a porta da frente e se acomodou no banco do motorista.

Bartholomew deu alguns passos, abriu a outra porta da frente e sentou ao lado do motorista. Fechou a porta enquanto Natalie observava o hotel pelo vidro da janela do carro com certa tristeza, se perguntando como a sua lua de mel foi terminar daquele jeito.

O carro deu partida e minutos depois, Dean abriu a porta do quarto e se dirigiu ao salão para encontrar Natalie.

XXX

Enquanto isso no bunker, Mia observava Castiel recolhendo a louça do café da manhã, que estava em cima da mesa, perto dela, e colocando tudo dentro da pia.

– Sabe, eu lavaria a louça, mas... — começou ela.

– Eu sei. Você está com tendinite. — interrompeu Castiel a olhando por alguns instantes enquanto pegava a xícara vazia e os talheres.

– Exato. — confirmou Mia apertando a mão direita dentro do bolso da blusa e sentindo o anel no seu dedo.

– Tem certeza que você não quer que eu dê uma olhada no seu pulso? — propôs ele preocupado.

– Tenho, está tudo bem. — desconversou a garota enquanto Castiel parava diante da pia cheia de louça para lavar.

A caçadora o observou sem entender porque ele estava parado daquele jeito. Ia perguntar no que Castiel estava pensando quando ele voltou-se para ela e sorriu levemente. Então Mia olhou para a pia e percebeu que a louça havia desaparecido misteriosamente. Surpresa, ela olhou na direção de um dos armários, que tinha uma porta de vidro e reconheceu a sua xícara dentro dele. Limpa e seca num piscar de olhos.

– Eu não acredito que você fez isso... — murmurou ela sorrindo para Castiel.

Ele se apoiou na pia, deu de ombros e questionou:

– Se eu posso manipular a realidade, por que não usar isso com a louça?

Mia sorriu ainda mais e sugeriu:

– Você não quer usar esta mágica angelical com o meu guarda-roupa também? Ele está uma zona.

– O seu guarda-roupa é uma zona, Mia. — corrigiu Castiel em tom acusador e erguendo as sobrancelhas.

– É, mas agora ele está mais. Uma completa e caótica zona. Inclusive, eu acho que o Vincent meio que se perdeu lá dentro porque faz dias que eu não o vejo. E eu estou começando a ficar preocupada. — expôs ela fazendo Castiel rir por alguns instantes. Mas em seguida, ele foi ficando sério e com um olhar distante. — O que foi? — estranhou ela.

Castiel pensou um pouco, sem saber se devia ou não dizer aquilo. Não queria pressionar a namorada, mas também não podia desistir dela. Então resolveu dizer:

– Com toda esta... Mágica angelical, eu não consigo te convencer a dizer sim para uma simples pergunta.

Ao ouvir aquilo, Mia desmanchou o sorriso, sentiu o seu coração acelerar subitamente e o seu rosto ficar vermelho.

Castiel franziu a testa sem entender por que aquele assunto incomodava tanto a garota e se arrependeu por ter dito aquilo. Não queria que os dois discutissem de novo. Não queria encostá-la na parede daquela forma.

Mia, por sua vez, não queria desapontar Castiel, mas ao mesmo tempo não estava pronta para responder o sim que ele queria e merecia. Então, ainda com a mão direita no bolso, ela passou o polegar sobre o anel no seu dedo anelar lentamente e respondeu um tanto sem graça:

– Cas... Eu estou pensando. Eu juro que eu estou pensando na sua pergunta.

O anjo sorriu levemente e questionou:

– No que você precisa pensar tanto, Mia?

A caçadora se perguntou a mesma coisa e abaixou a cabeça para olhar para a mesa enquanto continuava se perguntando por que não aceitava o pedido de casamento de Castiel.

Claro que ela tinha os seus motivos para hesitar, mas a cada minuto eles perdiam um pouco de força. Principalmente, quando Mia se lembrava do conselho do Stefan. Sobre viver o presente e deixar para pensar no futuro quando ele chegar.

Ela ainda pensava nisso, quando sentiu sua visão ficar um tanto embaçada. A mesa diante do seus olhos perdeu o foco subitamente, e Mia levou a mão esquerda até a têmpora daquele lado do corpo quando sentiu uma leve dor na região.

– Mia? — chamou Castiel enquanto aquela leve dor aumentava gradualmente fazendo a caçadora franzir o cenho. — Mia, o que foi? — preocupou-se Castiel dando alguns passos na direção da mesa.

– Ai... — gemeu ela fechando os olhos enquanto Castiel abaixava ao lado da cadeira e colocava as mãos em volta dela, fazendo a garota se voltar para ele instintivamente.

– Mia, o que foi? Fala comigo. O que você está sentindo? — insistiu Castiel cada vez mais preocupado.

Com certo esforço a caçadora abriu os olhos e se concentrou no rosto do anjo. Mas ele também estava fora de foco e uma forte enxaqueca a fez fechar os olhos e gemer de dor novamente.

– Mia! Por favor, fale comigo... — pediu Castiel desesperado.

Tentando ajudá-la, ele colocou uma das mãos sobre a testa da garota e tentou livrá-la daquela dor. Mas foi inútil e ele afastou a mão sentindo-se impotente e frustrado.

O que quer que causasse aquela dor em Mia era imune ao poder de um anjo. Era o sangue do Crowley, mexendo com ela, se multiplicando dentro dela, a transformando em alguma coisa que Castiel não compreendia.

Apesar de atordoada pela dor, Mia ainda lembrou de manter a mão direita escondida no bolso enquanto a esquerda pressionava a sua testa dolorida. Gemeu por causa daquela dor insuportável que mexia não só com a sua cabeça, mas com todo o seu corpo.

Mia sentia-se tonta, enjoada, trêmula e as únicas coisas que ela ouvia eram o barulho do seu coração batendo pesadamente e a voz de Castiel a chamando ao longe. Até que de repente, Mia começou a ver uma coisa, dentro da sua cabeça, e o mundo ao seu redor se desligou de vez.

Aos poucos, ela abriu os olhos, mas o que viu não era nem a cozinha do bunker, muito menos Castiel na sua frente. Era outra coisa. Era um lugar. Um corredor cercado por portas em forma de arco que levavam a outros corredores com mais portas daquelas. O lugar parecia completamente abandonado, mas ainda era possível ver que as paredes possuíam um tom pastel em sua pintura. E o chão parecia ser revestido de pedra sabão num tom bem escuro.

– Mia? — chamou Castiel enquanto observava o olhar vazio dela, fixo em alguma coisa que ele não estava enxergando. — O que você está vendo? — quis saber ele.

No entanto, a caçadora não podia ouví-lo. Era como se não estivesse ali. Sua mão caiu em seu colo e a expressão de dor desapareceu do seu rosto por completo, enquanto a imagem daquele lugar ganhava mais vida diante dos seus olhos estáticos.

Mia viu uma estátua de um anjo. Atrás dela uma janela empoeirada com o vidro trincado. Havia velas por toda a parte iluminando o lugar. Um tipo de altar atrás de uma daquelas portas em formato de arco. Uma cruz na parede atrás do altar.

Em seguida, Mia ouviu passos e viu Natalie caminhando por um dos corredores. Mas ela não estava sozinha. Tinha alguém a acompanhando, a guiando por aquele corredor semi iluminado, segurando o seu braço. Com força. E Natalie parecia reclamar disso e tentar se desvencilhar daquele homem bruto.

Ele tinha um rosto conhecido para Mia. Ele não chegou a torturá-la quando ela foi capturada por seus aliados há alguns meses, mas ele era o responsável pela sua prisão e tortura. Aquele homem assistiu Mia sendo torturada para dizer onde Natalie e Castiel estavam. Aquele homem lhe causava arrepios e lhe trazia lembranças dolorosas.

Por último, Mia viu a fachada do lugar e uma placa. E teve certeza que o lugar estava abandonado há anos, talvez décadas. A placa tinha sinais de deterioração causada por anos de exposição ao sol, à chuva e ao vento. A vegetação rasteira cobria algumas letras, mas mesmo assim Mia conseguiu ler o que estava escrito ali.

Aos poucos, a imagem foi se apagando e Mia se deparou com o rosto de Castiel a encarando assustado e apreensivo. Ela respirou fundo voltando a si e percebeu que a sua cabeça não doía mais. Sentia-se incrivelmente bem, como se o seu corpo estivesse começando a se acostumar com as suas esquisitices sobrenaturais.

– Mia... — começou a dizer o anjo.

– Eu estou bem. — interrompeu a garota. — Eu só... Eu só tive uma visão.

– Outra? Mia, você teve duas visões em menos de vinte e quatro horas... Tem certeza que você está bem? — preocupou-se Castiel.

– Tenho. — assegurou ela.

Mas ao perceber que Mia ainda respirava um tanto ofegante, Castiel se levantou e instantes depois se aproximou com um copo d'água.

– Beba. — orientou ele se abaixando na frente dela mais uma vez.

Mia segurou o copo e tomou alguns goles de olhos fechados. Aquilo estava lhe fazendo bem. Ela estava se acalmando mais e mais a cada instante. Voltando definitivamente ao normal.

Porém, de repente, algo fez o seu coração dar um salto. Isso porque Mia se deu conta de que quando Castiel lhe ofereceu o copo, ela tirou a mão direita do bolso e segurou o recipiente com aquela mesma mão.

Sentindo-se muito idiota por ter se distraído daquela forma e estragado tudo, ela abriu os olhos e afastou o copo dos lábios devagar, enquanto observava Castiel olhando fixamente para a sua mão. Mais precisamente para algo que havia em um dos seus dedos.

O anjo manteve o olhar fixo no anel por um bom tempo até que ele desviou e encontrou o olhar de Mia. Então ela viu confusão e surpresa na expressão de Castiel, mas também viu uma felicidade. Uma felicidade genuína e equívoca.

Sentindo que precisava esclarecer aquele mal entendido antes que Castiel abrisse um enorme sorriso, a pegasse no colo e a rodasse pela cozinha, Mia começou a falar num ritmo frenético:

– Não é nada disso que você está pensando. Nada mesmo. Eu posso explicar. Eu juro. Por favor, não tire conclusões precipitadas. Foi um acidente!

Castiel franziu o cenho ainda mais perdido e questionou:

– Você está dizendo que este anel foi parar no seu dedo por acidente?

– Exato! Eu quero dizer... Não! Eu não sei... Mais ou menos. É complicado. — atrapalhou-se Mia e depois de colocar o copo sobre a mesa e suspirar profundamente, ela resumiu — Eu só experimentei. Só isso.

– Por quê? — interessou-se Castiel estreitando o olhar sobre ela.

– Eu não sei. Curiosidade, talvez. — respondeu Mia.

– Se foi só por curiosidade, então por que este anel continua no seu dedo? — perguntou o anjo ainda mais interessado e esboçando um meio sorriso enquanto segurava a mão direita da garota.

– Este é o problema. Eu só queria experimentar, mas agora ele não saí mais. — contou ela afastando a mão e a escondendo atrás da nuca. — Eu acho que você comprou o tamanho errado.

– Não. É o tamanho correto. Eu tenho certeza. — assegurou Castiel.

– Então eu engordei. — cogitou ela.

– Você não engordou nem um grama. Acredite, eu teria percebido. — rebateu Castiel.

Sem saber o que pensar, a caçadora balbuciou:

– Mas então por que...? Como...?

– Vai ver que o anel quer te mostrar alguma coisa, Mia. — sugeriu Castiel a olhando profundamente. — E se você não fosse tão teimosa, iria entender o que ele está tentando te dizer.

Mia ficou em silêncio, encarando Castiel por algum tempo enquanto pensava no que ele havia dito. Em seguida, balançou a cabeça negativamente e levantou da cadeira. Se afastou um pouco enquanto Castiel levantava também. Em seguida, ela se reaproximou e parou diante dele. Respirou fundo e recomeçou:

– Cas, eu tive uma visão, ok? Então... Seja lá o que for que este anel teimoso quer me dizer, este não é o momento ideal para falar sobre isso.

– Certo. — concordou Castiel depois de ponderar aquilo que Mia disse e perceber que ela tinha razão. No entanto, o fato dela ter colocado aquele anel no dedo, fortaleceu ainda mais a esperança de que ela dissesse sim para a sua pergunta. Agora mais do que nunca, ele não ia desistir de se casar com Mia. — Então o que você viu? O exército da Abaddon de novo? — perguntou ele em seguida.

– Não, desta vez eu vi a Natalie. O Bartholomew estava com ela. Os dois estavam no mesmo mesmo lugar da minha outra visão. No convento. Mas desta vez, a visão foi mais clara. Eu vi uma placa, Cas... Estava escrito St. Mary's Convent. — relatou a caçadora enquanto observava a expressão de Castiel ficar um tanto tensa e os olhos dele se moverem de um lado para o outro, como se ele estivesse lembrando de alguma coisa. — Isso diz alguma coisa para você? — perguntou ela.

– Sim... É o lugar onde o Sam matou a Lilith e libertou o Lúcifer há alguns anos. — contou o anjo e depois de olhar para Mia preocupado, acrescentou — É o lugar mais próximo da jaula de Lúcifer. Então se o Bartholomew vai levar a Natalie até lá...

– Vamos ligar para o Dean. — interrompeu Mia tendo um mau pressentimento sobre tudo aquilo e saindo da cozinha apressada seguida pelo anjo.

Os dois chegaram em uma das salas e Mia viu que o celular de Castiel estava vibrando sobre uma das mesas. O anjo se aproximou, pegou o aparelho e viu quem era. Olhou para Mia antes de atender apreensivo:

– Dean?

– Cas, eu preciso da sua ajuda! — começou o caçador do outro lado enquanto voltava para o quarto atordoado por não ter encontrado a esposa em lugar algum do hotel. — A Natalie sumiu! Eu não sei mais onde procurá-la, eu não sei para onde ela foi, eu não sei porquê ela desapareceu, eu não sei mais o que fazer... Alguns hóspedes disseram que viram uma mulher com a descrição dela conversando com um homem misterioso, mas... Eu não sei o que pensar. A Natalie não ia me trair, nunca, eu sei disso... Mas então quem era esse homem e para onde ele levou a minha baby?!

– Bartholomew. — murmurou Castiel lembrando da visão que Mia teve há alguns minutos.

– O quê?! — indagou Dean ainda mais nervoso, entrando no quarto e parando no meio do cômodo.

– A Mia teve uma visão agora há pouco com a Natalie. Ela estava com o Bartholomew... — começou a explicar o anjo, mas parou quando Mia fez sinal indicando que queria falar com o caçador também. — Dean, espera um pouco. Eu vou colocar no viva voz.

Assim que Castiel fez o que havia anunciado e colocou o celular sobre a mesa, a caçadora se aproximou um pouco e começou:

– Oi, Dean, sou eu. Me escuta. Na minha visão o Bartholomew estava levando a Natalie para o St. Mary's Convent. O Cas disse que lá é o lugar mais próximo da jaula do Lúcifer. Então, eu acho que o Bartholomew rastreou a Natalie de alguma forma e agora quer usá-la para pegar a Primeira Espada.

– Son of a bitch! — xingou Dean transtornado enquanto arrumava algumas coisas na mala. — Aquele desgraçado não vai fazer isso com a Naty! Ela não vai para o Inferno, vocês ouviram?! Não vai! Eu preciso encontrá-la antes que...

– Dean, eu sei que a situação é complicada, mas por favor, fica calmo. — pediu a caçadora.

– Calmo?! — gritou ele impaciente. — Como que você só teve essa visão agora, Mia?!

Um pouco magoada, ela respondeu:

– Desculpe, isso não é uma coisa que eu posso controlar, Dean. Simplesmente acontece.

O Winchester sentou na cama e passou uma das mãos pelo rosto antes de recomeçar um pouco mais calmo:

– Eu sei, Mia, me desculpe. Por falar nisso, então... As suas visões voltaram? Além dos pesadelos? Como foi isso? Como você está?

– Eu estou ótima. — respondeu ela ignorando as demais perguntas e rapidamente prosseguiu — Olha, nós vamos encontrar a Naty, ok?

– Você viu isso também? — questionou Dean.

Mia não respondeu e houve um longo momento de silêncio até que Castiel interveio dizendo:

– Dean, o Bartholomew, assim como todos os anjos que caíram, não tem mais as asas. Ele vai ter que dirigir até Maryland. Portanto, ele não tem muita vantagem sobre nós. Nós podemos alcançá-lo. Se não conseguimos localizá-lo no caminho, nós podemos ir até Maryland também. Então nós resgatamos a Natalie e acabamos com os planos do Bartholomew. E com ele.

– Nós? — repetiu Dean passando a mão pelo rosto mais uma vez, sentindo o desespero crescer dentro de si ao pensar que Natalie estava lá fora com aquele monstro.

– É, nós. — confirmou Mia. — Eu e o Cas vamos sair agora mesmo. Do caminho, eu ligo para o Sam e tento localizar o Bobby. E então todos nós vamos para aquele convento, ok? Juntos, como um time.

– Espera um pouco... O Bobby sumiu também? — quis saber o Winchester.

– Não exatamente... — respondeu Mia um tanto sem graça e em seguida tentou explicar — É que ele não voltou para o bunker depois da festa... E da última vez que eu vi, ele estava com a Jody, então... Então... Bem...

– Nossa! O cara está vivo mesmo, hein? Pilantra... — debochou Dean ao imaginar o motivo para o Bobby não ter voltado para o bunker. — Bem, tente localizá-lo e deixe que eu me encarrego de ligar para o meu irmão, ok?

– Tudo bem. — concordou Mia.

– Dean... Não se preocupe. Vai dar tudo certo. — disse Castiel tentando tranquilizar o amigo.

– Nós nos falamos durante o caminho. — respondeu o caçador tentando manter a calma antes de desligar.

Em seguida, ele levantou da cama e terminou de arrumar as coisas, enquanto Mia e Castiel se entreolhavam preocupados. Minutos depois, o casal saiu do bunker e entrou no Mustang. Enquanto Mia dava partida, Castiel tentou ligar para o Bobby. O caçador não atendeu e o anjo tentou de novo.

XXX

Sam e Claire estavam no quarto do hotel, deitados na cama e abraçados. Curtindo os últimos minutos naquele lugar já que em breve eles iriam pegar a estrada para caçarem juntos.

Claire se aconchegou melhor nos braços de Sam e fechou os olhos. Aproximou o rosto do dele e tocou seus lábios suavemente enquanto ele afastava algumas mechas de cabelo do rosto dela.

A garota se aproximou mais um pouco e envolveu os lábios de Sam com mais ímpeto, enquanto uma das mãos dele apertava a cintura da esposa entre os seus dedos, e ela acariciava a nuca dele.

De repente, o barulho de um celular vibrando sobre o criado-mudo interrompeu o momento de carinho e fez os dois se afastarem um pouco.

– Desculpe... — lamentou Sam.

– Não é sua culpa. Caçadores são como médicos. Muito requisitados. Atende. Pode ser importante. — tranquilizou Claire se afastando mais um pouco.

Sam sorriu levemente e deu um selinho demorado na esposa antes de sentar na cama, pegar o aparelho, ver quem era e atender em tom de brincadeira:

– Dean? Ei! Me ligando na lua de mel? Sério? — no entanto, depois de uma pausa ouvindo o irmão desesperado do outro lado, Sam levantou da cama visivelmente preocupado e prosseguiu num tom sério e carregado de tensão — Como assim? O que aconteceu? Dean, fica calmo e explica isso direito. Como aconteceu?

Ao ver que Sam estava preocupado, e deduzindo que era por causa de alguma coisa que Dean estava relatando, Claire levantou da cama também e se aproximou do marido.

– O que houve? — sussurrou ela.

– Dean... Nós vamos encontrá-la, ok? — assegurou Sam fazendo sinal para Claire aguardar um pouco. — Fica calmo. — pediu em seguida e depois de ouvir o restante da história do irmão, encerrou — Certo, Maryland, aí vamos nós de novo. Mas desta vez vai ser diferente, Dean. Vai dar tudo certo, ok? Nós nos vemos lá. E fica calmo.

Assim que Sam desligou, Claire deu mais um passo a frente e perguntou:

– O que aconteceu?

Sam guardou o aparelho no bolso da jaqueta e explicou:

– O Bartholomew... Ele pegou a Natalie. A Mia teve uma visão com isso. Parece que ele está levando a Natalie para um convento abandonado em Maryland onde... — de repente ele parou de falar. Hesitou antes de completar com certo remorso — Onde eu libertei o Lúcifer.

– Ai meu Deus... — murmurou Claire levando as mãos ao rosto aflita e muito preocupada com Natalie.

– Nós temos que ir até lá, Claire. Ajudar o Dean e salvar a Natalie. O Bartholomew quer a Primeira Espada e a Natalie é a única que pode chegar até ela, mas quando ele conseguir o que quer e a Natalie perder a utilidade para ele... Nós não sabemos o que o Bartholomew pode fazer. — expôs Sam.

– Tudo bem, então vamos. — assentiu Claire caminhando apressada até uma das malas.

Minutos depois, os dois encerraram a conta no hotel e partiram.

Notas finais
E agora? Quem poderá nos defender? Pois é, gente... A Naty resolveu ir com o Bartholomew, afinal ela não tinha muita escolha, e agora muitas complicações à vista... Sobre a visão da Mia, vocês lembram do final da 4ª temporada? Daquele convento abandonado onde a máscara da Ruby caiu, onde o Sam despachou a Lilith e onde Lúcifer foi libertado? Claro que vocês lembram... Pois é, os acontecimentos finais da fic se passarão naquele lugar... Apesar do capítulo tenso, tivemos um momento muito fofis entre Miastiel, afinal o CAS VIU O ANEL KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Pois é, pois é, pois é... Falo nada. Nada mesmo. E... Miazita tendo mais uma visão turbinada... Ela está ficando mais forte, sociedade... Tenho muitos planos para esta personagem e já já vocês vão descobrir quais são... Muaaaaaaaahhhhhhhhhhh E assim termina a lua de mel Clammy e Deanalie. Todo mundo agora vai correr contra o tempo... Momentos de tensão no próximo capítulo... Segunda-feira tem mais, gente! Espero que tenham gostado. Mereço reviews? Bjs!