Crossfire

54 O jogo só acaba quando termina


Notas iniciais
Olá, criaturas ungidas! Tô chegando com mais um capítulo e desta vez tô postando no dia que eu falei que ia atualizar mesmo eheheheheh Dedico o devaneio de hoje para a menina Acklesdede2014, vulgo Karool, que recomendou Crossfire e me deixou com os olhinhos de noite serena marejados. Obrigada, mocinha! Fico muito feliz que você tenha gostado a ponto de recomendar meus devaneios! Por falar nisso, vocês estão me deixando mal acostumada, viu? Na próxima fic, vou querer também ahahahahahahah vou trabalhar para merecer, é claro. Bem, o capítulo de hoje ficou meio longo, assim como a maioria dos capítulos da reta final, mas eu lembro que lááááááá no começo da fic, algumas pessoinhas diziam que queriam capítulos graaaaaaandes. Então, resolvi abusar, ok? Apesar de graaaaaaaande, achei este capítulo bem movimentado. Acontece tantas coisas e deu tanto trabalho para devaneiá-lo, mas no fim, eu gostei muito do resultado. Espero que vocês gostem também! Lá vai...

Abbadon estava sentada em uma cadeira envelhecida, que Castiel encontrou em um dos corredores do convento e trouxe para a sala onde o portal que Bartholomew tinha aberto no fim da tarde, havia se fechado momentos antes, deixando Natalie e Dean presos no Inferno.

A ruiva estava com os braços presos para trás e as mãos algemadas. Correntes, com pequenas Chaves de Salomão gravadas no ferro, prendiam os seus pés à cadeira. Fora isso, a bala alojada em sua cabeça, limitava os seus poderes impedindo Abbadon de fugir ou de tentar qualquer coisa. O sangramento em sua testa havia estancado, mas um buraco de aproximadamente um centímetro de diâmetro ainda podia ser visto.

Apesar de tudo isso, Abaddon não perdia a pose, mantinha a postura ereta, um olhar penetrante e observava atentamente Castiel andando em círculos, com o celular pressionado contra uma das orelhas, demonstrando impaciência e preocupação com alguma coisa.

Sam e Claire, que estavam próximos ao antigo altar, separando os ingredientes para abrir um novo portal, também notaram que alguma coisa estava preocupando o anjo e se entreolharam por um instante antes de Sam perguntar:

– Cas, algum problema?

– A Mia não atende. Na verdade... Esta coisa nem chama, só cai nesta tal de Caixa Postal. – relatou o anjo enquanto tentava ligar para a namorada mais uma vez. – Eu não devia ter deixado ela sozinha.

– Não devia mesmo. – concordou Abaddon fazendo os três olharem para ela. – Mia não é aquela garota que tem o sangue do Crowley nas veias e que já morreu... Digamos, algumas vezes?

– Isso não é da sua conta. E fique calada ou eu juro que corto a sua língua. – avisou Claire severamente antes de se abaixar para pegar um recipiente de prata que Bartholomew havia usado antes.

Ela o colocou sobre o altar e começou a misturar alguns óleos e ervas que Bobby havia listado por telefone quando ela e Sam estavam na estrada.

– Cas, não se preocupe. A Mia está bem. – tentou tranquilizar Sam que não fazia ideia do que o exército de Abaddon havia feito com a garota.

– Se ela está bem, então por que não atende o telefone? Oh... Certo, talvez porque ela não esteja bem. – incitou Abbadon fazendo Castiel a encarar ainda mais preocupado.

Claire, por sua vez, pegou uma faca que estava sobre o altar e voltou-se na direção da ruiva enquanto dizia:

– Eu avisei.

No entanto, Sam a segurou pelo braço, a impedindo de caminhar até a cadeira onde Abaddon estava, e a repreendeu duramente:

– Você quis mantê-la viva. Agora aguenta. – Claire o olhou um tanto magoada e Sam soltou o seu braço antes de completar – Além disso, nós temos que nos concentrar em trazer o meu irmão e a Natalie de volta. Então, mantenha o foco, ok?

Claire hesitou por alguns instantes ainda magoada com o tom seco que Sam usou para dizer aquelas coisas, demonstrando que ele não aprovava a sua postura. Em seguida, ela voltou-se para o altar, dando as costas para Abaddon, e retomou o que estava fazendo.

A voz da ruiva logo voltou a atormentá-la:

– Não me diga que vocês estão brigando por minha causa? – Claire fechou os olhos por um instante e Sam respirou fundo. Abaddon sorriu e continuou – É uma pena. Um casal tão bonito se desentendendo assim e por causa de um demônio. Mas sabe, Claire? Eu acho que você e o David formavam um casal bem mais bonito. O Sam é um homem muito complicado. Com o David tudo era mais simples, não era? – Sam sentiu uma chama de ciúme arder em seu peito e a ruiva prosseguiu se divertindo – Com certeza, você teria sido muito feliz com ele. Mais feliz com ele. Pena que o David está morto, não é? Com certeza, ele não te julgaria como o Sam está te julgando agora.

Sentindo que Claire estava sofrendo por ouvir aquelas coisas, Sam sussurrou para ela:

– Eu não estou te julgando, eu só não concordo com algumas coisas.

Claire o olhou de relance e depois voltou-se para os ingredientes sobre o altar. Abaddon continuou:

– Com certeza, ele entenderia os seus motivos para querer se vingar. Ou melhor, ele não precisaria entender nada porque se você estivesse com o David, nada disso teria acontecido. Se você não tivesse se envolvido com Sam Winchester nada disso teria acontecido. David ainda estaria vivo e talvez eu tivesse poupado até a sua mãe.

Claire respirou fundo e de costas para a ruiva esclareceu:

– Nada do que aconteceu é culpa do Sam e você sabe muito bem disso. Tudo aconteceu porque eu comecei a procurar pelo meu pai. O Sam foi a única coisa boa que me aconteceu durante aquele período. E o que aconteceu com o David e com a minha mãe foi sua culpa. Sua e do seu irmão que graças a Deus está assando no Inferno.

Abaddon fuzilou as costas de Claire com o olhar quando a ouviu falando daquele jeito sobre Belial. E enquanto Castiel ainda tentava contatar Mia, Sam voltou-se para a esposa e orientou:

– Não responda. Não entre no jogo dela. É isso o que ela quer.

Claire não só não ouviu o conselho, como o olhou de volta e completou:

– E eu não teria sido mais feliz com o David porque eu não o amava como eu te amo, Sam. Nunca duvide disso.

– Eu não duvido. – respondeu o Winchester sentindo o ciúme e a insegurança se dissiparem dentro dele ao ouvir aquilo.

Os dois voltaram a se concentrar no feitiço e Abaddon enxergou uma oportunidade para recomeçar com as provocações:

– Isso é verdade. Você ama muito mais o Sam do que amava o David. Garotas como você gostam de caras complicados, não é? Por isso, eu entendo perfeitamente o que você viu nesse aí. Mas eu não consigo entender o que ele viu em você. Claire Davis é muito normal para um cara como Sam Winchester. Geralmente ele preferia garotas com olhos pretos ou garras e dentes afiados. Monstros, por assim dizer. Talvez porque ele se identificasse com elas de alguma forma... Você não acha, Claire?

Irritado por ouvir aquelas coisas, Sam fechou a mão e bateu o punho contra o altar com força. Quando ele ia pegar a mesma faca que Claire havia pegado instantes antes, ela segurou em sua mão e o tranquilizou dizendo:

– Está tudo bem. Nada disso importa. É passado. Eu não te julgo.

Sam olhou para Claire por alguns instantes e segurou a mão dela de volta. Pensou um pouco sobre tudo o que ela passou até chegar ali e em tudo que Abaddon fez nos últimos meses. Pensou também em como Claire o compreendia e fazia questão de deixar claro que não se importava com o passado dele. Em como ela o apoiava, o amava, o completava independente de qualquer coisa. Claire nunca o julgou, mas por algum motivo, achou que ele não compreenderia os seus motivos e preferiu se abrir com Bobby ao invés dele. Por algum motivo, Claire achou que Sam não a apoiaria, exatamente como ele não estava a apoiando agora.

Pensando em tudo isso, e mesmo sabendo que vingança não era o melhor caminho, Sam resolveu retribuir todo o apoio que Claire sempre lhe deu. Então segurou a mão da caçadora com mais força e disse olhando em seus olhos:

– Eu estou aqui. E mesmo que eu não concorde com algumas coisas, eu também não vou te julgar. Na verdade, se você quiser mesmo cortar a língua dela, eu até te ajudo.

Claire sorriu levemente e Abaddon revirou os olhos ao protestar:

– Que romântico... Eu acho que vou vomitar.

Claire e Sam a ignoraram e a ruiva entendeu que tinha perdido a influência sobre o casal. Então o Winchester lembrou:

– Mas antes nós precisamos trazer o meu irmão de volta. E a minha cunhada maluca.

Castiel guardou o celular no bolso do sobretudo e disse preocupado:

– Tem alguma coisa errada.

Claire olhou para ele e sugeriu:

– Você quer ir atrás dela?

– E deixar os seus amigos sozinhos comigo e com a difícil missão de trazer aqueles dois de volta, enquanto abrem um portal que pode trazer mais demônios para este lado? – intrometeu-se Abaddon.

Castiel a olhou de canto, depois voltou-se para o casal e disse:

– Se vocês quiserem, eu mesmo corto a língua dela. – e depois de uma breve pausa, ele continuou – Mas infelizmente, Abbadon está certa. Eu não posso deixar vocês agora. Aliás, talvez eu possa ajudar mais do que vocês imaginam.

– Como? – interessou-se Sam.

– Me deixa ver o que o Bobby escreveu sobre o feitiço. – pediu o anjo e Claire lhe entregou algumas anotações que estavam no bolso da sua calça. Depois de passar os olhos pelas anotações e dar boa uma olhada nos ingredientes sobre o altar, ele explicou – O Bartholomew abriu um portal que só era visível para anjos e humanos. Por isso, nenhum demônio passou para este lado. O feitiço dos Homens das Letras é um pouco diferente, mas eu posso acrescentar algumas palavras em enoquiano, outras em latim, usar um pouca da energia da minha graça e assim os demônios também não vão conseguir se aproximar do portal. E talvez eu possa atrair o Dean e a Natalie até este lado. Como um imã. Nós não sabemos se eles estão machucados, então...

– Você pode mesmo fazer isso? – animou-se o Winchester mais novo.

– Sim. – confirmou o anjo. – Mas eu preciso de um objeto pessoal do Dean e outro da Natalie.

– Eu vou pegar a chave do Impala. – avisou Sam se retirando apressado.

Claire tirou uma gargantilha delicada do pescoço e entregou para Castiel antes de explicar:

– A Naty me emprestou.

Momentos depois, de posse dos objetos que precisava, Castiel seguiu com o planejado. Sabia que estava fazendo a coisa certa, que Dean e Natalie não tinham muito tempo e que Sam e Claire precisavam da sua ajuda, mas ao mesmo tempo, o seu pensamento estava em Mia. Castiel estava preocupado com ela, angustiado por causa dela. Assim que resolvesse aquele assunto, iria atrás da caçadora.

XXX

Mia acordou sentindo uma forte dor na coxa direita e gemeu desnorteada. Percebeu que estava dentro do Mustang, de cabeça para baixo e presa pelo cinto de segurança. Aos poucos, ela se lembrou do que aconteceu e percebeu que tinha muita sorte por ter sobrevivido. Sentiu uma umidade fora do comum na perna que doía e deduziu que aquilo era sangue jorrando de algum ferimento. Devia ter rompido alguma veia importante...

Com esforço, ela conseguiu levar a mão ao rosto e seus dedos ficaram molhados pelo sangue que escorria de sua testa. Aliás, sua cabeça doía muito e rodava, como se ela ainda estivesse sendo jogada de um lado para o outro por aqueles demônios que viraram o seu carro repetidas vezes até se cansarem.

O cheiro de gasolina fez Mia entender que não importava o quanto ela estivesse machucada, era preciso sair dali o mais rápido possível. O painel do carro estava muito danificado, mas ainda era possível reconhecer o porta-luvas. Esticando o braço com dificuldade, ela conseguiu abri-lo e pegou um canivete que guardava ali. Começou a cortar o cinto de segurança. Se ela tinha sobrevivido a um acidente naquelas proporções, não ia ser aquilo que iria detê-la.

À medida que a lâmina cortava o tecido, Mia ia sentindo outras partes do seu corpo doerem, como as suas costas, a barriga e a região atrás dos olhos. Fora isso, ela sentia-se muito enjoada. Talvez por ter sido sacudida dentro de um “liquidificador demoníaco” ou talvez por conta de algum ferimento mais grave que naquele momento ela não conseguia avaliar qual era.

Depois de finalmente conseguir se desvencilhar do cinto de segurança, Mia fez um grande esforço para se mexer, para se arrastar, para tentar sair do carro. As ferragens expostas e a abertura estreita, que um dia foi uma janela, dificultaram bastante a sua saída, mas com muita persistência, Mia conseguiu deixar o veículo.

Arrastando a perna quebrada e se apoiando nos cotovelos doloridos, ela foi se afastando lentamente do que sobrou do Mustang, enquanto a gasolina escorria do tanque perfurado e encharcava o gramado logo abaixo dele.

Gritando de dor e achando que fosse vomitar o próprio estômago a qualquer momento, Mia parou por alguns instantes para retomar o fôlego. Só então deu uma olhada para si mesma e chegou a triste conclusão de que estava mesmo um trapo humano.

A blusinha que vestia também estava molhada de sangue e seus braços estavam cheios de escoriações, cortes profundos e manchas avermelhadas que virariam hematomas. Se ela sobrevivesse.

Sua perna com certeza estava quebrada, assim como pelo menos uma de suas costelas. Só isso para justificar a dor que Mia sentia toda vez que puxava o ar com dificuldade. Alguma coisa estava perfurando o seu pulmão.

O gosto de sangue na sua boca tornava-se cada vez mais forte, assim como aquela vertigem desconcertante. Mesmo assim, Mia reuniu forças e voltou a se arrastar por aquela ribanceira onde estava. Precisava chegar ao topo dela ou pelo menos perto o suficiente para que alguém a visse. Para que Castiel a encontrasse, talvez.

Ao pensar no anjo, Mia olhou automaticamente para o anel na sua mão direita. Agora respingado de sangue, ele não parecia mais tão bonito. Mas mesmo assim tinha um grande significado para Mia. Um significado que só agora ela parecia entender e aceitar.

– Como eu pude ser tão estúpida? – perguntou-se a garota.

Em seguida, Mia lembrou do que Castiel disse para justificar porque o anel não saía do dedo dela de jeito algum. O anjo disse que o anel queria dizer alguma coisa para ela, mostrar algo. E Mia também começava a entender o que era. Mas ela queria comprovar. Por isso fechou os olhos e respondeu a pergunta que Castiel lhe fez na festa dos casamentos:

– Sim...

Seu coração, que até então parecia bater com dificuldade, disparou em seu peito quando Mia se ouviu dizendo aquela palavra, aquelas três letrinhas que ela relutou tanto em dizer e que agora soavam tão fáceis e naturais.

Então a caçadora abriu os olhos e tentou tirar o anel do dedo. E ele saiu com uma facilidade que a deixou estupefata e profundamente emocionada. Sorrindo, ela o colocou de volta no dedo e o observou em sua mão por alguns instantes.

– Sim. – repetiu sorrindo de novo.

Em seguida, sentindo suas esperanças renovadas e uma grande vontade de viver, Mia voltou a se arrastar no meio da vegetação rasteira que cobria o lugar onde estava.

Mas então, uma faísca surgiu no motor do Mustang. E a gota seguinte de combustível, que caiu sobre o solo, foi o suficiente para desencadear uma grande explosão.

Os destroços foram arremessados por toda a parte enquanto as chamas consumiam o que sobrou do veículo...

XXX

Enquanto isso, Dean e Natalie alcançavam a montanha onde acreditavam que ficava o portal que Bartholomew havia aberto. No entanto, não havia nada ali que indicasse a localização exata da passagem para a Terra. E nem Dean, nem Natalie se lembravam com clareza dos segundos em que ficaram entre a Terra e o Inferno. A loira tinha acordado no topo daquela elevação e Dean no vale logo abaixo. Para piorar, Bartholomew havia dito que o portal se fecharia logo e os dois temiam que este momento já tivesse acontecido.

Os sons produzidos no Inferno eram horríveis e tornavam-se cada vez mais estrondosos. Demônios percorriam aquele espaço infinito em alta velocidade enquanto gritos de almas humanas e trovões assustadores eram ouvidos em todas as direções. O chão tremia e latidos de feras invisíveis se propagavam no ar contaminado por enxofre. Chamas eram vistas em pontos específicos e formavam labaredas altas, impiedosas e assustadoras.

De repente, Natalie se lembrou de que quando acordou naquela montanha, Bartholomew surgiu atrás dela instantes depois. Então ela começou a olhar para o chão e logo viu algumas marcas deixadas pelos sapatos do anjo. Seguiu as pegadas e parou alguns metros a frente. Reconheceu o chão imundo onde esteve antes e viu algo diferente no solo perto dali, bem no local em que Bartholomew havia aparecido pela primeira vez.

A terra escura naquele trecho estava diferente dos outros lugares. Tinha se cristalizado como se tivesse sido atingida por um raio. Natalie olhou para cima e observou a fumaça negra e homogênea que cobria o lugar.

Aquela nuvem, na verdade, eram milhares de demônios amontoados. Eles ficavam juntos e pareciam se revezar na tortura das almas. Desciam aos montes e entravam em largas fendas que levavam à outros níveis do Inferno. Depois voltavam e uma nova leva de demônios descia. Eles pareciam ter algum descanso, as almas não.

Natalie deduziu que o portal tinha sido aberto no meio daquela "nuvem" e ela e Bartholomew tinham caído ali naquele trecho cristalizado. O desespero cresceu em seu peito quando a caçadora confirmou algo que no fundo ela e Dean já imaginavam. O portal tinha se fechado. E os dois estavam presos. No Inferno. E logo seriam sentidos, vistos, atacados.

– Naty, o que foi? – perguntou Dean se aproximando dela.

– Ficava aqui. – respondeu ela mostrando a marca no chão e indicando o "céu" logo acima. – Devia ficar aqui. Eu não sei como eu não vi quando acordei, sei lá... Eu estava impressionada demais com todo o resto, mas ele ficava aqui. Eu tenho certeza. Era para o portal estar aqui...

Natalie olhou para Dean sentindo os seus olhos arderem e um nó crescer em sua garganta.

– Era para estar aqui? – repetiu o caçador entendendo a gravidade do que estava acontecendo.

Os dois ficaram se olhando em silêncio por um tempo enquanto alguns demônios ao longe percebiam algo incomum sobre aquela montanha. Eram sons de dois corações batendo pesadamente.

Foi Natalie que teve coragem para dizer:

– Nós vamos morrer, Sr. Awesome...

– Não diga isso. Ninguém vai morrer. – garantiu Dean, embora soubesse que a não ser que um milagre acontecesse, a situação dele e de Natalie iria se complicar cada vez mais.

Sentindo um nervosismo e uma agonia crescentes, Natalie esbravejou:

– Não vai ter nem chantilly, nem banho, nem cama quebrada! Nós não vamos voltar! Nós estamos presos... Pra sempre! Nós vamos ser caçados e torturados! Vamos ser estripados como dois peixes na Semana Santa! É isso o que vão fazer com a gente! Será o nosso fim!

– Naty, o seu otimismo não está ajudando. – reclamou Dean que tentava pensar em alguma solução, mas cada vez mais se via em um beco sem saída.

– O que você quer que eu diga?! – questionou ela nervosa e assustada. E enquanto andava em círculos, se martirizou – É tudo minha culpa...

– Pode parar. – interrompeu Dean se posicionando na frente de Natalie e a segurando nos ombros. – Nada disso é sua culpa. O Bartholomew não te deu escolha, lembra? E esse não é o nosso fim. Pelo menos não até o jogo acabar de verdade. Ainda existe esperança para a gente, Naty. O meu irmão, a Claire, o Cas e a Mia já devem ter chegado no convento. Eles sabem o que o Bartholomew planejava, vão deduzir que nós estamos aqui e vão dar um jeito, ok?

Natalie se acalmou um pouco e assentiu com um meneio de cabeça. Mas segundos depois, algo se mexeu no meio da escuridão infernal e ela e Dean ouviram uma voz rouca dizer ao longe:

Humm... Olha só... Temos visitantes... Dean Winchester... Natalie Jones... Que honra...

O casal se entreolhou apreensivo e, lembrando do que Dean havia dito momentos antes, sobre ainda haver uma esperança, a loira desejou:

– Eu espero que o meu cunhado e os outros sejam rápidos.

Dean desejou a mesma coisa mentalmente e puxou Natalie para perto de si. Pressionou seus lábios contra os dela, depois afastou o rosto, passou um dos braços em volta do corpo da loira, numa tentativa de protegê-la, e pegou a arma carregada com balas de sal na cintura.

Ao ver aquilo, Natalie disse desanimada:

– Legal, uma arma contra o Inferno inteiro.

– Otimismo, Naty. Otimismo. – pediu Dean nervoso.

De repente, demônios se movimentaram na "nuvem" acima daquela montanha e sussurraram em tom ameaçador:

Caçadores no Inferno... Eles não são sortudos?

Sortudos somos nós. Finalmente vamos nos divertir de verdade...

Aquela vaca me colocou aqui... Mas o mundo dá voltas...

Dean Winchester... Quanto tempo! Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você iria voltar... Sentiu a minha falta? Eu senti a sua.

Natalie abraçou Dean o mais forte que pôde e enterrou a cabeça em seu peito. A ideia de que aquelas coisas o machucassem era a pior tortura que ela poderia sofrer ali.

Dean apontou a arma na direção de uma grande concentração de fumaça negra, que começou a se aproximar rapidamente de onde ele e a loira estavam. A nuvem começou a se separar em várias ramificações, se expandindo de forma ameaçadora.

Por um momento, o caçador pensou que o melhor seria correr e se esconder. Mas fugir de demônios no Inferno, que era o lugar com a maior concentração de demônios por metro quadrado, não parecia muito promissor. Além disso, ficar perto de onde o portal tinha sido aberto dava uma certa esperança. Talvez o seu irmão e os outros estivessem tentando abrir um novo portal ali. Por isso, era bom ele e Natalie permanecerem naquele lugar.

Instantes depois, Dean engatilhou a arma enquanto dezenas de demônios continuavam se aproximando em alta velocidade, fazendo ruídos estridentes ao cortarem o ar daquela forma. Eles estavam cada vez mais perto. Mais perto. Mais e mais perto. Vinham de todos os lados.

O caçador abraçou Natalie mais forte. A ideia de que aquelas coisas malignas a machucassem também o atormentava. Era o seu pior pesadelo.

No fundo, Dean sabia que ele e Natalie não tinham muitas chances ali. E aquilo era desesperador. Eles precisavam de um milagre. Urgente. Rápido.

Um demônio chegou bem perto deles e Dean disparou. Usou as balas seguintes nos próximos demônios que se aproximaram, fazendo as fumaças se dissiparem por alguns segundos. Deu o último tiro. E fechou os olhos sem esperar para confirmar se ela havia acertado algum demônio. Não faria muita diferença no fim das contas.

– Ai! – gritou Abaddon ao ter o seu ombro almejado pela última bala da arma de Dean, que apareceu junto com Natalie, abraçado a ela, no meio da forte luz do portal aberto por Castiel, Sam e Claire.

O casal não ouviu o grito da ruiva porque os sons do Inferno ainda ecoavam em seus ouvidos.

A luz se extinguiu rapidamente, mas os dois continuaram abraçados e de olhos fechados. Dean deixou a arma cair no chão e disse para a loira:

– Eu te amo, sua insuportável.

– Eu também te amo, seu idiota maluco. – retribuiu Natalie. E após uma pausa, perguntou – Você acha que nós já morremos?

Sam, Claire e Castiel se entreolharam e o Winchester mais novo tossiu antes de chamar:

– Dean?

– Eles estão imitando a voz do Sammy. – supôs o mais velho.

– Naty, abre os olhos. Está tudo bem. – interveio Claire.

– E a voz da Claire também... – constatou Natalie. – Desgraçados!

– Que tipo de tortura é essa? – estranhou Dean.

– Tortura psicológica? – sugeriu a loira.

Castiel inclinou a cabeça observando os dois e franziu o cenho confuso antes de questionar:

– Qual é o problema com eles?

– Nossa! Até o Cas! – surpreendeu-se Dean. – Não respeitam nem os anjos.

– É claro que não respeitam. Anjos e demônios são inimigos, seu burro. – lembrou Natalie.

Abaddon resolveu se manifestar também:

– Parece que os pombinhos sofreram algum dano cerebral do outro lado.

– Abaddon? – indagou Dean cada vez mais confuso enquanto Natalie sentia um arrepio percorrer o seu corpo quando lembrou daquela semana que passou em um cativeiro subterrâneo sob os "cuidados" da ruiva.

– Ok, já chega. – Sam deu um passo a frente e tentou de novo – Dean, abre os olhos agora. Sou eu, o seu irmão. Vocês voltaram mesmo, estão no convento e a salvo. É verdade. Abre os olhos. Confie em mim.

Houve um longo momento de silêncio até que Dean abriu um dos olhos e observou tudo em volta com certo receio. À princípio, pensou que fosse uma ilusão, mas de alguma forma acabou se convencendo de que aquilo era real. Abriu o outro olho e observou aqueles rostos, o fitando de volta com certa curiosidade, confusão e alívio. Examinou o lugar atentamente e depois disse:

– Naty, tudo bem, pode abrir os olhos.

A loira afastou a cabeça do peito de Dean e abriu os olhos devagar. Ao constatar que aquilo era mesmo real, ela respirou aliviada, se desvencilhou do caçador e questionou com certa indignação enquanto encarava Sam, Claire e Castiel:

– Posso saber por que vocês demoraram tanto? – e olhando para Abaddon, emendou – E o que aquele filhote de cruz credo está fazendo aqui?

– É uma longa história. – respondeu Sam.

– E cadê a Mia? – questionou Dean dando por falta da caçadora.

– Nós não sabemos, mas ela está bem. – respondeu o irmão enquanto Castiel voltava a ficar preocupado. – Ela deve estar bem. – corrigiu Sam que também estava começando a sentir que tinha alguma coisa errada.

Em seguida, ele abraçou a cunhada, depois o irmão. Claire e Castiel fizeram o mesmo. Estavam aliviados pelos dois terem voltado sãos e salvos do Inferno. E Dean e Natalie estavam ainda mais. Tinham praticamente nascido de novo e estavam profundamente gratos por isso. Mas algo naquela sala do convento não se encaixava em toda aquela história: Abaddon.

Castiel fez menção, indicando que iria se retirar, e ninguém o impediu porque todos sabiam que o anjo estava muito preocupado com o desaparecimento de Mia.

Enquanto ele deixava o recinto, Natalie encarou Abaddon com ódio e ia questionar de novo o que ela estava ali, quando a ruiva lhe lançou um sorriso maligno e disse:

– É bom te ver, Natalie. Nós ficamos tão amigas durante aquela semana, não foi? Bons tempos.

– Tempos que chegaram ao fim. – rebateu Claire ficando ao lado da loira. – Você chegou ao fim, Abaddon. Quando você vai perceber isso e aceitar que perdeu?

– O jogo só acaba quando termina, meu bem. – argumentou a ruiva sem perder aquela postura petulante e segura. – Mas eu estou aqui e eu admito, você tem certa vantagem. Então o que você está esperando para começar, Claire? Você já tem a aprovação do Sam, então... Vai em frente. Por que você não aproveita essa oportunidade de uma vez, hein? Se vingue, querida. Coloque essa raiva para fora. Não é isso o que você quer? Então, faça isso pela sua mamãezinha querida que eu matei, faça isso pelo babaca do David. Claro que isso não vai trazê-los de volta, muito menos diminuir a culpa que você carrega e vai carregar sempre, mas quem sabe você se sinta melhor quando terminar comigo? Mais aliviada, talvez? Em paz com a sua consciência, eu não digo, mas eu acho que vai te fazer bem.

Claire sentiu um nó crescer em sua garganta e seus olhos ficarem úmidos. Natalie suspirou com raiva e questionou:

– Por que essa vaca ainda está respirando mesmo?

– É uma ótima pergunta. – quis entender Dean voltando-se para o irmão.

Sam resolveu explicar:

– A Claire quer... Se vingar antes de matá-la. Com tortura.

– Por quê? – perguntou Natalie.

Claire enxugou o rosto e olhou para a amiga ao dizer indignada:

– Por quê? Natalie... Depois de tudo que ela fez, não só a mim e a pessoas que eu amava, mas a você também. Você não acha que essa desgraçada merece sofrer um pouco? Pagar por tudo o que ela fez?

– Eu acho, é claro que eu acho, mas... Eu não vou sujar as minhas mãos com essa vadia. E você não devia sujar as suas. – respondeu Natalie. – Foi como você disse, Claire. O tempo em que ela me torturou chegou ao fim. O tempo em que ela... Te fez todo aquele mal também chegou ao fim. E agora você tem a oportunidade de colocar uma pedra neste assunto e fazer justiça. Justiça e não vingança. Tentar se vingar não vai fazer você se sentir melhor, só vai te fazer reviver toda aquela dor e então a Abaddon terá vencido mais uma vez. E o pior, se você torturá-la, você vai se igualar a ela. – Natalie fez uma pausa enquanto observava a amiga hesitar diante das suas palavras. Olhou para a jaqueta dela e viu que a Primeira Espada estava em um dos bolsos. Então voltou a olhar para o rosto de Claire e disse – Mate a Abaddon e vire essa página da sua vida. Ela é só mais um de muitos monstros que você ainda vai caçar, Claire. Ela é só mais um deles. Não a torne tão importante porque ela não é. Não dê esse gostinho a ela.

Claire enxugou o rosto mais uma vez enquanto pensava no que tinha ouvido. Bobby tinha lhe dito coisas parecidas quando ela lhe contou sobre aquele desejo de vingança. Mas como não conseguiu tirar aquela ideia da cabeça da filha, ele aceitou ajudá-la para encerrar aquela questão de uma vez.

No fundo, Bobby também sentia muita raiva de Abbadon por ter matado Rachel. Ele a amou de verdade e ela não merecia ter morrido daquele jeito. Claire também não merecia ter visto a mãe morrer na sua frente.

Além disso, Bobby sentia que não podia julgar a filha porque ele mesmo virou caçador para vingar a morte da esposa. Assim como John. Eles diziam que estavam em busca de justiça, mas não era apenas isso. Era pessoal. Tinha um pouco de vingança envolvida sim. Vingança sempre foi a motivação inicial.

Sam, Dean e Natalie se entreolharam enquanto Claire mantinha os olhos fixos em Abaddon. A ruiva ainda sustentava um meio sorriso e a encarava de volta sem se intimidar.

De repente, Claire retirou a espada do bolso e Sam observou aquele gesto com certo alívio. Estava aliviado por Claire ter compreendido que o mais importante era matar Abaddon e por um fim em tudo aquilo. Se Claire quisesse mesmo prosseguir com a vingança, Sam ficaria ao seu lado e não iria julgá-la, mas vê-la tomando a decisão certa era bem melhor do que apoiá-la por ter tomado uma decisão errada.

Mas, para surpresa de todos, Claire voltou-se para Natalie, lhe estendendo a Primeira Espada, e disse:

– Então faça você. Ela te sequestrou, te prendeu e te torturou.

– Queria tanto me matar e agora está pedindo ajuda da amiguinha? – debochou Abaddon fazendo Claire a encarar com ódio antes de olhar para Natalie de novo.

A loira segurou a mão dela, mantendo a Primeira Espada firme nos dedos da morena, e contrapôs:

– Ela matou a sua mãe, Claire. Eu era só uma criança quando um demônio matou a minha, mas eu conheço muito bem essa dor. Faça você. Mate essa desgraçada de uma vez por todas.

Claire refletiu um pouco e assentiu. Segurou a espada com mais força e começou a se aproximar de Abbadon. Enxugou o rosto mais uma vez e deu mais alguns passos. Parou diante da cadeira de Abaddon que mantinha os olhos nos dela.

Claire pensou em tudo o que Abaddon fez, não só a ela e a Natalie, mas ao mundo. O rastro de destruição que ela deixava por onde passava, as mortes, a crueldade, o mal. Ela e aquele maldito exército que agora voltaria para o lugar de onde nunca deveria ter saído.

Claire respirou fundo e aproximou a espada do peito de Abaddon, que finalmente fechou os olhos em sinal de rendição, mas manteve a cabeça erguida apesar de tudo.

Então, quando a caçadora ia perfurar Abaddon na altura do coração (se é que ela tinha algum), a Primeira Espada tremeu em sua mão e simplesmente escorregou entre os seus dedos como se tivesse ganhado vida própria. Com isso, o objeto caiu no chão e deslizou rapidamente até os pés de Crowley, que tinha chegado há alguns instantes, não tinha sido visto até então e tinha atraído aquela arma para ele.

Todos o olharam atônitos por um instante que pareceu uma eternidade.

– Eu sinto muito, Claire. Mas eu quero ter esta honra. Espero que você não se importe. Mas eu prometo que vou fazer ela sofrer um pouco, já que você não teve coragem para isso. – começou o demônio, fazendo Abaddon abrir os olhos e olhar para ele em choque.

Sam e Claire tiraram as armas, carregadas de sal, da cintura e avançaram na direção do demônio. Natalie e Dean, apesar de desarmados, também tentaram se aproximar de Crowley movidos por um instinto de atacar o inimigo.

No entanto, todos eles pararam quando o demônio simplesmente ergueu a mão, que estava ensanguentada, e a moveu discretamente, fazendo os quatro irem de encontro a parede ao lado do altar.

Claire e Sam soltaram as armas diante do impacto, e todos ficaram presos, lado a lado, pela força invisível que provinha de Crowley.

Frustrado, Dean tentou se mexer, mas não conseguiu. Assim como o irmão e as garotas entre eles. Crowley deu alguns passos a frente e Sam perguntou:

– Por que você está sangrando?

O demônio olhou para a mão que não segurava a Primeira Espada e respondeu:

– Obrigado pela preocupação, Moose. Na verdade, eu acabei de encontrar o Cas. Eu sabia que ele estava por aqui. Sempre se intrometendo, sempre no meu caminho, sempre atrapalhando os meus planos...

– O que você fez com ele? – questionou Dean.

Crowley deu de ombros e explicou tranquilamente:

– Bem, ele chegou justo na hora em que eu estava terminando um desenho muito bonito em uma das paredes. Arte enoquiana, por assim dizer. Então, ele caminhou até mim, furioso. Mas antes que o anjinho chegasse perto demais, eu coloquei a mão no centro do símbolo e... Puff! Tudo ficou claro por alguns segundos e ele sumiu como num passe de mágica. Fim da história.

Os quatro respiraram aliviados porque pelo menos, Crowley não tinha matado Castiel. Mas nada garantia que ele não mudaria de ideia quando o anjo voltasse. Crowley devia ter pelo menos uma espada contra anjos para matá-lo se mudasse de opinião.

Nada impedia também que Crowley matasse Sam, Dean, Claire e Natalie naquele exato momento. Mas por algum motivo, essa não parecia ser a intenção do demônio. Aliás, era difícil prever qual seria o próximo passo dele. Crowley só matava quando tinha algum interesse escuso nisso. Não era como os outros demônios que matavam por simples e pura maldade. Talvez por isso, ele tivesse poupado Castiel. Talvez por isso ainda observasse atentamente os caçadores em sua frente.

– O que você veio fazer aqui? – perguntou Natalie tentando se mexer. Em vão.

Ao ouvir aquela pergunta, Crowley indicou Abbadon atrás de si e respondeu:

– Como disse a little bitch ali, o jogo só acaba quando termina. Eu diria mais. O jogo só termina quando todos os jogadores dão as suas cartas. O que, convenhamos, não era o meu caso. É por isso que eu estou aqui. Porque é a minha vez de jogar.

Todos se olharam apreensivos...

Notas finais
WTF? Crowley???? Yes! O Homi tá na área, sociedade e agora o bicho vai pegar (mais um pouco). Abaddon e hunters que se cuidem porque agora o Rei quer dar as suas cartas... Pobre Claire... Demorou demais e perdeu a chance de despachar a bitch ruiva. E agora? Me deu uma dózinha do casal Clammy quando a Abaddon ficou dizendo aqueles paranauês. Mas no fim, o amor venceu! E me deu dó da Claire também... Ouvindo e revivendo certas coisas... Será que a Abaddon vai ter o castigo que merece? Eis a questão... Deanalie saiu do Inferno! Ebaaaaaaaaaaaaaaa!!!! É para glorificar de pé, irmãos!!!! Finalmente o sofrimento do casal awesome chegou ao fim! Me diverti tanto escrevendo aquela cena deles no Inferno e os demos do mal se aproximando... E depois quando eles voltam, mas custam a acreditar que voltaram mesmo kkkkkkkkkk Sem falar no tiro que acertou a Abaddon kkkkkkkkkkkkk Foi por pouco, sociedade, mas Deanalie saiu daquele inferno. Literalmente. Estão Happy? Eu estou. Pelo menos acabei com o sofrimento de alguns personagens, né? Em compensação, a Mia... Que triste, não? Mas pelo menos ela disse "sim", né? Achei tão fofis! Pena que... Enfim, né? Continuem acreditando porque o jogo só acaba quando termina. E esse título do capítulo, peguei emprestado do Galvão Bueno kkkkkkkkkkkkkkkkkk Mas acho que se encaixou perfeitamente. A Mia precisando de ajuda e o Crowley manda o Cas para Far Far Away. Pode isso? Mas calma, muita calma, porque agora só faltam três capítulos para o final de Crossfire e até lá tudo vai se resolver. Ou não. Talvez vocês sofram bastante, talvez só um pouquinho, talvez fiquem felizes... De qualquer forma, já comprei minha passagem e fiz minha reserva num hotel láááááá no Alasca. Vocês sabem que eu fico dizendo essas coisas só para agoniar vocês e fazer mistério, né? Será que é só por isso mesmo? Oi? Muahhhhhhhhhhhhhhh Obrigada a todos que comentaram o capítulo anterior! Vocês são awesome! E agora é hora de abrir os seus coraçõezinhos mais uma vez! Contem-me tudis, não me escondam nadis. (Mussum feelings). A qualquer momento... Mais um capítulo... (Terça ou Quarta). Bjs!