Crossfire

40 O Casamento - Parte 1


Notas iniciais
Oi! Pensem numa escritora que está surtando porque está escrevendo o último da capítulo da fic. Eu! Pensem numa escritora que ficou muito happy com os comentários dos capítulos anteriores. Eu! Pensem numa escritora que está agoniada com alguns comentários e louca para contar o que vai acontecer. Eu de novo! Bem, não posso contar tudinho que vai acontecer, se tudo dará certo ou não, se teremos um final bombástico como o de Recomeço, ou se pegarei mais leve desta vez, não posso dizer se Abaddon vai aparecer no casamento, mas posso dizer uma coisa: aguardem e confiem. Confiem em mim, sociedade! Eu sou doida, mas não sou maluca, ok? kkkkkkkkkkkkkk Bem, no capítulo em questão, os casamentos começarão de fato, por isso dei este título nada (nada mesmo) criativo. Lá vai...

Kevin passava pelo corredor, perto do quarto de Chloe, e viu que a porta estava aberta. Logo ele parou na entrada e olhou admirado para a namorada dentro do cômodo. Ela estava terminando de se maquiar em frente a um espelho na parede e usava um vestido amarelo e longo que deixava parte das suas costas à mostra e era bem acinturado.

Ao ver o profeta pelo espelho, Chloe sorriu e o elogiou:

– Uau! Você está lindo.

Kevin também já estava arrumado, vestido à rigor para os casamentos que aconteceriam em poucas horas. Ainda deslumbrado com o que estava vendo, ele se aproximou e frisou:

– Não, você é que está maravilhosa.

– Humm... Obrigada, Sr. Tran. — agradeceu Chloe sorrindo ainda mais. Em seguida, ela guardou o estojo de maquiagem dentro de uma bolsa de mão que estava sobre uma cômoda, voltou-se para Kevin e acrescentou — Deve ser porque eu estou muito feliz. Feliz por finalmente fazer parte da sua vida, por conhecer os seus amigos e por estar prestes a ir, com o meu namorado profeta, em um casamento duplo de caçadores. O que mais uma garota pode querer?

Kevin sorriu satisfeito e acariciou o rosto da loira. Mas então ela foi ficando séria aos poucos até que ele questionou:

– Mas?

– Mas eu estava pensando... Eu não posso ficar aqui para sempre, Kev. Eu preciso rever a minha família antes que eles descubram que eu saí de Princeton. Eu tenho ligado para eles e inventado desculpas, mentido... Eu não gosto disso. — expôs Chloe fazendo o profeta ficar sério também.

Então ele se afastou e sentou na cama. Ficou em silêncio apertando as mãos e perguntou cabisbaixo:

– Então você está pensando em ir embora? Em me deixar?

– Claro que não, bobo. — respondeu Chloe prontamente enquanto se aproximava e sentava ao lado dele. Em seguida, ela segurou as mãos do profeta e explicou melhor — Na verdade, eu acho que este é um bom momento para nós voltarmos para New Jersey. Juntos, Kev. E quem sabe agora você possa até realizar o seu sonho e estudar em Princeton como você sempre quis?

– Você está falando sério? — estranhou o profeta. — Depois de tudo o que aconteceu você acha mesmo que nós podemos voltar para lá? Que nós ainda podemos ter uma vida normal?

– É exatamente por causa de tudo que aconteceu que eu acho que nós devíamos voltar. Mas não para ter uma vida normal, e sim como um disfarce. — esclareceu a loira.

– Como assim? — não entendeu Kevin.

Chloe pensou um pouco, escolhendo as melhores palavras, e explicou calmamente:

– Nós traduzimos a Tábua dos Anjos, certo? Ou pelo menos a parte fake dela. A Mia e o Cas vão atrás do Metatron para tentar recuperar o artefato original e assim que eles estiverem com a Tábua dos Anjos, nós poderemos traduzí-la de verdade. Mas por enquanto... Nós não podemos fazer muita coisa aqui. Além disso, se nós voltarmos para Princeton, o Metatron vai se convencer de que nós acreditamos no teatrinho dele. Que nós traduzimos o que tínhamos para traduzir e acreditamos que o feitiço é irreversível. No fim, isso pode até ajudar a Mia e o Cas a encontrá-lo. Porque se o Metatron acreditar que nós desistimos, ele não vai ser mais tão cauteloso. Voltar para Princeton é um ótimo disfarce. É quase como o Planeta Diário para o Superman.

– Vendo por este lado, até que você tem razão... Lois Lane.– brincou o profeta começando a gostar daquela ideia. — Mas... Eu não sei, eu acho meio arriscado, perigoso voltar para lá. Não por mim, mas por você, entende? Você saiu de Princeton porque um anjo tentou te matar, lembra?

– Mas aparentemente o Bartholomew se contentou com o que descobriu no meu notebook. E ao contrário da gente, ele acha que aquela tradução é verdadeira. Voltar para lá, vai por um fim em qualquer dúvida que ele ainda possa ter. — ponderou Chloe. — Mas não se preocupe, nós poderemos voltar para cá sempre que você quiser e quando a Mia e o Cas recuperarem a Tábua dos Anjos, nós vamos voltar de qualquer jeito. Por enquanto, eu posso até fazer algumas melhorias no programa. Com a sua ajuda. Eu posso entender de computação, mas você conhece aqueles símbolos bem melhor do que eu. Você é o profeta, não eu.

Kevin pensou um pouco e sorriu ao dizer:

– Você está quase me convencendo, Srta. Lee.

Chloe sorriu de volta e esclareceu:

– Não se preocupe, você não precisa decidir nada agora. E o que você decidir, para mim está ótimo. Eu só vou voltar para Princeton, se você vier comigo, Kev. Se você achar o meu plano meio idiota e quiser ficar no bunker, eu fico também. Mas de alguma forma, eu vou ter que lidar com os meus pais em algum momento. Mais cedo ou mais tarde, eles vão descobrir que eu deixei a faculdade, vão me procurar, começarão a fazer perguntas e isso sim pode colocá-los em perigo. E isso... Eu não quero.

– Eu te entendo, Chloe. Eu só aguento tudo o que aconteceu com a minha vida porque eu sei que a minha mãe está segura. E agora por causa de você... Que deu um novo sentido para a minha vida. E o seu plano é ótimo e tentador, mas eu preciso pensar um pouco mais. — expôs o profeta.

– Tudo bem, você tem o tempo que quiser. De um jeito ou de outro, eu vou estar do seu lado. Não importa o lugar. — respondeu Chloe e em seguida se aproximou, segurou o rosto do profeta carinhosamente e o beijou calmamente.

Em seguida, os dois sorriram ainda com os rostos próximos um do outro e Kevin indagou:

– Eu já falei como você está maravilhosa com este vestido?

Chloe fez "sim" com a cabeça e os dois se beijaram novamente.

XXX

Castiel também estava arrumado para o casamento. Ele vestia uma calça social preta, uma camisa branca, um colete cinza, uma gravata grafite e um smoking preto muito bonito e que ficou bem alinhado no seu corpo. Para completar, um lenço delicado estava posicionado no bolso do smoking. Castiel estava muito elegante, porém impaciente porque Mia estava demorando demais para terminar de se arrumar.

Então ele levantou do sofá, disposto a ir até o quarto da caçadora e apressá-la, mas para sua surpresa, ao caminhar até escada, ele viu Mia no topo dela. E assim como ele, ela também parou quando o viu.

Mia vestia um delicado e longo vestido roxo. Caía perfeitamente bem no seu corpo. Era justo na cintura, solto abaixo dela, tinha um decote bonito que destacava o seu colo e ombros e valorizava outras partes que Castiel não conseguiu deixar de olhar. As alças do vestido eram largas o que dava um ar elegante ao look. E era sexy ao mesmo tempo. Como qualquer coisa que Mia vestia, ficava bem sexy nela. Castiel gostava. Castiel aprovava.

Enquanto o anjo a media dos pés à cabeça, Mia começou a descer os degraus lentamente também dando uma boa olhada no anjo. Logo ela pisou no último degrau e encontrou Castiel no pé da escada. Finalmente, os dois se olharam nos olhos sentindo uma chama arder em seus corações como se estivessem se vendo pela primeira vez e se apaixonando de novo.

– Você está uma coisa com essa roupa, anjo. — elogiou Mia, sendo que isso foi a única coisa que ela conseguiu formular naquele momento.

– Uma coisa boa, eu espero. — supôs Castiel.

– Muito boa. — murmurou Mia dando mais uma olhada nele.

Castiel sorriu levemente e retribuiu o elogio:

– Você também está uma coisa, Mia. Ou melhor... Você é uma coisa. Uma coisa linda e maravilhosa.

Mia riu e, quebrando um pouco aquele clima, opinou:

– Nós parecemos dois retardados falando desse jeito.

Castiel se aproximou mais, segurou no corrimão e se posicionou no mesmo degrau que Mia e, por isso, ficou bem próximo dela quando perguntou:

– Isso importa?

A respiração de Castiel no seu rosto e aquele par de olhos azuis como o céu a encarando deixaram Mia completamente paralisada e muda.

Era engraçado, mas parecia que quanto mais tempo ela passava com Castiel, exposta àquele jeito que ele costumava olhá-la, mais ela se apaixonava pelo anjo. Como se Castiel fosse algum tipo de droga. Como se cada vez que Mia olhasse para aqueles olhos, uma nova nuance de azul se revelasse a deixando ainda mais dependente daquele olhar. E ainda mais ansiosa pelo toque de Castiel, pelo seu beijo.

E foi só isso que Mia conseguiu fazer naquele momento. Procurar por aquele beijo se aproximando mais um pouco, fechando os olhos e encaixando os seus lábios delicadamente na boca de Castiel que fechou os olhos imediatamente e segurou o rosto da caçadora com carinho.

O beijo começou calmo, suave, mas logo se tornou mais intenso e envolvente. Quando eles finalmente se afastaram, os braços de Mia estavam em volta do pescoço de Castiel e as mãos dele seguravam firmemente na cintura da caçadora. Então ela sorriu e brincou:

– Eu vou queimar no Inferno por ter me apaixonado por um anjo, sabia?

– Não se preocupe, eu vou até lá e te resgato. — assegurou Castiel com um meio sorriso, mas depois de refletir um pouco, ponderou — Ou talvez eu queime junto com você.

Mia sorriu novamente e o beijou mais uma vez. Os dois acabaram se empolgando um pouco mais e o beijo originou um amasso de tirar o fôlego.

No topo da escada com Chloe, Kevin tossiu e chamou a atenção do casal:

– Posso saber o que está acontecendo aqui? É isso mesmo que eu estou vendo? Os dois se agarrando na escada? Que pouca vergonha... Francamente.

Castiel e Mia se afastaram um tanto sobressaltados diante daquela interrupção, mas logo a caçadora entendeu que Kevin estava apenas imitando o jeito que ela costumava falar com ele e Chloe quando os flagrava em algum momento romântico. E nos últimos dias, esses momentos estavam se repetindo com muita frequência. Kevin e Chloe passavam boa parte do dia juntos, namorando, e em alguns momentos eles simplesmente desapareciam, deixando todos muito intrigados...

No entanto, era impossível precisar qual era o motivo do desaparecimento do casal porque Kevin era um perfeito cavalheiro, que não comentava absolutamente nada sobre aquilo e fugia das perguntas indiscretas de Mia, enquanto Chloe apenas ficava com o rosto vermelho e tentava desconversar.

De qualquer forma, bastava olhar para os dois para perceber que eles nunca estiveram tão felizes como naquele momento. Kevin e Chloe se completavam, eram fofos juntos e estavam muito bem.

Os dois desceram a escada tentando não rir do constrangimento de Mia e Castiel e a caçadora resmungou para o profeta:

– Eu te odeio.

– Como diria a Natalie, a recíproca é verdadeira. — brincou Kevin.

– Por falar nisso, onde estão as noivas? — indagou Castiel querendo mudar rapidamente de assunto porque tinha ficado mais constrangido do que Mia diante do flagra.

– Elas estão terminando de se arrumar. Mais alguns minutos. — respondeu Chloe.

– E o pai de uma das noivas? — lembrou Mia.

De repente os quatro ouviram uma buzina e deduziram que Bobby tinha voltado do ferro velho para buscar Claire e Natalie.

– Eu vou dizer para ele esperar um pouco. — avisou Kevin e enquanto se afastava com Chloe, olhou para trás e provocou — Se comportem... Coelhos.

Mia o encarou com desdém e em seguida desceu o último degrau da escada com Castiel. Foi então que o anjo lembrou de algo muito importante e perguntou visivelmente ansioso:

– Mia, será que nós podemos ter aquela conversa agora?

– Claro. — assentiu ela, mas quando o anjo ia procurar algo no bolso, o celular da caçadora tocou e ela se afastou um pouco enquanto abria uma bolsa de mão e dizia — Desculpe, anjo. Só um minuto. — Castiel a olhou frustrado e Mia atendeu — Dean?

Do outro lado, Dean estava dentro do Impala com Sam. O veículo estava estacionado em frente a um sítio no meio do nada porque era lá que os casamentos iriam acontecer. Em uma pequena capela dentro da propriedade.

– Mia, oi! Eu sei que você já me explicou isso milhões de vezes, mas será que você pode repetir tudo de novo? Só para eu e o Sammy ficarmos mais tranquilos? — pediu Dean com a voz tensa.

Mia revirou os olhos por um instante e respondeu:

– Tudo bem. Ele está na escuta?

– Só um instante. — pediu Dean e então colocou o celular no viva voz.

– Pronto, Mia. Eu estou ouvindo. — avisou Sam que também transparecia muita tensão e ansiedade.

– Vocês devem estar bem nervosos mesmo para me fazerem repetir isso pela milésima vez. — deduziu a caçadora e em seguida respirou fundo e começou a explicar — Bem, vamos lá. Eu aluguei um sítio em um lugar isolado para não chamar a atenção de anjos, demônios e outras criaturas sobrenaturais que adorariam matar os Winchesters no momento em que eles estarão mais felizes. Para evitar demônios penetras, eu, o Cas, o Bobby e o casal nerd e fofo desenhamos Chaves de Salomão nas entradas e saídas. Nós também desenhamos sigilos enoquianos em lugares estratégicos para o caso de algum anjo do mal aparecer sem ser convidado. Eu só espero que não seja necessário utilizá-los porque isso mandaria o Cas para longe também. O que não seria legal... Bem, o pessoal do buffet é muito discreto e foi indicado por um caçador que se casou há alguns meses. Exato, vocês não são os únicos que resolveram se aventurar no campo do matrimônio, meninos. Mesmo assim, se alguém questionar os símbolos espalhados pelo sítio, nós vamos alegar "motivos religiosos". Essa desculpa sempre cola. Mas não se preocupem, ninguém vai perguntar nada... Nada mesmo... Porque a maioria dos convidados são caçadores e aqueles que não são sabem muito bem o que vocês fazem. O padre que vai celebrar os casamentos é o padre Philippe, que era amigo do pai de vocês. Eu liguei há pouco e ele já está na sacristia. Depois da cerimônia, nós teremos a festa propriamente dita, com o buffet e uma pista de dança. A Chloe e o Kevin ficaram responsáveis pela escolha do repertório, então... Salve-se quem puder... Digo! Com certeza eles escolheram músicas maravilhosas e alguma coisa romântica para os pombinhos. Depois da festa, vocês vão para os hotéis com suas belas e malucas esposas. Eu fiz reservas em dois lugares diferentes para cada casal. São hotéis simples, porém aconchegantes. E depois da noite de núpcias, vocês pegam a estrada sabe-se lá para onde, para caçar sei lá o quê. Ai... Que romântico. Caçar na lua de mel... Ah! Infelizmente, ela não pode se estender muito porque nós temos muito trabalho pela frente. Mas eu realmente espero que vocês aproveitem bastante esses dias que passarão exclusivamente com suas esposas. Bem, resumindo, está tudo sob controle, todos estarão seguros nos casamentos e na festa. Vocês estarão entre amigos e não precisam se preocupar. Vai dar tudo certo. Então parem de frescura.

– Obrigado, Mia. — agradeceu Dean mais tranquilo depois de soltar um longo suspiro.

– Você fez um ótimo trabalho. Todos vocês, aliás. — reconheceu Sam também mais relaxado. — Muito obrigado, Mia. Principalmente por ter bancado o cupido tantas vezes comigo e com a Claire. Foi constrangedor, mas obrigado.

Em seguida, Sam encarou o irmão que entendeu o que o caçula queria dizer e acrescentou:

– É, Mia... Obrigado por isso também. Algumas vezes, eu quis te matar por ter sido tão insistente e inconveniente, até chata, mas eu estou feliz por não ter te matado. Você estava certa sobre mim e a Naty. Obrigado por ter acreditado na gente desde o começo, ok?

Mia sorriu satisfeita e respondeu:

– De nada, meninos. — porém ao dizer uma certa palavra, ela lembrou de outra coisa e se atrapalhou ao tentar explicar — De nada mesmo.... Vocês sabem que quando eu disse "nada"... Digo "de nada" eu quis dizer...

– Nós entendemos, Mia. — interrompeu Dean revirando os olhos. — Mas eu acho que você devia procurar um médico, um psiquiatra, um terapeuta talvez. Isso está ficando cada vez pior, sabe?

– Até daqui a pouco, madrinha. — encerrou Sam rindo porque concordava com o irmão, mas também porque estava mais tranquilo depois das coisas que Mia explicou.

A caçadora também desligou e suspirou feliz por tudo ter dado certo até ali e porque realmente acreditava que daria tudo certo nos casamentos também. Em seguida, ela olhou para Castiel e percebeu que ele estava muito impaciente. Então ela se aproximou dele e recomeçou:

– Eu sinto muito, anjo, me desculpe. Mas estes dois estão mais ansiosos do que as noivas e eu não podia deixá-los falando sozinhos. Que tipo de madrinha eu seria se fizesse isso? Então... O que você queria me dizer mesmo?

Castiel respirou fundo e segurou uma das mãos de Mia enquanto com a outra procurava algo no bolso. Enquanto isso a caçadora olhou para o topo da escada e exclamou admirada:

– Nossa! Vocês estão lindas!

Castiel já tinha encontrado a caixinha com o anel dentro do bolso, mas a soltou dentro dele em seguida percebendo que aquele não era um bom momento para pedir Mia em casamento porque mais uma vez, eles tinham sido interrompidos...

Então ele respirou fundo e olhou na direção que Mia olhava e pôde perceber que ela tinha razão. Natalie e Claire estavam lindas. Radiantes e sorridentes mostrando os belos vestidos de noivas que usavam, segurando dois buquês, impecavelmente arrumadas e maquiadas.

– Uau! Vendo vocês assim, dá até vontade de casar também. — deixou escapar Mia fazendo Castiel dar um leve sorriso enquanto a encarava de canto.

– É mesmo? — quis confirmar o anjo.

Mia voltou-se para Castiel um tanto confusa e para surpresa dele, ela riu e desmentiu prontamente:

– Não... Nem pensar.

E desta vez foi Castiel que ficou confuso porque do jeito que Mia respondeu, parecia que ele tinha perguntado algo completamente absurdo e surreal. Mais do que isso, Mia parecia abominar aquela ideia. Ela respondeu "nem pensar" como quem diz "nem morta". E isso acabou deixando Castiel inseguro e desapontado.

– Tem certeza que está bom assim? — indagou Claire passando as mãos pelo vestido um pouco nervosa.

– É, eu estou me sentindo tão estranha... Bem, deve ser porque eu nunca imaginei que ia vestir uma coisa dessas algum dia da minha vida. — refletiu Natalie demonstrando uma mistura de ansiedade e felicidade.

– Vocês estão perfeitas. Sam e Dean Winchester são homens de sorte. — afirmou Mia com uma segurança que tranquilizou as duas imediatamente. — E por sorte, eles não tem nenhum problema cardíaco. Então, não se preocupem, vocês não vão ficar viúvas no altar. — brincou em seguida.

– Vamos? — disse Castiel de repente e Mia teve a impressão de que ele foi um tanto ríspido, como se estivesse magoado com alguma coisa. Percebendo que Claire e Natalie também tinham estranhado aquilo, ele sorriu para disfarçar e consertou — A Mia está certa. Vocês estão perfeitas e o Sam e o Dean... Tem muita sorte mesmo.

As noivas sorriram em agradecimento e desceram os degraus. Logo, todos estavam do lado de fora do bunker. Bobby ficou visivelmente emocionado ao ver a filha, mas também olhou carinhosamente para Natalie. Sorriu satisfeito e debochou:

– Finalmente aqueles dois vão desencalhar.

Todos riram e em seguida caminharam até os veículos. Bobby, Natalie e Claire entraram no Camaro da loira, Mia e Castiel entraram no Mustang e Kevin e Chloe entraram na Pagero de Claire.

Mais tarde — Na Capela

Mia, Castiel e Garth estavam posicionados ao lado do altar enquanto Sam e Dean, próximos deles, olhavam ansiosos para a entrada da capela.

Cada vez mais nervosos, os irmãos olharam na direção dos convidados sorrindo, também de uma forma meio nervosa, e reconheceram todos os rostos presentes ali. Eram vários caçadores, caçadoras e amigas como a Xerife Mills e Charlie que acenaram discretamente para eles tentando acalmá-los.

Kevin e Chloe, que estavam sentados em um dos primeiros bancos, sorriram para eles logo em seguida enquanto suas mãos se entrelaçavam. Depois disso, o casal se olhou de uma forma carinhosa e Chloe apoiou a cabeça no ombro do profeta.

Sam e Dean respiraram fundo, soltando o ar devagar, tentando relaxar um pouco. Era incrível como estavam nervosos. E isso era meio irônico porque os dois já tinham passado por tantas coisas, caçado tantos monstros, enfrentado tudo de cabeça erguida e agora estavam ali... Tremendo nas bases, esfregando as mãos, estalando os dedos, sem saber exatamente como agirem, como se comportarem enquanto esperavam pelas noivas.

De repente, os irmãos olharam para a primeira fileira de bancos e isso os tranquilizou um pouco. Não havia ninguém sentado no assento. Mas era como se houvesse. Isso porque, no dia anterior quando esteve na capela para checar os últimos detalhes, Mia tinha colocado as fotos de John e Mary naquela fileira, lado a lado, para representá-los. E ao lado deles havia também uma foto de Rachel Davis e outras duas mostrando Henry e Sarah Jones (pais de Natalie). As fotos estavam arrumadas dentro de cinco arranjos delicados e que, de alguma forma, exaltavam o quão importante aquelas pessoas foram.

Sam e Dean tinham que admitir: Mia tinha demonstrado uma grande sensibilidade ao ter aquela ideia tão simples, mas tão linda. Ela era meio sem noção, mas de vez em quando acertava em alguma coisa.

Dean olhou para a caçadora perto do altar e instantes depois Sam fez o mesmo. Como se tivesse lido os pensamentos deles, Mia sorriu orgulhosa de si mesma.

Em seguida, ela olhou para Castiel ao seu lado, se aproximou e deu um beijo carinhoso em sua bochecha, fazendo ele esquecer completamente o que ela havia dito horas antes no bunker. Aquela frase: "Nem pensar."

Castiel simplesmente sorriu esquecendo aquele incidente e se convenceu de que não desistiria da caçadora tão facilmente. Se Mia não queria casar, ela ia ter que dizer isso com todas as letras, olhando nos olhos dele, quando ele fizesse a famosa pergunta.

No entanto, Castiel não achava de verdade que Mia fosse responder "Nem pensar." Ela havia dito aquilo no calor do momento, em uma conversa informal. Mas quando ele perguntasse para valer, com certeza ela responderia exatamente o que ele esperava ouvir. Um alto e sonoro "sim."

E não importava quantas vezes eles ainda seriam interrompidos, em algum momento, Castiel faria aquela pergunta.

Enciumado, Garth cutucou o ombro de Mia e com o dedo indicador sinalizou a própria bochecha, demonstrando que também queria um beijo.

Mia riu levemente e atendeu o pedido dele. Em seguida passou um braço em volta de um dos braços dele e entrelaçou o outro em um dos braços de Castiel, fazendo os três ficarem bem juntos.

O padre sorriu diante daquela cena. Nunca tinha celebrado um casamento com padrinhos como aqueles. Também nunca tinha visto um casamento duplo onde noivos e noivas eram padrinhos e madrinhas um do outro. E no entanto, era exatamente isso que ele presenciaria naquela tarde. Um casamento duplo bem atípico.

Sam e Dean voltaram a olhar para as fotos na primeira fileira de bancos e sentiram uma emoção muito forte. Era como se aquelas pessoas realmente estivessem ali, para compartilhar aquele momento tão importante com eles. Com certeza, quando vissem aquelas fotos, Claire e Natalie também ficariam emocionadas e se sentiriam daquele jeito.

E foi enquanto Sam e Dean pensavam nelas, que a marcha nupcial começou a soar por toda a capela fazendo todos os convidados se levantarem e olharem, assim como os noivos, para entrada do lugar.

Logo Bobby surgiu na porta. Guiando Claire Singer e Natalie Jones enquanto os noivos olhavam para as duas emocionados e ao mesmo extasiados ao constatarem que elas estavam mais lindas do que nunca.

Sam se concentrou no sorriso estonteante de Claire, enquanto uma certa fenda no vestido de Natalie chamou a atenção de Dean, fazendo ele olhar na direção de uma das pernas da loira que ficava à mostra a cada passo que ela dava...

Notas finais
Roendo as unhas de vontade de contar um monte de coisas kkkkkkkkkkkkkkkkk ai socorro! Bem, sobre a proposta que a Chloe fez para o Kevin (voltar para Princeton), vou explicar mais para frente... Sobre mais uma tentativa frustrada do Cas em pedir a Mia em casamento, não me odeiem. Ainda. Vai valer a pena esperar... Ou não. Estou fazendo suspense, deletem. Mas por que será que a Mia respondeu "Nem pensar" naquela hora que viu a Naty e a Claire com os famigerados vestidos? Qual será a reação da moçoila quando o Cas fizer a famosa pergunta? Estou atiçando vocês, deletem de novo. Bem, já já mais um capítulo! Reviews?