Crossfire

47 Lua de Mel - Parte 2


Notas iniciais
Genteeeeeeeeeeeeee!!! Estou sem tempo de escrever as notinhas, mas só queria dizer que amei escrever este devaneio, que amo Deanalie e que me diverti muito escrevendo isso aí que vocês vão ler agora... Teremos uma referência à um certo capítulo da fic Recomeço... Não me responsabilizo pelos danos causados por este capítulo. Tirem as crianças da sala. Lá vai... PS: Banner feito pela Miss Queen.

Dean e Natalie pararam seus respectivos carros em frente ao Hotel Passion, no limite do Kansas com o estado do Colorado. Ao sair do Impala, e enquanto se aproximava de Natalie, que tinha acabado de sair do Camaro, o caçador resmungou indicando o veículo da esposa:

– Eu não acredito que você preferiu vir nesta coisa do que aceitar a minha carona.

– “Esta coisa” é o meu carro. E me desculpe, Sr. Awesome, mas eu me casei com você e não com a sua lata velha. — rebateu Natalie fechando a porta do Camaro um pouco irritada com o comentário do marido.

– Ei! Vê lá como você fala da minha baby, baby. — repreendeu o Winchester franzindo a testa aborrecido.

Natalie suspirou e depois de pensar um pouco, sugeriu:

– Ok, vamos esclarecer uma coisa? Eu te amo e você me ama. Mas cada um tem o seu carro, nenhum de nós precisa abrir mão deles e vai ser melhor se nós aceitarmos isso de uma vez. Então, não se fala mais nisso, ok?

Dean ficou em silêncio avaliando o que Natalie havia proposto e por fim concordou:

– Tudo bem. É justo.

– Ótimo. — disse a loira encerrando aquela questão e logo depois começou a olhar de uma forma diferente para Dean, demonstrando certo interesse enquanto se aproximava mais um pouco dele. Então, Natalie passou os braços em volta do pescoço do Winchester e colou seus lábios nos dele. Depois ela afastou o rosto e pediu de uma forma sugestiva — Agora, pega logo a chave do quarto porque eu estou louca para fazer uma coisa com você.

– E eu estou louco para fazer várias com você. — animou-se Dean com um sorriso malicioso que deixou as pernas de Natalie um tanto trêmulas e fez o seu coração disparar subitamente.

Em seguida, Dean segurou a esposa pela mão e a puxou em direção à entrada do hotel. Eles foram até a recepção e instantes depois a recepcionista entregou uma chave para Dean. Rapidamente, os dois saíram daquela área e caminharam por uma varanda procurando o número exato do quarto que Mia havia alugado para eles. Quando encontraram, Dean colocou a chave no moinho da fechadura e abriu a porta apressado. Esticou o braço procurando o interruptor e acendeu a luz. Pegou a chave e a colocou no lado interno da fechadura. Depois voltou-se para Natalie e segurou em sua mão novamente a puxando um pouco na direção da entrada.

– Ei! — protestou a loira fazendo Dean parar na soleira. — Um pouco de romantismo não faz mal a ninguém, Sr. Awesome. — insinuou Natalie, mas como ele pareceu não entender, ela soltou um suspiro impaciente e ordenou — Me pega no colo, seu idiota.

– Ah, é! Claro! Tudo bem. Vem cá! — disse Dean se curvando um pouco para segurar nas pernas de Natalie enquanto ela passava os braços em volta do pescoço dele.

Assim, Dean a segurou no colo e os dois sorriram e se olharam de um jeito apaixonado até que ele deixou escapar:

– Naty, não me leva a mal, mas eu acho que você engordou um pouquinho.

Ao ouvir isso, a caçadora fechou a cara e deu um soco no ombro de Dean antes de ameaçar:

– Diga isso de novo, e a nossa lua de mel acaba aqui. Sem nem ter começado.

Dean arregalou os olhos assustado com aquela possibilidade e olhou para frente antes de entrar no quarto com o pé direito. Fechou a porta com o outro pé e caminhou até a cama jogando Natalie sobre ela um tanto sem jeito.

– Ai! — reclamou a loira levando a mão à cabeça, que tinha batido acidentalmente na cabeceira.

– Desculpe... — lamentou Dean com certa ansiedade enquanto se aproximava da esposa. — Eu prometo que vou te compensar por isso, baby. — garantiu ele.

– Espera, Sr. Awesome... — pediu Natalie quando ele começou a beijar toda a extensão do seu pescoço de uma forma lasciva e desconcertante.

– Você disse que estava louca para fazer uma coisa. — lembrou Dean enquanto suas mãos seguravam firmemente na cintura da esposa. — Eu estou aqui. Então, faça o que você quiser comigo.

Natalie riu da animação de Dean e explicou:

– Primeiro eu quero dar uma olhada no quarto, me familiarizar...

– Pra quê? — questionou ele procurando pela boca de Natalie.

Ela colocou a mão no peito dele o impedindo de se aproximar e rebateu:

– Por acaso você está com pressa? Porque caso você tenha esquecido, nós dois vamos ter a noite inteira e as nossas vidas inteiras para fazer isso, incontáveis e incontáveis vezes, Sr. Awesome... Então, o que são cinco minutos?

Dean a olhou confuso e admitiu:

– Desculpe, mas eu me perdi na parte em que você disse que nós vamos fazer isso a noite inteira.

Natalie riu de novo e o afastou mais um pouco, fazendo Dean sentar na cama, e sentando de frente para ele. Então ela mordeu o lábio inferior e afirmou:

– Acredite, vai valer a pena esperar. Só cinco minutos.

Dean respirou fundo tentando conter a excitação que sentia e concordou:

– Tudo bem, cinco minutos.

Natalie sorriu e levantou da cama enquanto Dean olhava atentamente para a fenda do vestido de noiva que ela usava, mais precisamente para o pedaço generoso de pele que ficava à mostra toda vez que a loira dava mais um passo. Dean engoliu em seco enquanto Natalie olhava tudo em volta.

Não era um quarto luxuoso, mas com certeza era o melhor quarto de hotel em que ela já se hospedou. Fora a cama espaçosa, macia e com travesseiros bem dispostos, o quarto tinha um sofá de dois lugares encostado em uma das paredes, um guarda-roupa de duas portas, um pequeno balcão com algumas cadeiras, e do outro lado, uma pequena copa. Havia ainda uma mesinha com uma televisão e um aparelho de DVD, além de dois criados-mudos perto da cama e um quadro com uma pintura floral acima da cabeceira.

As paredes eram claras, num tom aconchegante de marfim que combinava com as cortinas de tom bege. Assim como fez com Claire e Sam, Mia também tinha providenciado uma boa garrafa de champanhe para aquele casal e pedido para um funcionário do hotel deixá-la em um balde de gelo, em cima do balcão da copa, junto com as taças.

– Awesome! — murmurou Natalie gostando do que estava vendo.

– Awesome mesmo. — concordou Dean dando uma boa olhada no lugar também.

Em seguida, Natalie foi até uma porta no canto do quarto, a abriu e examinou o banheiro. Ele tinha um gabinete e uma pia, o sanitário, um box bem espaçoso e uma banheira de hidromassagem.

– Awesome! — repetiu a loira um tanto impressionada. Depois ela se afastou, passou os olhos pelo quarto mais uma vez e disse pensativa — Mas está faltando alguma coisa. — e depois de alguns instantes, lembrou — Ah! As nossas malas. Nós esquecemos nos carros.

– Nós não podemos pegá-las depois? — sugeriu Dean voltando a ficar ansioso.

– Não. — respondeu Natalie cruzando os braços contra o peito e o encarando seriamente.

– Por quê não? — questionou ele agoniado com a ideia de se afastar dela por alguns minutos.

Natalie sorriu, ergueu as sobrancelhas e respondeu com certa malícia:

– Porque eu pretendo rasgar as suas roupas esta noite, Sr. Awesome. E pelo jeito que você estava me olhando na festa e agora, eu acho que também não vai sobrar muita coisa do meu vestido. Então, me corrija se eu estiver errada, mas nós não podemos sair deste quarto como viemos ao mundo, podemos?

Dean levantou da cama e concordou animado:

– Tudo bem, os seus argumentos me convenceram. Eu já volto. — então o caçador caminhou até a porta enquanto Natalie o seguia carinhosamente com um olhar apaixonado. Antes de sair, no entanto, ele se virou na direção dela e insinuou — Não que eu pretenda te deixar sair deste quarto algum dia, mas se um dia nós sairmos, vamos precisar de roupas mesmo.

Natalie sorriu e passou os olhos pelo corpo de Dean lhe dando uma boa secada antes de pedir:

– Então não demora.

Ele se virou e saiu do quarto praticamente na velocidade da luz. Precisava pegar logo aquelas malditas malas e voltar o quanto antes.

Enquanto esperava por Dean, Natalie sentou no pequeno sofá, apoiou os braços no encosto e suspirou profundamente. Um sorriso bobo se formou no seu rosto ao olhar para aliança na sua mão esquerda, e ela ficou girando a jóia de um lado para o outro enquanto lembrava do dia em que Dean lhe pediu em casamento.

Lembrou também do dia em que o conheceu, quando os dois eram crianças, e de quando eles se reencontraram naquele bar de estrada em Kentucky. Lembrou também de quando Abaddon a sequestrou, e o seu sorriso se desmanchou automaticamente. Lembrou do medo que sentiu. Medo de morrer e medo de não ver Dean nunca mais. Lembrou de quando eles se reencontraram naquele bar de strippers, por causa do caso da sereia e sorriu de novo ao lembrar dos dois fazendo as pazes no fim da noite. Seu coração acelerou e uma onda de calor percorreu o seu corpo, quando Natalie lembrou da cama vindo abaixo naquela ocasião.

A loira passou a mão pela nuca, um tanto inquieta, e cruzou as pernas sentindo o seu coração acelerar ainda mais. Olhou para a porta e só então viu que Dean já havia voltado e colocado as malas perto do guarda-roupa.

Aquele calor que Natalie sentia se multiplicou enquanto ela observava Dean de costas, fechando a porta.

Logo ele se virou e olhou a esposa de um jeito malicioso e profundo enquanto começava a desatar o nó da gravata.

– Então... Onde nós tínhamos parado mesmo? — questionou o caçador.

Natalie não conseguiu desviar o olhar dele enquanto Dean tirava aquela peça e depois o smoking, que pendurou em uma das cadeiras. Depois ele desabotoou e tirou o colete que usava por baixo e o colocou sobre a cadeira também. Natalie suspirou enquanto constatava que Dean ficava muito sexy fazendo aquilo. Aliás, ele era muito sexy. Sexy se despindo... Sexy de qualquer jeito.

Natalie sentiu seu rosto ficar mais quente e sua respiração falhou um pouco quando Dean começou a se aproximar com passos firmes e decididos, enquanto abria os botões que ficavam nos punhos da camisa, mantendo seus olhos sempre fixos nos de Natalie.

A loira se encolheu um pouco no sofá e esclareceu um tanto temerosa:

– Você sabe que quando eu falei sobre você rasgar o meu vestido, eu estava brincando, não sabe?

– Brincando... Brincar... Ah... Eu amo essas palavras. — murmurou Dean sem prestar muita atenção no que Natalie havia perguntado enquanto sentava ao lado dela.

Com certa habilidade, o Winchester passou os braços em volta do corpo de Natalie e a trouxe para mais perto dele, fazendo ela sentar no seu colo em seguida. Depois ele segurou carinhosamente na nuca da loira e colou seus lábios nos dela. A beijou bem devagar, abrindo seus lábios aos poucos, encontrando a sua língua e saboreando cada pedacinho daquela boca que tanto desejava, enquanto Natalie segurava no rosto dele, se acomodava melhor em seu colo e envolvia seus lábios com ímpeto.

Quando Dean afastou o rosto, Natalie respirou fundo recuperando o fôlego e indagou:

– Droga... Por que você tem que ser tão bom nisso?

– É uma reclamação? — estranhou o caçador.

– Não! — esclareceu ela prontamente. — É só que... Eu queria dizer uma coisa, mas está meio difícil me concentrar com você me beijando assim ou tirando a roupa na minha frente.

– Você quer conversar na lua de mel? — questionou ele franzindo o cenho. — Desculpe, baby, mas aqueles cinco minutos já acabaram. Então seja lá o que você tiver para falar, vai ter que ficar para depois.

– Na verdade, o que eu tenho a dizer é algo relacionado à lua de mel. — explicou Natalie. Depois ela mordeu o lábio inferior fazendo certo mistério e enquanto passava os dedos pelos botões da camisa de Dean, completou — Mais precisamente sobre uma certa fantasia que eu tenho com você. Há muito tempo, aliás...

Dean arregalou os olhos visivelmente surpreso e assentiu interessado:

– Eu estou ouvindo.

Natalie sorriu e enquanto acariciava o peito de Dean por cima da camisa, o deixando um tanto arrepiado com a carícia, prosseguiu:

– Você lembra quando eu tomei aquele porre na festa de aniversário da Mia?

– Você quer dizer quando você ficou morrendo de ciúme de mim e se escondeu no estoque do bar para encher a cara? É, eu lembro sim. — respondeu ele cheio de si e com um sorriso debochado nos lábios.

Natalie fechou a cara por um instante, mas em seguida respirou fundo e resolveu continuar:

– E você lembra que me levou para o bunker e me deu aquele banho frio?

Uma chama se acendeu no olhar de Dean ao lembrar daquela ocasião, e ele percorreu o rosto da esposa atentamente antes de responder com outra pergunta:

– Como eu poderia esquecer?

Em seguida, a loira encostou seu rosto no rosto de Dean, aproximou os lábios do pescoço dele e o beijou ali, bem devagar, fazendo o caçador estremecer um pouco, fechar os olhos e segurar com mais força em uma das pernas dela em seu colo.

Então Natalie aproximou a boca da orelha de Dean e questionou em tom insinuativo:

– E você lembra o que sentiu naquele momento, Sr. Awesome? O que teve vontade de fazer comigo, mas se segurou? Lembra?

– Natalie... — murmurou Dean enquanto uma das suas mãos entrava na fenda do vestido dela e se fixava em sua coxa. — Que diabo de fantasia é essa? — quis saber ele enquanto apertava aquela musculatura macia entre os seus dedos.

Ela se mexeu um pouco diante do tremor que aquela carícia lhe causou, e acabou sentindo algo entre as pernas de Dean. Percebeu que uma certa parte do corpo dele estava muito interessada no que ela estava dizendo.

– Eu só estava pensando... — continuou ela enquanto sua mão abria o primeiro botão da camisa de Dean e tocava a pele quente embaixo do tecido. — Que antes de quebrar aquela cama comigo... Você podia me dar um banho como aquele. Exceto pela parte da água fria, é claro. — Natalie voltou a olhar para Dean, que tinha aberto os olhos, e completou — E fazer comigo exatamente o que você queria ter feito naquela noite, naquele banheiro. Exatamente o que eu queria que você tivesse feito, apesar do meu porre.

Dean sorriu de um jeito safado e refletiu:

– Natalie, você é uma pervertida, sabia? Mas eu gostei da ideia.

– Gostou? — indagou ela acariciando o peitoral do caçador e o arranhando suavemente com as suas unhas.

– Gostei. — reafirmou Dean enquanto sua mão subia mais um pouco pela coxa de Natalie.

Ela mordeu o lábio inferior novamente e perguntou:

– Então o que você está esperando, Sr. Awesome? Como você mesmo disse, aqueles cinco minutos já acabaram faz tempo.

Os dois se olharam em silêncio por algum tempo e ficaram ouvindo as respirações um do outro, até que Natalie sentiu a mão de Dean descer pela sua perna e segurar em sua panturrilha. Desceu mais um pouco e segurou em seu tornozelo, lhe causando um arrepio gostoso que se espalhou rapidamente por todo o seu corpo.

– Tudo bem. — assentiu Dean antes de tirar a sandália daquele pé e colocá-la no chão perto do sofá. Em seguida, ele fez o mesmo com o outro par e olhou para Natalie com um brilho intenso no olhar. — Pronta para o melhor banho da sua vida? — indagou ele.

– Quero só ver se vai ser bom mesmo. — desafiou Natalie.

– Bom eu não garanto. Awesome... Com certeza. — rebateu Dean levantando com um impulso e segurando Natalie no colo.

Ela passou os braços em volta do pescoço dele e encostou a cabeça em seu ombro enquanto Dean caminhava até o banheiro. Os dois entraram instantes depois.

Com uma das mãos, Natalie abriu a porta de vidro temperado do box e Dean entrou com ela nos braços. Com cuidado, ele colocou a loira em pé no chão. Depois se afastou um pouco e tirou os sapatos e as meias rapidamente. Jogou tudo do lado de fora do box e voltou a olhar para Natalie. Deu alguns passos para frente e Natalie deu alguns passos para trás, até que as suas costas encostaram na parede de azulejos brancos e Dean a encurralou entre os seus braços, apoiando as mãos na parede.

Natalie sentiu o seu coração acelerar quando percebeu que Dean fechou os olhos e se aproximou mais um pouco. Seus rostos ficaram bem próximos e eles podiam sentir a respiração um do outro tocando em suas bochechas. O nariz de Dean encostou suavemente no nariz de Natalie e ela fechou os olhos depois de apoiar as mãos no peito dele. Percebeu que o coração de Dean estava tão acelerado quanto o seu e inclinou a cabeça procurando pela boca dele.

Mas então, Dean abriu os olhos, esticou a mão até o registro, que ficava naquela parede, e ligou o chuveiro. Natalie se assustou um pouco quando a água começou a cair sobre Dean e a respingar nela, e afastou o rosto depois de abrir os olhos. Mas em seguida, ela sorriu lembrando que era exatamente aquilo que queria e se reaproximou, ficando embaixo do chuveiro com ele.

Dean ficou observando a água morna molhar os cabelos de Natalie, fazendo algumas mechas grudarem no pescoço e no rosto dela. A loira, por sua vez, ficou observando atentamente as gotas de água escorrendo pelo rosto de Dean enquanto suas mãos desciam e paravam no abdômen dele.

Aos poucos, a água foi se espalhando nas roupas de ambos, fazendo a camisa branca de Dean ficar um tanto transparente e o vestido de Natalie colar no seu corpo, revelando certas curvas que chamaram a atenção de Dean.

Ele engoliu em seco ao lembrar da noite em que Natalie tomou aquele porre, do banho frio que ele teve que lhe dar e de como foi difícil resistir à ela, tão linda e sexy embaixo daquele chuveiro, o provocando e o incitando a fazer o que ele queria fazer. E que ele só não fez porque Natalie estava completamente bêbada e ele não queria se aproveitar da situação.

Dean não podia negar. Era uma fantasia muito interessante reviver aquele momento com ela. E já que desta vez Natalie estava bem sóbria, e eles estavam definitivamente juntos, ele podia se aproveitar à vontade.

Sorriu ao pensar nestas coisas e segurou Natalie pela cintura a trazendo para mais perto do seu corpo. Roçou seu rosto no dela, inclinando a cabeça para o lado, buscando os seus lábios e se encaixando perfeitamente na sua boca.

Natalie segurou o rosto de Dean com as duas mãos e deixou que seus lábios se envolvessem calmamente. Logo ela sentiu a língua de Dean invadindo a sua boca e a envolveu com a sua em uma sincronia lasciva e deliciosa, fazendo o desejo por algo a mais se intensificar em seus corpos ligeiramente trêmulos.

As mãos de Dean subiram pelas costas de Natalie até encontrarem seus cabelos, que segurou com força arrancando um leve gemido da loira. Como resposta, Natalie apertou as costas de Dean contra o seu corpo, o arranhando um pouco sobre o tecido da camisa completamente molhada.

Os dois respiravam com certa dificuldade enquanto o beijo se tornava mais intenso até que aos poucos, os dois foram diminuindo o ritmo e seus rostos se afastaram um pouco.

– Awesome... — disseram Dean e Natalie ao mesmo tempo antes de se beijarem de novo.

Enquanto suas bocas se envolviam ardentemente, Natalie abriu a camisa de Dean com um puxão preciso e rápido, fazendo alguns botões caírem no chão do banheiro. Com a mesma rapidez, e com a ajuda do caçador, que passou os braços pelas mangas com certa agilidade, ela retirou a camisa dele. A peça foi jogada no chão instantes depois enquanto os dois continuavam se beijando apaixonadamente e loucos de desejo.

Em seguida, o Winchester deu um passo à frente, encostando Natalie contra a parede mais uma vez. As mãos dele percorriam o corpo dela por cima do vestido apertando o que via pela frente, enquanto a loira passava as mãos pelas costas agora nuas de Dean, sentindo o desejo crescer ainda mais entre eles.

Sem fôlego, Natalie afastou o rosto e perguntou:

– Então era isso que você ia fazer comigo naquela noite?

Dean a olhou extremamente excitado e respondeu:

– Não... Isso não é nem metade do que eu ia fazer com você, baby. Do que eu vou fazer agora, aliás. — e enquanto segurava na parte superior do vestido, próximo ao decote provocante que a peça tinha, ele pediu — Desculpe por isso.

Natalie franziu a testa sem entender e se assustou quando Dean puxou e rasgou aquela parte do vestido, revelando o sutiã branco que a loira usava por baixo.

– Son a of bitch! — xingou Natalie enquanto Dean afastava o pedaço rasgado do vestido, revelando também parte da barriga da loira.

Então ele se reaproximou e começou a beijá-la no pescoço, no colo e na parte dos seios que o sutiã não cobria, lhe dando também leves mordidas que fizeram o corpo de Natalie estremecer por completo.

Ela segurou nos cabelos de Dean com força à medida que ele se abaixava, se ajoelhava no chão do banheiro e passava a língua livremente pela pele molhada e quente da sua barriga, fazendo Natalie fechar os olhos e morder os lábios ao sentir uma nova onda de desejo se espalhar pelo seu corpo.

Em seguida, as mãos de Dean encontraram as pernas de Natalie e subiram por elas bem devagar, levantando um pouco o vestido, até alcançarem a calcinha que ela usava. Dean se afastou um pouco e olhou na direção do rosto de Natalie, antes de começar a descer a peça lentamente.

A loira olhou para ele e sorriu com certa ansiedade. Então Dean percebeu que os seios de Natalie subiam e desciam em um ritmo rápido e profundo mostrando o desejo que se apossava do corpo dela e dificultava a sua respiração. Só então ele percebeu que também estava ofegante. Atordoado. Maluco. Doido por ela.

Tirou a calcinha de Natalie às pressas e se assustou um pouco quando ela o puxou pelos cabelos, fazendo ele se levantar, e o beijou de uma forma ainda mais lasciva, libertina, provocante. Dean pressionou o seu corpo contra o dela, fazendo Natalie estremecer ao sentir novamente a ereção dele em suas coxas.

Em seguida, Dean sentiu as mãos de Natalie descerem pelo seu abdômen e abrirem o seu cinto. Ela tirou o acessório com habilidade e o jogou para fora do Box, sem afastar os lábios da boca ávida de Dean. Então, abriu o botão da calça e desceu o zíper bem devagar.

O caçador a beijou com mais ímpeto e gemeu dentro da boca de Natalie quando sentiu uma das mãos dela adentrar a sua cueca boxer e envolver uma parte sensível do seu corpo, uma parte que queria muito se unir a ela.

Então, uma das mãos de Dean subiu por uma das coxas da loira. Continuou subindo... E subindo... Até que ele sentiu Natalie estremecer e suspirar ao ser tocada intimamente também.

E os dois permaneceram assim. Tocando, acariciando e estimulando o outro enquanto continuavam se beijando ardentemente até um ponto em que não aguentaram mais aquela tortura e sentiram que precisavam de algo a mais. Logo. Urgentemente. Precisavam saciar aquela vontade, aquele desejo. Precisavam do corpo um do outro.

Pensando nisso, Dean afastou o rosto do de Natalie e olhou para ela. Mas quando ele ia abrir a boca, a loira se antecipou e disse ofegante:

– Ok, Romeu. Hora de consumar este casamento.

O casal se encarou em silêncio. Apenas suas respirações e o barulho da água caindo eram ouvidos no banheiro. Até que lentamente Dean afastou uma das pernas de Natalie com a mão que estava embaixo do seu vestido. Se acomodou entre suas coxas enquanto abria mais a abertura da calça que usava. Afastou o tecido da boxer. E se aproximou mais um pouco.

Natalie fechou os olhos e apoiou a cabeça no ombro de Dean quando ele a penetrou pela primeira vez, preenchendo o seu corpo aos poucos e bem devagar. Suspirou quando sentiu ele se afastar e gemeu quando ele voltou a investir contra o seu corpo.

Os dois ficaram imóveis por alguns instantes apenas se acostumando com aquela sensação maravilhosa de estarem finalmente juntos, até que Dean segurou o quadril de Natalie com as duas mãos e começou a se movimentar dentro dela.

Ela o abraçou mais forte, trazendo o corpo de Dean para mais perto do seu, como se aquilo fosse possível, e beijou o pescoço dele de uma forma carinhosa e libertina que o deixou ainda mais maluco de desejo.

Como resposta, Dean segurou Natalie pelo quadril com mais firmeza e penetrou o seu corpo mais profundamente. Ela sentiu os seus pés saírem alguns centímetros do chão quando Dean impulsionou o seu corpo para cima ao fazer aquilo. Segurou nos braços dele para se manter relativamente firme, mas a cada investida, a loira sentia suas costas subirem um pouco na parede e depois deslizarem suavemente para baixo.

Dean a segurou com mais força e Natalie entrelaçou as suas pernas em volta da cintura dele, passou os braços em volta do seu pescoço e encostou seu rosto no pescoço do caçador. Desta forma, um podia sentir a respiração ofegante do outro e ouvir os suspiros e gemidos que o outro deixava escapar.

Dean aumentou o ritmo das estocadas gradualmente, enquanto Natalie o abraçava e acompanhava os seus movimentos mexendo o quadril de uma forma enlouquecedora, levando os dois a um nível de prazer quase insuportável. Não iam aguentar por muito tempo.

Dean sentiu que Natalie estava quase chegando ao clímax e pressionou seus lábios contra os dela enquanto a penetrava mais profundamente. Sentiu a intimidade dela se contrair em volta do seu membro e não conseguiu mais se segurar. Explodiu dentro dela, sentindo suas pernas perderem a força diante de um prazer absoluto, intenso e delicioso enquanto Natalie estremecia e uma onda desconcertante de prazer a invadia e se espalhava por todo o seu corpo.

Os dois ficaram abraçados por algum tempo, com suas bocas e seus corpos unidos, até que Dean afastou os lábios dos da loira e a olhou ainda atordoado diante do que eles haviam feito. Nunca tinha sido tão bom quanto naquele momento. Aliás, a cada vez que os dois brincavam daquele jeito, aquilo se tornava ainda melhor. Era como se os seus corpos se tornassem mais cúmplices e descobrissem exatamente aonde o outro sentia mais prazer. Era como se o amor que sentiam e que crescia a cada dia, intensificasse aquelas sensações que ainda exerciam certo efeito nos seus corpos trêmulos.

– Eu te amo... — declarou Dean ofegante, as palavras simplesmente saindo da sua boca, o deixando com um sorriso bobo no seu rosto.

Natalie o olhou com carinho e encostou sua testa na dele antes de retribuir:

– Eu também te amo, seu idiota...

Os dois se beijaram calmamente e aos poucos seus corpos se separaram um do outro. Mas não por muito tempo, afinal eles ainda tinham uma cama para quebrar.

Pensando nisso, o casal saiu do banheiro deixando pelo caminho um rastro de peças de roupas molhadas que tinham restado em seus corpos igualmente molhados.

Deitaram na cama completamente nus. Se abraçaram e se beijaram apaixonadamente enquanto seus corpos se envolviam mais uma vez. Rolaram pelos lençóis invertendo as posições várias e várias vezes. Incansáveis e incansáveis vezes...

Horas depois, eles dormiram abraçados... Vencidos pela exaustão... Em cima do que sobrou da cama...

Notas finais
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ai que calor, sociedade!!!! E aí, gostaram???? Alguém aí quer um banho do Dean??? Bem, amei! Espero que tenham gostado também e me contem tudo nas reviews! O próximo capítulo, será a parte final da lua de mel dos dois casais, mas não teremos grandes saliências. Teremos algumas insinuações, Miastiel, despedida Kevloe (se eu não me engano) e complicações... PS: Na season finale da 9ª temporada, durante uma conversa com o Crowley, o Dean fala "Sexo no chuveiro é complicado". Bem, ele só disse aquilo porque na série, ele não conhece Natalie Jones... Bjs!