Crossfire

46 Lua de Mel - Parte 1


Notas iniciais
Lua de mel... Ma ma ma mamãe, eu tô em lua de mel, eu to morando num pedaço do céu, como o diabo gosta... Conhecem esta musiqueta? Não sei quem canta, acho que a Gal Costa. Oi? Xapralá. Bem, primeiramente, muito obrigada pelo apoio e pelos comentários no capítulo anterior. Vocês são awesome! Queria fazer uma pergunta... Vocês acham que eu estou postando os capítulos rápido demais? Estão conseguindo acompanhar ou preferem que eu diminua um pouco o ritmo? (são duas perguntas, na verdade) É que como eu já terminei a fic, fico ansiosa para compartilhar com vocês, mas ao mesmo tempo não quero que vocês se sintam na obrigação de ler assim que eu posto e de comentar em todos os capítulos, embora eu goste muito quando vocês marcam presença por aqui... Enfim, se acharem melhor, eu volto a postar as segundas, quartas e sextas. Sobre o capítulo de hoje... Lua de mel Clammy... Não me responsabilizo pelos danos causados por este devaneio saliente... E soltei a imaginação mesmo. Lá vai, preparem os coraçãozinhos... PS: Banner feito pela Miss Queen.

Depois de pegar a chave na recepção do Hotel Paradise, no limite do estado do Kansas com Missouri, Sam caminhou por uma varanda, arrastando duas malas, com Claire ao seu lado e logo parou diante da porta do quarto.

Encostou a bagagem na parede e abriu a porta instantes depois. Acendeu a luz, ainda na soleira, e ele e Claire olharam para o interior do cômodo com certa curiosidade.

Aquele não era um hotel cinco estrelas, mas também não era o tipo de espelunca que caçadores costumam alugar para passar a noite durante algum trabalho. Era simples, porém aconchegante e bem organizado.

As paredes possuíam uma pintura clara e os móveis estavam bem dispostos no ambiente. Havia ali um guarda-roupa cor de mogno relativamente grande, uma mesinha com uma televisão e um aparelho de DVD (além de alguns filmes), uma cama de casal bem espaçosa e perfeitamente arrumada, e dois criados-mudos em cada lado dela, com abajures em cima. Havia ainda um balcão no canto do quarto com duas cadeiras com assentos estofados, um frigobar, uma pequena pia e duas prateleiras com alguns utensílios de cozinha. No final do quarto havia uma porta que levava ao banheiro, e na parede de frente para a entrada do quarto havia uma enorme janela de madeira, por onde uma leve e constante brisa entrava, balançando suavemente as cortinas brancas.

Claire sorriu satisfeita com o que estava vendo e deu um passo a frente, mas parou quando Sam colocou o braço na entrada da porta a impedindo de passar.

– Vamos fazer isso direito. — propôs ele e a garota franziu a testa sem entender o que aquilo significava exatamente.

Claire entendeu tudo no momento em que Sam a segurou no colo. Surpresa, ela riu levemente e passou os braços em volta do pescoço dele. Seus rostos ficaram bem próximos um do outro e os dois se olharam profundamente antes do caçador finalmente entrar no quarto, dando o primeiro passo com o pé direito.

Em seguida, Sam caminhou até a cama e com muito cuidado, deitou Claire sobre ela. Posicionou-se sobre o corpo da esposa e a beijou carinhosamente enquanto ela emaranhava os cabelos dele entre seus dedos.

Momentos depois, Sam afastou o rosto e se declarou com um olhar sereno e feliz:

– Eu não sei o que eu fiz para merecer você, mas eu te amo, Claire. Muito.

A garota sorriu de uma forma radiante, acariciou o rosto dele e retribuiu:

– Eu te amo pra sempre, Sam Winchester. Apesar de também não saber direito o que eu fiz para merecer alguém como você.

– Alguém como eu? — repetiu ele admirado. — Tipo um ex-viciado em sangue de demônio? Alguém que começou o Apocalipse?

– Não, um homem maravilhoso e um grande caçador que erra sim, como todo mundo, mas que sempre aprende com os seus erros e faz de tudo para consertá-los. Mesmo que isso signifique se sacrificar pelo bem maior. — esclareceu Claire de uma forma carinhosa, se lembrando de quando Sam foi parar na jaula do próprio Lúcifer e também de quando ele tentou curar o Crowley, para mandar todos os demônios para o Inferno.

Claire foi descobrindo todas aquelas histórias à medida em que ela e Sam se envolviam e se conheciam melhor. Mas antes deles serem um casal de fato, Sam lhe contou também sobre o sangue de demônio, o Apocalipse e até sobre a Ruby, numa tentativa de fazer com que Claire desistisse dele. Mas aquilo só fez e continuava fazendo a caçadora amá-lo ainda mais.

No fundo, ela não gostava quando Sam ressaltava os seus erros daquela forma e se esquecia das inúmeras qualidades que ele tinha, e que ela poderia passar a vida inteira enumerando para que ele não se esquecesse nunca mais. Claire sentia que Sam precisava dela para isso. Para lembrá-lo que ele era maravilhoso e perfeito para ela. Que ela não o julgava por nada que ele fez.

– E chega de falar do passado. Aliás, chega de falar de qualquer coisa. — propôs Claire lançando um olhar malicioso para o marido.

Sam sorriu e beijou a esposa mais uma vez. No entanto, ele acabou lembrando de algumas coisas, afastou o rosto e disse:

– A porta está aberta e as malas ficaram lá fora.

Claire riu e assentiu com um meneio de cabeça. Em seguida, Sam lhe deu um selinho carinhoso e levantou da cama. Claire sentou e o acompanhou com o olhar sentindo o seu coração acelerar ao lembrar que ela e Sam agora eram casados e ainda mais comprometidos um com o outro.

O Winchester caminhou até a porta, saiu um pouco do quarto apenas para pegar as malas e voltou. Acomodou a bagagem na parede mais próxima, fechou e trancou a porta.

Ao olhar de relance na direção do balcão, só então ele reparou que havia um balde de gelo com uma garrafa de champanhe dentro. Aproximou-se de lá e segurou a garrafa por alguns instantes. Viu que ao lado do balde metálico havia duas delicadas taças, e sorriu antes de devolver o champanhe para o balde.

– A nossa madrinha viciada em café caprichou mesmo. — refletiu ele referindo-se à Mia e ao seu cuidado em pensar em cada detalhe, tornando aquele momento ainda mais especial.

Em seguida, Sam deu a volta no balcão. Enquanto ele abria e olhava o que tinha dentro do frigobar, Claire decidiu tirar as sandálias que estavam apertando os seus pés um tanto inchados por conta da festa e da viagem até ali.

Sam fechou a porta do frigobar e se apoiou no balcão olhando na direção da cama. E então ele ficou paralisado. Como se tivesse sido enfeitiçado. Apenas contemplando a imagem de Claire tirando as sandálias. Concluindo que ela ficava linda quando estava distraída daquele jeito. Era como se os problemas em volta não existissem ou não importassem mais. Era como se o seu mundo girasse apenas em torno dela.

Os cabelos de Claire estavam presos em um coque, mas àquela altura, alguns fios já tinham se soltado, o que dava um ar ainda mais sensual para o seu lindo e delicado rosto. Seu corpo era lindo, repleto de curvas, extremamente feminino e estava ainda mais lindo e provocante com aquele vestido. Aliás, Claire era toda linda. Por dentro e por fora. Nua ou vestida. Era perfeita. Perfeita para Sam. Perfeita de qualquer jeito.

Sentindo o olhar dele sobre ela, Claire olhou na direção de Sam e abriu um sorriso malicioso ao perguntar:

– Você gosta do que vê, Sr. Winchester?

– Muito, Sra. Winchester. — admitiu ele com um olhar apaixonado enquanto saía detrás do balcão, sem prestar muita atenção aonde estava pisando.

Com isso, Sam acabou tropeçando em uma das cadeiras e xingou baixinho enquanto Claire ria, se divertindo com o fato de que ele ficava meio atrapalhado perto dela.

Em seguida, ela levantou da cama e ficou ali parada olhando para Sam e pensando no quanto o amava. Ele colocou as mãos no bolso da calça antes de olhar em volta um tanto sem graça e mudar de assunto:

– Eu tenho que confessar: eu estou impressionado. Dentro das limitações, a Mia escolheu um hotel muito aconchegante.

Claire entendeu o que Sam quis dizer com aquilo. Como caçadores, eles não podiam se hospedar em hotéis luxuosos. Apesar dos dois terem cartões de crédito falsos, estes lugares geralmente eram mais meticulosos quando checavam os dados de seus hóspedes.

Mas mesmo que não fosse esse o problema, hotéis cinco estrelas não tinham muito a ver com caçadores. No entanto, para passar a primeira noite da lua de mel, os dois precisavam de um lugar mais confortável e com um certo clima de romantismo. E foi isso o que Mia tentou fazer quando escolheu aquele hotel para Sam e Claire. E definitivamente, ela tinha acertado em cheio na escolha.

Os dois ainda pensavam nessas coisas quando os seus olhares se encontraram de novo. Em seguida, Claire começou a se aproximar de Sam, com passos lentos, um brilho no olhar e um sorriso enigmático nos lábios. Logo, ela parou de frente para ele, passou os braços em volta do seu pescoço, fazendo o caçador segurar instintivamente na cintura dela, e o beijou de uma forma gentil e sensual.

Em seguida, Claire afastou o rosto, sorriu mordendo os lábios, puxou Sam pela mão para que eles ficassem mais próximos da cama e sem cerimônia começou a desatar o nó da gravata do Winchester. Tirou a peça em seguida e com muita habilidade retirou o smoking que ele vestia. Sam riu e protestou:

– Então é assim que vai ser? Você não vai nem me oferecer um drink antes? Talvez o champanhe? Pelo o que eu vi, a Mia pediu para abastecerem o nosso frigobar com outras coisas também. Então nós podíamos...

– Depois. — interrompeu Claire colocando o dedo indicador sobre os lábios do caçador que se calou imediatamente. — Primeiro, eu quero você. — avisou e em seguida afastou o dedo da boca de Sam.

Ele a olhou profundamente sentindo um calor surgir e se espalhar pelo seu corpo. Era incrível como Claire não precisava fazer ou dizer muita coisa para deixá-lo excitado. Só o fato dela existir já era mais do que suficiente. Só o fato dela o amar daquele jeito intenso e incondicional já deixava a sua pulsação mais acelerada. E Sam também a queria. Muito. Naquele momento e para o resto de sua vida.

– Tudo bem... Depois. — assentiu ele.

Ao ouvir isso, Claire retomou a “difícil” tarefa de despir Sam, abrindo lentamente os botões do colete dele. Retirou a peça que logo se juntou ao smoking e a gravata no chão do quarto. Calmamente, ela puxou, um pouco para cima, a camisa que ele usava, para retirar uma parte que estava dentro da calça. Em seguida, abriu os botões e retirou a camisa com cuidado deixando que suas mãos tocassem os braços de Sam no percurso, causando certo arrepio nele, que se estendeu ao seu próprio corpo, como uma espécie de corrente elétrica.

Seus olhos percorreram o corpo de Sam e ele viu uma chama surgir no olhar de Claire. Uma chama de um desejo que precisava ser saciado. Ela percebeu que o peito dele subia e descia em um ritmo levemente acelerado, mostrando o desejo que também crescia no corpo do caçador.

Claire se aproximou e tocou o peitoral de Sam com as palmas das mãos, antes de beijá-lo mais uma vez. Mais intensamente. Como resposta, Sam a segurou com força em seus braços e tornou o beijo mais profundo, deixando que sua língua se esfregasse constantemente na língua de Claire de uma forma lasciva e provocante, explorando cada centímetro da sua boca deliciosa.

Claire sentiu suas pernas ficarem trêmulas e um calor luxurioso se intensificou em sua intimidade. O seu coração batia depressa e, como Sam estava colado ao seu corpo, ela podia sentir o coração dele batendo junto com o seu, igualmente acelerado, talvez até mais.

Sam parecia não ter intenções de soltá-la tão cedo e o beijo se tornava mais ardente a cada instante, causando certas reações nos corpos de ambos. As mãos dele percorriam livremente as costas de Claire e ela segurava os cabelos do Winchester com força, enquanto continuavam se beijando apaixonadamente.

Claire sentia a respiração ofegante de Sam em seu rosto enquanto lutava para respirar também. A cada tentativa, ela apenas perdia mais o fôlego. Claire sentia os lábios e a língua de Sam explorando a sua boca com um beijo cada vez mais envolvente que ela correspondia, acompanhando os seus movimentos com certa sofreguidão.

Com o seu corpo assim, tão próximo ao de Sam, Claire estremeceu de desejo quando sentiu a ereção dele pressionando o seu ventre. Com certo esforço, ela conseguiu se desvencilhar um pouco e pediu ofegante:

– Tira a roupa.

O Winchester só se afastou porque ficou ainda mais maluco com aquele pedido. Então, sem pensar duas vezes, Sam tirou os sapatos, as meias, o cinto e a calça, jogando tudo no mesmo lugar onde Claire havia deixado as outras peças. Sob o olhar atento da garota, ele fez certo mistério antes de retirar a peça que faltava, ficando completamente nu na frente de Claire.

Sem qualquer pudor ou vergonha, ela passou os olhos por cada centímetro do corpo de Sam, parando nas partes que achava mais interessantes e que mais despertavam aquela onda de desejo no seu corpo.

Quando Claire colocou a mão no ombro, para descer a alça do vestido, Sam se aproximou e a interrompeu dizendo:

– Deixa que eu faço isso.

Ansiosa, ela se virou de costas para que Sam encontrasse o zíper escondido na parte detrás do vestido. Estremeceu de novo quando sentiu os dedos dele tocarem acidentalmente um trecho das suas costas e fechou os olhos ao ouvir o barulho do zíper se abrindo.

Instantes depois, Claire abriu os olhos e olhou para Sam por cima do ombro. Sustentou o seu olhar enquanto as mãos dele abaixavam as alças do vestido de uma forma até gentil, diante do nível de excitação em que ele já se encontrava. Claire passou os braços pelas alças e logo a peça desceu suavemente pelo seu corpo até alcançar o chão.

Depois disso, Sam se aproximou mais um pouco do corpo de Claire. Com as mãos posicionadas em seu quadril, ele deu um beijo e uma leve mordida no ombro da garota, lhe causando um arrepio gostoso que se intensificou quando seus lábios e sua língua subiram pelo pescoço dela vagarosamente.

Claire estava apenas com uma lingerie, um conjunto sexy e delicado, na cor branca e com alguns detalhes em renda dourada. Por isso, Sam tinha mais acesso ao seu corpo. E ele aproveitou isso o quanto pôde nos momentos seguintes.

Suas mãos percorreram a barriga de Claire de uma forma provocante, lhe causando certos tremores e aumentando a excitação que se apoderava do corpo dela a cada segundo. Depois, as mãos de Sam foram para as costas de Claire e com precisão, abriram o fecho do seu sutiã. Instantes depois, a peça se juntou as demais no chão.

Claire jogou a cabeça para trás, a apoiando na base do pescoço de Sam, quando sentiu as mãos dele alcançarem os seus seios, os massageando de uma forma libertina que fez com que ela soltasse um gemido involuntário e desse um pequeno passo para trás deixando que o corpo nu de Sam encostasse perigosamente no seu corpo.

Ele a beijava no pescoço e mordia suavemente uma de suas orelhas enquanto suas mãos desciam pela barriga dela... Até que de repente, Claire se afastou um pouco, virou-se para ele e pediu:

– Deita na cama.

– Você está muito mandona hoje, sabia? — brincou Sam tentando disfarçar certa frustração por Claire ter se afastado tão bruscamente do seu corpo.

– Vai se acostumando. Casou comigo, agora aguenta. — devolveu ela com um sorriso no rosto.

Sem outra escolha, o Winchester obedeceu, caminhou e deitou na cama se apoiando nos cotovelos e mantendo os olhos fixos em Claire o tempo todo. Ficou extasiado ao vê-la retirando a peça que faltava. Depois, ela soltou os cabelos, que caíram lentamente por seus ombros, cobrindo parte dos seus seios e de suas costas, e deixando Sam ainda mais hipnotizado.

Claire notou aquele olhar libertino e brincou:

– Para de me olhar assim, seu tarado.

– Eu não consigo. — admitiu Sam. — Eu não consigo parar de admirar a mulher linda que você é, Claire. Linda e incrivelmente sexy.

– Humm... Eu gostei disso. — confessou a caçadora sorrindo enquanto se aproximava e subia na cama.

Enquanto deslizava sobre o corpo de Sam, ela distribuiu beijos carinhosos no abdômen do caçador, depois em seu peito, em seguida no seu pescoço, no queixo e por último encontrou os seus lábios ansiosos pelos dela. Os envolveu com um beijo calmo, mas que aos poucos tornou-se mais intenso, enquanto Sam a abraçava contra o seu corpo a trazendo para mais perto dele.

Instantes depois, Claire se afastou um pouco e Sam observou atentamente ela se posicionar em volta do seu quadril, jogar os longos cabelos para trás e se encaixar perfeitamente ao seu corpo, causando um estremecimento e uma sensação prazerosa em ambos.

– E eu gostei disso... — murmurou Sam respirando profundamente e com certa dificuldade.

Claire sorriu e começou a se movimentar bem devagar em cima de Sam, enquanto as mãos dele seguravam firmemente no seu quadril. Aos poucos ele foi ajudando a esposa com os movimentos, tornando-os mais ritmados e profundos.

A sensação de estar dentro de Claire era maravilhosa. A sensação de ser preenchida por Sam era indescritível. Seus corpos ficavam cada vez mais quentes, úmidos e o prazer os envolvia pouco a pouco fazendo o casal gemer, suspirar e estremecer a cada investida.

As mãos de Sam subiam do quadril aos seios de Claire a acariciando durante todo o percurso e a deixando ainda mais maluca por ele.

Em dado momento, Sam sentou na cama e passou os seus braços fortes em volta do corpo macio de Claire. Suas mãos encontraram a nuca da esposa e trouxeram o rosto dela para perto do seu.

Claire continuava se movimentando sobre o corpo suado de Sam, em um ritmo mais profundo e frenético, quando ele colou seus lábios nos dela. A beijou mais intensamente no instante exato em que o prazer se apossou do corpo de Claire a fazendo segurar com força nas costas de Sam, cravando as unhas em sua pele e deixando os seus corpos ainda mais próximos e unidos, como se aquilo fosse possível.

Os dois ficaram abraçados e imóveis por algum tempo, com suas respirações ofegantes e seus batimentos cardíacos acelerados, até que Claire retomou os movimentos lentamente. Ela queria dar o prazer que Sam merecia e se empenhou nisso.

Sam a abraçou mais forte tomado por uma onda de adrenalina que se intensificava a cada instante, e não demorou muito para que uma sensação prazerosa reinasse absoluta em seu corpo também, fazendo ele explodir dentro de Claire, que o beijou carinhosamente e acariciou seu rosto suado afastando algumas mechas de cabelo grudadas na testa do caçador.

Os dois ficaram imóveis novamente por algum tempo até que Sam se virou com cuidado, levando Claire em seus braços e deitou sobre o corpo ainda trêmulo da garota. Segurou em seus pulsos, os mantendo presos contra os lençóis, e beijou toda a extensão do seu pescoço causando arrepios deliciosos em Claire e fazendo o desejo se reacender na intimidade dela.

Em seguida, Sam soltou os pulsos de Claire e a olhou profundamente enquanto começava a investir contra o seu corpo. Desta vez, ele ditando o ritmo e levando os dois à um nível de prazer enlouquecedor e ainda mais intenso.

As mãos de Claire percorriam e agarravam com força as costas e os braços de Sam, enquanto uma das mãos dele subia por uma das coxas dela, e separava mais um pouco as pernas da esposa para se acomodar melhor entre elas.

Sam penetrou Claire mais profundamente e com mais força. Uma, duas, três vezes. Sentia o clímax se aproximar de novo a cada investida e aumentava o ritmo buscando aquela sensação de saciedade mais uma vez. Até que ela veio. Para os dois. Desconcertante. Absoluta. Intensa. Fazendo os dois se olharem e sorrirem plenamente satisfeitos e atordoados. Felizes, apaixonados.

Sam enterrou sua cabeça no pescoço de Claire e ela estremeceu ao sentir a respiração ofegante dele contra a sua pele. O abraçou com carinho e disse:

– Eu acho que agora eu quero aquele champanhe.

Sam riu e voltou a olhar para Claire. Incrédulo diante da felicidade que sentia desde que se apaixonou por ela e também impressionado pelos dois se entenderem tão bem em todos os sentidos. Nunca esteve tão feliz.

Pensando nisso, ele colou seus lábios nos dela e acariciou o seu rosto suavemente com as pontas dos dedos. Claire segurou o rosto dele com as duas mãos e correspondeu ao beijo.

Algum tempo depois, os dois levantaram da cama. Sam com um lençol em volta da cintura e Claire com o outro cobrindo o seu corpo. Ela foi até o banheiro e descobriu que ele possuía uma banheira de hidromassagem. Preparou um banho relaxante para ela e Sam, depois de agradecer mentalmente à Mia por ter escolhido um hotel com regalias tão tentadoras.

Sam abriu o champanhe e serviu nas duas taças. Instantes depois, o casal entrou na banheira e brindaram com a bebida antes de trocarem mais um beijo apaixonado e recomeçarem o que haviam feito no quarto...

Notas finais
Ai que calor!!! Gostaram? Contem-me tudinho, não me escondam nadinha (nadinha mesmo). Próximo capítulo, lua de mel Deanalie... Bjs!