Notas iniciais
Upa lelê e eitcha lelê! O Nyah voltooooooooooouuuuuuuuuuuu! Peraí que tem mais um pouquinho de u: uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu Bem, sociedade, não vou falar mal do Nyah porque adoro este site, mas fiquei muito triste com este longo período sem poder postar, ler e tal. Algumas leitoras mishamigas que estão no meu face, receberam o capítulo anterior e este aqui por mensagem. Então, se alguém mais quiser me adicionar e receber capítulos quando o Nyah ficar off de novo (espero que isso não aconteça nunca mais, mas vai saber, né?), podem me procurar pelo email pri.paiva21@gmail.com. Sobre o capítulo de hoje, escrevi ao som de uma musiqueta meiga, romântica e eterna: Kiss me - Sixpence none the richer. Essa musiqueta é viciante, sociedade... Teremos um pouquinho de cada casal neste capítulo, então PRE-PA-RA!

Era noite e Natalie tinha acabado de tomar um banho demorado e relaxante. Depois de se enrolar em uma toalha, ela saiu do banheiro. Ela e Dean se hospedaram naquele hotel depois de dirigirem por horas desde que encerraram o caso do Hotel Pierpont.

Aquele lugar ficava na beira de uma estrada e as acomodações eram bem mais simples. Mas o mais importante é que aquele hotel não era mal assombrado como o anterior e, portanto, não fazia parte de um caso. Ou seja, era o tipo de hotel que caçadores estavam acostumados a ficarem depois de encerrarem uma caçada.

Dean, que meia hora antes havia saído para comprar alguns suprimentos, voltou, abriu a porta do quarto carregando duas sacolas e entrou com a cabeça um pouco baixa. Enquanto colocava as sacolas sobre a mesa no canto do cômodo, ele começou:

– Ei, baby, eu trouxe... — de repente Dean parou de falar ao ver Natalie em pé perto da cama. Apenas de toalha, distraída, checando alguma coisa no celular. — Torta... — completou boquiaberto.

A loira olhou para Dean e percebeu que ele olhava atentamente para as suas pernas ainda úmidas do banho. Então ela fez sinal para que o caçador olhasse para o seu rosto e quando aquilo finalmente aconteceu, Natalie disse calmamente:

– Obrigada. Eu amo torta. Mas você já sabe disso, não é?

Dean voltou a olhar para o corpo de Natalie como se não tivesse ouvido nada do que ela havia dito (e não tinha mesmo), depois disfarçou, caminhou depressa até o banheiro e antes de entrar e fechar a porta, avisou:

– Eu vou tomar um banho.

Natalie riu levemente enquanto Dean apoiava as costas na porta e olhava para os azulejos do banheiro. Ficou parado ali, pensando no castigo que a loira havia lhe dado por ele ter rido da fobia dela em relação à bonecas.

Os dois não tinham parado de dirigir desde que saíram do Hotel Pierpont, cada um em seu carro e, por isso, Dean não sabia se Natalie havia aceitado o seu pedido de desculpas ou não. Isso não tinha ficado muito claro entre eles.

Enquanto pensava sobre isso, Dean olhou para o chuveiro e a ideia de tomar um banho frio o desagradou profundamente. Desse jeito acabaria ficando doente. Então ele resolveu tomar um banho morno mesmo. Despiu-se e ligou o chuveiro.

Dez minutos depois, quando desligou o chuveiro e enrolou uma toalha na cintura, Dean percebeu que tinha entrado com tanta pressa no banheiro que acabou esquecendo de pegar roupas limpas. Suspirou e hesitou um pouco antes de caminhar até a porta. Mas quando ia girar a maçaneta, ele ouviu um som vindo do quarto e parou.

O barulho vinha do celular de Natalie sobre o criado-mudi. O aparelho estava tocando uma música. Era Kiss me da banda Sixpence None the Richer.

Dean franziu a testa achando engraçado que Natalie gostasse de rock e ao mesmo tempo gostasse deste tipo de música romântica. Música de mulherzinha. Música de casalzinho. Música sugestiva.

Mas por que será que ela havia escolhido justo aquela música?

Intrigado, Dean abriu a porta devagar e adentrou o quarto. Parou de novo ao ver Natalie em pé sobre a cama à sua frente. Ela ainda estava de toalha e olhava para ele com um leve sorriso.

Mas por que será que ela ainda não havia se vestido?

Sem se preocupar em disfarçar, Natalie deu uma boa olhada nas partes do corpo de Dean que a toalha não cobria, suspirou de um jeito apaixonado e murmurou:

– Não é à toa que eu te chamo de Sr. Awesome, Sr. Awesome.

Intrigado e pensando que aquilo pudesse ser apenas uma brincadeira da loira, para atiçá-lo e depois deixá-lo chupando dedo, Dean perguntou:

– O que significa isso?

Natalie o olhou profundamente e respondeu:

– Nós resolvemos o caso e você pediu desculpas por ter sido um idiota. — mas como Dean pareceu não entender o que ela queria dizer, a loira esclareceu por fim — O castigo acabou.

Ao ouvir aquilo, o rosto de Dean se iluminou como num passe de mágica. Todos os receios que ele estava sentindo até então se dissiparam imediatamente. Sem pensar duas vezes, ele sorriu, correu até a cama, subiu no colchão e ficou de frente para Natalie antes de perguntar:

– Sério?

– Sério. — confirmou a caçadora sorrindo para ele mais uma vez, desta vez um sorriso mais aberto e sugestivo.

Os dois se encararam em silêncio por alguns instantes até que Dean deu mais um passo a frente e segurou o rosto de Natalie com uma das mãos a fazendo estremecer com o seu toque. Olhou para ela com carinho enquanto seus dedos acariciavam o seu rosto.

Em seguida, Dean deixou suas mãos descerem um pouco e repousarem na cintura da caçadora. Natalie, por sua vez, passou os braços em volta do pescoço dele e seus pés tocaram suavemente nos pés de Dean quando ela se aproximou mais um pouco. E só depois de se olharem mais uma vez, os dois se beijaram calmamente. Um beijo que significava que a paz entre eles tinha sido restabelecida.

Mas, para não perder o costume de irritá-la de alguma forma, Dean afastou o rosto, deu um meio sorriso e provocou:

– Eu sabia que você não ia aguentar por muito tempo.

– Cala a boca. — ordenou Natalie sorrindo de volta e batendo no ombro dele. — Eu só acho que não há motivos para te manter de castigo. Apesar de, às vezes, você ser um idiota, eu... Eu te amo.

– Eu também te amo, baby. — retribuiu Dean, mas sem conseguir resistir, debochou — Apesar de você ser uma medrosa quando o assunto envolve bonecas.

– Ai por que você tinha que falar disso agora?! — reclamou a loira tentando bater em Dean de novo, mas ele foi mais rápido e segurou o seu pulso no ar.

Em seguida, os dois se olharam profundamente novamente até que Dean inclinou o rosto e beijou a loira, desta vez de uma forma mais intensa e lasciva, repleta de sentimento. Lentamente, ele soltou o braço de Natalie que logo estava o abraçando sem se importar mais com o que Dean havia dito antes. Na verdade, Natalie tinha esquecido completamente.

Aos poucos, seus corpos foram ficando mais próximos um do outro enquanto o Winchester segurava a nuca de Natalie com firmeza e bagunçava os seus longos cabelos entre os dedos.

Momentos depois os dois se afastaram um pouco, suspiraram e disseram ao mesmo tempo:

– Awesome...

Sem dizerem mais nada, se aproximaram de novo e se beijaram mais uma vez. Instantes depois, e quase sem perceber, os dois deitaram sobre a cama. Não demorou muito e as toalhas de ambos foram jogadas pelo chão...

Enquanto isso no bunker

Castiel caminhava por um corredor em direção ao quarto de Mia. Parou na porta e ouviu a música que tocava lá dentro. Era Kiss Me da banda Sixpence None the Richer. Não que ele conhecesse a música, mas de fato, era aquela.

O anjo abriu a porta discretamente e viu Mia lá dentro. A música estava relativamente alta e a garota não notou que estava sendo observada porque além de tudo, estava com os olhos fechados. Então Castiel ficou apoiado na porta e continuou olhando para ela.

Mia dançava abraçada com um travesseiro e balançava a cabeça de um lado para o outro. Seus pés descalços moviam-se freneticamente pelo assoalho do quarto. Ela vestia um shortdoll que Castiel gostava. Ficava bem nela. Sexy apesar daquela situação engraçada e embaraçosa.

Enquanto o anjo a observava com um leve sorriso, Mia deu alguns giros pelo quarto até que finalmente abriu os olhos. Ao ver que Castiel estava na porta, ela parou e sentiu o seu rosto ficar vermelho imediatamente. Engoliu em seco.

– Não pare por minha causa. — tranquilizou o anjo a olhando com carinho.

Ao ouvir aquilo, o constrangimento de Mia foi passando e ela sorriu. Deu de ombros, jogou o travesseiro sobre a cama e chamou Castiel, fazendo um gesto com o dedo indicador. Ele acatou o pedido, entrou e fechou a porta atrás de si.

Em seguida, o anjo se aproximou de Mia e quando ela passou os braços em volta do seu pescoço, Castiel a segurou carinhosamente na cintura.

– Vamos dançar, anjo. — pediu a caçadora apoiando a cabeça no ombro dele.

Mia fechou os olhos e deixou que Castiel a guiasse lentamente. Mas a música pedia um ritmo mais acelerado e de repente o anjo a girou fazendo Mia abrir os olhos um pouco surpresa. Ao trazê-la de volta, o rosto de Castiel ficou bem próximo ao dela. Suas testas encostaram uma na outra e os dois ficaram se olhando nos olhos enquanto dois sorrisos bobos se formavam nos seus lábios.

Em dado momento, Mia cansou daquilo e fingiu que ia beijar Castiel. Mas em seguida, ela se afastou um pouco e continuou dançando como se nada, nada mesmo, tivesse acontecido.

Castiel a segurou pelas mãos, impedindo que ela se afastasse demais, e a girou mais algumas vezes até que, aproveitando um momento de distração de Mia, ele a trouxe para perto de si novamente e conseguiu beijá-la.

Mia finalmente parou de dançar e correspondeu ao beijo de uma forma calorosa enquanto acariciava o rosto do anjo entre seus dedos. Dedos ansiosos para percorrerem outras partes do corpo de Castiel...

Ele, por sua vez, passou os braços em volta da cintura da garota a apertando um pouco mais contra o seu corpo levemente trêmulo e ansioso pelo dela. Aos poucos, suas mãos subiram pelas costas de Mia e Castiel começou a guiá-la até a cama...

XXX

Chloe e Kevin estavam em uma das salas do bunker observando algumas imagens da Tábua dos Anjos sobre a mesa e fazendo algumas anotações. De repente, a loira parou para ouvir a música que parecia vir do andar superior e admitiu:

– Eu gosto desta música.

Kevin parou por alguns instantes ouvindo a música também e sorriu para Chloe antes de voltar-se para as anotações e dizer:

– Até agora a sua tradução está batendo com algumas coisas que eu tinha conseguido traduzir. Você é mesmo um prodígio, Chloe Lee. Daria uma ótima profetisa.

Chloe sorriu e encarou o profeta por um tempo. Em seguida, aproximou a sua cadeira da dele e afastou os papéis que haviam sobre a mesa. Kevin olhou para ela um pouco confuso e a garota propôs:

– Será que nós podemos deixar isso para depois, Kevin Tran?

– Depois? — repetiu ele surpreso, mas visivelmente interessado. — Com certeza! — concordou por fim.

Então o profeta se aproximou e segurou o rosto de Chloe antes de beijá-la carinhosamente. Os dois se afastaram e sorriram antes de se beijarem de novo enquanto seus corações aceleravam a cada instante.

XXX

Enquanto isso, Sam e Claire estavam na sala principal do bunker, sentados lado a lado na mesa, folheando vários livros à procura de outra arma que pudesse destruir Abaddon, já que Dean tinha abominado a ideia de que Natalie tivesse que ir até o Inferno para buscar a Primeira Espada.

Em dado momento, os dois pararam e prestaram atenção na música que parecia vir do quarto de Mia. Se olharam por alguns instantes antes de retomarem o que estavam fazendo. Mas logo depois, Claire suspirou um pouco cansada daquela pesquisa e afastou os livros. Sam olhou para ela e perguntou:

– Está tudo bem?

– Eu já não estava conseguindo me concentrar antes, e agora com esta música... Piorou. — insinuou Claire se aproximando de Sam. Ela passou as mãos em volta do braço dele e apoiou o queixo em seu ombro antes de dizer — Vamos para o meu quarto... Ou para o seu. Tanto faz...

Antes que Sam respondesse, Claire já estava colando os seus lábios nos dele e segurando o rosto do caçador entre as suas mãos. À princípio, Sam correspondeu, mas em seguida se afastou um pouco e lembrou preocupado:

– Nós não podemos, Claire... O Bobby ainda não foi dormir. E ele vai voltar a qualquer momento.

– Tudo bem, então só mais um beijo. — pediu Claire se aproximando de novo e, embora soubesse que o pai da garota voltaria a qualquer momento, Sam não resistiu.

Então os dois recomeçaram a se beijar, desta vez com mais paixão e desejo. Claire passava as mãos pelos cabelos de Sam e ele a abraçava, a trazendo para mais perto do seu corpo a cada instante até que ela resolveu se aproximar ainda mais e sentou no colo de Sam.

As mãos do caçador subiam pelas costas de Claire enquanto ela acariciava o peito dele por cima da camisa. Voltou a emaranhar os dedos nos cabelos de Sam e ele segurou o rosto dela tornando o beijo ainda mais profundo e envolvente.

De repente, Bobby entrou na sala trazendo mais livros para ele e o casal continuarem procurando por outra arma contra Cavaleiros do Inferno. Mas ao ver Sam e Claire naquela situação, Bobby parou na porta surpreso e resmungou alto:

– Balls! O que vocês pensam que estão fazendo, idjits?

Assustados, os dois se afastaram rapidamente e Claire acabou caindo do colo de Sam. Ele a ajudou a se levantar preocupado que ela tivesse se machucado, mas Claire parecia bem e voltou rapidamente para a sua cadeira enquanto passava as mãos pelos cabelos se recompondo.

Sam se acomodou melhor na cadeira dele e fechou um botão da camisa que Claire havia aberto sem que ele percebesse.

Bobby encarava os dois esperando uma explicação e percebia que os rostos de ambos estavam ligeiramente vermelhos e suas respirações ofegantes.

Os dois se entreolharam ainda constrangidos e Sam, ainda recuperando o fôlego, tentou explicar:

– Nós só estávamos.... Fazendo.... Pesquisa... Eu quero dizer, a pesquisa!

– É a pesquisa! — confirmou Claire um tanto atrapalhada também.

– Pesquisa? — repetiu Bobby enquanto se aproximava da mesa e colocava mais livros sobre ela. — Ótimo porque eu trouxe mais livros para vocês pesquisarem. — acrescentou ele frisando bem a última palavra enquanto encarava os dois severamente. Depois de puxar uma cadeira e se sentar, Bobby pediu — Claire, eu acho melhor você se sentar aqui do meu lado.

Sem querer discutir com o pai, Claire acabou levantando e sentando ao lado dele. Olhou para Sam que ainda estava com o rosto vermelho e depois pegou um dos livros que ele trouxe e começou a folheá-lo. Logo Bobby e Sam fizeram o mesmo.

No entanto, instantes depois, o Winchester parou e olhou para Claire ao sentir que alguma coisa tinha encostado na sua perna embaixo da mesa. Tentou repreendê-la com o olhar, mas Claire simplesmente sorriu e continuou subindo o pé pela perna de Sam enquanto Bobby estava distraído com um dos livros.

XXX

A cama onde Dean e Natalie estavam balançava e tremia devido aos movimentos do casal sobre ela. A estrutura dava sinais de que não iria aguentar por muito tempo, mas o casal estava distraído demais para se dar conta disso. Ou mesmo para se importar.

– Você é tão awesome... — sussurrou Dean.

– Eu sou? — indagou Natalie com um gemido. — Então vem aqui... Me deixa te mostrar uma coisa...

– Uhh... Baby... Você sabe que é assim que eu gosto... — murmurou Dean enquanto o lençol que envolvia ele e Natalie se movia acompanhando o ritmo dos dois.

Respirações ofegantes, gemidos, sussurros, barulhos indecifráveis e até risos...

Até que em dado momento um estrondo foi ouvido e a cama veio abaixo assustando o casal. Assim que o susto inicial passou, os dois começaram a rir do ocorrido. Gargalharam antes de se afastarem um pouco.

Dean e Natalie desenrolaram as cabeças e ficaram olhando para o teto enquanto continuavam rindo. Quando conseguiu parar de rir um pouco e recuperou o fôlego, a loira disse incrédula:

– Sr. Awesome, eu não acredito que você quebrou a cama de novo.

– Epa! Eu não. Desta vez foi você que quebrou a cama, baby. — defendeu-se Dean ainda ofegante.

– Eu? — indagou Natalie ofendida. — Isso não é verdade. Foi você, eu tenho certeza. Foi bem naquela hora que...

A loira parou de falar e Dean resolveu refrescar a memória dela:

– Bem naquela hora que você se empolgou, eu me empolguei, nós ouvimos um estalo, mas não conseguimos parar.

Natalie mordeu o lábio inferior e olhou para Dean antes de admitir:

– Tudo bem, nós dois quebramos a cama.

– É justo. — concordou Dean também olhando para ela. — Mas quer saber? Eu estava com saudade disso. De quebrar camas com você.

Natalie riu e admitiu:

– É, eu também.

– Será que ainda tem algum estrado inteiro? Porque nós podíamos... Recomeçar até não sobrar mais nada para contar história. — sugeriu ele com certa malícia.

Ao ouvir aquela sugestão, Natalie aproximou o rosto e tocou os lábios de Dean com um beijo suave antes de responder:

– É tentador, mas antes eu preciso comer alguma coisa. Eu estou cheia de fome.

– Fome? — repetiu Dean. — Nossa... Eu também estou faminto, baby. Às vezes, parece que você lê os meus pensamentos, sabia?

Então os dois se levantaram, pegaram suas toalhas, se enrolaram e foram até a mesa. Sentaram em volta dela e Dean pegou duas embalagens com tortas de morango em uma das sacolas. Enquanto os dois comiam, Dean perguntou de boca cheia:

– Então você vai convidar o Cas para ser o nosso padrinho junto com a Mia?

– Vou. — confirmou Natalie também de boca cheia. — Eu só não convidei antes porque eles estavam brigados. Mas agora que os coelhos estão em paz, por quê não?

De repente a loira riu ao notar algo no rosto de Dean. Ele engoliu o pedaço de torta e olhou para ela sem entender qual era a graça. Então Natalie aproximou o dedo indicador dos lábios dele e limpou o chantilly concentrado ali. Em seguida, levou o dedo à boca e o lambeu discretamente enquanto Dean observava o gesto atentamente.

Em seguida os dois se olharam como se tivessem pensado na mesma coisa, mas não tiveram coragem de dizer.

Natalie pegou um guardanapo e limpou a boca um tanto sem graça. Dean fez o mesmo. Os dois olharam para os pedaços de torta praticamente intocados sobre a mesa. Tinha tanta cobertura...

Se olharam de novo e enquanto passava a mão pelo pescoço, Dean resolveu perguntar:

– Por acaso, você teve um pensamento meio impróprio? — depois que Natalie fez "sim" com a cabeça, ele arriscou — E por acaso envolve... Chantilly?

– O que você acha? — rebateu Natalie sorrindo para ele.

Dean entendeu qual era a resposta e sorriu de volta. Então os dois olharam para a torta e depois para o que havia sobrado da cama... Se olharam de novo.

Mais tarde no bunker

Sam abriu a porta do quarto de Claire discretamente e entrou. Encontrou a noiva sem nem precisar adentrar muito o cômodo porque ela já estava esperando por ele perto da porta há um bom tempo.

Os dois se abraçaram e começaram a se beijar ardentemente. Se afastaram um pouco e Sam começou:

– Claire... Eu preciso dizer uma coisa. Eu não estou me sentindo bem em mentir para o Bobby desse jeito.

– Nem eu. — confessou Claire e depois de pensar um pouco, indagou — Então você acha melhor nós pararmos por aqui? E fazer o que ele nos pediu? Nos comportar?

Sam olhou para Claire por alguns instantes enquanto pensava nas questões levantadas por ela. Em seguida, passou as mãos pela nuca da garota, sorriu e respondeu:

– Eu acho que nós podemos pensar nisso amanhã.

Claire sorriu de volta e o caçador a beijou enquanto os dois caminhavam em direção à cama já se livrando de algumas peças de roupa pelo caminho.

Sam a deitou sobre a cama caindo sobre Claire e passando as mãos pelo corpo dela que estava incrivelmente quente. Assim como o dele.

Com certa urgência, eles foram se livrando das peças que restavam. Se beijaram de novo enquanto as mãos de Sam percorriam as pernas de Claire e ela arranhava as costas dele o trazendo para mais junto do seu corpo...

No dia seguinte

O alarme do celular de Claire começou a tocar indicando que eram oito horas da manhã e aos poucos ela foi abrindo os olhos. Viu Sam deitado ao seu lado e ele também acordou. Os dois sorriram levemente e Claire desejou:

– Bom dia.

– Bom dia. — respondeu Sam a olhando com carinho. Mas em seguida, a sua expressão mudou. Ele ficou visivelmente tenso e exclamou — Dia!

– Ai meu Deus... Dia! — disse Claire dando-se conta do que Sam queria dizer. — Eu não acredito que nós dormimos!

Sam levantou da cama e começou a vestir a calça apressado enquanto Claire levantava também.

– Tudo bem, não foi sua culpa. Você está no seu quarto. Eu é que devia ter voltado para o meu. — tranquilizou o Winchester enquanto procurava a sua camisa.

– É isso o que você está procurando? — perguntou a garota mostrando que vestia a camisa xadrez do caçador.

De repente, toda a pressa de Sam pareceu desaparecer e ele simplesmente ficou parado do outro lado da cama observando a noiva abrir os botões da camisa bem devagar enquanto olhava para ele.

– Claire... Não faça isso. — pediu ele.

– Isso o quê? — questionou ela fazendo-se de desentendida.

– Isso que você está fazendo. — insistiu Sam engolindo em seco.

– Tudo bem. Então eu paro. — acatou Claire parando antes de chegar ao último botão.

No entanto, ela continuou encarando Sam de um jeito que estava mexendo com ele. E depois de respirar fundo e hesitar um pouco, ele finalmente deu a volta na cama, aproximou-se de Claire e abriu o último botão da camisa. Começou a retirar a peça bem devagar enquanto os longos cabelos da garota caíam sobre os seus seios. Sam parou. Fechou os olhos. Colocou a camisa de volta na noiva e admitiu:

– Eu não consigo.

– Você quer que eu tire? — propôs ela.

– Eu não consigo sair deste quarto. — esclareceu Sam.

Claire se aproximou mais dele. Suas mãos subiram pelos braços do Winchester e encontraram o seu pescoço. Depois a nuca e o rosto de Sam. Ele finalmente abriu os olhos.

– Então fique. — pediu a garota com o rosto bem próximo do dele.

– Mas e o Bobby? — lembrou Sam.

– O que nós estamos fazendo não é errado, então... Vamos parar de agir como se fosse. Fique e depois nós conversamos com ele. Contamos a verdade e pronto. Ele vai ter que entender. — argumentou Claire.

– Você está certa. — concordou Sam depois de pensar um pouco. — O Bobby vai ter que entender que é muito difícil... Que é impossível ficar longe da filha dele... De resistir... — acrescentou ele antes de colar seus lábios nos de Claire.

Em seguida, Sam a segurou pela cintura. A abraçou mais forte enquanto a beijava mais intensamente. Os dois caíram na cama, mas instantes depois Sam levantou e mudou de ideia:

– Não, ele não vai entender, ele vai nos matar.

Claire riu enquanto sentava na cama e discordou:

– Agora você está exagerando.

– Tudo bem, ele não vai nos matar, mas vai ficar arrasado e isso vai nos matar do mesmo jeito.

Claire suspirou vencida e concordou:

– Você está certo. — e começando a tirar a camisa, ela disse — Bem, isso é seu...

– Não! — interrompeu Sam. — Fique com ela! Depois você devolve. — pediu ele e Claire a colocou de volta rindo levemente.

Em seguida, ela levantou da cama e os dois caminharam até a porta. Ela na frente, pensando em dar uma olhada no corredor primeiro para se certificar de que Bobby não estaria por perto, e Sam logo atrás. Porém, ao abrir a porta, Claire teve uma grande surpresa.

Bobby segurava uma bandeja com leite, café e algumas panquecas. Ele se preparava para bater na porta, mas como percebeu que ela tinha sido aberta, anunciou ainda com a cabeça baixa:

– Bom dia, filhinha. Você estava demorando para levantar, então eu resolvi te trazer o café na cama e...

Ao erguer a cabeça e ver a filha apenas com uma camisa muito grande para ser dela e Sam dentro do quarto sem a camisa, que devia ser a que Claire vestia, Bobby emudeceu.

Houve um longo e constrangedor momento de silêncio durante o qual Bobby encarou o casal com certa decepção e Sam e Claire o olharam de volta visivelmente constrangidos. Até que de repente, a garota cortou o silêncio:

– Eu posso explicar...

– Foi minha culpa. — adiantou-se Sam dando um passo a frente.

Bobby ignorou o que os dois disseram e estendeu a bandeja para Claire dizendo um tanto seco:

– O seu café.

Assim que ela segurou a bandeja, Bobby deu as costas e se afastou. Sam e Claire se entreolharam mais uma vez...

Notas finais
Vixeeeeeeeeeeeeeeeeee o Bobby pegou!!!! Corram para as colinas porque o próximo capítulo será traumáticoooooooooooooo. Oi? Eitcha lelê, que casais salientes... Eu só não consigo imaginar Kevloe fazendo certas coisinhas, então peguei mais leve com eles. Eles são muito fofis! Este capítulo está pronto desde o século passado e era para eu ter postado há muito tempo, mas... Como o Nyah estava trolladaço... Enfim. Atualmente, eu terminei de escrever o capítulo 51 e pelas minhas contas malucas, a fic vai até o capítulo 54. Já estou bem adiantada, mas os capítulos 52 e 53 serão bem complicados de escrever porque tem bastante paranauês de ação. Oi? Na verdade verdadeira, o capítulo 51 já foi um calvário, mas gostei muito do resultado. Na verdade verdadeira again, a partir do capítulo 48 a coisa vai se complicar bastante, viu? Até o capítulo 47 será só love, só love, só love, só love... Mas depois disso... Não me responsabilizo pelos danos causados aos vossos neurônios e feelings e nem aos meus. A partir desta semana que vai começar, eu vou tentar postar às segundas, quartas e sextas, ok? Aguardem e verão! Bjs! Apesar de muita gente já ter lido este capítulo pelo Face, aguardo reviews *-*