Crossfire

17 Hunting together


Notas iniciais
Oi! Cheguei! Estou no paraíso... Que abundância, meu irmão... kkkkkkkkkkk Deleta. Eu e os títulos esdrúxulos, não é, sociedade? Mas esta semana eu lembrei de uma fic com este mesmo nome e que eu ainda ia começar a ler. Acabei descobrindo que a autora excluiu. Why????? De certa forma, até que o título tem a ver com o capítulo. Ah! Muito importante, nas notas finais eu vou divulgar mais lançamentos das coleções R.I.P Dean e Sam Winchester. Aí quem ainda não votou, pode votar, quem quiser mudar o voto, pode mudar e quem não quiser votar, não tem problema. Mas seria legal se todo mundo participasse. Aí no próximo capítulo, eu vou divulgar o resultado. Se der empate, vou abrir uma nova votação e se der empate de novo aí... Eu decido! Comunico também que consegui dar uma adiantada na fic, então irei postar dois capítulos por semana. Tá bom né, gente? Vou tentar postar sempre as terças e sextas. Beijinhos e lá vai o devaneio voador...

Era noite e Claire estava correndo em uma floresta nos arredores de Maine. Ela e Sam tinham chegado na cidade há três dias e conseguiram localizar o ninho dos vampiros que estavam atacando turistas nas estradas da região.

Porém, um dos vampiros não estava no ninho no momento em que Sam e Claire invadiram o lugar e fez mais uma vítima na noite anterior. Então o casal se viu obrigado a ficar e por um fim naquilo antes de pegar a estrada. E era desse vampiro que Claire fugia naquele exato momento.

Instantes depois, ela parou de correr e olhou para trás. Ao ver algo se mexendo perto de uma árvore, ela voltou a correr o mais rápido que pôde. Ela podia ouvir o vampiro se aproximando depressa.

– Socorro! Alguém me ajude! — gritou Claire.

Em seguida ela passou por uma figueira e correu mais alguns metros. O vampiro, que era um homem branco de aparentemente trinta anos e de cabelos curtos e escuros, passou pela mesma árvore segundos depois. Porém, algo o acertou o impedindo de continuar perseguindo Claire. Isso porque um facão atravessou o seu pescoço certeiramente fazendo a cabeça dele cair para um lado e o corpo para o outro.

Claire parou de correr e olhou para trás um tanto ofegante. Viu Sam parado ao lado do corpo segurando o facão ensanguentado. Seu rosto e parte da sua camisa estavam respingadas pelo sangue do vampiro. Ele olhou para Claire e enquanto se aproximava dele, ela sorriu e comemorou:

– Bem na hora, Van Helsing.

– Isso foi uma péssima ideia. — reprovou o caçador.

– Funcionou. É o que importa. — ressaltou a garota.

– Mas que fique bem claro que eu não gostei nada disso. Eu não gostei de você ser a isca, Claire. Foi muito arriscado. — opinou ele visivelmente preocupado.

– Este vampiro era mais esperto do que os outros, Sam. Era a única forma de atraí-lo. — argumentou ela parando de frente para o caçador.

– Isso foi loucura, Claire. E perigoso. Você podia ter se machucado. Ou coisa pior. Eu não sei onde eu estava com a minha cabeça quando concordei com essa ideia... Nós nunca mais vamos fazer isso de novo, entendeu? Da próxima vez, vai ser do jeito convencional. Ficamos de olho até o vampiro tentar se alimentar e então nós atacamos. Nós formamos uma boa dupla, Claire, mas para continuar assim você precisa se manter viva. E eu não vou arriscar a sua vida de novo, entendeu? — expôs Sam ainda mais preocupado e demonstrando arrependimento por ter concordado com o plano da garota, que fingiu que havia quebrado o carro na estrada meia hora antes, chamando a atenção do vampiro e o atraindo para a floresta onde Sam tinha ficado escondido o tempo todo esperando o momento certo de agir.

Claire sorriu achando encantadora a forma como Sam tentava respeitar o fato de que agora ela era uma caçadora, mas sem deixar de tentar protegê-la. Aquilo era fofo e a deixava ainda mais apaixonada.

Pensando nisso, Claire disse:

– Sabe... Se você não estivesse sujo de sangue, eu te beijaria agora mesmo. Mas eu acho que primeiro você precisa de um bom banho e depois cama.

– Você quer dormir aqui nesta cidade? Eu pensei que nós íamos pegar a estrada logo depois de cuidar deste vampiro. — disse ele um tanto confuso.

– Quem falou em dormir, Sam? — insinuou Claire antes de passar por ele lhe lançando um olhar que fez o Winchester entender perfeitamente quais eram as intenções da garota.

Sam sorriu e enquanto a seguia prosseguiu:

– Ah! Agora eu lembrei como você me fez concordar com esta ideia maluca. É assim que você sempre me convence, não é, Claire? Me seduzindo. E então, quando eu dou por mim, eu já concordei com tudo o que você disse, sem questionar uma vírgula.

– Pois é, e se prepara porque até o fim da noite, eu pretendo te convencer a cortar o cabelo. Só um pouco, não se preocupe. Eu gosto dele, eu amo na verdade, mas eu estou preocupada que até o dia do casamento, ele esteja maior do que o meu. — brincou ela.

– Olha só! Além de nem se dar ao trabalho de negar, ela ainda faz piada com o meu cabelo. — protestou Sam rindo um pouco. E enquanto limpava o rosto com um lenço, acrescentou — Eu preciso manter os meus olhos bem abertos com você, Claire Singer.

– Você deve mesmo, Sam Winchester. — concordou ela enquanto andava por uma trilha que levava ao acostamento onde o seu carro estava parado. — Mesmo porque se eu não conseguir te convencer, eu mesma vou cortar o seu cabelo. Quando você estiver dormindo...

Claire riu e começou a correr na direção da estrada. Sam também correu e a alcançou antes que ela chegasse no carro. A segurou fazendo a garota se voltar na direção dele, passou um braço em volta dela, enquanto segurava o facão com a outra mão e a beijou. Ela correspondeu sem se importar que a camisa dele estivesse respingada de sangue e passou os braços em volta do pescoço de Sam.

Instantes depois, eles se afastaram um pouco, Sam sorriu e disse:

– Eu te amo, mas não mexa com o meu cabelo.

– Eu te amo, mas mantenha os seus olhos abertos. Eu estou avisando. — provocou ela.

Claire o beijou de novo. Em seguida, eles caminharam até o carro e entraram. Logo, Claire deu partida e os dois seguiram para o hotel.

Enquanto isso...

Mia entrou em uma das salas do bunker onde Kevin trabalhava na tradução da Tábua dos Anjos, com base em algumas imagens impressas, e sentou de frente para ele depois de colocar o seu notebook e a garrafa térmica sobre a mesa.

– Eu já disse que eu estou muito feliz por você ter voltado? — começou ela sorrindo animada.

– Já. Inclusive eu perdi as contas de quantas vezes você disse isso. E olha que eu voltei há menos de 24 horas. — respondeu Kevin achando aquilo engraçado.

Mia abriu o notebook e enquanto pesquisava algo na Internet continuou:

– Ah... É que eu estava me sentindo muito sozinha aqui, sabe? Sem ninguém para conversar. O Sam e a Claire estão em Maine caçando vampiros, o Dean e a Naty passam a maior parte do tempo concentrados naquela pesquisa, tentando descobrir o que os anjos querem com ela. Isso quando eles não estão se agarrando ou desaparecem durante algum tempo. O Vincent é um gato e, portanto, não fala, e o Crowley... Bem, o Crowley não conta.

Kevin ergueu o olhar na direção da garota e lembrou:

– Você está esquecendo de uma pessoa.

Mia deduziu de quem o profeta estava falando, tomou alguns goles de café e esclareceu:

– Esta pessoa também não conta. Mas voltando ao assunto, eu estou muito feliz por você ter voltado, Kev. É bom ter alguém para conversar. Mas eu quero que você saiba que eu sinto muito... Pela Chloe. Aliás, como foi isso exatamente? Por que você terminou com ela mesmo? Ah, é! Porque ela está investigando a queda dos anjos. Sem saber que é isso, obviamente. Mas sabe, eu acho que ela aguentaria descobrir a verdade e lidar com tudo isso. Eu aguentei. Você também. No fundo, ninguém está pronto para descobrir que anjos, demônios e monstros existem, mas todo mundo pode se acostumar. O que não tem remédio, remediado está. Não é isso que as pessoas dizem por aí? Então, eu acho que você devia conversar com ela e explicar tudo. E reatar. É, eu acho que você pode conciliar as duas coisas, o relacionamento com ela e as suas obrigações como profeta. Você não acha?

Kevin estava meio zonzo com tantas perguntas e afirmações, ainda mais por que Mia tinha falado aquelas coisas num ritmo muito acelerado, provavelmente por causa da cafeína. Além disso, ele não queria mais tocar naquele assunto. Era doloroso. Por isso, ele demorou alguns instantes para responder:

– É complicado, Mia. Eu não quero que o sobrenatural destrua a vida da Chloe como, de certa forma, destruiu a minha. Eu gosto dela, mas... Ela vai ficar melhor sem mim. Quem sabe ela até esqueça aquela história de “alienígenas”?

– Ah... Eu não sei. Na verdade, eu acho que você atiçou ainda mais a curiosidade dela. — opinou Mia.

– Você acha? — temeu Kevin.

– Ah, com certeza. — afirmou a garota e só então percebeu que ele tinha ficado ainda mais preocupado. — Ou talvez, ela esqueça os “alienígenas”. — tentou consertar em seguida.

Neste momento, Castiel entrou na sala trazendo um livro, se aproximou do profeta e relatou:

– Eu descobri mais uma língua que o Metatron usou para escrever a Tábua dos Anjos. Na verdade é uma vertente antiga do enoquiano. Extinta há milhares de anos.

Castiel afastou os olhos do livro por um instante e olhou para Mia. Viu que ela olhava para ele. Rapidamente ela disfarçou e voltou-se para o notebook. Ele voltou a olhar para o livro.

– Isso é muito relevante, Cas. Considerando que eu não falo enoquiano. Que dirá uma vertente antiga e extinta de enoquiano. — resmungou Kevin fazendo Mia rir.

Castiel a encarou, ela parou de rir e se concentrou em algo que estava procurando na Internet enquanto o anjo dizia para Kevin:

– Você pode não falar enoquiano, mas uma parte sua é capaz de entender. Você precisa tentar mais, Kevin. Persistir. Aos poucos, as palavras vão ficar claras na sua cabeça.

– Eu não sei... Eu acho que eu sou um péssimo profeta, sabia? Não tem como chamar o próximo da lista? — perguntou ele.

– Só se você morrer. — respondeu Castiel soando mais natural do que gostaria.

Mia riu de novo e sem tirar os olhos da tela esclareceu:

– Foi uma pergunta retórica, anj... Castiel.

– Desculpe, Kevin. — lamentou o anjo um tanto sem graça. — Bem, eu vou continuar pesquisando. — acrescentou e então começou a se afastar.

Kevin olhou para Mia e questionou:

– E você? O que tanto procura aí?

– Ah! Só uma pista sobre um caso. — respondeu ela tranquilamente fazendo Castiel parar no meio do caminho. — Eu tive um pesadelo na noite passada, mas só agora as coisas estão ficando mais claras. Parecia uma casa assombrada por um espírito. Eu via uma placa de uma imobiliária escrito "Vende-se". Mas tinha uma família morando na casa, então eu acho que eles tinham acabado de se mudar e a placa ainda não tinha sido retirada de lá. Eles pareciam felizes num primeiro momento, mas em seguida eu comecei a ver umas coisas bizarras e... Eu acho que um deles se machucava e os outros ficavam bem assustados. Eu quase senti uma presença na casa. Uma presença maligna, sabe? Por um instante, era como se eu estivesse lá.

– Tem certeza que você não sonhou com Horror em Amityville? — debochou Kevin.

– Muito engraçado. — resmungou Mia. — Não, não era Horror em Amityville, mas também era bizarro. E agora eu estou procurando o imóvel no site da tal imobiliária para descobrir para onde eu devo ir exatamente.

– Então você está pensando em... Ir checar isso? — quis confirmar o profeta.

– Claro. Aquela família estava em perigo. Eu não posso ignorar um pesadelo assim. Além disso, já está na hora de caçar de novo. Sair, ver gente, ver gente morta... — respondeu Mia.

Castiel se aproximou da mesa e lembrou:

– Você não pode sair para caçar, Mia. Você precisa ficar no bunker.

Ao ouvir isso, ela afastou os olhos da tela e encarou Castiel com raiva antes de dizer:

– Sorte a minha que eu não preciso da sua autorização.

– Os anjos ainda estão atrás de você. É muito perigoso. Você não deve se arriscar. — argumentou ele com firmeza.

– Eu sei me cuidar sozinha. Eu escapei dos anjos que me prenderam, lembra? Assim como você escapou. O engraçado é que você me condenou por não ter tido fé em você, mas você também não tem fé em mim, não é mesmo? — contrapôs a garota visivelmente irritada.

– Não se trata de ter fé ou não. Eu só estou tentando te proteger. — explicou Castiel.

– Eu também só estava tentando te proteger. — ressaltou ela. — Eu sei que eu menti, que eu agi errado roubando a Tábua dos Anjos, mas ainda assim eu estava tentando te proteger.

Kevin olhava ora para Mia, ora para Castiel e sentia a tensão crescendo entre eles.

– Eu não pedi para que você me protegesse. — esclareceu o anjo.

– Nem eu estou te pedindo para me proteger agora. — rebateu ela.

Castiel suspirou irritado e indagou:

– Por que você faz isso? Por que você tem sempre uma resposta pronta para me confrontar?

– Eu não sei. Deve ser porque eu estou cansada das regras que você cria. E do fato delas só se aplicarem a mim, nunca a você. — respondeu Mia com ironia lembrando que Castiel lhe disse algo parecido no dia em que ela voltou para o bunker.

– E por que você distorce as coisas que eu falo? — questionou ele também lembrando daquele dia.

– Eu não estou distorcendo nada. Eu só não consigo entender por que você pode sair por aí caçando anjos e demônios e eu não posso checar a porcaria de uma casa mal assombrada?! — exaltou-se Mia levantando da cadeira e batendo os punhos na mesa.

– Pessoal... Calma. — pediu Kevin.

– São situações diferentes. — respondeu Castiel tentando manter a calma.

– Diferentes por quê? Os anjos estão atrás de você e estão atrás de mim. A única diferença é que você pode se arriscar lá fora, mas eu não! — argumentou Mia ainda mais nervosa.

– Você concordou em ficar aqui e ajudar o Dean a descobrir o que o Bartholomew quer com a Natalie. — lembrou Castiel tentando manter a conversa num nível civilizado.

– Isso foi antes do pesadelo. E eu não vou ignorar essa premonição. Eu não posso. Se eu ignorar, pessoas vão morrer. — expôs Mia se acalmando um pouco.

– Você pode ligar para o Garth e passar o caso para ele. — sugeriu o anjo.

– O Garth já está ocupado com o caso que a Natalie teve que dispensar. Mas mesmo que ele estivesse livre, eu não passaria isso para ele. O Garth não é nosso escravo, é nosso amigo. Ele também está se arriscando lá fora e nós não podemos jogar tudo nas costas dele. Não é justo. Além disso, caso você não tenha entendido, eu andei caçando nos últimos meses. Sozinha! Mesmo com os anjos atrás de mim, eu continuei caçando. Porque quando eu tinha um pesadelo assim, eu não podia simplesmente ignorá-lo. Assim como eu não vou ignorar este agora. — esclareceu Mia.

Castiel apoiou as mãos na mesa com força e afirmou:

– Você não vai sair do bunker.

Mia fechou a cara e olhou para o notebook. Reconheceu a casa com a qual havia sonhado no site da imobiliária. Estava numa página que mostrava os últimos imóveis vendidos. Depois fechou o notebook rapidamente, o segurou e disse antes de se afastar:

– Ótimo! A casa fica em Stratton, Nebraska, e foi vendida há três dias. A família deve estar se mudando. Fui!

– Mia! Volta aqui... — chamou Castiel enquanto a seguia.

Os dois pararam na porta onde Dean e Natalie estavam em pé, visivelmente atônitos com a discussão que ouviram da sala principal onde estavam antes.

– O que está acontecendo aqui? — quis saber Dean.

– Nada. — respondeu Mia tentando conter a raiva que sentia.

Mas então, por um momento, aquela palavra a fez lembrar de outra coisa. E no instante seguinte fez Castiel lembrar dessa coisa também. Os dois se olharam enquanto Dean, Natalie e Kevin também lembravam desta outra coisa. E por fim Mia olhou para o chão, pigarreou e esclareceu:

– Só para constar, quando eu disse "nada", eu quis dizer nada mesmo.

– Ok, eu vou começar de novo. — anunciou Dean. — O que está acontecendo?

Foi Kevin que resolveu responder:

– A Mia teve um pesadelo e precisa ir checar um possível caso. O Cas não quer que ela vá. Eles são dois teimosos que pensam exatamente da mesma forma, mas acham que pensam diferente. Ambos não ligam para o fato de ter anjos atrás deles, ambos querem se arriscar em nome do family business, ambos querem proteger um ao outro, mas nenhum deles quer aceitar a proteção do outro porque eles acham que não precisam um do outro, quando nós sabemos que é exatamente o contrário.

– Impressionante, profeta. — elogiou Natalie.

Castiel e Mia encararam Kevin por alguns instantes incomodados com a forma que ele disse aquelas coisas, mas no fundo sabiam que era a verdade. Mesmo assim, Mia resolveu negar:

– Eu não preciso dele.

– Nem eu dela. — afirmou Castiel também mentindo para si mesmo.

– Ah! E eles acham que estão brigando por causa deste caso e dos riscos que ambos correm lá fora, mas no fundo, eles estão apenas discutindo a relação. — completou Kevin.

– Para discutir a relação precisa existir uma relação. O que, convenhamos, não é o caso. — argumentou Mia.

– Porque eu terminei com ela. — salientou Castiel.

– Graças a Deus! Eu já te falei como eu me sinto mais leve desde que você tomou esta sábia decisão? — rebateu Mia com desdém.

– Como eu disse, dois teimosos. — reforçou Kevin.

Houve um momento de silêncio durante o qual Dean observou Mia e Castiel enquanto pensava numa solução para aquele impasse. Em seguida ele voltou-se para o anjo e questionou:

– Cas, se você terminou com a Mia, por que você acha que ainda tem o direito de protegê-la?

– Ótima pergunta, Dean! — vibrou Mia e olhando para Castiel exigiu — Responde esta!

Ele pensou um pouco e por fim explicou:

– Porque independente da nossa relação ter acabado, eu não quero que a Mia se machuque por minha causa, por causa da Natalie ou por causa de qualquer um de nós. Bem ou mal, nós estamos juntos nesta guerra e temos que permanecer assim e proteger um ao outro.

– Boa resposta. — elogiou Natalie.

Dean voltou-se para Mia e perguntou:

– E por que este caso é tão importante para você?

– Porque é um caso e um caso por si só já é importante. Porque pessoas precisam de ajuda e vão morrer se eu ignorar isso. Porque não é justo deixar elas morrerem, porque não é justo passar trabalho para outros caçadores o tempo todo, porque não é justo deixar que os anjos determinem o que a gente pode ou não fazer, se podemos ou não sair daqui, se podemos ou não caçar. Porque nós somos caçadores e não podemos parar de caçar só por causa de uma guerra idiota acontecendo lá fora. Além disso, eu sei me cuidar. Eu me cuidei muito bem depois que eu escapei do Bartholomew. Eu sei que é arriscado sair do bunker, mas não é justo ficar escondida aqui. Não é justo com a gente e não é justo com aqueles que precisam de nós.

– Excelente resposta, Mia! — parabenizou Natalie.

– Eu concordo, baby. — disse Dean olhando para a loira. — A Mia está completamente certa. Nós ainda não sabemos o que o Bartholomew quer ou como lidar com esta guerra, mas nós sabemos como lidar com outras coisas e não podemos ficar aqui enquanto pessoas estão precisando da nossa ajuda. Então, tudo bem, Mia. Você pode ir caçar.

A garota respirou aliviada e sorriu, mas Natalie questionou:

– Isso significa que eu posso caçar também? Se surgir outro caso, é claro.

Dean pensou um pouco e respondeu:

– Sim. Naty... Olha, nós não podemos ignorar o anjo psicopata que está atrás de você, mas eu estava errado quando pedi para você dispensar aquele caso. Nós não podemos abandonar o family business, mas nós temos que ser extremamente cautelosos daqui para frente. Então... Se surgir outro caso, nós vamos fazer o nosso trabalho. Anjo nenhum pode tirar isso da gente.

Natalie sorriu animada, segurou o rosto de Dean e o beijou antes de dizer:

– Eu já disse que eu te amo, Sr. Awesome?

Dean passou as mãos em volta da cintura dela e respondeu:

– Ah... Eu também te amo, baby... Me desculpe se às vezes eu sou muito protetor.

– Ah... Tudo bem, eu entendo. — tranquilizou a loira.

– Bem, já que é assim, eu vou pegar a estrada. — anunciou Mia dando um passo a frente e fazendo o casal se afastar um pouco.

– Ei! Espera aí, recruta. Eu não terminei. — avisou Dean e Mia parou. — Você está certa quando diz que nós não podemos ignorar um caso, mas o Cas também está certo. Nós temos que proteger um ao outro. Como um time e como uma família, lembra?

– O que você quer dizer com isso? — quis entender Mia.

Dean olhou Natalie ao seu lado e sorriu levemente antes de voltar-se para Mia e esclarecer:

– Eu quero dizer que você pode ir caçar, Mia. Desde que o Cas vá com você.

– O quê?! — surpreendeu-se ela.

– Eu topo. — concordou Castiel.

– Mas eu não! — discordou Mia.

– Eu vou com você. Está decidido. — afirmou Castiel.

Mia olhou para Dean e protestou:

– Isso é ridículo! Os anjos estão atrás dele, lembra? Eu vou correr mais perigo com ele do que sozinha!

– O Cas também escapou dos anjos e sabe se cuidar. Ele não é nenhum idiota, Mia. Ele sabe como despistá-los. Além disso, o Cas está com a graça do Theo. E nem todos os anjos sabem disso, então eles não podem rastreá-lo. Além disso, ele pode te proteger se alguma coisa sair errada.- argumentou Dean.

– Eu não preciso de um anjo da guarda. Muito menos de um ex-namorado anjo da guarda. — relutou a garota.

Houve um breve momento de silêncio durante o qual Dean respirou fundo. Em seguida, ele deu o ultimato:

– OK, o negócio é o seguinte: ou o Cas vai com você ou você não vai. Então, como vai ser?

Com raiva, Mia fechou a cara e cruzou os braços segurando o notebook contra o peito enquanto pensava numa solução para aquilo.

Algum tempo depois...

Mia jogou uma mochila no porta-malas do Mustang e depois entrou no carro. Castiel já estava acomodado no banco do passageiro e Dean, Natalie e Kevin observavam a cena do lado de fora do bunker, próximo à entrada do lugar.

– Eu sei o que você está tentando fazer, Sr. Awesome. — previu a loira. — Nós fizemos as pazes durante um trabalho, o Sam e a Claire também. E agora a Mia e o Cas vão caçar juntos.

– Você acha que vai funcionar? — indagou Kevin.

– Se não funcionar, eu ainda posso trancá-los no quarto. — respondeu Dean abraçando Natalie. E rindo levemente acrescentou — Sabe, durante muito tempo a Mia deu uma de cupido com a gente. Agora é a minha vez.

No carro, Mia tomou alguns analgésicos com um pouco de café e Castiel reclamou:

– Você não devia misturar estas coisas. Isso está te deixando ainda mais elétrica.

Mia respirou fundo e voltou-se para ele antes de dizer rispidamente:

– Ok, você quis vir comigo, o Dean não me deu escolha, tudo bem. Mas não pense que isso te dá o direito de opinar sobre o meu café, os meus analgésicos ou qualquer coisa da minha vida! E só fale comigo se for extremamente necessário, entendeu? E não responda!

Castiel a olhou um pouco assustado e achou melhor ficar em silêncio. Em seguida, ela aconselhou:

– Eu sei que você é um anjo e não vai morrer se por acaso eu bater o carro em um poste, mas se eu fosse você eu colocaria o cinto.

– Por quê...? — perguntou Castiel no exato momento em que Mia deu partida e acelerou o carro bruscamente fazendo o anjo ir para frente. — Você é maluca! — xingou ele.

– Eu avisei. — disse ela enquanto ele se ajeitava no banco e colocava o cinto de segurança.

– Eu sei por que você está fazendo isso. Você quer que eu desista de ir com você, mas eu não vou desistir, Mia. Não importa o que você faça ou o quanto me trate mal, eu vou com você. — esclareceu Castiel.

Irritada com aquela situação, Mia ligou o rádio. Começou a tocar Bad Luck do Social Distortion. Ela aumentou um pouco o volume.

– Se eu fosse você, eu me conformaria! — gritou Castiel.

– O quê?! — gritou Mia enquanto aumentava o volume e olhava para o anjo. — Eu não estou ouvindo! O que você disse?!

Então Castiel cruzou os braços dando-se por vencido e Mia sorriu vitoriosa. Em seguida, ela começou a bater no volante enquanto cantava e ele fechou a cara e ficou olhando a paisagem pela janela lateral.

Notas finais
Ahahahahahah eu adorei escrever este capítulo, mas peço desculpas porque sei que ele ficou meio longuinho. A musiqueta Bad Luck toca no episódio 9X09, mas eu ouvi pela primeira vez na série Bones (que eu amo) numa cena hilária. Como eu tinha escrito capítulos exclusivos para Clammy e Deanalie no começo da fic, eu achei meio injusto deixar os shippers de Miastiel (inclusive eu, né?) chupando dedo. Então até o capítulo 21 (se eu não me engano) teremos Miastiel trabalhando neste caso aí que é inspirado no episódio 4X11 Vestígios de família. Lembram? Não? Então Googla aí. Well, no capítulo 15, eu mostrei 6 modelitos de vestido de noiva para a Natalie, certo? Seguem mais algumas sugestões: Sugestões da McQueen: Modelito 7: https://31.media.tumblr.com/8eb56558a19b9025793c74b1257a3bad/tumblr_n1kg7pdSTT1tsa7n9o1_r1_500.jpg Modelito 8: http://weheartit.com/entry/70819947 Modelito 9: https://31.media.tumblr.com/e77e839994de8e04d78916839568868b/tumblr_inline_mw3u153auX1rtiah5.jpg Modelito 10: http://vestidosonline.tumblr.com/image/50059639451 Sugestão da Alexis Winchester: Modelito 11: http://www.centernoivas.com.br/colecao-vestidos-noiva Sugestão da Letty Queen: Modelito 12: http://goo.gl/ZXq3QK Sugestões da Pudding: Modelito 13: http://www.dicas10.com/wp-content/uploads/2012/07/vestido-de-noiva-mullet.jpg Modelito 14: http://i01.i.aliimg.com/img/pb/108/722/522/522722108_365.jpg Muito bem, no capítulo 16, eu mostrei 6 vestidos para a Claire, correto? Seguem mais sugestões: Sugestão da Letty Queen: Modelito 7: http://goo.gl/V6tpC4 Sugestões da Pudding: Modelito 8: http://dicasnainternet.com/wp-content/uploads/2013/07/vestidos-de-noiva-tendencias-2013-10.jpg Modelito 9: http://noivasdoriodejaneiro.com.br/wp-content/uploads/2014/01/IN-A129Nc.jpg Vixe maria, será que eu coloquei os links e os nomezinhos certos? Confesso que eu fiquei meio confusa com tantas sugestões kkkkkkkk Então se tiver alguma coisa errada, me mandem mensagens para eu corrigir no próximo capítulo. Pois bem, cumpram seus deveres cívicos... cof cof... E votem! Reviews? Inté o próximo devaneio, sociedade! Sexta-feira, ok?