Notas iniciais
Opa! Olha quem chegou! Euzinhaaaaaaaaa!!!! Gente, antes de mais nada deixa eu falar uma coisa: estou viciada em Arquivo X. Pronto. Agora deixa eu falar sobre este capítulo. Bem, depois que vocês lerem, vocês vão entender por que eu disse que o capítulo anterior não era o que parecia ser. Teremos algumas respostas também... Ai quanto mistério! Melhor eu não explicar nada. Eu faço as ressalvas lá embaixo, ok? Espero que gostem! Lá vai...

Era pouco mais de nove horas da manhã e Natalie estava terminando de se arrumar no quarto depois de ter tomado um banho minutos antes.

Ela vestiu um short jeans, calçou um coturno marrom, colocou uma regata branca e uma camisa xadrez vermelho por cima. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo e saiu do quarto.

Instantes depois, enquanto passava pelo corredor, ela viu a porta do banheiro sendo aberta e Dean saindo de lá.

Imediatamente a loira parou ao vê-lo só de toalha, ainda com o corpo um pouco molhado, assim como os cabelos, caminhando na direção dela.

E ao ver Natalie ali imóvel, Dean também parou e foi impossível não reparar que a loira o examinava atentamente da cabeça aos pés. Instantes depois, ela finalmente olhou para o rosto dele, suspirou e disse:

– Isso sim é o que eu chamo de "começar bem o dia."

Dean lembrou de uma situação parecida que aconteceu naquele mesmo corredor há alguns meses, quando ele nem sonhava em se envolver com Natalie... Bem, na verdade ele tinha sonhado com ela sim, mas na época ele não entendeu o que aquilo significa.

Relembrando essas coisas, Dean olhou para a garota com certa malícia e decidiu refazer a pergunta que lhe fez naquela época:

– Então você gosta do que vê, Naty?

Ela mordeu o lábio inferior também lembrando daquela noite e depois de dar mais uma boa "secada" em Dean, respondeu o que no fundo queria ter respondido naquela ocasião:

– Na verdade... No momento, eu estou mais interessada no que eu não consigo ver, Sr. Awesome. Você sabe... Por causa desta maldita toalha.

Fingindo surpresa, Dean disse indignado:

– Natalie Jones! Eu não sabia que você era assim... Tão pervertida. Mas fique você sabendo que eu não sou homem objeto não, viu?

Então ela suspirou dando de ombros e enquanto passava por ele disse:

– Desculpe, eu me expressei mal. Bem, te vejo no café, Sr. Awesome.

No entanto, Natalie não conseguiu passar por Dean porque antes disso ele a segurou pelo braço e a puxou para perto dele antes de protestar:

– Como assim "te vejo no café"? Então você fala uma coisa dessas e acha que vai ficar por isso mesmo? Não senhora...

Natalie riu e tentou se esquivar enquanto dizia:

– Dean, para com isso. É sério. Me deixa ir. Eu estou morrendo de fome... E preciso do meu café agora. Depois a gente brinca, ok?

– Depois coisa nenhuma. Agora. — exigiu ele.

Então Dean passou os braços em volta da cintura de Natalie e começou a guiá-la até o quarto dele enquanto a encarava com um leve sorriso.

Ao passarem pela porta, o Winchester a empurrou com um pé a fechando e continuou guiando a loira até a cama enquanto ela protestava:

– Sr. Awesome... Eu acabei de me arrumar...

– Desculpe, eu vou ter que te desarrumar um pouco, baby. Mas acredite, é por uma boa causa. — avisou ele a derrubando na cama e deitando por cima da garota.

– Mas eu só estava brincando... — choramingou a loira arrependida por ter o provocado no corredor.

– E eu só quero brincar também. — argumentou Dean enquanto Natalie dava alguns socos no peito dele tentando fazê-lo desistir daquela ideia.

– Não... Não agora, Dean... Depois... — continuou ela, mas então ele a calou com um beijo.

Por algum tempo, Natalie continuou batendo nele e tentando afastá-lo, mas a medida que a língua de Dean abria caminho na sua boca, ela foi diminuindo a intensidade dos golpes e se concentrando nos lábios dele também. E por fim, ao invés de bater no peito de Dean, Natalie começou a acariciá-lo sem perceber, sentindo a maciez da pele ainda úmida do banho embaixo das suas mãos.

Instantes depois, enquanto as mãos de Natalie deslizavam pelas costas de Dean em direção à toalha, ele segurou em um das pernas da loira, subindo por ela com determinação, apertando a sua coxa e parando no short que Natalie usava.

Então ele começou a despí-la enquanto acariciava todo o corpo da loira e por fim a toalha caiu no chão...

Algum tempo depois

Claire estava sentada ao lado de Sam na mesa da sala principal, com um braço em volta do braço dele e a cabeça em seu ombro. Ao mesmo tempo em que tomavam café, os dois liam pelo notebook uma notícia sobre algumas mortes em Maine. Os sangues das vítimas tinham sido completamente drenados de seus corpos.

– Eu aposto em vampiro. — deduziu o Winchester.

– Eu também. — concordou Claire. — Pela quantidade de vítimas, talvez um ninho deles.

– E já que nós ainda não descobrimos como lidar com a Abaddon e o seu exército, o que você acha da gente pegar este caso por enquanto? — propôs Sam.

Claire sorriu para ele e disse:

– Caçar vampiros com você? Eu não consigo pensar em nada mais romântico para o fim de semana.

Sam riu e pediu:

– Só me prometa que você vai tomar cuidado, ok? E que vai ficar perto de mim o tempo todo. Eu sei que você andou caçando sozinha, mas eu ainda me preocupo com você, Claire. Aliás, eu acho que vou me preocupar sempre.

– Tudo bem, eu prometo. — tranquilizou ela e depois de um momento em silêncio, mudou de assunto — Ah! Eu liguei para o Garth e ele aceitou ser o meu padrinho de casamento. E para madrinha, eu estou pensando em chamar a Mia. Você sabe... O Garth armou aquilo em Topeka e a Mia me compeliu para te beijar pela primeira vez naquele bar, lembra?

– Padrinhos perfeitos. — aprovou o Winchester e depois contou — Bem, eu chamei o meu irmão e a sua adorável noiva para serem os meus. Eles aceitaram, mas o Dean também quer nós dois para padrinhos deles.

– Como vai ser isso exatamente? Um casamento duplo onde os noivos são padrinhos um do outro? — indagou Claire achando aquela situação engraçada.

– Pois é, no mínimo confuso. Mas o que está me preocupando é que uma das madrinhas está desaparecida. — lembrou Sam.

– A Mia não ligou mais? — questionou a garota.

– Não. — respondeu Sam.

– Bem, eu espero que ela apareça até o grande dia. — desejou Claire. — E a Natalie decidiu quem vai chamar para serem os padrinhos dela?

– Não sei, mas se ela souber que você convidou o Garth, com certeza vai ficar com ciúme e vai tentar roubá-lo de você no meio do altar. — brincou Sam.

Claire riu e os dois continuaram conversando sobre o caso que iam investigar, sobre o casamento e sobre Mia.

Enquanto isso, Natalie terminava de prender os cabelos e descia a escada com Dean logo atrás. Ele estava terminando de abotoar a camisa que usava quando suspirou e disse:

– Isso sim é o que eu chamo de "começar bem o dia.”

– Pois saiba que isso vai ter volta, Sr. Awesome. — ameaçou Natalie fingindo-se de brava, mas no fundo sentia-se ainda mais apaixonada por ele.

– Ah... Eu estou doido para que tenha, baby. Aliás, você não quer me dar o troco agora mesmo? — provocou ele.

Natalie respirou fundo e reclamou:

– Eu estou faminta, exausta, tudo por sua culpa e você já quer brincar de novo? Mantenha sua calça, onde ela está, Dean Winchester. Ou eu não respondo por mim. — e quando os dois se aproximaram da sala onde Sam e Claire estavam, Natalie sussurrou — E trate de consertar aquela cama antes que alguém veja.

Antes de entrarem na sala, Dean a chamou e sussurrou:

– Ei! Eu te amo.

Natalie voltou-se para ele, sorriu e retribuiu:

– Eu também te amo.

Então os dois se beijaram rapidamente e em seguida entraram na sala.

– Bom dia! — cumprimentou Dean olhando para o irmão e Claire enquanto puxava uma cadeira e sentava de frente para eles.

Natalie sentou ao lado de Dean, sorriu e também cumprimentou:

– Bom dia, Claire. Bom dia, futuro cunhado.

– Bom dia. — respondeu o casal ao mesmo tempo olhando para os dois.

Natalie observou a mesa posta para o café da manhã e disse para si mesma:

– Panquecas, torta, leite, café, suco... Por onde eu começo? Eu estou cheia de fome. Epa! Cadê o cereal?

Claire empurrou a caixa de cereal para a amiga que agradeceu:

– Obrigada.

E enquanto Natalie se servia, Sam olhou para ela e Dean e disse:

– Vocês demoraram. Eu e a Claire já até terminamos de tomar café. Ah! Eu ouvi um barulho agora há pouco... Como se alguma coisa tivesse... Quebrado, sei lá. Está tudo bem?

Dean e Natalie se entreolharam, ela com certa vergonha e ele sorrindo ao lembrar da cama vindo abaixo. E enquanto se servia também, Dean desconversou:

– Tudo ótimo, Sammy. Melhor impossível. E o Cas? Alguma novidade?

– Ele ligou. Disse que está à caminho, que não descobriu muito coisa, apenas que foi mais uma luta entre anjos e que um dos lados perdeu feio. Nenhum sinal de demônios. — respondeu o irmão.

Em seguida, Dean olhou para o notebook sobre a mesa e perguntou:

– Pesquisando alguma coisa interessante?

– Um caso envolvendo vampiros. Eu e o Sam vamos checar. É em Maine. — relatou Claire.

– Humm... Que romântico. Sam Winchester e Claire Singer acertando os detalhes do casamento enquanto degolam uns dentuços por aí. Awesome. — brincou o Winchester mais velho.

Sam e Claire riram e ela disse:

– Por falar em detalhes do casamento, nós dois estávamos conversando sobre a Mia. Eu quero que ela seja a minha madrinha, mas desde que ela ligou e falou aquelas coisas sobre o Cas, ela não deu mais qualquer sinal de vida.

Natalie ia perguntar em quem Claire estava pensando para padrinho, quando a campainha tocou e os quatro se entreolharam. Em seguida, eles se levantaram e seguiram até a porta da sala. Sam na frente, Dean logo atrás e Natalie e Claire mais afastadas.

Em seguida, Sam pegou uma arma que mantinha na cintura e Dean fez o mesmo. Então o mais novo abriu um pouco a porta, olhou pela pequena abertura e depois voltou-se para o irmão e para as garotas visivelmente surpreso.

– Sammy, quem é? — indagou Dean preocupado.

O mais novo abaixou a arma, sorriu incrédulo e abriu a porta. Mia ergueu a cabeça e Dean abaixou a arma. Claire e Natalie sorriram surpresas.

– Mia? — disse Sam ainda surpreso.

– Olá, todo mundo! Voltei. — disse ela sorrindo um pouco sem graça.

Quando a surpresa inicial passou um pouco, Sam indagou:

– Você não vai entrar?

– Eu posso? — surpreendeu-se Mia. — Eu quero dizer... Depois de ter me... Apoderado de uma coisa que não era minha e ido embora com essa tal coisa?

– Você quer dizer, depois de ter roubado e fugido com a Tábua dos Anjos? — reformulou Dean transparecendo certa decepção. Mas em seguida, relaxou um pouco e permitiu — É... Você pode entrar, Mia. Aliás, vai ser bom ouvir você explicar por que fez aquilo exatamente.

Então Sam se afastou da porta e Mia entrou. E enquanto fechava a porta atrás de si, ela disse:

– Eu vou explicar... Mas resumindo...

No entanto, Mia não terminou a frase porque ao se voltar na direção dos quatro, uma porção generosa de água benta acertou o seu rosto em cheio a fazendo fechar os olhos instintivamente.

Ao abrir os olhos, ela viu Sam segurando um pequeno cantil e depois de cuspir a água que entrou acidentalmente na sua boca, ela completou:

– Eu fui enganada por um Transformer. — e depois de secar o rosto com a manga da blusa, continuou — E só para constar, eu não sou um demônio, ok?

– Desculpe... Mas eu precisava ter certeza disso, Mia. — explicou Sam sem graça enquanto guardava o cantil no bolso interno da jaqueta.

– Tudo bem... Eu entendo. — tranquilizou a garota, mas ao ver Dean pegar uma faca de prata em uma bolsa que estava perto do sofá, ela adivinhou — Ok... Vocês também precisam ter certeza de que eu não sou um metamorfo ou coisa do tipo, certo?

– Quer me dar a honra? — propôs Dean segurando a faca na direção dela.

– Não... Eu prefiro me cortar sozinha. Obrigada. — respondeu Mia. — Não que eu goste de me cortar, não é isso. Aliás, uma coisa assim seria bem estúpida e autodestrutiva, mas já que é para fazer isso, então que seja pelas minhas mãos, afinal...

– Mia, a faca. — interrompeu Dean estendendo o objeto para ela.

Então a garota a pegou, ergueu a manga da blusa e enquanto todos a olhavam um tanto apreensivos, ela fez um pequeno corte no antebraço por onde o sangue escorreu em seguida.

Então ela mostrou o corte para todos e explicou:

– Viram? A prata não queimou a minha pele. Isso significa que eu sou eu mesma, gênios. Mia is back in town.

Então ela entregou a faca para Dean que disse:

– Bem, apesar de você ter traído a nossa confiança e ido embora daquele jeito... É bom te ver, Mia.

Em seguida, e para surpresa da garota, Dean a abraçou. Depois foi a vez de Sam fazer o mesmo enquanto dizia:

– Mas você nos deve uma explicação. Melhor do que essa do Transformer.

– Eu vou explicar, eu prometo. E obrigada por me darem este voto de confiança... Apesar de tudo. — agradeceu ela olhando para ele e Dean, e sentindo-se mais à vontade depois da tensão inicial de voltar para o bunker e ter que encará-los.

Em seguida, ela desceu dois degraus que ligavam a entrada à sala e caminhou na direção de Claire que sorria para ela.

Então Mia lembrou da noite em que Claire saiu do bunker escondida indo direto para aquela armadilha da Abaddon, abraçou a garota e disse aliviada:

– Que bom que você está bem, Claire.

– Que bom que você voltou, Mia. — retribuiu a outra.

Em seguida, ela caminhou até Natalie e também a abraçou.

– Seja bem vinda de volta, sua maluca. — disse a loira sorrindo.

– Obrigada, Sra. Awesome. — agradeceu Mia e ao sentir um cheiro que vinha da mesa, ela se afastou e mudou de assunto drasticamente — Ai meu Deus! Aquilo é café? Eu estou louca por um café! Como vocês adivinharam que eu vinha? Café, café, café! Amo!

E como se estivesse hipnotiza por aquele aroma, Mia andou rapidamente até a mesa enquanto todos a seguiam, pegou uma xícara e se serviu. Em seguida, puxou uma cadeira, sentou e saboreou a bebida de olhos fechados.

Quando ela servia a segunda dose, todos já haviam sentado em volta da mesa e Dean cobrou:

– Sabe... Agora seria um bom momento para você começar a explicar porque foi embora daquele jeito.

– É. — concordou Sam. — E como assim um Transformer te enganou? Você está falando do Metatron, não é?

– Por acaso você conhece outro Transformer? — brincou ela, mas ao perceber que todos haviam ficado sérios, tomou a segunda xícara de café e respondeu — Sim, é daquele desgraçado que eu estou falando.

– O que aconteceu? — indagou Natalie.

– E por onde você andou? — acrescentou Claire.

Mia respirou fundo e enquanto servia a terceira xícara de café, começou a explicar:

– Olha, eu não me orgulho de ter agido daquele jeito, mas na época pareceu ser a única forma de ajudar o Cas. Então eu dei um jeito de entrar em contato com o Metatron e propus uma troca. A graça do Cas em troca da Tábua dos Anjos. Ele aceitou muito rápido e eu devia ter desconfiado que era uma armadilha, mas eu preferi arriscar e fui atrás dele. O problema é que... O Metatron me enganou. Pegou a Tábua dos Anjos, depois tocou na minha testa e me deixou inconsciente no meio do nada. Eu fui burra e agi errado, eu sei, mas...

– Você fez isso pelo Cas. — deduziu Claire demonstrando certa compaixão.

– Sim... — confirmou Mia. — Por falar nisso, onde ele está?

Todos se entreolharam e Sam respondeu:

– Ele não está aqui no momento, mas está à caminho.

– Como assim "à caminho"? Onde ele foi? — preocupou-se ela. — Você não contou para ele sobre a minha premonição, Sam? O Cas estava em perigo no meu pesadelo!

O Winchester mais novo não sabia como dizer para Mia que sim, ele havia contado sobre o pesadelo, mas Castiel não tinha dado à mínima para aquilo. Dean acabou o salvando de ter que explicar quando perguntou:

– E como foi isso? Esse sonho?

Mia pensou um pouco tentando ordenar os pensamentos e lembrar de cada detalhe do sonho e então respondeu:

– Ele estava preso em algum tipo de... Calabouço sendo torturado por um anjo. Eu acho que o nome dele era Theo. E tinha um outro anjo, o Cas o chamava de Malachi, ele parecia ser o líder e comandava aquela sessão de tortura. O Malachi queria que o Cas contasse como encontrar o Metatron, desfazer o feitiço da queda dos anjos, essas coisas. E esses anjos mataram uma mulher... E ela era um anjo também e...

– Mia. — interrompeu Dean visivelmente intrigado. — Quando você sonhou com isso exatamente?

– Há dois dias. — respondeu a garota. — Por quê?

Dean olhou para o irmão e respondeu:

– Porque... Isso já aconteceu, Mia. Há mais de uma semana, aliás. O Sammy estava em Topeka com a Claire, eu estava voltando para cá com a Naty e o Cas estava trabalhando em um caso que envolvia duas facções de anjos caídos. A facção do Bartholomew e a do Malachi. Nós não sabíamos, mas o Cas acabou sendo preso e torturado pelo Malachi e por esse Theo. Mas, não se preocupe. O Cas está bem. Ele conseguiu escapar e ainda levou um bônus.

Mia ficou completamente atônita por algum tempo enquanto absorvia o que tinha ouvido. Não sabia com o que estava mais perplexa. Se por ter sonhado com algo que já tinha acontecido ou com o fato de Castiel ter se tornado algum tipo de caçador.

Confusa, Mia olhou para Sam e indagou apenas para confirmar:

– Quer dizer que quando eu te liguei para contar sobre o pesadelo...?

– Já tinha acontecido, Mia. Há dias. — confirmou Sam. — E só para você saber, aquele não foi o primeiro caso que o Cas investigou, e nem o último. Inclusive, na noite que você ligou, ele pegou a estrada de novo e foi checar um incidente parecido em Pittsburg. Se você não estivesse tão nervosa no telefone e tivesse me contado com o que sonhou exatamente, eu teria te contado tudo.

Preocupada com os riscos que Castiel estava correndo ao ir atrás de anjos caídos, Mia questionou:

– E onde ele está agora? E como diabos ele escapou? No meu sonho, o Cas estava sendo torturado e até pedia uma morte rápida! Então como ele escapou? Eu não entendo...

Dean ia explicar, mas desistiu em seguida. Olhou na direção oposta de Mia e viu alguém parado na porta, logo atrás deles, se aproximando devagar. Logo Sam, Claire e Natalie olharam na mesma direção. E uma tensão se instalou entre eles.

– Eu matei o Theo. — revelou Castiel fazendo Mia se virar para olhá-lo. — Depois de ter pegado a graça dele... Emprestada. Foi assim que eu escapei, Mia. Eu fiz o que precisava ser feito.

Mia ouviu aquilo, mas não conseguiu dizer nada. Estava em choque com a presença de Castiel. Não sabia como agir ou o que dizer. Mesmo assim o seu coração acelerava a cada instante, feliz por rever o seu grande amor.

Mia estava aliviada por saber que Castiel estava bem e fora de perigo. Mas alguma coisa na expressão de Castiel fez o seu coração voltar ao ritmo normal pouco a pouco.

Castiel estava sério demais. Suas palavras soaram automáticas e o seu olhar era um tanto vazio. Ele não parecia nem um pouco feliz em revê-la.

Mesmo assim, Mia levantou da cadeira e continuou olhando para ele esperando que alguma coisa acontecesse e que Castiel voltasse a olhá-la do jeito carinhoso que costumava olhar. Mas isso não aconteceu e o silêncio entre eles permaneceu.

Notas finais
Oi? Sim, eu terminei o capítulo bem aí... kkkkkkkkkk não me odeiem. Posso adiantar que o próximo capítulo será bem tenso... Com uma dura e esclarecedora DR entre Miastiel... Ah! E só explicando para não restar nenhuma dúvida... É isso mesmo, quando a Mia sonhou com o Cas em perigo, aquilo já tinha acontecido. Lembram que no primeiro capítulo da fic, foi dito que o Cas tinha ido investigar um caso envolvendo anjos caídos? Pois é, pois é, pois é. Era esse. Ou seja, enquanto Deanalie e Clammy faziam as pazes, o Cas estava em apuros. Pode isso, Loki? Mas assim como na série, ele conseguiu escapar do Malachi e surrupiou a graça do Theo. Ufa! Agora por que a Mia sonhou com algo que já tinha acontecido... Digamos que o corpitcho da moçoila ainda está se readaptando depois que ela deixou de ser vamp e voltou a ser humana. Como sempre, haverá consequências para a moçoila. Mas não se preocupem, eu não pretendo matá-la de novo kkkkkkkkkkkkk Ok, isso não foi engraçado. Ah! E eu espero que você tenham aprendido uma lição muito importante no capítulo de hoje. Nunca, never, jamais, provoque um homem de toalha em um corredor. A não ser, é claro, que ele seja Dean Winchester. Oi? kkkkkkkkkk ai adorei escrever aquela parte eheheheheh Meu povo e minha pova, o que vocês acharam deste devaneio? Reviews, pleaseeeee! Previsão do próximo devaneio: 25 ou 26/02. Inté lá! PS: Lembram que no episódio 9X09 o Cas disse "Cas is back in town"? Aqui eu coloquei a Mia dizendo isso. Ela está de volta, sociedade. Muitos paranauês a caminho...