Crossfire

15 Family business


Notas iniciais
Oi! Eu não ia postar o capítulo hoje porque eu estava morrendo de preguiça de ligar o computer. Mas como eu disse que ia postar hoje, não queria pisar na bola e decidi travar uma luta aqui com a minha internet que para variar está a treva... Bem, no capítulo de hoje saberemos o que vai acontecer depois que a Mia acordar do seu sono da beleza, teremos um pouquinho de Deanalie e outros paranauês gerais. Nas notinhas finais, eu vou mostrar alguns modelitos de vestido de noiva para a Naty. No próximo, alguns para a Claire. E vou continuar mostrando modelitos durante os próximos capítulos, para depois vocês me ajudarem a escolher, ok? O título do devaneio é horrível. Não porque é horrível, afinal "Family business" é uma expressão bem forte, ainda mais se tratando de SPN. Mas é horrível porque eu não sabia que título dar, então passei meus olhinhos de noite serena pelo capítulo e "Family business" foi a primeira coisa que veio na minha cachola. Enfim. Lá vai...

Tinha entardecido quando Mia começou a acordar. Ao abrir os olhos e olhar para o lado, a primeira coisa que ela viu foi a poltrona. Vazia. Logo percebeu que estava no seu antigo quarto, deitada na cama de casal que agora parecia espaçosa demais para ela.

No entanto, logo ela percebeu que Vincent estava ao seu lado. A encarando com os seus grandes e redondos olhos amarelos. Ela sorriu levemente e o acariciou por alguns instantes.

Então Mia começou a lembrar do que havia acontecido e deduziu como chegou até ali. Sentou na cama e foi como se a sua cabeça ou o quarto, ou os dois, estivessem girando. Levou a mão à cabeça e fechou os olhos esperando aquela sensação de tontura passar. Em seguida, colocou a outra mão no bolso da jaqueta procurando a chave do Mustang.

– Son of a bitch. — xingou baixinho ao constatar que alguém havia pegado a chave.

Levantou e foi até a porta. Vincent permaneceu na cama a observando.

Mia teve receio de que a porta estivesse trancada, mas ao girar a maçaneta, ela abriu normalmente.

Instantes depois, Mia estava no andar debaixo. Caminhou até a saída, mas ao tentar abrir a porta, percebeu que esta sim estava trancada.

Ouviu um barulho e olhou para trás. Seguiu o ruído e encontrou Dean na sala principal, sentado à mesa, fazendo algum tipo de pesquisa. Sem tirar os olhos do papel, ele brincou:

– Bom dia.

Mia se aproximou e protestou:

– Isso é ridículo. Vocês não podem me manter aqui contra a minha vontade.

– Diga isso para o Crowley. — rebateu o caçador fazendo Mia entender que o demônio continuava preso no bunker.

– Então vocês vão me prender também? — questionou ela cruzando os braços contra o peito.

– Não. — respondeu Dean.

– Então eu posso ir embora? — arriscou ela.

– Não. — repetiu ele.

– Dean...

– Mia... Senta. — interrompeu ele antes que a garota protestasse de novo.

Ela hesitou um pouco, mas por fim puxou uma cadeira e sentou. Então Dean afastou um pouco os livros, olhou para Mia e recomeçou:

– Olha, eu não vou te obrigar a ficar contra a sua vontade. Eu sei que a situação entre você e o Cas ficou meio complicada, mas eu queria muito que você fizesse um esforço, pensasse melhor e ficasse. Por você, pelo seu bem estar e também porque nós temos muito trabalho pela frente. E eu preciso da sua ajuda. Nós formamos um bom time juntos, Mia. Você, eu, o Sammy, a Claire, a Baby, o Cas e até o Kevin que não está aqui no momento, mas que eu vou trazer de volta nem que seja amarrado. — Dean fez uma breve pausa e depois continuou — Tem um demônio no porão que sabe como matar a Abaddon, tem um exército de demônios lá fora, tem um anjo atrás da Naty por algum motivo, tem uma guerra acontecendo. E seria muito importante, para todos nós que você ficasse e nos ajudasse a colocar um fim nisso. Além disso, nós somos mais do que um time. Nós somos uma família. Uma família que se preocupa com você. E eu estou muito preocupado. Com o sonho que você teve, com algo que já tinha acontecido e com o que isso pode significar. Se tem alguma coisa acontecendo com você, Mia, mudando, sei lá, é mais um motivo para você ficar e deixar a gente te ajudar.

– Eu estou bem, Dean. — afirmou ela. — O sonho que eu tive... Foi a primeira vez que aquilo aconteceu e tudo bem, eu não sei por que, talvez esteja acontecendo alguma coisa comigo ou talvez seja só um efeito colateral por ter voltado a ser humana, mas você não precisa se preocupar. Ninguém precisa. Eu estou bem. Inclusive, nos últimos meses eu também sonhei com coisas que iam acontecer. E trabalhei em alguns casos. Eu voltei a ser eu mesma e é isso que importa.

– Mais um motivo para você ficar. De repente, você pode sonhar com alguma coisa que possa nos ajudar contra esses anjos ou demônios, ou os dois. — argumentou Dean. — Além disso, os anjos ainda estão te procurando, Mia. E eles não vão parar até te encontrarem de novo. E se isso acontecer... Eles vão querer saber onde o Cas e a Naty estão, onde o bunker fica...

– E eu nunca contaria. — garantiu Mia o interrompendo. — Dean, eu sei que eu errei quando roubei a Tábua dos Anjos, mas você pode confiar em mim. Eu nunca diria nada para os anjos que colocasse qualquer um de vocês em perigo.

– Eu sei. E é isso o que me preocupa. — temeu Dean. — Mia... Eu não quero que os anjos te encontrem e te torturem de novo. Eu não quero que você se sacrifique pela gente. Eu quero que você fique e que seja a guerreira que você sempre foi. Então... Por favor. Fique e lute com a gente. Como um time e como uma família. Fique.

Mia olhou Dean com carinho e sorriu levemente enquanto pensava um pouco. Percebeu que ele tinha razão. E era incrível como ele fazia aquilo. Como colocava as palavras de um jeito que era impossível contra argumentar, era impossível dizer não. E já que ele não dava outra opção, Mia acabou concordando:

– Ok, eu fico.

– Yes! — comemorou Dean.

– Mas eu preciso pegar algumas coisas no meu carro. — avisou ela.

– A sua mala está lá em cima. — disse Dean.

– E a minha garrafa térmica? — quis saber a garota.

– Na cozinha. — respondeu o caçador.

Mia pensou um pouco e sem querer entrar em detalhes, continuou:

– Mas eu preciso pegar uma outra coisa... No carro.

Dean a observou por alguns instantes. Depois pegou uma pequena nécessaire transparente que tinha encontrado no Mustang horas antes e que tinha deixado na cadeira ao lado até então.

Em seguida, colocou a nécessaire sobre a mesa e empurrou discretamente para a garota. E enquanto Mia observava o conteúdo dela um pouco sem graça, ele disse desconfiado:

– Era isso que você ia procurar? Para quem está bem, você anda tomando muitos analgésicos ultimamente.

– Eu sempre tive dores de cabeça, Dean. Mesmo antes de conhecer vocês e me envolver com tudo isso. É só um efeito do... Sangue de demônio. — explicou-se Mia.

– Tudo bem. Mas se elas piorarem, me avisa, ok? — pediu ele.

– Ok, Dr. House. Agora se você não se importa, eu vou tomar um banho, arrumar as minhas coisas e depois eu volto para te ajudar com... Seja lá o que for que você está pesquisando. — comprometeu-se a garota olhando os livros sobre a mesa.

Em seguida, ela se levantou levando a nécessaire e se afastou um pouco. E ao fazer isso, deu de cara com Castiel. Ele tinha ouvido a última parte da conversa e parecia um pouco preocupado.

– Como são essas dores de cabeça? Qual a frequência? — indagou o anjo.

– Não é da sua conta. E não fala mais comigo... Idiota. — respondeu Mia severamente antes de passar por Castiel esbarrando no ombro dele.

Depois que ela sumiu do alcance de visão deles, Castiel voltou-se para Dean que explicou:

– Ela quis dizer "Cas, eu ainda te amo. Mas você partiu o meu coração, então eu vou te dar um gelo até você me pedir perdão... Idiota."

– Pois então ela vai esperar sentada porque eu não vou me desculpar por ter sido honesto. Além disso, ela não é a única de coração partido aqui. É ela que devia me pedir perdão. Porque foi ela que errou comigo, Dean. — respondeu Castiel seriamente.

– Tentando acertar. — intrometeu-se Natalie entrando na sala e trazendo o seu notebook. — O que ameniza um pouco as coisas, não?

Sem querer discutir aquele assunto Castiel desconversou:

– Eu vou retomar a pesquisa sobre a Tábua dos Anjos.

E então ele deixou o casal sozinho e foi até uma das bibliotecas do bunker.

Dean olhou para o notebook que Natalie tinha acabado de abrir sobre a mesa e perguntou:

– Procurando mais vestidos de noiva?

– Não. O vestido eu já escolhi e eu espero que você não seja cardíaco, Sr. Awesome. Na verdade, eu achei um caso. — respondeu ela animada e depois explicou enquanto olhava ora para Dean ora para a reportagem na tela — É em Oklahoma. Uma bailarina foi encontrada morta numa sala da escola de dança onde ela fazia balé. Agora vem o detalhe cabuloso. Ela foi encontrada no centro da sala e os pés, ainda com as sapatilhas, a alguns metros do corpo. Sangue por toda a parte. Nada awesome...

– Espírito vingativo, demônio ou objeto amaldiçoado. — sugeriu Dean.

– Ou mais umas mil opções. — contrapôs a loira transparecendo certa empolgação.

Embora já desconfiasse da resposta, Dean perguntou:

– O que você está pensando em fazer?

– Como assim o que eu estou pensando em fazer? Caçar. — respondeu ela tranquilamente.

– Caçar? — repetiu Dean um pouco tenso.

– É, caçar. — confirmou Natalie e em seguida acrescentou empolgada — E você vem comigo. Sabe... Esse lance da Claire e do Sam terem ido caçar juntos... É tão romântico, não é? Sei lá... Me inspirou, me deu vontade de caçar também e... De brincar nos intervalos.

Dean ergueu um pouco as sobrancelhas e admitiu:

– Eu gosto desta parte. Mas...

– Mas? — estranhou Natalie percebendo que Dean estava escondendo alguma coisa e não sabia como dizer.

Ele a observou por alguns instantes, respirou fundo e encostou as costas na cadeira antes de responder:

– Desculpe, baby. Eu adoraria caçar com você e... Brincar nos intervalos, mas... Você precisa ficar no bunker por enquanto. É mais seguro. Então, ligue para o Garth e peça para ele checar este caso no nosso lugar.

– Por quê? — questionou Natalie ainda mais desconfiada. — O que está acontecendo, Dean? Por que eu não posso sair do bunker? — e ao perceber que ele estava ainda mais tenso, ela segurou a mão dele sobre a mesa e insistiu — Me diga. O que está acontecendo?

Após mais alguns instantes em silêncio, Dean finalmente respondeu:

– A Mia descobriu uma coisa. Sobre o anjo que te resgatou... Ele foi enviado por outro anjo chamado Bartholomew. E desde que você escapou do cativeiro, ele tem tentado te encontrar.

– Por quê? Por que um anjo me ajudaria a fugir? O que esse Bartholomew quer comigo? — questionou Natalie.

– Eu não sei, mas... Até o Cas me resgatou do Inferno por um motivo, então... Com certeza, o Bartholomew tem os seus motivos também. — respondeu o Winchester.

Natalie pensou um pouco e disse:

– Ok, eu entendo a sua preocupação, mas mesmo assim, eu não quero ficar presa aqui, Dean.

– Você não está presa, Natalie. — esclareceu ele.

– Você sabe o que eu quero dizer. Eu não quero ficar escondida. Eu quero sair, caçar, viver, comer torta numa lanchonete de beira de estrada e ouvir Fast Car enquanto eu dirijo e sinto o vento no meu rosto. Anjo nenhum pode me impedir de fazer isso. — insistiu a loira.

– Esse Bartholomew é perigoso, Naty. O Zeke já tinha me falado dele uma vez. — alertou Dean.

– Ele me resgatou da Abaddon. Isso significa que ele não queria que ela me machucasse ou... Coisa pior. Talvez ele não seja um bad boy, talvez ele seja um dos mocinhos. — supôs a caçadora.

– Ele torturou a Mia. — revelou Dean. — Isso faz dele um bad boy. E o fato dele te querer viva, não significa muita coisa. Talvez ele queira te machucar com as próprias mãos ou coisa pior. Ou talvez ele precise de você para alguma coisa que eu ainda não sei o que é. Eu sinto muito, Naty, mas de boas intenções, o céu também está cheio. E eu não te pediria para dispensar um caso e ficar aqui, se eu não estivesse realmente preocupado com o que isso pode significar. — argumentou Dean.

Natalie pensou um pouco, respirou fundo, levantou e começou a se afastar visivelmente insatisfeita com aquela situação e levando o notebook com ela.

– Aonde você vai? — preocupou-se Dean.

– Ligar para o Garth e passar as coordenadas do caso. — respondeu ela um tanto seca.

– Nós ainda podemos brincar. — lembrou Dean, mas Natalie não respondeu e então ele passou as mãos pelo rosto e retomou a pesquisa que estava fazendo.

Algum tempo depois, Mia voltou para a sala e enquanto se aproximava da mesa disse:

– Sabe, eu estou sentindo falta de uma certa pessoa. Onde diabos o Kevin está?

– Em Princeton. — respondeu Dean.

– O Kevin foi para a faculdade? — surpreendeu-se Mia enquanto puxava uma cadeira e sentava.

– Não exatamente... Na verdade, ele conheceu uma garota há alguns meses e ela estuda lá. Os dois tem passado um bom tempo juntos. O nome dela é Chloe e aparentemente ela pegou o nosso profeta de jeito porque por mais que eu ligue e insista, o Kevin se recusa a voltar para o bunker. — relatou Dean.

– Que bonitinho. O Kevin está apaixonado. Profetas também amam, não é? — refletiu Mia. — Mas infelizmente o mundo não é cor de rosa e ele tem aquela maldita Tábua dos Anjos para traduzir. Ele precisa voltar.

Dean ficou um pouco pensativo ao ouvir a última parte do que Mia havia dito. E por mais que ele quisesse ajuda com aquela pesquisa que estava fazendo, resolveu dar uma outra tarefa para a garota. Na verdade, um desafio. Então ele anunciou:

– Eu tenho uma missão para você, Mia. Eu duvido que você consiga trazer o Kevin de volta, mas se você conseguir, eu prometo que a sua garrafa de café nunca mais vai ficar vazia.

Mia sorriu, levantou e respondeu antes de deixar a sala:

– Bem, então eu vou fazer algumas ligações. E depois eu vou tomar um bom café preparado por Dean Winchester.

Notas finais
Well, well, well... Será que a Mia vai conseguir o café? kkkkkk Miastiel continua em crise, sociedade. Mas não se desesperem. Vai piorar. Mas depois vai melhorar. Oi? Me aguardem! Fiquei com uma certa dó da Naty neste capítulo, gente. A bichinha não pode nem caçar em paz porque o Bart está atrás dela. Pode isso, Loki? Mas foi fofo o Dean todo preocupado com a moçoila, né? Tudo bem que ela foi meio seca com ele... No próximo devaneio, desdobramentos... E no próximo devaneio, o Kevin finalmente vai aparecer. E a Chloe também... E só para constar, estou gostando muito desta nova personagem. Ela meio que me representa, sabe? kkkkkkkkkkk No próximo devaneio, eu explico por que. Bem, conforme prometido, hoje vou mostrar para vocês alguns modelitos exclusivos da coleção R.I.P Dean Winchester. Lá vai: Modelitos 1 e 2, sugestões da mishamiga Biiah Arc: http://weheartit.com/entry/100120515/via/biiaharcari?page=2 http://weheartit.com/entry/99986005/via/biiaharcari Modelitos 3 e 4, sugestões da mishamiga Juje Winchester: http://25.media.tumblr.com/tumblr_mc0mu6dsIE1r4ioefo1_500.jpg http://www.fashiondivadesign.com/wp-content/uploads/2013/03/Amazing-Short-Wedding-Dresses-1.jpg Modelitos 5 e 6, sugestões minhas mesmo: https://imageshack.com/i/naxj6ij https://imageshack.com/i/1apr0ej Conforme vocês devem ter percebido, a intenção é fazer o Dean infartar mesmo kkkkkkkkkkk E sim, eu queria muito que o vestido da Naty mostrasse suas pernocas, mas tem uns modelos mais discretos também. Eu particularmente gostei de todos e acho que ela podia casar com todos kkkkkkkkkkkkkkk Bem, no próximo capítulo lançarei a coleção R.I.P Sam Winchester. Vou mostrar mais modelos ao longo da fic e quem quiser mandar outras sugestões fique à vontade. Agora sobre o devaneio de hoje... Reviews? PS: Previsão do próximo capítulo 07/03 (vou tentar postar no dia 06, mas não prometo, tá?) PS2: Agora deixa eu voltar para o meu Carnaval aqui que consiste em terminar a 4ª temporada de Bones, começar a 3ª de Arquivo X e me atualizar em TVD! Bjs!!!!!