Crossfire

53 Encontre a garota e a mantenha segura


Notas iniciais
Vou parar de dizer “O próximo capitulo será postado no dia tal” porque eu sempre acabo postando antes kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk O motivo desta vez foi a recomendação que recebi da criatura ungida que atende pelo apelido de Maryh Hunter. Well, fiquei mexida com o que a senhorita escreveu lá no paranauê, principalmente porque você disse que eu converso com as leitoras e comento a fic kkkkkkkkkk E é isso mesmo, gente. Eu gosto de me comunicar com vocês e gosto de dizer o que eu mais gostei de escrever porque eu sou leitora dos meus próprios devaneios. Eu sofro e dou risada escrevendo essas coisas, assim como vocês quando estão lendo. Well, sendo assim, resolvi postar o capítulo hoje e dedicá-lo para a menina Maryh Hunter! Valeu, mocinha! E quero mandar um cheiro especial para todos os shippers de Deanalie. Porque como eu disse no anexo do capítulo anterior… Digo nas notas do capítulo anterior, o capítulo de hoje é deles. Espero que vocês gostem porque Deanalie é Deanalie até no Hell. Por falar nisso, saibam que eu escrevi este capítulo ao som da musiqueta Can’t take my eyes off you do Frankie Valli. Tenho certeza que em algum momento das vossas vidas, vocês ouviram esta musiqueta meiga. Inclusive, ela toca em um filme que marcou a minha adolescência chamado 10 Coisas que eu odeio em você. Resumindo, achei esta musiqueta muito Deanalie. Até imaginei o Frankie Valli no Inferno cantando só para o casal awesome enquanto os demônios em forma de fumaça preta tocavam saxofone. Oi? Ah! Sobre o nome do capítulo, vou deixar ninguém mais ninguém menos do que Dean Winchester explicar para vocês o que significa, ok? Enfim, está aí o capítulo de hoje que ia postar amanhã! Have fun, people!

Natalie tropeçou em mais uma pedra se desequilibrando um pouco, xingou baixinho e apoiou as mãos nos joelhos enquanto se recuperava da dor latejante em um dos seus pés.

Enquanto isso, Dean parou de caminhar e observou apreensivo um demônio em forma de fumaça passar por ele em alta velocidade e sumir na escuridão infernal instantes depois. O caçador não queria desperdiçar as balas de sal, mas estava sentindo que logo seria necessário utilizá-las.

Depois de se endireitar, Natalie voltou a caminhar, assim como Dean. O caçador olhava tudo em volta com atenção mantendo a mão direita sobre a arma presa na sua cintura até que Natalie olhou para frente e parou imediatamente ao mesmo tempo em que o seu coração deu um salto.

Dean demorou um pouco para perceber a sua presença ali, mas quando bateu os olhos na loira, também se deteve sentindo o seu coração disparar. Os dois estavam a cerca de quinze metros um do outro e se olharam profundamente enquanto se perguntavam se aquilo não era algum tipo de ilusão provocada pelo Inferno.

No entanto, de alguma forma, eles se reconheceram. Sabiam que aquilo era real. Sabiam que estavam diante um do outro. Sabiam que tinham se encontrado.

E de repente, foi como se os sons bizarros e agoniantes que ecoavam por aquela imensidão diabólica perdessem a força e se calassem completamente. Foi como se tudo em volta tivesse parado misteriosamente enquanto Dean e Natalie se encaravam, com suas respirações ofegantes e seus rostos suados e um tanto sujos. Mas mesmo assim, eles nunca se acharam tão atraentes. Nunca se amaram tanto quanto naquele momento.

Pensando nisso, os dois voltaram a caminhar. À princípio, com passos lentos e difíceis, mas logo eles se tornaram mais urgentes, apressados e até desengonçados diante daquela superfície irregular e pedregosa.

– Baby... – murmurou Dean.

– Sr. Awesome! – gritou a loira.

Eles correram até o outro e quando finalmente se encontraram, se abraçaram forte, de uma forma calorosa e emocionada, como se não se vissem há séculos ou como se achassem que não se veriam nunca mais. Dean segurou na cabeça de Natalie com uma das mãos, acariciando os seus cabelos entre os dedos, enquanto o outro braço envolvia as costas da caçadora a trazendo para mais perto, a mantendo segura, a salvo. Natalie, por sua vez, encaixou o seu rosto no ombro de Dean e fechou os olhos enquanto seus braços entrelaçavam o pescoço do caçador com uma força capaz de sufocá-lo.

Mas ele não pareceu se incomodar porque também estava apertando Natalie contra o seu corpo com bastante força. Dean não queria que ela escapasse, não queria que ela sumisse de novo. Apesar de um pouco dolorida (na verdade Natalie sentia cada osso do seu corpo gritando por socorro), ela também não reclamou.

Os dois não saberiam precisar por quanto tempo ficaram assim, abraçados, grudados um no outro como se tivessem medo de se desencontrar novamente, mas em dado momento a pressão do abraço diminuiu e eles procuraram o rosto um do outro.

Se olharam com certa ansiedade antes que seus olhos se fechassem e seus lábios se unissem de uma forma urgente e apaixonada. Natalie segurou o rosto de Dean explorando mais a sua boca enquanto ele segurava com força nos cabelos da loira, mantendo o rosto dela no ângulo ideal para tornar o beijo mais profundo e envolvente.

Os dois ainda se beijavam daquela forma calorosa, e até um pouco indecente, quando Dean sentiu as mãos de Natalie tentando tirar, urgentemente, a jaqueta surrada que ele vestia. Quando se deu conta, ele estava fazendo a mesma coisa em relação à jaqueta da loira. Mas o latido de um Cão do Inferno ao longe o despertou daquela espécie de feitiço do amor e Dean voltou a si.

– Espera... – pediu ele depois de afastar o seu rosto do de Natalie, que o encarou completamente perdida enquanto mantinha os dedos presos à jaqueta do caçador como fossem garras. – Nós não podemos brincar aqui, baby.

– Por que não? – questionou Natalie antes de tocar seus lábios suavemente nos de Dean enquanto acariciava a nuca dele.

Por um momento, o caçador esqueceu o que estava falando e apenas se entregou aquele momento de carinho mais uma vez. Porém, em seguida, com muito esforço, entre um selinho e outro, Dean conseguiu dizer:

– Porque nós estamos no Inferno.

Imediatamente, Natalie parou de acariciar a nuca de Dean e ficou imóvel por algum tempo enquanto pensava no que tinha ouvido e percebia que ele tinha razão. Afastou o rosto devagar e concordou meio perdida:

– Ah é...

Ainda confusa, a loira ficou em silêncio, se perguntando uma coisa. O desejo e a saudade dando lugar à preocupação que crescia a cada instante. Até que ela voltou a encarar Dean e questionou:

– Espera um pouco. Como você veio parar aqui?

– Do mesmo jeito que você. Eu passei pelo portal que o Bartholomew abriu no convento. – contou Dean com certa tranquilidade.

Natalie se afastou mais um pouco, mas ainda manteve as mãos apoiadas sobre o peito de Dean enquanto ele segurava delicadamente na cintura dela.

– Defina "Eu passei pelo portal que o Bartholomew abriu no convento." – pediu a caçadora encarando Dean seriamente.

Sem entender qual era a dúvida de Natalie, o Winchester resolveu ser mais claro:

– Bem, eu cheguei no convento, encontrei o Bartholomew, ele disse que tinha deixado você para trás, que o portal ia se fechar logo e então eu vim.

Natalie ficou em silêncio assimilando o que tinha ouvido, enquanto mantinha os olhos fixos nos de Dean que a olhava de volta esperando alguma reação por parte da esposa. E ela veio. Explosiva e dolorosa quando a loira fechou as mãos e distribuiu socos violentos contra o peito de Dean ao mesmo tempo em que gritava incrédula:

– Você o quê?! Você fez o quê, seu idiota maluco?! Eu não acredito que você fez isso! Não! Não... Não... Onde você estava com a cabeça quando resolveu fazer algo tão estúpido, seu imbecil?!

Um tanto ofendido, o Winchester segurou os pulsos da esposa a impedindo de continuar com aquela agressão e contrapôs indignado:

– Ah! Quer dizer que agora é assim? Idiota? Maluco? Imbecil? Mas há poucos segundos, você ficou tão alegrinha em me ver que até esqueceu que está no Inferno, não foi?

– Convencido... – resmungou a caçadora sem encontrar um argumento convincente para justificar o seu comportamento um tanto lascivo de momentos atrás.

– Convencido! – repetiu Dean. – E a lista não para de crescer!

– E burro! Muito burro! – acrescentou Natalie aos berros. – Droga, Sr. Awesome... Você não tinha nada que vir até aqui...

– Tinha sim. Ou você esqueceu do nosso acordo? Você no Inferno, eu no Inferno, lembra? – recordou ele.

– O acordo só valia se nós viéssemos juntos e preparados. E não você vindo atrás de mim e colocando a sua vida em risco por minha causa! – gritou Natalie cada vez mais nervosa se afastando mais um pouco de Dean.

– Para começo de conversa, nada disso teria acontecido se você não tivesse sido tão amadora. – criticou ele, perdendo a calma.

– Como é que é?! – ofendeu-se Natalie colocando as mãos na cintura e olhando Dean de cima a baixo.

– É isso mesmo que você ouviu. – reafirmou Dean, sem se intimidar. – Como que você sai do quarto daquele jeito e não leva nenhuma das espadas contra anjos com você, hein? O Cas trouxe um monte delas de várias cenas de crimes envolvendo duelos entre anjos, mas você estava sem nenhuma naquele dia! Mesmo sabendo que tinha um anjo psicopata atrás de você. E há algumas semanas, você usou o seu cartão de crédito naquela loja de conveniência, quando segurou aquela... Aquela mini pessoa no colo, lembra? Com certeza foi assim que o desgraçado do Bartholomew começou a te rastrear. Mas você também não pensou nisso, não foi, benzinho?

– Ele pode muito bem ter rastreado o seu cartão e não o meu, meu amor! – defendeu-se Natalie. – Você comprou o vestido de casamento com ele, lembra? Aliás, vestido que você rasgou, né? Só para constar... Brutamontes.

– Ah... Não me diga, que agora, nesta altura do campeonato, você vai se importar com aquele vestido?! Vestido não! Aquilo era uma arma de sedução, isso sim! Feito exclusivamente para me fazer perder a cabeça... E na hora, você bem que gostou. Mais do que isso, você estava pedindo, Natalie. Me provocando com todo aquele papo de fantasia no chuveiro! – acusou o Winchester lançando um olhar malicioso para a loira ao terminar de dizer aquelas coisas.

A caçadora respirou fundo sem acreditar que tinha mesmo ouvido aquilo, mas achou melhor ignorar porque no fundo, ela sabia que tinha sido mais ou menos assim mesmo. Em seguida, e voltando a se exaltar, a loira retomou o assunto:

– O próprio casamento, a festa, tudo foi pago com o seu cartão e com o do Sam. E agora você vem dizer que a culpa é minha?! Ah! Tenha dó, Dean Winchester! E eu não acredito que você veio até o Inferno só para brigar comigo deste jeito! Que inferno!

– Ok! Nós dois somos culpados! Todos nós somos culpados. O Sam, a Mia que providenciou tudo, todo mundo, ok?! Todo mundo errou! Todo mundo estava feliz demais para pensar nesses detalhes. – disse o Winchester encerrando aquele ponto da discussão. – Mas o que eu ainda não consigo entender é que eu te deixei sozinha por cinco minutos. Só por cinco minutos, Natalie! E de repente você não estava mais lá! Como isso aconteceu, afinal? Como você veio parar aqui?

– Cinco minutos coisa nenhuma! – protestou a loira sorrindo com deboche. – Você parecia uma noiva se arrumando, isso sim! Eu fiquei um tempão te esperando e foi durante este tempão que o Bartholomew me abordou. E enquanto você decidia o que vestir ou para que lado pentear o seu lindo cabelo, ele me encostou contra a parede. O Bartholomew não me deu outra escolha a não ser vir com ele! Ele ameaçou você, ameaçou os hóspedes do hotel, ameaçou Deus e o mundo! O que você queria que eu fizesse, hein?!

– Tentasse ganhar tempo, talvez! – sugeriu Dean elevando a voz mais uma vez.

Natalie ia mandar Dean para o inferno, mas ao se dar conta de que ele já estava naquele lugar, assim como ela, achou melhor tentar se acalmar um pouco. Instantes depois, de um jeito sério e com tristeza, ela tentou fazer com que Dean entendesse a gravidade da situação de uma vez por todas:

– Ele não me deu esta opção. O Bartholomew estava falando sério sobre machucar você.

– Como você sabe? – perguntou o Winchester também mais calmo.

– O Bartholomew disse que tinha dois anjos na porta do nosso quarto. E que se eu não aceitasse ajudá-lo, eles iam... Eles iam... Bem, você sabe muito bem o que eles iam fazer. – relatou a loira evitando entrar em detalhes que lhe causavam arrepios de medo.

– Ele estava blefando. – supôs Dean, embora no fundo não acreditasse nisso.

Na verdade, ele só queria que Natalie não tivesse feito aquilo, queria ter impedido de alguma forma, queria não se sentir culpado pela escolha que ela tinha feito, como de fato ele se sentia, queria ter evitado tudo aquilo, mas não pôde.

– Eu não podia arriscar. Nem a sua vida, nem as vidas daquelas pessoas. – argumentou Natalie cruzando os braços contra o peito para conter um arrepio que percorreu o seu corpo quando lembrou das palavras de Bartholomew.

– Então você resolveu arriscar a sua? – questionou Dean, embora soubesse que numa situação inversa, ele teria feito a mesma coisa.

– É isso o que caçadores fazem, não é? – lembrou a loira e em seguida ironizou ainda ofendida – Exceto as amadoras como eu, é claro.

Dean fechou os olhos por um breve instante e depois recomeçou mantendo a calma:

– Tudo bem, me desculpe. Você não é nem um pouco amadora, ok? Você é a melhor caçadora da galáxia. Do universo. Eu não devia ter dito aquilo.

– Nem ter vindo aqui. – completou Natalie.

– Eu fiz a minha escolha, assim como você fez a sua. – expôs Dean. E depois de pensar um pouco, ele indagou com os olhos fixos em Natalie – E sabe por quê? – quando percebeu que tinha toda a atenção da esposa, ele respondeu sinceramente, querendo colocar um fim naquela discussão – Porque eu te amo. Eu não vim aqui arriscar a minha vida, Natalie, porque você é a minha vida. Eu vim aqui para pegá-la de volta.

Ouvir aquilo fez com que Natalie esquecesse toda a discussão que ela e Dean protagonizaram até ali. Mais do que isso, ouvir aquelas palavras fez o coração de Natalie disparar da mesma forma que ele disparou quando ela reencontrou Dean há alguns minutos. Um sorriso leve e inevitável se formou no seu rosto, ela deu um suspiro profundo e os seus olhos brilharam quando ela finalmente conseguiu dizer alguma coisa:

– Eu gostei disso. Continua.

Dean deu um meio sorriso e ergueu as sobrancelhas por um instante antes de acatar o pedido e prosseguir:

– Ok, então eu vou te contar uma coisa. Quando nós éramos crianças e eu estive na sua casa naquela noite... Sabe o que o meu pai me disse quando eu descobri que Sarah e Henry Jones tinham uma filha? Ele disse "Dean, encontre a garota e a mantenha segura". E foi isso o que eu fiz naquela noite. E é isso o que eu estou fazendo agora. Eu sempre vou tentar te proteger, Natalie. Não importa se você está escondida embaixo de uma cama ou perdida no Inferno. – a loira sorriu levemente ao ouvir aquilo, mas após um momento de silêncio, Dean fechou os olhos recordando uma cena em sua cabeça e disse com certa malícia – Ou num bar de strippers, dançando com uma meia calça provocante, de uma forma provocante e... – Natalie ficou séria, tossiu para chamar a atenção do caçador e ele abriu os olhos. Se recompôs e concluiu – O que eu quero dizer é que eu sempre vou te encontrar, Naty. Sempre vou te proteger e sempre vou estar ao seu lado. Na alegria, na tristeza, na saúde, na doença, na Terra e no Inferno, lembra?

Natalie observou Dean atentamente por alguns instantes. Não estava mais com raiva por causa da discussão inicial. Muito pelo contrário. Descobrir que Dean a amava tanto assim, e naquelas circunstâncias, estava mexendo muito com ela. Não que Natalie tivesse alguma dúvida em relação aos sentimentos de Dean, mas ele tinha ido até o Inferno, literalmente, por ela. Isso significava alguma coisa, não?

Pensando nisso, a loira deu alguns passos na direção do caçador enquanto o olhava de um jeito sugestivo e era observada de volta. Depois, ela passou os braços em volta do pescoço dele e confessou:

– Sr. Awesome... Você está me deixando excitada com todo esse romantismo, sabia?

– Ah... E isso é muito apropriado considerando que nós estamos no Inferno e temos que sair daqui o mais rápido possível. – respondeu ele. – Aliás, isso me lembra que nós não devíamos ficar parados aqui. – disse um tanto tenso, segurando a mão da loira e a obrigando a caminhar no meio daquela escuridão que se tornava cada vez mais dominante.

Sem escolha, Natalie o seguiu, tropeçando nas pedras de tamanhos irregulares que havia pelo caminho. Mas em seguida, ela tomou a frente de Dean o obrigando a parar e anunciou:

– Espera! Eu também quero dizer algumas coisas.

Dean passou a mão pelo rosto preocupado e respondeu:

– Naty... Eu adoraria ouvir, mas nós perdemos tempo demais discutindo e...

– Eu te amo. – declarou a loira fazendo o Winchester se calar e a olhar visivelmente mexido com aquelas palavras. – Você foi muito burro de vir até aqui, mas eu estou feliz que você tenha uns neurônios a menos. Porque o Inferno não parece tão ruim com você, sabe? Aqui. Comigo.

– Eu gostei disso. Continua. – pediu o Winchester interessado e se esquecendo do Inferno em volta deles.

Ao invés de dizer mais palavras românticas, Natalie se aproximou de Dean com um brilho intenso no olhar, segurou o rosto dele entre suas mãos e colou seus lábios nos dele com ímpeto, fazendo o caçador ir um pouco para trás com o impacto. O beijou. Apaixonadamente enquanto ele a abraçava instintivamente e bem forte em seus braços.

Momentos depois, quando Natalie afastou o rosto, Dean estava sem fôlego. Então ela sorriu e finalizou:

– Agora me escute com atenção, Sr. Awesome, porque esses planos envolvem você diretamente, ok? Se nós sairmos dessa, sabe qual vai ser a primeira coisa que eu vou fazer? Tomar um bom banho. A segunda coisa? Quebrar uma cama. E a terceira coisa? Comprar uma torta... Com bastante chantilly.

Em seguida, a loira piscou para Dean e se afastou o deixando para trás completamente desnorteado com aquelas ideias sugestivas. Ele ainda imaginava cada uma destas etapas quando percebeu que Natalie estava indo pelo caminho errado. Então o caçador caminhou até ela, segurou em sua mão, fazendo ela desviar para a direção correta, e avisou:

– Ei, baby! É por aqui.

– Como você sabe? – questionou Natalie.

– Eu lembro onde eu acordei quando atravessei o portal, estive neste lugar por quarenta anos e, por isso, posso afirmar que o conheço melhor do que você. E além de tudo isso... Bem, eu sou homem. – respondeu o caçador com certo orgulho.

Natalie franziu o cenho e disse:

– Eu não entendi o último argumento.

– Eu sou homem, você é mulher... Você sabe... Mulheres são meio desorientadas com este negócio de direções. – explicou Dean.

– Você está me chamando de desorientada? – ofendeu-se a caçadora.

– Não! – negou Dean e a olhando de lado, sorriu e respondeu – Só de mulher.

Ao ouvir aquela explicação machista, a loira fechou a cara, olhou para frente, soltou a mão do caçador, apressou o passo, se distanciando dele, e avisou:

– Pode esquecer o chantilly.

Dean caminhou depressa, a alcançou e protestou:

– Como assim esquecer o chantilly? Promessa é dívida, Sra. Awesome...

– Eu não prometi nada, eu só sugeri. – esclareceu ela.

– E agora você está retirando a sugestão? – quis confirmar ele.

– E agora eu estou retirando a sugestão. – confirmou Natalie tranquilamente.

– Simples assim? – indagou Dean inconformado.

– Simples assim. – afirmou a loira com um sorriso vitorioso.

Dean fechou a cara e resmungou baixinho:

– Estraga prazer.

– O que você disse? – questionou Natalie voltando a olhá-lo.

– Esquece. – desconversou Dean enquanto caminhava mais depressa ao lado da esposa e olhava tudo em volta preocupado. – Mas as outras sugestões ainda estão valendo, não é? – perguntou ele instantes depois.

– Eu não sei... – esquivou-se Natalie.

– Como assim não sabe? – temeu Dean enquanto a loira se divertia internamente.

Os dois continuaram discutindo enquanto andavam por caminhos pedregosos rumo ao vale onde Dean havia acordado momentos antes. Depois, eles teriam que subir uma elevação montanhosa onde Natalie havia acordado quando foi parar ali.

Mas, o que nem um dos dois sabia era que àquela altura, o portal para a Terra já estava fechado e alguns dêmonios, que estavam por perto, começavam a sentir que tinham companhia...

Notas finais
Gostaram da musiqueta? Gostaram do capítulo? Deanalie é isso aí, sociedade. É sentimento, são beijos apaixonados no hell, são briguinhas, é fogo, é paixão, meu iaia meu iôiô… Ri escrevendo a discussão entre eles kkkkkkkkkkkkkkkk mas de uma forma geral achei muito emocionante e romântico o reencontro do casal. Awnnnttt tem como não shippar? Mas, porém, no entanto, todavia e doravante, conforme foi dito aí no finalzinho, os demos do mal começaram a sentir a presença de carne fresca no pedaço, então… Preparem o core de vocês porque o capítulo 54 será bem bem bem bem bem TENSO. E teremos mais Deanalie no Hell, o povo no convento, Abaddon destilando o seu veneno e notícias da Mia. Continuem confiando em mim, ok? Muahhhhhhhhhhhhhhhhhh Não vou dizer que dia vou postar o próximo capítulo porque vou acabar postando antes mesmo kkkkkkkkkkk mas acho, eu disse acho, que no domingo, ok? Ou seja, deem uma olhada no sábado. Bjs! Reviews? PS: Terça-feira à noite, fui mordida por um gato do mal e doeu pra c@#@&%* O bichano entrou no meu quintal, meus cachorros não gostaram nadinha, fui tentar salvar o gato e ele colocou metade da minha mão na sua boquinha pequenininha e NHACCCCCCCCCCC A dor foi semelhante a de uma descarga elétrica e eu caí pra trás. O gato passa bem, meus cachorros passam bem, mas eu fui parar no hospital para tomar algumas injeções. Esta é minha vida, este é meu paranauê. Fui!