Crossfire

31 Conversas e reencontro


Notas iniciais
Olá, sociedade! Desconsiderem o título do capítulo. É horrível mesmo, mas depois eu penso numa coisinha melhor e mudo eheheheheh Tenho uma confissão a fazer... Eu não ia postar este capítulo hoje porque eu estava triste... Oi? Triste porque eu estou sentindo falta de um monte de pessoinhas que comentavam a fic e que simplesmente desapareceram... Me deixando triste, muito triste... Snif... Entendo que muita gente estuda, trabalha e faz outros paranauês da vida, e que, por isso, nem sempre dá para se atualizar na leitura dos meus devaneios. Mas eu estou falando como ser humano e não como escritora que fica cobrando comentários. E a verdade é que eu estou sentindo muito a falta de vocês. Como ser humano e como amiga também porque apesar de não conhecer ninguém de vocês pessoalmente, vocês já fazem parte da minha vida de uma forma sobrenaturalmente inexplicável. Então... Voltem assim que possível, por favoooooooorrr... :-( Se não quiserem comentar a fic, tudo bem, mas só mandem um sinal de fumaça para eu saber que está tudo bem. Ou se vocês não estão mais gostando da história e quiserem desabafar, dar sugestões, fazer críticas, eu também estou aqui. Eu já estou bem adiantada em relação aos capítulos, e acho que vocês vão gostar do que eu estou escrevendo, mas sugestões são sempre bem vindas. Bem, mas se eu não ia postar hoje, então o que é que eu estou fazendo aqui? Muito simples: Mah Moura e Kichanny. Uma deixou um comentário que eu estou tentando digerir até agora de tão lindo e a outra me mandou uma mensagem super cute. E ambas mencionaram que hoje é terça-feira e aí eu me toquei que por mais que eu esteja meio tristinha e com saudade de um monte de gente, eu tenho que continuar escrevendo e postando para as pessoas que continuam aqui fazendo o meu mundo mais happy. Então eu quero agradecer de verdade a todo mundo que está persistindo na leitura dos meus devaneios, em especial a estas duas criaturas que mencionei aí em cima porque elas realmente me animaram hoje. E saibam que eu vou responder a mensagem e o comentário ainda hoje, mas ainda estou pensando no que dizer. Bem, é isso. Desculpem qualquer coisa e saibam que enquanto tiver uma pessoa, uma reles alminha viva por aqui, eu vou continuar postando as terças e sextas e não vou mais fazer este drama. Obrigada a todo mundo! Espero que gostem!

Claire desmanchou o sorriso ao perceber que o seu pai não tinha gostado nem um pouco de vê-la no quarto de Sam naquela situação.

– Isso é ridículo. Eu sou adulta. — protestou ela.

– Com você, eu converso depois, Claire. Agora vá para o seu quarto. — ordenou Bobby.

A garota pensou em argumentar, mas achou melhor obedecer para não entrar em uma discussão desnecessária. Seu pai, que ela sempre quis conhecer, tinha acabado de voltar e o que ela menos queria era brigar com ele.

Então ela pegou as suas roupas pelo chão e deixou o quarto enquanto Bobby encarava Sam.

– E você coloque uma camisa e desça. Nós temos muito o que conversar, Sam Winchester. — disse ele antes de afastar.

Minutos depois, Sam estava sentado à mesa da sala principal, visivelmente desconfortável e constrangido com aquela situação.

Bobby andava em volta dele com os braços cruzados contra o peito enquanto o observava atentamente. Em dado momento ele parou de frente para Sam, apoiou as mãos na mesa e perguntou:

– Então, há quanto tempo isso tem acontecido?

Um pouco sem graça, Sam respondeu:

– Há meses. — e como percebeu que Bobby ficou surpreso ao ouvir aquilo, ele acrescentou — O quê? Você quer que eu minta? Tem acontecido há meses, Bobby. Nós passamos um tempo separados, mas agora voltamos e... Voltou a acontecer. Isso é tão embaraçoso...

– Ela é minha filha, Sam. — lembrou Bobby um pouco irritado.

– Eu sei. E eu a amo. — ressaltou o Winchester. — Eu entendo que não seja fácil para um pai ver a sua filha no quarto de um homem, mas... Eu e a Claire nos amamos, somos adultos e vamos nos casar. Em duas semanas, aliás.

– Ah! Vão se casar, mas ainda não são casados. — salientou o caçador mais velho.

Sam não sabia o que dizer e estava cada vez mais constrangido com aquela conversa. Se Claire fosse filha de qualquer outra pessoa, com certeza Bobby não se importaria com o que viu, mas como ela era filha dele, Bobby não conseguia aceitar, não conseguia enxergar as coisas de uma forma natural, como de fato elas eram.

Depois de mais algum tempo em silêncio pensando, Sam lembrou com certo cuidado:

– Bobby... Mas já aconteceu. Você sabe... Aquilo. Não dá para fingir que não nem voltar atrás. Então qual é a diferença?

– A diferença é que ela é minha filhinha, Sam. Que eu acabei de conhecer. E você está certo, é difícil para um pai ver o que eu vi. Então... Eu agradeço muito se vocês se comportarem daqui para frente. Pelo menos até o casamento. É um favor que eu peço. Eu acho que vai ser mais fácil me acostumar com o fato de que a Claire é uma mulher adulta quando ela estiver casada. Agora eu só consigo pensar que ela é... A minha filhinha. Entende? — argumentou Bobby.

Sam entendia o lado dele. Bobby tinha voltado da morte há pouco tempo, descoberto que tinha uma filha e tudo era muito novo. E por mais que ele fosse um pai para Sam e Dean, Bobby não sabia como ser pai de uma garota, de uma mulher, de Claire. Ele ainda estava descobrindo isso. E então ele vê a sua filhinha no quarto do noivo e percebe que ela cresceu. Sem ele. E sente ciúmes. E quer protegê-la e preservá-la como se ela fosse uma adolescente.

Porém, mesmo entendendo o lado do Bobby, Sam não tinha certeza se conseguiria se comportar até o casamento. Muito menos se Claire conseguiria ou mesmo se concordaria com aquilo. A verdade é que os dois não estavam fazendo nada de errado. No entanto, eles precisavam fazer um esforço e dar um tempo para o Bobby se acostumar com tudo aquilo.

– Eu vou tentar. — respondeu Sam por fim. — E eu vou falar com a Claire. — acrescentou ele se levantando, mas sentou de novo quando Bobby colocou a mão no seu ombro o forçando para baixo.

Então Bobby explicou:

– Eu acho melhor você não ir ao quarto dela. Está tarde e...

– Nós podemos cair em tentação, não é? — indagou Sam sorrindo levemente, mas em seguida ficou sério porque percebeu que Bobby não havia gostado da brincadeira.

– Deixa que eu converso com a minha filha. Amanhã. — respondeu Bobby afastando a mão do ombro de Sam.

– Não é necessário. — avisou Claire entrando na sala e parando diante deles. — Eu ouvi tudo. E continuo achando isso ridículo. — e olhando para Bobby, prosseguiu — Olha, tudo bem que o senhor se preocupe comigo, você é o meu pai. Mas eu não sou criança e o Sam não está abusando de mim. O senhor não pode nos pedir... Uma coisa dessas.

– Claire, por favor... — pediu Sam temendo que os dois discutissem.

– Você tem razão, eu não tenho o direito de pedir uma coisa dessas. — concordou Bobby. — Mas mesmo assim eu estou pedindo porque eu preciso de um tempo para me acostumar, Claire. Não me entenda mal, eu aprovo o seu relacionamento com o Sam, mas... É difícil para mim perceber que você cresceu, que já é uma mulher e que não precisa mais de mim.

– Eu sempre vou precisar de você. Você é o meu pai. — afirmou ela.

– Então me deixe ser o seu pai. — pediu Bobby. — Me deixa te conhecer melhor nestas duas semanas, Claire. Eu não quero brigar com você e me desculpe se eu estou sendo super protetor ou ridículo mas eu só quero... Um tempo para me adaptar a tudo isso, para te conhecer e para aprender a ser o seu pai de verdade. Mas eu não consigo fazer isso com você e o Sam se agarrando na minha frente.

Claire riu e começou a explicar:

– Eu não estava agarrando o Sam na sua frente, nós só estávamos...

– Será que nós podemos esquecer aquela cena? O que vocês estavam fazendo, fizeram ou tanto faz? — interrompeu Bobby sentindo-se desconfortável ao relembrar aquilo.

Claire suspirou e pensou um pouco antes de assentir com um meneio de cabeça e concordar:

– Tudo bem, se isso te deixa mais tranquilo, eu vou tentar me comportar até o casamento.

Em seguida, ela abraçou Bobby e olhou para Sam por cima do ombro do pai. Sorriu levemente e piscou para o noivo que a encarou surpreso e um pouco assustado. Em seguida, Claire se afastou e desejou:

– Bem... Boa noite para os dois homens da minha vida.

– Boa noite, filha. — retribuiu Bobby.

– Boa... Noite... — respondeu Sam um tanto perdido nos seus pensamentos, mais especificamente no momento em que Claire piscou para ele.

Por que será que ela tinha feito aquilo?

XXX

No dia seguinte, pela manhã, depois de ouvir Claire contar o ocorrido na noite anterior, Natalie ficou paralisada por alguns segundos. Em seguida começou a sorrir até que não aguentou e caiu na risada.

Claire pegou um dos travesseiros da sua cama e jogou na amiga antes de reclamar:

– Para de rir, Naty! Isso não é engraçado.

– Desculpe, mas é engraçado sim. — respondeu a loira segurando o travesseiro e se acomodando melhor na extremidade da cama enquanto continuava rindo. Depois de fazer um certo esforço para parar de rir, ela respirou fundo e continuou — Mas eu estou confusa. Por que você piscou para o Sam? Você está pensando em desobedecer o papai, é?

– Não, eu realmente vou tentar fazer o que o meu pai me pediu. No fundo eu entendo que ele precise de um tempo para se acostumar com tudo isso. Mas é que o Sam tem todo aquele respeito por ele, porque de certa forma ele o vê como um pai também, que eu não resisti. Eu precisava provocá-lo. E você precisava ver a cara dele de assustado. Tão fofo... Entre a cruz e a espada. — respondeu Claire rindo um pouco ao lembrar da cena.

– Quer dizer que foi só por isso que a senhorita piscou para o Sam? — duvidou Natalie com um olhar malicioso.

– Foi. — confirmou Claire pouco convincente.

– Sei... — disse a loira ainda sem acreditar. Depois ela deitou na cama, ficou olhando para o teto e refletiu — Duas semanas sem brincar com o Sr. Awesome. Eu acho que eu morria. Mas em solidariedade à você, eu posso até tentar, amiga.

– Sério? — surpreendeu-se Claire.

Natalie pensou um pouco enquanto lembrava de alguns momentos com Dean. Depois suspirou e respondeu:

– Não, eu não consigo. Desculpe, Claire, mas você está sozinha nisso. Celibato não é comigo.

– Nem comigo. — murmurou Claire apoiando as costas na cabeceira e pensando em como aquelas duas semanas seriam difíceis.

Enquanto isso, Sam estava na sala principal com o irmão e havia terminado de contar o ocorrido para ele também.

Dean ficou sem reação por algum tempo até que Sam percebeu que ele ia rir e fechou a cara. Logo o mais velho não conseguiu mais se segurar e começou a gargalhar.

– Dean, para de rir. — pediu Sam. — Isso não é engraçado.

– Desculpe, Sammy, mas é engraçado sim. — disse o mais velho entre um riso e outro. Mas percebendo que Sam continuava com aquela expressão de que não estava gostando, ele respirou fundo e aos poucos foi parando de rir. E instantes depois continuou — Olha, eu respeito muito o Bobby, e mesmo sem entender como ele voltou exatamente, eu estou muito feliz por ele ter voltado. Ele é como um pai para a gente. Mas como sogro... Sammy, eu não queria estar na sua pele não.

– Obrigado, Dean. Você está ajudando muito. — ironizou Sam.

– Desculpe. — lamentou Dean respirando fundo mais uma vez para controlar a vontade de rir. Em seguida pensou um pouco e refletiu — Duas semanas sem brincar com a minha baby... Eu acho que eu morria. Mas em solidariedade à você, eu estou até disposto a tentar, Sammy.

– É mesmo? — estranhou o irmão.

Dean pensou um pouco enquanto lembrava de alguns momentos com Natalie. Depois suspirou e respondeu:

– Não, eu não consigo. Não com aquelas pernas desfilando na minha frente. Desculpe, Sammy, mas celibato não é comigo.

– Nem comigo. — confessou Sam apoiando as costas na cadeira. — Mas pelo Bobby e pela relação dele com a Claire, eu preciso tentar.

– Boa sorte, monge. — desejou o mais velho e momentos depois mudou de assunto — Mas você disse que o Bobby foi até o seu quarto para te mostrar algo em um livro. O que era?

Sam pegou um livro sobre a mesa, abriu na página que Bobby havia marcado e explicou:

– Ele encontrou uma coisa que pode nos ajudar com a questão da Primeira Espada. O Crowley disse que ela foi escondida embaixo da jaula do Lúcifer, certo? — depois que Dean assentiu com um meneio de cabeça, Sam continuou — O Bobby encontrou este livro onde um dos Homens das Letras fala sobre um ritual capaz de abrir um portal para o Inferno. O palpite do Bobby, e o meu também, é que a única forma de chegar até a Primeira Espada é abrindo este portal o mais próximo possível da jaula do Lúcifer.

Dean pensou um pouco e depois questionou:

– Então você está dizendo que para pegar esta espada, nós vamos ter que abrir um portal e ir para o Inferno? Literalmente? — e ao perceber que Sam queria responder, mas não sabia como, Dean deduziu — Nós não. A Naty, certo?

– Ela é a chave, não é? — lembrou Sam com certo cuidado e ao perceber que Dean tinha ficado preocupado, ele tentou tranquilizá-lo — A Natalie não precisa ir sozinha, Dean. Nós podemos ir junto. Mas de acordo com a profecia, somente ela pode chegar perto o suficiente para pegar a Primeira Espada. — expôs o mais novo.

Depois de um momento em silêncio, Dean discordou:

– Fora de cogitação. A minha baby não vai para o Inferno. Eu nunca pediria isso para ela, nunca deixaria ela fazer isso. Nunca.

– Dean, esta parece ser a única forma de conseguir a espada e matar a Abaddon. — argumentou Sam.

– Não, tem que haver outro jeito. — relutou ele.

– E se não houver? — questionou Sam.

– Você quer que eu mande a Naty para o Inferno?! — indagou Dean perdendo a calma. — Literalmente?

– Não, claro que não. — respondeu Sam. — Mas eu acho que ela tem o direito de saber o que o Bobby descobriu e de decidir o que quer fazer à respeito. Esta luta não é só nossa, Dean. É dela também. Da Claire. De todos nós. A Abaddon fez e ainda pode fazer coisas horríveis. Ela é perigosa e nós temos que por um fim nisso.

– Se para dar um fim na Abaddon, a Naty vai precisar se arriscar deste jeito, eu passo. Ela não vai para o Inferno. Nem sozinha, nem com a gente, nem com ninguém e nem nunca, entendeu? — esclareceu Dean. — Nós podemos tentar outra coisa. Nós podemos caçar a Abaddon, prendê-la aqui, e deixá-la apodrecer para sempre no porão. Ou cortá-la em pedacinhos como fizemos da última vez.

– Dean... A Abaddon tem um exército de demônios com ela. Não vai ser fácil conseguir rastreá-la e prendê-la. Além disso, a única forma de mandar aqueles demônios para o Inferno é matando a comandante deles. E a única forma de matar a Abaddon é com a Primeira Espada. — argumentou Sam.

Dean levantou e passou as mãos pelo rosto enquanto andava pela sala ainda mais nervoso. Depois parou de frente para o irmão e garantiu:

– Nós vamos pensar em outra forma de despachar este exército também.

– Dean...

– Qual é, Sammy?! — interrompeu o mais velho e olhando tudo em volta, argumentou — Bunker dos Homens das Letras, Legado, conhecimento sobrenatural inestimável! Deve haver outra coisa em algum desses milhares de livros empoeirados que seja capaz de matar a Abaddon e quem mais estiver com ela. Então nós vamos procurar esta outra coisa e vamos encontrá-la, ok? Mas a minha Naty... Não vai para o Inferno. E chega deste assunto.

– Ei, idjits! Já estão brigando? Destas discussões, eu não senti nenhuma falta. — disse Bobby entrando na sala segurando um jornal.

– Nós não estamos brigando. O Dean só não gostou da ideia da Natalie ter que ir até o Inferno. — esclareceu Sam.

– Nós temos que encontrar outra forma de matar a Abaddon, Bobby. Uma forma que não coloque a Naty em perigo. — completou o Winchester mais velho ainda preocupado.

– Dean, eu entendo que você se preocupe com a Natalie, mas antes de ser sua noiva, ela é uma caçadora. Ela precisa saber o que eu descobri e fazer a escolha dela. — argumentou Bobby.

– Não. — relutou Dean. — Vocês sabem muito bem que ela é louca o suficiente para concordar com isso. E eu não posso permitir. É suicídio. Então o que nós temos que fazer é descobrir outra forma de lidar com a Abaddon. E por enquanto, ninguém comenta nada deste portal com a Naty, ok?

Bobby e Sam se entreolharam e acabaram assentindo. Em seguida os três ouviram passos na escada e logo Natalie e Claire chegaram na sala. Sam fechou o livro discretamente e o colocou embaixo de outros livros sobre a mesa.

– Então, alguma novidade? — perguntou Natalie estranhando a troca de olhares entre os três caçadores.

– Não, nenhuma. — mentiu Dean.

Natalie franziu a testa desconfiada e Claire olhou para Sam. As duas perceberam certa tensão nas expressões deles, assim como no rosto de Bobby.

– O que está acontecendo? — insistiu a loira encarando o noivo.

Dean hesitou e Bobby resolveu responder:

– Nós só estávamos conversando sobre a Primeira Espada. Você sabe, até agora nós não encontramos nenhuma forma de chegar perto da jaula do Lúcifer para pegá-la e então nós achamos melhor pesquisar outra arma.

– Mas o Crowley disse que a Primeira Espada é a única arma que pode matar aquela vadia ruiva. — lembrou Natalie.

– Ele pode ter mentido. Ou talvez ele só conheça esta arma. Sei lá. — cogitou Bobby. — De qualquer forma, vocês tem um acervo sobrenatural aqui. Não custa nada procurar por outra coisa.

Natalie pensou um pouco enquanto olhava para os três caçadores. Depois se concentrou em Dean e perguntou:

– Está tudo bem, Sr. Awesome?

– Claro, baby. Por que não estaria? — tentou disfarçar ele.

Natalie não estava convencida e ia insistir novamente quando Bobby folheou o jornal que segurava até então e mudou drasticamente de assunto:

– Na verdade, o Dean está um pouco tenso com um possível caso que eu descobri neste jornal. Não com o caso em si, mas sim porque ele não acha uma boa ideia você sair do bunker para caçar com ele. Por causa do Bartholomew. Ele ainda está atrás de você, não é?

Dean assimilou rapidamente a história que Bobby havia contado e Natalie se convenceu de que era isso que ele estava escondendo. Então ela lembrou:

– Sr. Awesome, você prometeu que quando surgisse outro caso, nós iríamos caçar. Além disso, vai ser bom pensar em outra coisa que não seja o Bartholomew, a Abaddon e essa droga toda. Por favor...

Dean pensou um pouco, sorriu levemente, embora a sua expressão ainda indicasse que ele estava preocupado, e respondeu:

– Tudo bem. Vamos caçar, baby.

– Yes! — comemorou a loira se jogando nos braços dele. Em seguida ela se afastou e Bobby lhe entregou o jornal. — Deixa eu ver do que se trata... Humm... Parece um hotel mal assombrado. Duas pessoas já morreram por lá... Interessante...

– Hotel mal assombrado? — repetiu Mia que tinha aberto a porta instantes antes e ouvido o que Natalie tinha dito. — Deus me livre! — completou ela lembrando do incidente do Hotel Califórnia.

Todos se voltaram para ela e para Castiel que entrou junto com a garota. E estranharam porque eles deixaram a porta aberta.

Então Mia parou e voltou-se para trás antes de chamar:

– Vem, Chloe. Não seja tímida. Eles são feios, mas não mordem.

Logo a garota apareceu na soleira da porta e olhou tudo em volta impressionada com a grandiosidade do lugar. Depois olhou para as pessoas na sala que a encaravam com certa curiosidade. Ela deu alguns passos a frente, mas parou ao ouvir uma voz familiar:

– Isso não faz o menor sentido. Se o feitiço da queda dos anjos é irreversível, então por que o Metatron exigiu que a Mia entregasse a Tábua dos Anjos para ele? O que ele está escondendo? — questionou Kevin que tinha surgido na sala segurando algumas imagens e anotações sobre o artefato.

– Eu tenho me perguntado a mesma coisa. — respondeu Chloe que durante o caminho tinha ouvido Mia contar aquela história e havia feito o mesmo questionamento.

Ao ouvir aquela voz, Kevin olhou na direção da porta e o seu coração acelerou subitamente ao reconhecer a ex-namorada parada ali. Chloe também sentiu uma emoção forte diante daquele reencontro e por mais que ela quisesse caminhar até Kevin, as suas pernas não lhe obedeciam.

Os dois continuaram se olhando em silêncio e visivelmente emocionados enquanto as outras pessoas na sala observavam o casal esperando que alguma coisa acontecesse...

Notas finais
Eheheheheh o reencontro Kevloe continua no próximo capítulo. Será fofis! Será que Natalie terá que ir para o inferno, sociedade? Aguardem os acontecimentos finais da fic e descubram (mas não se preocupem, ainda está longe da fic terminar). Será que Sam e Claire vão conseguir se comportar? Eis a questão... E como será este caso que Deanalie vai investigar? Só para adiantar, me inspirei em um episódio da segunda temporada... Bem, sexta-feira tem mais um capítulo com certeza absoluta daquelas bem absolutas mesmo e sem nenhuma sombra de dúvida, independente da quantidade de reviews que este capítulo receber. Mas... Reviews me deixam happy e mais inspirada, então fiquem à vontade. Inté sexta!